Este trabalho foi recuperado de uma versão anterior da revista Educação Pública. Por isso, talvez você encontre nele algum problema de formatação ou links defeituosos. Se for o caso, por favor, escreva para nosso email (educacaopublica@cecierj.edu.br) para providenciarmos o reparo.

Política em sala de aula: falar, sim, mas nada de levantar bandeiras!

Tatiana Serra

Descrever a img desde que não seja apenas ilustração

Estamos em ano de eleição, e não há como negar. Antes de terminar 2012, definiremos os prefeitos e vereadores que cuidarão de nossas cidades e nos representarão nos próximos quatro anos. Tamanha importância faz desse um dos assuntos mais debatidos nos diferentes meios.

Basta sair de casa para se deparar com um mesmo tema que decora tudo quanto é ambiente: são outdoors, cartazes, panfletos... Todos divulgando caras conhecidas e desconhecidas, siglas de partidos conhecidos e outros desconhecidos, com frases de impacto, ou melhor, de choque, promessas de que são aquelas as melhores opções para um futuro melhor.

Diante desse cenário, como não falar de política, inclusive em sala de aula? E como abordar esse assunto e se manter imparcial? É como religião. Há momentos em que se torna um desafio estimular a conscientização política entre os alunos e ainda se manter neutro (quando a vontade que se tem é de levantar a bandeira dos seus próprios ideais). Difícil, porém é necessário a todo educador esse exercício da imparcialidade.

Afinal, é importante ressaltar que "a escola tem função educativa, e não eleitoreira. Ela não pode servir como local de divulgação ou manipulação dos projetos políticos", disse Silvia Colello, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) à Nova Escola.

É claro que falar de política em sala de aula é essencial para a formação de um cidadão. Ele precisa saber como funciona a sociedade em que vive, como ela é dividida, quem são seus representantes, quais são seus deveres e direitos.

Merece destaque um compromisso assumido entre políticos, educadores, estudantes e famílias na região da Chapada Diamantina, na Bahia. Os candidatos à prefeitura dos municípios da região são convidados a um debate para discutir as principais demandas de Educação, segundo as próprias escolas. Depois, então, eles assinam um termo se comprometendo com a execução das propostas se forem eleitos. E tem mais: durante o mandato, uma comissão de professores e pais de alunos avalia tudo bem de perto. "É preciso fomentar o debate, a consciência crítica e a postura cidadã, focando sempre a aprendizagem", afirma Elisabete Regina Monteiro, do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), que promove essa ação.

Na busca pela melhor forma de abordar política em sala de aula sem cair em armadilhas eleitoreiras, vale a pena conferir um pôster com sugestões de condutas éticas nas escolas. Clique aqui.

21/08/2012

Publicado em 21 de agosto de 2012

Este artigo ainda não recebeu nenhum comentário

Deixe seu comentário

Este artigo e os seus comentários não refletem necessariamente a opinião da revista Educação Pública ou da Fundação Cecierj.