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Ferreira Gullar: um corpo a corpo com a linguagem

Bianka Barbosa Penha

Aluna da Faculdade de Letras da UFRJ e editora do Dicionário de Poética e Pensamento

Estamos no reino da palavra, e tudo que aqui sopra é verbo, e uma solidão irremissível, INFERNO

(Ferreira Gullar)

Pesquisar a poesia de Ferreira Gullar significa se lançar no desassossego, no desaprender, no desnudar da alma há tempos abafada. Arremessados nos abismos da linguagem, deparamo-nos com o inferno essencial cuja fala se concentra em rasgar “na poeira fecal as extremas flores da vida” (Gullar, 1981, p. 117). E, diante dos descaminhos ofertados, o grande desafio foi permitir o florescer da vida-palavra-poesia no absurdo de minha própria nudez. Abismo-processo que não cessa em apenas um ensaio. Fundo sem fundo eterno de uma estranheza sem medida: poesia.

Desta forma, a presente pesquisa não pretende falar sobre a poesia de Ferreira Gullar, e sim falar com, de modo que o confronto estabelecido entre poeta e linguagem revelasse a dinâmica hermenêutica enquanto salto rumo ao incessante movimento de “traduzir-se”. Para tanto, foi selecionado como corpus da pesquisa a 2ª edição da antologia intitulada Toda Poesia, publicada pela editora Civilização Brasileira em 1981. Nela, encontramo-nos mergulhados na criação poética de Gullar entre 1950 e 1980.

Com a preocupação de deixar acontecer o diálogo necessário para haver efetiva interpretação do operar da obra, entregamo-nos à escuta doada e recolhida no método hermenêutico. E assim, apropriando-se do diálogo-poético-hermenêutico, o que se procurou investigar essencialmente foi a maneira pela qual a poesia gullariana empreende o questionamento sobre sua própria razão de ser à medida que se desvela corpo, mundo e verdade.

Com isso, ao longo da pesquisa, questões fundamentais foram surgindo. E, em suas entrelinhas, configuravam-se os caminhos e descaminhos a serem percorridos. Objetivos? Talvez. Mas principalmente errância. Sendo assim, tais são as questões: o que pensar quando pensamos linguagem? Será ela somente um instrumento utilitário a serviço da comunicação? Qual a relação entre linguagem e poesia? O que entender por linguagem poética? E o poeta? Como acontece linguagem e poesia dentro dele? Será apenas uma questão restrita à sua subjetividade? Muitas questões, quase nenhuma resposta. Apenas um convite sedutor ao pensar e (por que não?) ao dialogar. Desse modo, pensemos a linguagem e com ela dialoguemos.

Afogada numa época que prevê na funcionalidade toda a motivação necessária para o existir, a linguagem surge somente como instrumento possibilitador de comunicabilidade. Passível de ser analisada e manipulada, tornamo-la uma simplória abstração oriunda da relação sujeito-objeto estabelecida entre ela e seu manipulador. Assim, presenciamos a manifestação póstuma de uma linguagem-organismo.

Contudo, imersos na arte, não mais nos é possível caminhar pelas vias de tal perspectiva, pois a arte enquanto memória nos revela “debaixo da vida” (Gullar, 1981, p. 423), como seres da linguagem. Entendida aqui como possibilidade de manifestação de tudo aquilo que é, a linguagem encontra terreno fértil para ser apenas linguagem. Atentando para o seu significado originário, temos que linguagem é logos, ou seja, reunião, sentido e verdade enquanto mundo (Jardim, 2005, p. 76). Incursão abismal na errância do poético.

Nesse sentido, somente porque poesia é linguagem, no vigor de seu agir, poeta e poema podem ser atravessados pelas veredas que dão o sentido para sentirmos o sentir. E, à medida que se fazem enquanto caminho do sentir, podem sê-lo em excelência, comungando simultaneamente com a radicalidade do poetar pensante. Com isso, o desafio de todo grande poeta é permitir que a linguagem, despida de funcionalidade, seja linguagem na poesia, pois só assim, recolhido nela, o poeta pode absurdar-se com o silêncio fecundo ofertado pela palavra poética por ele experienciada.

O que subjaz a todo grande poeta em seu obrar é o concentrar-se na abertura para a espera do nada (Leão, 1992, p. 180), que corresponde ao próprio do figurar poético à medida que se presentifica enquanto vigor da ausência de uma presença já sabida, de um nada prestes a desabrochar, de um vazio a beira do brotar. Somente porque poesia é linguagem, poeta e poema podem acontecer enquanto errância. De modo que não é o poeta ou o poema que possibilitam por si só o existir da poesia, mas é esta quem oferta as veredas a serem percorridas. Atravessados pela poesia, poeta e poema proclamam os mistérios da linguagem. E “como um acrobata sobre um relâmpago” (Gullar, 1981, p. 424), suspenso de seu próprio juízo, o poeta com suas mãos de labareda figura-se como ser do entre-lugar.

Habitado na e pela linguagem, encontra-se à procura de todo o procurar, tensionando aproximação e distância do que é e não-é dentro de si mesmo. Lançado no abismo de “traduzir-se”, completamente afastado de sua subjetividade, o poeta se desdobra. “Com um espelho enterrado no corpo” (Gullar, 1981, p. 424), na verdade não possibilita apenas o refletir de sua própria imagem, mas “reflete um voo” (Gullar, 1981, p. 424) no qual a humanidade pode ser, enfim, abraçada pelo humano de todo homem. Como palavra, o poeta tem o poder de superar todas as barreiras e distâncias impostas pelo espaço e pelo tempo. Como palavra, pode tornar presentes os fatos passados e os futuros, restaurando e renovando a vida. Oferta-nos um dialogar com o mundo despido de disfarce, de modo a enfatizar o caráter contraditório e ambíguo da experiência humana. Lançados nessa nudez, desnudamo-nos em confluência com o concreto da poesia. E, assim, somos convocados a concrescer, a crescer com, crescer junto à incessante poeticidade do real, que tanto mais vela quanto mais desvela a misteriosa dança da linguagem. Nessa dimensão, temos que:

o poeta é poeta por descobrir-se tão imerso no mistério da Linguagem que toda a poesia, sendo a impossibilidade de falar sobre a Linguagem, o leva a sentir nesta impossibilidade a Linguagem de toda poesia (Leão, 1977, p. 171).

E é justamente nessa impossibilidade que reside a errância gullariana. Ao confrontar-se com o abismo da linguagem, Ferreira Gullar oceana uma poesia de corpo inteiro. Nele, figurando-se poeta-palavra-linguagem, presentifica-se enquanto sentido, verdade e mundo. De modo que, ao fazer-se presente, ou seja, ao permitir-se acontecer, empreende o eclodir da poesia como poesia.

Sua busca, por vezes agonizante, transparece em seus poemas-caminhos para culminar em seu destino-poesia, fazendo-o abismar nos confins da linguagem. Tornado matéria da poesia, o poeta em seu existir nos conduz ao mais profundo do homem: ele mesmo. Confrontando-se com a linguagem, Ferreira Gullar também nos convoca para o campo de batalha. E, ao confrontarmo-nos com ela, apropriamo-nos do que nos é próprio.

[...] construo, com os ossos do mundo, uma armadilha; aprenderás, aqui, que o brilho é vil; aprenderás a mastigar o teu coração, tu mesmo (Gullar, 1981, p. 45).

Armadilhas-veredas que ao longo da pesquisa foram mostrando o percurso do poeta enquanto corpo. Este lançado no corpo da linguagem e misturando-se a ela, com ela e nela se dilui. Transformam-se em um e no mesmo. O mesmo porque diferente. Diferente porque singular. Assim foi se configurando o corpo-poético gullariano à medida que se sentia e pensava o impulso vital, a dinamicidade do operar de sua obra a partir de sua interpretação. E a cada poema interpretado a jornada gullariana se fazia mais clarividente. Páginas mudas de palavras a respirar: voz-silêncio.

As poesias que compõem o corpo de Toda Poesia são o eclodir destas diferentes porém únicas jornadas de Gullar dentro da e com a linguagem. Por isso, correspondente a cada jornada ficou a pesquisa organizada em momentos e/ou etapas distintas. Tendo em vista que o núcleo da poética gullariana é o próprio do homem, observou-se que morte e vida, desde os primeiros poemas até os últimos, são a espinha dorsal desse corpo-poesia-linguagem. Tratemos agora de cada uma das diferentes etapas, lembrando que, junto ao operar da obra, à medida que era e é interpretada, figurou-se também o processar da presente pesquisa.

1ª Jornada: “A luta corporal” – O anúncio de morte

[...] Nada vos ofereço / além destas mortes / de que me alimento

[...] Aqui se inicia / uma viagem clara / para a encantação [...]

(Gullar, 1981, p. 18).

Mais do que simplesmente compor e romper com grupo de poetas pertencentes à estética de 1945, Ferreira Gullar, em “A luta corporal”, nos coloca diante da questão central para o cumprimento de seu destino: é preciso ressurgir da morte, pois só nela e a partir dela pode haver criação. A literatura, que prometia uma resposta para o enigma da vida, lembrava a morte, com seu mundo de letras amarelecidas. Assim, em cada um dos poemas encontrados nesta primeira jornada observou-se um poeta que “canta, senão para morrer” (Gullar, 1981, p. 43).

Morte-silêncio que, contrário ao senso comum, possibilita o fecundar do canto. Da morte, o canto do nosso galo-poeta encontra-se na impossibilidade de findar, por acontecer enquanto dizer inaugural pleno de vida. Somente assim, como morte-canto-vida, desde o princípio, a poesia gullariana sepulta a metafísica, fazendo do poema o caminho necessário para haver captação integral da vibração da vida como anúncio de morte.

Dessa forma, esta 1ª jornada configura “Um programa de homicídio”, desdobrado em diversos poemas. Entregue ao apelo do que deve ser pensado, o operar gullariano irrompe como “esta brisa que, amanhã, derrubou as janelas, ontem voltará sem que te vejas” (Gullar, 1981, p. 61). Ou seja, morte-vida desabrochando poesia: lugar de vento. E, como habitante do vento, Gullar em seu obrar é portador de morte e vida num tempo-finitude. Tempo este que nos conduz a um “demorar-se ao nosso encontro, ao encontro de nós, os homens” (Heidegger, 1973, p. 456).

Nosso “cavalo sem sede” é o próprio cosmo-poético, e seu sacrifício implica o agir essencial da criação. Como resposta a um apelo que fala no destinar que a si mesmo oculta (Heidegger, 1973, p. 459), chegamos a “Roçzeiral”. Aqui, o abismo da linguagem é configurado. Nesse processo iniciático, a poesia gullariana supera a sintaxe linear ao empreender um retorno à etapa anterior ao discurso. Como descida ao inferno, “Roçzeiral” comporta a desintegração do discurso, na tentativa de encontrar uma linguagem menos abstrata, não-conceitual, não manipulada e mais próxima da experiência sensorial do homem-mundo.

Nesse momento de quase morte entre poeta e linguagem, Gullar, enquanto poema, ateou fogo ao verbo, como se o fizesse com seu próprio corpo. E do inferno proclamou sua iniciação:

E é que nunca me vi nem me sei qualquer resíduo
para além dum fechado gesto de ar ardente
queimando a linguagem em
seu começo
porque há o que floresce entre
meus pés e o que rebenta
num chão de extremo desconhecimento.
Porque há frutos endurecidos a carne junto
Ao mar das palavras. E há um homem perdendo-se
Do fogo e há um homem crescido
Para o fogo

(Gullar, 1981, p. 117).

Alimentada por este fogo que a consome, a poesia gullariana, nesta 1ª jornada, é, assim, um retorno à catabase existencial do humano do homem. Morte-inferno-fim enquanto consumação do princípio sedento por desabrochar.

2ª Jornada: “O vil metal” – O ressurgir para a vida; “Poemas concretos e neoconcretos” – Uma tentativa de caminho & “Romances de cordel” – O irônico viver.

Nesta 2ª jornada, a vida é proclamada com os poemas presentes em: “O vil metal”; “Poemas concretos e neoconcretos” e “Romances de cordel”. Emergindo das trevas, poemas como “Fogos da flora” retratam o primeiro momento do renascer deste poeta-linguagem. Ainda com dificuldade, as palavras surgem entrecortadas e disformes. No romper inicial do ovo, tudo é dor. Redescobrir-se no caminhar é mistério e, como errância, esse segundo momento da obra gullariana implica, também, muitos desencontros com o próprio da poesia.

Vida: “camisa de hidrogênio / com que a morte copula” (Gullar, 1981, p. 155). No entanto, nesta 2ª jornada a cópula com a morte é praticamente esquecida. Essa mesma morte, que antes o possibilitou fecundar, é agora negada e reduzida a mera fatalidade presente no cotidiano. Tomando a realidade como fato simplesmente, a poesia gullariana caminha rumo à objetivação de seu falar. Dessa forma, tanto nos poemas concretos e neoconcretos quanto nas poesias de cordel há uma dinâmica de simples reprodução da realidade, comprometendo assim o fluir necessário ao criar. Com a linguagem reduzida a mero signo linguístico, vemo-nos diante de um poeta que, apesar de estar na vida, não a reconhece como tal.

Mergulhado na dinâmica de fragmentação perpetuada pela lógica industrial-racionalista, Gullar, em seus “Poemas concretos e neoconcretos”, fragmenta a linguagem, colocando-a como simplório objeto a ser descrito e manipulado. A tentativa de ordenação lógica das palavras presentes nesses poemas impede que o poeta deixe acontecer a linguagem como linguagem. Impondo-lhe o serviço à objetividade, esquece-se de atentar para a inaugurabilidade própria da palavra que se pretende poesia. Nesse momento, em que tudo é viver, o poeta experiencia a negação em si mesmo da vida.

O caráter plástico potencializado nessas poesias, em verdade, coloca-nos diante de uma linguagem-objeto dentro de uma poesia a-poética. Essa concepção concretista do poema enquanto objeto faz Gullar, ainda que por pouco tempo, afastar-se do fecundar infernal anteriormente experienciado. De qualquer modo, o que mais importa é que tais descaminhos configuram o próprio do destinar-se enquanto linguagem.

A objetividade também acontece nos poemas de cordel. Aqui, iludido pelas ideologias que fervilhavam no país na década de 1960, Gullar canta as utopias vazias de poeticidade responsáveis por, naquela época, configurar o corpo do projeto empreendido pelo CPC da UNE. Tornando a linguagem panfleto, o que pretendia era utilizar a poesia para transformar o mundo. Dessa forma, colocando-a como utensílio sem valor humano algum, o poeta domestica a linguagem pela suposta pretensão de alterar o fluxo da própria vida. Mas como conseguiria fazê-lo, se era justamente dela que o poeta se esquecia?

A utopia de produzir uma literatura que visasse o eclodir da revolução popular diante de sua condição miserável era, em verdade, destituí-la de seu caráter criador e reproduzir exatamente o que se pretendia criticar por intermédio dela. Para além de não conseguir mudar o fluxo com simples panfletagem, o que ocorreu nesse momento foi tratar a poesia tal qual se vinha tratando os trabalhadores que se pretendia ajudar por intermédio dela. Ainda assim, descaminhos necessários. Mais tarde Gullar reconhece sua ingenuidade política e literária. Não há possibilidade de haver criação diante da esterilidade de uma proposta ideológica.

3ª Jornada: “Dentro da noite veloz” – O convocar da vida.

Consciente das utopias experienciadas, principalmente, depois do golpe militar, quando teve de se exilar, Gullar não mais admite o pensar dentro de uma dinâmica ideológica. E, retornado ao silêncio, pôde ouvir o convocar da vida. É “uma voz” que chama e o canto ressurge da escuridão da noite. Vida eclodindo da morte. Linguagem percebida na essência de seu agir.

Sua voz quando ela canta
Me lembra um pássaro mas
Não um pássaro cantando:
Lembra um pássaro voando

(Gullar, 1981, p. 242).

Esse pássaro voando é o “sendo” da linguagem, que, como tal, promove a irrupção de toda a possibilidade de criação. Como um pássaro voando, a poesia venta como a flor da flor, linguagem. Voltando-se novamente para o humano do homem, mais que mera causalidade histórica, Gullar percebe que “a vida bate [...] subterraneamente a vida bate” (Gullar, 1981, p. 244).

E, desta forma, em “Dentro da noite veloz”, o poeta começa a refletir sobre o permanente da vida que se doa em toda a mudança. Imerso nessa noite-vida, proclama toda sujeira que a compõe.

4ª Jornada: “Poema Sujo” – A decifração do enigma (a questão).

Chegado este momento da jornada gullariana, poderíamos apenas nos deter nele, pois tal poema comporta todo o ser do poeta. E isso ocorre de tal maneira que, ao falarmos em Ferreira Gullar, logo somos acometidos pelos versos do “Poema Sujo”.

Nele, o poeta se coloca claramente diante do enigma e, tratando-o como questão, nos faz perceber que a vida parte sempre do zero e, por mais que a queiramos encher, está sempre vazia. Nesse vazio-nada do interior da vida o tempo nos engravida com sua eternidade. Dia dentro do dia acontecendo também enquanto noite dentro da noite, abismado num tempo que afunda em seu próprio abismo.

Para tratar desta jornada, porém, seria preciso uma pesquisa voltada somente para as entrelinhas de seus versos. Talvez, este seja um dos planos e/ou caminhos pelo qual tal pesquisa se enveredará.

5ª Jornada: “Na vertigem do dia” – A sabedoria do ‘traduzir-se’.

Última jornada dentro do corpo de “Toda Poesia”. Aqui é apresentado um poeta que, ainda de dentro da noite veloz, imundo por seus versos sujos, espelha a queda rumo à reflexão mais profunda e se perpetua configurada na pausa da noite.

Agora acolhido na vertigem, Gullar se depara com o escuro em meio à claridade, possibilitando ver o não-visto de tudo que se mostra: “punho da vida fechada dentro da lama” (Gullar, 1981, p. 335). Nascer dos frutos sob a pele da treva irrompendo como dia dentro do chão. O “traduzir-se” coloca-se diante do poeta e sintetiza todo o percurso percorrido e a percorrer. Nele fica claro que Gullar, em seu obrar, como um relâmpago na escuridão, percorre a travessia em busca da conquista própria de sua propriedade.

Referências

GULLAR, Ferreira. Toda Poesia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.

HEIDEGGER, Martin. Conferências e escritos filosóficos. Coleção Os Pensadores/História das grandes ideias do mundo ocidental. São Paulo: Abril, 1973.

JARDIM, Antônio. Música: vigência do pensar poético. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2005.

LEÃO, Emanuel Carneiro. Aprendendo a pensar I. Petrópolis: Vozes, 1977.

LEÃO, Emanuel Carneiro. Aprendendo a pensar II. Petrópolis: Vozes, 1992.

O Dicionário de Poética e Pensamento está disponível em www.dicpoetica.letras.ufrj.br

Publicado em 23 de fevereiro de 2010

Publicado em 23 de fevereiro de 2010