Este trabalho foi recuperado de uma versão anterior da revista Educação Pública. Por isso, talvez você encontre nele algum problema de formatação ou links defeituosos. Se for o caso, por favor, escreva para nosso email (educacaopublica@cecierj.edu.br) para providenciarmos o reparo.

65 anos de cinema

Alexandre Amorim

Cinema amador

Imagem da página inicial do site
http://www.65anosdecinema.pro.br

Não custa lembrar que o termo “amador” vem da mesma raiz de amor; portanto, o título deste artigo não tem nada de pejorativo. Aliás, o site de Carlos Augusto de Araújo traz três características amadoras que ele mesmo faz questão de citar e que só podem ser elogiadas:


  • não envolve qualquer interesse comercial;
  • o site é um passatempo para seu autor;
  • o conteúdo do site é formado apenas por filmes a que ele assistiu.

Isso define a satisfação com que ele escreve, que se reflete na leitura prazerosa dos artigos, mas não define o tom do site. As sinopses são a opinião de Carlos, mas feitas com conhecimento de causa e sempre com uma mistura equilibrada de objetividade (para mostrar ao leitor do que se trata o filme) com subjetividade (para manter o “calor” de uma escrita feita também com o coração).

Carlos Augusto de Araújo é um cinéfilo que nunca teve formação acadêmica ou trabalhou na área – o que não o impediu de, desde criança, preencher cadernetas com anotações sobre os filmes que via. Essas notas foram se aperfeiçoando, e hoje existem cerca de três mil filmes cadastrados, com sinopses, ficha técnica, elenco e premiações. Além disso, fotos e vídeos dos filmes ajudam o leitor a se lembrar ou conhecer um pouco mais da obra.

Os filmes podem ser escolhidos por gênero – e são mais de 25 gêneros categorizados por Carlos. A divisão se mostra mais específica do que se faz geralmente em locadoras: comédia romântica, comédia musical, Guerra Fria, Primeira Guerra, Segunda Guerra, Guerra do Vietnã, melodrama, pornochanchada, épico, bíblico etc., mas também podem ser acessados de modo alfabético, pelo nome em português.

O autor tem também sua lista de “Top 500” e, como bom cinéfilo, não pôde deixar de premiar Casablanca e Cidadão Kane como os dois primeiros. Depois deles, O Homem que não vendeu sua alma, O poderoso chefão e E o vento levou. São títulos clássicos e, entre os mais tradicionais, indiscutíveis primeiros lugares em qualquer lista de cinema. Se o leitor discorda, pode entrar em contato com Carlos. Como bom cinéfilo, ele deve adorar bater um papo sobre a sétima arte. Aliás, será que ele classifica o cinema como sétima arte? Não seria a primeira?

Publicado em 16 de novmebro de 2010

Publicado em 16 de novembro de 2010