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Poluição causada pelo lixo e a morte das tartarugas marinhas

Ellen Aparecida de Souza Oliveira

Licenciada em Ciências  Biológicas (IFF), bolsista CNPq do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM)

Raquel Angelica Andrade de Albuquerque

Licenciada em Ciências Biológicas (UFRJ)

Mischelle Santos

Engenheira química (UERJ)

Any Bernstein

Doutora em Biotecnologia Vegetal, mestre em Bioquímica, Professora da Fundação Cecierj

Este artigo colaborativo foi apresentado como trabalho de conclusão do curso Sustentabilidade no contexto das ciências, oferecido pela Diretoria de Extensão da Fundação Cecierj. Apresenta um estudo de caso sobre os impactos provocados pelos resíduos antrópicos em tartarugas marinhas da espécie Chelonia mydas. O objetivo foi levar ao conhecimento e conscientizar os estudantes sobre os efeitos negativos do lixo em ambientes marinhos, mais especificamente nas zonas costeiras. No artigo são sugeridas bibliografias de apoio e práticas de educação ambiental que incluem jogos educativos e vídeos e podem ser usados em sala de aula de Ciências.

Introdução

O oceano, além do resfriamento ambiental que proporciona, oferece gratuitamente aos humanos seus serviços ecossistêmicos, sua biodiversidade (por exemplo, alimentos naturais e biomedicinais), produção de biomassa, oxigênio, seus valores culturais, além da satisfação humana de estar nele por recreação, esporte e lazer.

Nas últimas décadas, muitos ecossistemas se desequilibraram devido ao lixo, que deixou de ser apenas um problema sanitário em zonas urbanas para tornar-se um dos principais poluentes que ameaça a sobrevivência dos animais marinhos em seu próprio ecossistema e atinge de diversas formas a saúde pública (AMBIENTE BRASIL).

A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ocorrida na Jamaica (CNUDM, 1982), define que "poluição marinha" é a introdução pelo homem, direta ou indiretamente, de substâncias ou de energia no meio marinho, incluindo os estuários, sempre que a mesma provoque ou possa vir provocar efeitos nocivos, tais como danos aos recursos vivos e à vida marinha, riscos à saúde do homem, entrave às atividades marítimas, incluindo a pesca e as outras utilizações legítimas do mar, alteração da qualidade da água do mar no que se refere à sua utilização e deterioração dos locais recreativos.

O crescimento populacional das regiões litorâneas, associado ao aumento significativo do número de turistas no período de verão e à enorme quantidade de lixo gerada, tem afetado de forma negativa a economia dessas regiões, baseada principalmente na pesca e no turismo, piorando a qualidade de vida da população litorânea. A dinâmica da praia pode ser responsável tanto por transferir resíduos sólidos da praia para o mar quanto por fazer a transferência em sentido contrário e oferecer riscos de contaminação à biota local (ARAÚJO; COSTA, 2003).

O problema do lixo descartado pelos banhistas nas praias e outros resíduos de atividades humanas vêm provocando grande impacto sobre o ambiente marinho, alterando seu processo ecológico. Resíduos de plástico, por exemplo, demoram muito para se decompor, pois são polímeros não biodegradáveis. Com o passar do tempo e com o balanço das ondas, alguns materiais fragmentam-se em pedaços menores e são confundidos pelos animais com um alimento natural. Um material não biodegradável, ao ser ingerido, pode provocar uma série de problemas, tais como o bloqueio do trato digestivo e/ou sensação de inanição, matando ou causando sérios problemas à sobrevivência do animal. Além disso, o lixo tem interferido no ciclo reprodutivo de animais que vivem em recifes de corais, por dificultar ou impedir a penetração de luz e as trocas gasosas. As consequências são maiores para os organismos fixos (ARAÚJO; COSTA, 2003).

Metais e vidros também constituem uma ameaça aos animais marinhos, que podem se cortar e sofrer infecções que podem até mesmo levá-los à morte. A Figura 1 mostra o tempo de decomposição de vários materiais; o vidro é o que mais dura sem se decompor nos oceanos (4.000 anos).


Figura 1: Tempo de decomposição de alguns resíduos nos oceanos.
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambientereciclagem/decomposicao-do-lixo.php

A pesca, a navegação e outras atividades marítimas também contribuem com a poluição marinha. Grande quantidade de linhas, redes e outros artefatos de pesca são perdidos no mar a cada dia, contaminando o ambiente e trazendo sérios riscos aos peixes, aves, golfinhos e baleias. Esses objetos tornam-se armadilhas (Figura 2) muitas vezes fatais, visto que os animais podem morrer por estrangulamento ou ficarem presos, impossibilitados de se locomover, impedindo sua alimentação, sua fuga dos predadores ou, no caso dos répteis e mamíferos, a subida à superfície para respirar.

A foto de Marcovaldi das tartarugas marinhas capturadas por uma rede de pesca abandonada ganhou o grande prêmio no concurso de fotografia da Ocean in Focus Conservation. Projeto Tamar Brazil/Marine Photobank
Figura 2: Tartarugas marinhas presas em rede de pesca. A foto ganhou o grande prêmio no concurso de fotografia da Ocean in Focus Conservation. Projeto Tamar Brasil/Marine Photobank.
Fonte:http://www.globalgarbage.org/blog/index.php/2010/10/13/capturando-os-impactos-humanos-no-oceano-para-a-conservacao-da-vida-marinha/

Estudo de caso

A Região dos Lagos tem o turismo e a pesca como importante fonte econômica. Um estudo realizado por Awabdi (2013) descreveu o hábito alimentar de tartarugas-verdes juvenis, Chelonia mydas (L. 1758), a partir da identificação e quantificação dos itens recuperados no conteúdo estomacal de 49 espécimes encalhados em praias na Costa Leste do Estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Cabo Frio (Figura 3) entre junho de 2009 e maio de 2010.


Figura 3: Mapa do Brasil, com destaque para região de estudo na Costa Leste do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: (AWABDI, 2013)

Nessas localidades, dos 49 espécimes de tartarugas-verdes juvenis coletadas a partir de encalhes em praias nas áreas de estudo, a espécie C. mydas predomina e escolheu-se coletar informações acerca dos resíduos sólidos ingeridos por esses animais.

O recolhimento das carcaças de tartarugas marinhas (Figura 4), a identificação da espécie Chelonia mydas, a tomada de medida da carapaça dos espécimes analisados e a recuperação de seu conteúdo estomacal foram realizados pela equipe do Grupo de Estudo de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos da Fundação Oswaldo Cruz – GEMM Lagos/Fiocruz.


Figura 4: A: Carcaça de um espécime juvenil de tartaruga-verde, Chelonia mydas, encalhado em Armação dos Búzios. B: Conteúdo estomacal com presença predominante de macroalgas e lixo – plástico e papel.
Fonte: Awabdi (2013)

As carcaças de tartarugas dessa espécie recolhidas a partir de encalhes e capturas em pescarias apresentavam sinais relacionados às atividades de pesca em virtude de marcas da malha de rede nas nadadeiras e cortes provocados por fios de náilon. Resíduos sólidos foram registrados em 29 conteúdos estomacais, correspondendo a 59,2% do total de conteúdos coletados (n = 49). Desse total de espécimes que apresentaram resíduos sólidos, a ocorrência de fecalomas (massa de material fecal endurecido que obstrui o intestino) no intestino foi constatada visualmente em cinco animais (17,2%).

A Tabela 1 reúne 10 categorias de resíduos sólidos baseadas na natureza do material e suas prováveis fontes de origem. A categoria que apresentou maior ocorrência nos conteúdos estomacais e maior contribuição em peso total de resíduos sólidos foi a dos plásticos; no entanto, os resíduos provenientes de atividades de pesca também apresentaram quantidade significativa. A presença de mais de uma categoria de resíduos sólidos foi observada em 20 amostras. A variação do peso dos resíduos sólidos recuperados em cada estômago foi de menos de 1g a 58g. A área superficial dos pedaços de sacos e sacolas plásticas registradas variou de menos de 1cm2 a 80cm2.

Tabela 1: Resíduos sólidos registrados nos conteúdos estomacais de espécimes juvenis da tartaruga-verde, Chelonia mydas, na Costa Leste do Estado do Rio de Janeiro e sua provável origem.
Categoria Provável origem do resíduo sólido
1. Plástico flexível (transparente, branco e colorido)  
a. Sacos e sacolas plásticas Sacos de lixo; sacos de ráfia; sacolas de estabelecimentos comerciais; embalagens
b. Embalagens de doces e rótulos Embalagens
c. Copos descartáveis e canudos Copos descartáveis e canudos
2. Plástico rígido (transparente, branco e colorido) Embalagens; tampas
3. Fios de náilon Artefatos de pesca
4. Corda e barbante Artefatos de pesca; embalagens
5. Tecido e fibra sintética Peças de vestuário, cama, mesa e/ou banho; móveis e objetos de decoração
6. Borracha Pneus (incluindo atividades de pesca); elástico; balões de festa; tampas
7. Isopor Artefatos de pesca, caixas de refrigeração, embalagens
8. Diversos Diversos
9. Papelão Embalagens
10. Anzol Artefatos de pesca

Fonte: Adaptado de AWABDI (2013)

Não houve variação significativa nos conteúdos estomacais coletados nos três sítios amostrais (Tabela 2); as maiores ocorrências foram de plástico flexível, plástico rígido e fios de náilon. Tecidos, fibra sintética e isopor também foram registrados em conteúdos estomacais dos três sítios amostrais, contudo em menor quantidade. As categorias Diversos e Papelão estiveram presentes em dois dos três sítios amostrais, e a categoria Anzol foi registrada em um único conteúdo estomacal proveniente de Arraial do Cabo.

Tabela 2: Ocorrência das categorias de lixo nos conteúdos estomacais de espécimes juvenis da tartaruga-verde, Chelonia mydas nos três sítios amostrais.
Área Plástico flexível Plástico rígido Fios de náilon Corda e barbante Tecido e fibra sintética Borracha Isopor Diversos Papelão Anzol
CF 8 6 7 3 3 1 2 0 1 0
BU 10 4 4 3 2 0 1 1 0 0
AC 10 6 6 4 2 5 2 3 1 1

Áreas de coleta: CF – Cabo Frio, BU – Búzios, AC – Arraial do Cabo. Fonte: AWABDI (2013)

A Figura 5 apresenta a variedade de resíduos encontrados no conteúdo estomacal de um espécime juvenil da tartaruga-verde, Chelonia mydas, na Costa Leste do Estado do Rio de Janeiro.


Figura 5: A: plásticos flexíveis coloridos e brancos; B: plásticos flexíveis transparentes; C: fios de náilon; D: plásticos rígidos. Fonte: Awabdi (2013).

A categoria dos resíduos de plásticos é um dos principais poluentes ambientais ingeridos por tartarugas-verdes juvenis (Ivar do Sul e Costa, 2007). Dessa forma é necessário criar medidas eficientes e sustentáveis para minimizar o uso e realizar o descarte adequado desse tipo de lixo.

A Tabela 3 demonstra que Armação dos Búzios foi o local com maior número de amostras com resíduos sólidos do tipo plástico (11 amostras). No entanto, a frequência de ocorrência de plásticos flexíveis nessa área foi a mais baixa (41,6%). Arraial do Cabo também apresentou elevado número de amostras com resíduos sólidos (10 amostras), com a maior frequência de ocorrência de plásticos flexíveis (76,9%). Já a área de Cabo Frio apresentou o menor número de amostras com resíduos sólidos (oito amostras). Com relação às dimensões dos plásticos flexíveis, verificou-se grande variação entre os três sítios amostrais.

Tabela 3: Número de amostras com resíduos nos conteúdos estomacais de espécimes juvenis de tartarugas-verdes, Chelonia mydas, nos três sítios amostrais.
Armação dos Búzios Arraial do Cabo Cabo Frio
Amostras coletadas 24 13 12
Amostras com resíduos 11 10 8

Fonte: Adaptado de AWABDI (2013).

A determinação precisa da fonte geradora do lixo encontrado nos conteúdos estomacais não é fácil, visto que a grande maioria desses resíduos se encontra fragmentado e/ ou perde a coloração.

Em tartarugas-verdes, a ingestão de lixo, principalmente plásticos flexíveis e náilon, é facilitada por seu hábito alimentar e modo de apreensão do alimento. A espécie é preferencialmente considerada herbívora, consumindo macroalgas e fanerógamas marinhas, e os seus sítios alimentares estão associados a áreas costeiras (BJORNDAL, 1997). Suas nadadeiras impedem a seleção ou manipulação do alimento antes de sua ingestão.

O papel da Educação Ambiental

A Educação Ambiental tem papel fundamental na implementação de medidas de proteção dos oceanos que irão refletir de forma positiva na saúde humana e dos demais seres vivos. Ela fornece os instrumentos para iniciar discussões até as ações concretas sobre as questões ambientais, sobretudo no âmbito das escolas de Ensino Básico. É lá que se conscientiza e prepara a população do futuro para os problemas relativos ao meio ambiente (ALENCAR, 2005). A escola é uma peça chave na busca de soluções sobre os problemas ambientais, embora seja um imenso desafio ajudar os indivíduos a perceber suas ações diárias como cidadãos e a se comprometer em ajudar o meio ambiente.

A Educação Ambiental é desenvolvida numa perspectiva interdisciplinar e ética. É uma ferramenta de divulgação dos problemas existentes na sociedade e tem como base medidas voltadas para a participação da população visando à melhora do bem-estar social e cultural das pessoas. Baseia-se na reflexão crítica para promover mudanças de atitudes e valores. Isso compreende desde a tomada de consciência e reflexão até a formação de hábitos e práticas que venham garantir a preservação dos recursos naturais, propiciando assim novas vivências ambientais do homem com a natureza (MELLO, 2009).

Todo projeto que contempla a Educação Ambiental tem por prioridade colaborar na formação de pessoas que ajam com responsabilidade, autonomia e criatividade, tanto para construir uma consciência critica e fomentar conhecimentos quanto para usar esses recursos com sabedoria.

A prática educativa pode utilizar diversos instrumentos que levam ao aprendizado/conhecimento. Essas práticas, quando dinâmicas e didáticas, estimulam a participação, criatividade, amadurecimento e principalmente a reflexão crítica do educando. O professor apresenta questões que demonstram que a única espécie responsável pelo caos ambiental, pela desordem, pela falta extrema de equilíbrio é a espécie humana. Ela desestabiliza o ambiente.

Atividade educativa: questionário de sensibilização

Este instrumento objetiva interpretar a percepção ambiental dos estudantes antes e após o processo de ensino. As respostas ao questionário permitem um diagnóstico da percepção do problema e devem subsidiar o professor na proposição de atividades.

O que é lixo? Quais são os tipos de lixo? Quais são as consequências da poluição por lixo no ambiente marinho? Você acha que os animais marinhos irão se adaptar ou sofrerão os impactos da presença do lixo marinho? Como o plástico pode interferir na sobrevivência de animais marinhos? Quem são os responsáveis pela poluição marinha? Tem solução? Como? Quais são as providências que você pode fazer para minimizar os impactos do lixo no ambiente marinho?

Após a discussão das respostas, é importante que os alunos realizem mais algumas atividades para amadurecer e ampliar o conhecimento sobre a questão.

Sugere-se a discussão do vídeo Sopa plástica e lixão no Pacífico, que pode ser visto pelo Youtube:

A partir das imagens, pode-se pedir que o aluno elabore de uma sinopse do vídeo e que exponha sua opinião. Além disso, o professor poderá dividir a turma em grupos e pedir que confeccionem painéis com textos e imagens sobre os impactos do lixo no ambiente marinho. Os painéis podem ser expostos em locais chave da escola, para que todos possam ter acesso aos trabalhos.

Jogo educativo como ferramenta para a Educação Ambiental: Trilha ecológica

Jogos educativos podem ser utilizados como ferramenta pedagógica de apoio, favorecendo o aprendizado de forma divertida e responsável.  

Outra atividade sugerida seria fazer uma trilha ecológica em sala de aula composta por 50 quadrados (casas), confeccionada de forma a ocupar grande espaço no chão, conforme esquema na Figura 6. A turma, dividida em dois ou mais grupos, dependendo da quantidade de alunos, elegeria um representante por grupo para jogar um dado, cuja numeração permitiria a movimentação ao longo da trilha. Ao parar numa casa, cartelas com perguntas para o grupo permitiriam o avanço pela trilha, em caso de acerto. O grupo que acertasse mais respostas avançaria mais rápido e se tornaria vencedor.


Figura 6: Trilha ecológica - as figuras representam tipos de resíduos (sacolas plásticas, pneus, metais, linhas, cordas, cigarro, brinquedos etc.).
Fonte: http://www.globalgarbage.org/blog/index.php/2010/10/13/capturando-os-impactos-humanos-no-oceano-para-a-conservacao-da-vida-marinha/. Acesso em janeiro. 2014.

Para finalizar, é importante um trabalho realizado no campo para que os alunos consigam perceber a gravidade do problema do lixo no ambiente marinho. Para isso, sugere-se aos professores a realização de uma gincana de retirada de lixo na praia, despertando nos alunos o desejo de ajudar, orientando-os a diminuir os impactos nesse ambiente. As turmas seriam divididas em grupos e cada grupo ficaria responsável pela coleta em pontos diferentes da praia; o professor discutiria como o lixo foi produzido no local ou foi trazido pela água e o que a comunidade local pode fazer local para minimizar o impacto ambiental causado pelo lixo dos banhistas.

Conclusão

Diversas leis para preservação ambiental estão em vigor, mas muitas vezes não são cumpridas de forma adequada e eficiente. Todos os atores que compõem a sociedade, começando pela ação das políticas específicas que envolvem governos, órgãos ambientais fiscalizadores, empresas e até a comunidade em geral, precisam participar.

Existe a necessidade de mudanças na  percepção e de valores para que o processo de educação ambiental ocorra. A participação social pode reduzir significativamente os efeitos negativos causados pelo lixo, com programas de coleta seletiva e reciclagem.

A Educação Ambiental é uma ferramenta indispensável para o sucesso desses programas. As campanhas educativas, os programas de limpeza de praias, a presença de lixeiras de coleta seletiva ao longo das praias e ações preventivas e corretivas das políticas públicas reduziram significativamente a presença de lixo nestas localidades, contribuindo para a conservação dos animais marinhos.

Com ciclos de palestras, jogos interativos, cartilhas e folders informativos, há mobilização e sensibilização da população sobre esse problema, incluindo as comunidades pesqueiras que devem ter informações corretas quanto à melhor forma de descarte de artefatos de pesca, reduzindo a poluição e contribuindo para a conservação das espécies e a manutenção da qualidade de vida nos ambientes marinhos.

Referências

ALENCAR, M. M. M. Reciclagem de lixo numa escola pública do Município de Salvador. Candombá Revista Virtual, v. 1, n. 2, jul./dez. 2005. Disponível em: http://www.gepexsul.unisul.br/extensao/2012/amb3.pdf. Acesso em 15 nov. 2013.

AMBIENTE BRASIL. Impactos do lixo marinho e ação "Praia local, lixo global". Disponível em: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/artigos_agua_salgada/impactos_do_lixo_marinho_e_acao_"praia_local,_lixo_global".html. Acesso em 25 nov. 2013.

ARAUJO, M. C. B.; COSTA, M. F. Lixo no ambiente marinho. Ciência Hoje, v. 32, nº 191, 2003. Disponível em: http://artigocientifico.uol.com.br/uploads/artc_1151246820_25.pdf. Acesso em 14 nov. 2013.

AWABDI, D. R. Hábito alimentar e ingestão de resíduos sólidos por tartarugas-verdes juvenis, Chelonia mydas (L. 1758), na Costa Leste do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Dissertação de mestrado no Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF. Campos dos Goytacazes, 2013. Disponível em: uenf.br/Uenf/Downloads/pgecologia_5718_1378411319.pdf. Acesso em 25 nov. 2013.

Bjorndal, K. A. Foraging ecology and nutrition of sea turtles. In: LUTZ, P. L., MUSICK, J. A. (eds.). The biology of sea turtles, 1997. Disponível em: http://home.eckerd.edu/~meylanpa/BI200/Meylan_Web_Site/pdfs%20of%20readiings/14-Bjorndal_1997_foraging.pdf. Acesso em 25 nov. 2013.

CDUN. Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Concluída em Montego Bay, Jamaica, em 10 de dezembro de 1982. Disponível em: https://www.dpc.mar.mil.br/sta/legislacao/Decreto/DECRETO1530_95_CNDUM.pdf. Acesso em 16 nov. 2013.

Decomposição do lixo. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambientereciclagem/decomposicao-do-lixo.php. Acesso em 20 nov. 2013.

Ivar do Sul, J. A.; Costa, M. F. Marine debris review for Latin America and the wider Caribbean region: from the 1970s until now, and where do we go from here? Marine Pollution Bulletin, 2007.

MELLO, A. S. et al. Educação Ambiental em curso de formação continuada para docentes do Ensino Básico. Uberlândia (MG). Revista em extensão, Uberlândia, v. 8, n. 1, 2009. Disponível em: http://www.revistadeextensao.proex.ufu.br/include/getdoc.php?id=338&article=106&mode=pdf. Acesso em 15 nov. 2013.

MOURA, C. M. et al. Estudos dos impactos ambientais decorrentes da deposição de resíduos sólidos na zona costeira de Jaboatão dos Guararapes – Pernambuco. V Simpósio Brasileiro de Oceanografia. Oceanografia e Políticas Públicas, 2011, Santos (SP). Disponível em: http://www.globalgarbage.org/praia/downloads/V-SBO-2011/130.pdf. Acesso em 15 nov. 2013.

Moura, J. F. et al. A interface da saúde pública com a saúde dos oceanos: produção de doenças, impactos socioeconômicos e relações benéficas. Ciência & Saúde Coletiva, 2011. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n8/a15v16n8.pdf. Acesso em 15 nov. 2013.

Publicado em 1º de abril de 2014

Publicado em 01 de abril de 2014