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Uma crônica em português

Belmiro Wolski

Pela janela do flete observo a rua. Pessoas andando pelas calçadas. Carros com frenéticos motoristas em pleno horário de ruche. Num autedor, um leiaute de escritório bem funcional. Escrivaninhas com desquetopes embutidos, armários e tudo o mais. É o pessoal do márquetim atacando para valer.

Volto para minha mesa de trabalho. O lugar é apertado. Que bom se eu morasse em uma casa bem espaçosa, com um belo rau de entrada, amplo lívim. Até um ambiente de rome tíate, por que não? O restante pode até ser estândar. Até mesmo um apartamento maior, desde que tivesse piscina e um bom pleigraunde. E pensar que tem gente que prefere morar em um motorrome, só pela facilidade de viajar.

Enquanto manipulo o mause do meu lepetope, penso que seria bom ter um agadê com maior capacidade. Afinal, os dráiveres ocupam cada vez mais espaço. Mesmo os programas fri são pesados. Enfim, todo o sofeteuere. Além do mais, o computador já está velho. Acho que preciso de um novo. Não posso correr o risco de ficar na mão e ter que ir a uma lanrause para trabalhar. Talvez à tarde eu passe no chópim para fazer um orçamento de um computador novo. Aí eu aproveito para comprar uma calça gins naquela loja em liquidação que está tudo com 40% ofe.

Vou agora consultar o saldo da minha conta via internete bênquim. Posso até levar o lepetope ao banheiro, pois tenho o sistema uaifai. Realmente, o merchandáisim das novelas me convenceu. É muito mais laite ser um cliente virtual de banco. Agora abro um imeiol e, enquanto aguardo o daunloude de um arquivo, o antivírus soa o alarme. Nada de mais, apenas um espaiuere. Aí eu penso como é bom ter proteção onlaine. E de preferência com apideite diário, que é mais seguro.

Já me cansei de trabalhar. Afinal de contas, ultimamente estou fultaime no computador. Ligo a minha televisão novinha, uaidescrim, fulagadê, e lá está a Madona na emetivi. Com certeza é um pleibeque, como na maioria dos seus chous. Abro a geladeira para apanhar alguns petiscos. Penso em fazer um chissalada, mas recuo. Melhor comer alguma coisa dáiete. O chou da Madona continua. É mais um pleibeque. Bem, melhor isto do que as novelas ou um riáliti chou. Acho que vou dormir. Amanhã o dia vai ser rarde. Para começar, tenho um uorquichope de manhã (oba, e com cofibreique) e, à tarde, meus negócios com a trêidim.

O celular toca. Demoro a atender. Acho que ainda não me acostumei com esta tela totiscrim. É minha esposa no aeroporto. Vai fazer o chequim agora. Digo a ela que fale para o Armando, em ofe, que mude o seu nique no orcute. Borrachudo é muito panque. Isto me lembra que vou viajar de carro semana que vem e preciso fazer um checape nos pneus.

Deito na cama e não consigo dormir. Fico só pensando no som do carro do Alfredo. Uma maravilha. Subiúfer de10 polegadas e tuíter de alta fidelidade no recíver com cedeplêier digital raiteche. Realmente, ele tem fílim para essas coisas. Pena que goste tanto de pírcim. Nossa, eu acho isso muito treche.

O sono finalmente chega. Acho que agora vou conseguir dormir.

Publicado em 01/06/2010

Publicado em 01 de junho de 2010