Este trabalho foi recuperado de uma versão anterior da revista Educação Pública. Por isso, talvez você encontre nele algum problema de formatação ou links defeituosos. Se for o caso, por favor, escreva para nosso email (educacaopublica@cecierj.edu.br) para providenciarmos o reparo.

Poluição luminosa

Adriana Oliveira Bernardes

Professora de Física da rede estadual

Astronomia e

Quando tratamos de questões ambientais, a poluição do planeta é sempre assunto de preocupação de grande parte das pessoas, principalmente após o agravamento do problema do aquecimento global.

Assunto de interesse geral, hoje em dia ouvimos falar de vários tipos de poluição: sonora, atmosférica, do solo, visual, radioativa e a luminosa.

O terremoto que ocorreu no Japão trouxe de volta a questão da poluição radioativa, que para o Brasil deveria ser assunto de extrema urgência no que concerne à sua discussão, já que acumulamos o título de ter proporcionado o segundo maior acidente nuclear do mundo – bem, acredito que sejamos “rebaixados” agora a terceiro, após o acidente da usina de Fukushima.

O acidente de Goiânia ocorreu devido à ignorância de uns e irresponsabilidade de outros; creio que o fato mostre a importância do trabalho de divulgação científica realizado no Brasil. Apesar de não podermos afirmar que foi o escasso conhecimento daquelas pessoas sobre ciência que as levou a invadir um hospital radioterápico abandonado, já que a atitude envolve também questões éticas, sem dúvida foi a falta de conhecimento a maior responsável pela tragédia.

Infelizmente, o fato causou uma das maiores tragédias da nossa história, com quatro pessoas mortas e centenas de contaminados.

A poluição luminosa, apesar de toda discussão que o assunto possa trazer, vem se mostrando a principal responsável pela pouca visibilidade do céu nas cidades. Investigando os tipos de lâmpadas utilizadas na iluminação pública e os locais em que a iluminação é excessiva e, por isso, poluente, constata-se que a qualidade do céu em várias cidades brasileiras, não favorece sua observação.

Para que não ocorra poluição luminosa, a luz emitida pelas lâmpadas deve iluminar apenas seus alvos e onde se quer iluminar. Alguns exemplos de poluição luminosa que podemos observar em nosso dia a dia estão relacionados a outdoors e lâmpadas públicas que, ao invés de iluminar o foco a que se destinam, jogam a luz para o céu.

A avaliação da qualidade do céu pode ser feita de forma lúdica, pela observação das constelações que vemos no céu todas as noites. Quanto maior o número de estrelas visíveis, melhor a qualidade do céu.

Uma melhor qualidade do céu permite a observação de estrelas mais fracas, o que proporciona a observação da Via Láctea (nossa galáxia) e até outras galáxias, como a pequena e a grande nuvem de Magalhães e a galáxia Andrômeda.

Mas é muito importante, para que possamos vivenciar a Astronomia em nossas vidas, que os céus estejam limpos e que a luz não constitua um obstáculo à observação do céu, o que vem ocorrendo, em maior proporção, nas grandes cidades, porém acontecendo também em cidades do interior.

A foto registra a atividade de observação do céu promovida pelo Clube de Astronomia Marcos Pontes no Ano Internacional da Astronomia.

Crianças tornam o trabalho voluntário dos membros do Clube Marcos Pontes extremamente gratificante, pois o recebem com interesse e prazer
Crianças tornam o trabalho voluntário dos membros do Clube Marcos Pontes extremamente gratificante, pois o recebem com interesse e prazer.

Tanto para escolas quanto para clubes de Astronomia ou qualquer entidade divulgadora de ciência, é importante conscientizar as pessoas sobre o problema, contribuindo assim para sua formação cidadã, uma vez que tomam conhecimento de um problema que prejudica a população do ponto de vista da saúde e econômico, sem contar que a priva de uma bela visão do céu.

Vale a pena visitar o site do Observatório Nacional.

Publicado em 10 de maio de 2011.

Publicado em 10 de maio de 2011

Novidades por e-mail

Para receber nossas atualizações semanais, basta você se inscrever em nosso mailing

Este artigo ainda não recebeu nenhum comentário

Deixe seu comentário

Este artigo e os seus comentários não refletem necessariamente a opinião da revista Educação Pública ou da Fundação Cecierj.