Este trabalho foi recuperado de uma versão anterior da revista Educação Pública. Por isso, talvez você encontre nele algum problema de formatação ou links defeituosos. Se for o caso, por favor, escreva para nosso email (educacaopublica@cecierj.edu.br) para providenciarmos o reparo.

Dom Hélder Câmara

Alexandre Amorim

Se todos fossem iguais a você

Imagem da página inicial do site
http://www.vidaslusofonas.pt/dh.htm

Nascido em Fortaleza em 1909, Hélder Câmara foi ordenado padre aos 22 anos, antes do tempo permitido pela Igreja Católica. Sabendo utilizar a instituição em prol de sua vocação pelo bem social, o religioso ajudou a criar organizações de trabalhadores e se alistou entre os integralistas de Plínio Salgado, acreditando estar construindo meios de atender as necessidades básicas de uma sociedade nordestina maltratada pela miséria e pelo abandono. Ao verificar os rumos que o integralismo tomava, em direção ao nazifascismo, Câmara se desligou do movimento, que passou a chamar de “meu pecado de juventude”. O interesse pelo social e pelas agruras do povo brasileiro, no entanto, nunca foi abandonado. Nem sua vocação religiosa.

Já no Rio de Janeiro, se envolveu com a política educacional e foi nomeado bispo. Uma década depois, Dom Hélder Câmara foi mandado para longe da capital cultural do Brasil pela ditadura militar. Tornou-se arcebispo de Recife e Olinda e fundou as comunidades eclesiais de base, com fortes tendências políticas contra a repressão aos direitos humanos pela qual o país passava e a favor da igualdade social.

O “Arcebispo Vermelho” foi censurado. Seus discursos e conferências são cerceados, mas a Teologia da Libertação vai se configurando entre aqueles que seguem a ideologia e os ideais de Câmara. Com as sementes plantadas, o religioso faleceu em 1999.

Essa é apenas uma das muitas histórias de homens e mulheres que enriqueceram a cultura lusófona. O site trata dessas figuras com biografias escritas em forma lírica e apaixonada. São poetas, soberanos, políticos, intelectuais do quilate de Mário Quintana, Mário de Andrade, a rainha angolana Jinga e o inventor Bartolomeu de Gusmão. São 135 biografias até hoje. O site é amador e precisa de urgente reforma plástica e de organização, mas os textos são inspiradores e informativos, como exemplifica a vida de Dom Hélder Câmara.

Publicado em 19 de outubro de 2010

Publicado em 19 de outubro de 2010