Este trabalho foi recuperado de uma versão anterior da revista Educação Pública. Por isso, talvez você encontre nele algum problema de formatação ou links defeituosos. Se for o caso, por favor, escreva para nosso email (educacaopublica@cecierj.edu.br) para providenciarmos o reparo.

Olimpíadas de Conhecimento

Adriana Bernardes

Professora de Física da rede estadual

Astronomia e

As Olimpíadas de Conhecimento estão, hoje em dia, bem difundidas entre os alunos de escolas públicas e particulares de Ensino Fundamental e Médio. Essas olimpíadas são importantes para a formação do aluno e são sempre um incentivo aos seus estudos, já que para participar dela é recomendável ter preparação, que pode ser realizada com ou sem ajuda da escola.

Existem hoje olimpíadas de várias áreas do conhecimento: de Biologia, Física, Matemática, Informática, Português, Robótica, História, sem contar a de Astronomia e Astronáutica. Ufa! Nos anos oitenta, se bem me recordo, quando fazia o Ensino Fundamental, apesar de frequentar uma escola particular, nunca foi proposta a nós, alunos, a participação em alguma olimpíada que fosse; realmente são outros tempos.

Em relação à Olimpíada de Astronomia e Astronáutica que vem sendo realizada em todo o Brasil desde 1998 e é organizada pelo professor João Batista Garcia Canalle, professor da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), notamos que ela não só desperta interesse dos alunos pela Astronomia e Astronáutica como também os motiva para o aprendizado de Ciências.

Em 2007 foi proposta também a Olimpíada de Foguetes, com o objetivo de divulgar Astronáutica e apresentar conceitos de Física também no Ensino Fundamental. Com característica de atividade lúdica, muitos conhecimentos importantes podem ser discutidos e apresentados envolvendo a construção de um foguete, na qual podem ser utilizados vários tipos de materiais, mas prioritariamente utilizam-se materiais de baixo custo.


Figura 1 - Escola do Ensino Fundamental participa da OBFOG
(Olimpíada Brasileira de Foguetes).

Nos Estados Unidos e em países da Europa proliferam centros de ciências e instituições que se ocupam de divulgar ciência entre o público em geral. A maioria das cidades possui clubes de Ciências e de Astronomia, e as próprias escolas estimulam a formação desses grupos no espaço escolar.

Visitando no ano passado o CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), responsável pelo funcionamento do maior acelerador de partículas no mundo, localizado em Genebra, na Suíça, pude notar que estudantes de toda a Europa visitam o local, que se ocupa em elaborar atividades não só para estudantes e professores como também para o público leigo.

No Brasil tudo é mais difícil, o número de instituições científicas não é suficiente; existem clubes de Ciências e Astronomia, mas na maioria das vezes não contam com recursos para se manter. A preocupação com a divulgação científica existe, mas não é tão ostensiva como em países desenvolvidos.

Mesmo conhecendo a importância da inserção da Astronomia no Ensino Fundamental e Médio, isso não ocorre, mesmo com a grande quantidade de trabalhos que mostram que seu estudo estimula o interesse por Ciências.

Se considerarmos as dificuldades do Brasil em relação ao quantitativo de instituições científicas, como museus, observatórios e centros de ciência, o estímulo à participação nessas olimpíadas é fundamental no sentido de incentivar o aprendizado não só de Ciências como de outras disciplinas, contribuindo para a melhora da cultura geral dos alunos.

É bom lembrar a importância da participação dos pais neste processo todo. É importante que o incentivo aos estudos venha de casa. E os pais devem se informar sobre em quais olimpíadas a escola que seu filho cursa está inscrita, já que é necessária a inscrição da escola para haver participação dos alunos.

Sugestão de sites:

Publicado em 5 de julho de 2011.

Publicado em 05 de julho de 2011