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Astronomia: da Antiguidade aos dias atuais

Adriana Oliveira Bernardes

Professora de Física da rede estadual

Astronomia e

A Astronomia é considerada a mais antiga das Ciências; olhar para o céu é algo que o homem vem fazendo desde a Antiguidade, observando os fenômenos celestes sempre com muita curiosidade, dando nome a planetas e constelações, assustando-se com o aparecimento de cometas e tudo o mais que não pudesse entender.

Para o homem, a partir do momento em que surgiu na Terra, a observação desses fenômenos era uma questão de sobrevivência; poder prever a época de cheias e as de plantio era importante para o grupo e poderia significar a vida ou morte de milhares de pessoas.

É bom lembrar que, a partir da observação, várias teorias foram criadas sobre o universo conhecido e que algumas delas, apesar de absurdas, explicavam naquele momento o comportamento dos astros e representavam aquilo que podiam observar.

Para você ter uma ideia, a primeira teoria cosmológica sobre a formação da Terra dizia que nosso planeta era plano e que se apoiava sobre os ombros de elefantes, que por sua vez eram apoiados por uma tartaruga.

Muito tempo depois é que surgiu a teoria de que os planetas giravam em torno do Sol. Da primeira teoria até esta, que consideramos correta, temos mais de 3.000 anos.

Por muito tempo, a teoria de que a Terra (e não o Sol) era o centro do universo era bem plausível; afinal de contas, quando os estudiosos olhavam para o céu e observavam o movimento do Sol, era o movimento deste astro que era visto todos os dias, e, do referencial em que se encontravam, a Terra, não podiam afirmar que esta se movia.

É importante que se discuta que várias teorias sobre variados temas já prevaleceram e por fim foram deixadas de lado. Devemos perceber que a Ciência é dinâmica e que o processo de aperfeiçoamento no qual se constrói é contínuo. Nos dias de hoje, em que ciência e tecnologia alcançaram tanto desenvolvimento e sua importância para sociedade é reconhecidamente grande, o conhecimento sobre o universo é o maior já acumulado pelo ser humano.

Mesmo diante de todo esse desenvolvimento, estamos longe de conhecer a verdade absoluta das coisas; na verdade o conhecimento que será trazido pelo maior acelerador de partículas já construído, que com seu funcionamento buscará informações sobre como se deu a formação do universo, trará ainda muitas perguntas a serem respondidas.


Na foto, o físico português Pedro Abreu, responsável por ministrar cursos sobre o funcionamento do acelerador.
Foto cedida pelo físico Dulcídeo Braz.

É importante lembrar que a vida moderna trouxe ao homem pleno acesso ao conhecimento, porém, às vezes devido à vida atribulada, priva-o da observação do céu.

Olhando para o céu podemos observar, além do Sol e da Lua, os planetas que, como o nosso, compõem o sistema solar. Vale lembrar que, para observar o Sol, é necessário equipamento especial, pois uma observação inadequada pode levar à cegueira.

A observação dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno pode ser realizada mesmo a olho nu; por isso esses planetas são conhecidos desde a Antiguidade. Já para a observação de Urano e Netuno, que são planetas mais distantes, é necessário o uso do telescópio.

Como ano Internacional da Astronomia, 2009 foi importante para a divulgação da Astronomia no Brasil, seja pelos que realizam esse trabalho nacionalmente, seja pelos clubes de Astronomia, que trabalham num âmbito menor, geralmente restringindo suas atividades à sua cidade de origem; mas a união dessas forças foi de suma importância para que o Brasil se colocasse entre os países que mais realizaram eventos relacionados à Astronomia em 2009, juntamente com os Estados Unidos e algumas nações da Europa.

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Publicado em 3 de maio de 2011.

Publicado em 03 de maio de 2011