No ar, nova edição da Revista EaD em Foco

Esteban Lopez Moreno, Luiz Gustavo Ribeiro Rolando, Gabriella Dias

As leituras do segundo número do volume 5 da revista, recentemente colocado no ar, revelam diversos temas relativos à EaD, dos quais destacamos inicialmente dois artigos pela sua atualidade e pertinência, ao reafirmarem esse modelo de educação como instrumento de democratização do ensino.

O primeiro é um estudo de caso que trata da acessibilidade na Educação a Distância, provocando a reflexão sobre o processo de inclusão no Ensino Superior a distância, evidenciando a necessidade da utilização de tecnologias assistivas. Essa preocupação pode ser reconhecida nas estratégias contidas no Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, que prevê atendimento educacional especializado para estudantes do ensino básico com deficiência, e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em que os candidatos que apresentam deficiências recebem atendimento diferenciado. O caso citado é de um aluno deficiente visual que, independente das dificuldades de deslocamento, obteve com a utilização de recursos digitais e na modalidade a distância, melhores condições de continuidade de sua formação escolar.

O segundo artigo versa sobre um projeto piloto que proporciona aos apenados de três unidades prisionais cursos de formação técnica para que possam exercer uma profissão após o cumprimento das penas, contribuindo para sua ressocialização e facilitando a recolocação dos egressos do sistema penal no mercado de trabalho.

Outros assuntos igualmente relevantes são: a mediação do tutor como essencial para a interação e a motivação do aluno e os modelos de gestão e a sua importância na obtenção dos resultados planejados. Observa-se ainda a preocupação dos estudiosos da EaD com posições que se contrapõem, como os preconceitos que discutem a credibilidade em uma formação de qualidade nos cursos nesse modelo, apesar do número significativo de cursistas, que já alcança no Brasil a faixa de um milhão de inscritos. O artigo apresenta os resultados de estudo em que foram entrevistados educadores que levantam aspectos positivos e negativos da EaD. O autor complementa o estudo com uma análise histórica baseada em ampla pesquisa bibliográfica, apresentando uma posição crítica de que esse ensino, na década de 1990, estaria a serviço de interesses “mercantilistas” e outra, de autores favoráveis à EaD, como política de democratização do acesso ao ensino superior.

Com o propósito de discutir a EaD em cursos de formação de professores, foi relatado um experimento remoto, via web, da prática de laboratório didático na formação em Ciências. Outro estudo descreve como se deram os impactos da inserção da disciplina Ação docente na função social da escola, com o objetivo de promover a reflexão dos professores sobre o papel social da escola nos dias atuais.

Nesta edição há ainda um estudo de caso de um Curso de Licenciatura em Matemática a Distância que se propõe construir maquetes virtuais e físicas, no Eixo Geometrias: Espaço e Forma, com enfoque interdisciplinar. O foco desse trabalho é a metodologia utilizada e a interdisciplinaridade: Geometria, Física, Psicologia e Educação Ambiental, assim como conhecimentos de história e de cultura. Partindo da fotografia, foram construídas maquetes virtuais com o software SkechUp, e, em sequência, a maquete física, em atividades colaborativas presenciais. Os grupos deveriam elaborar primeiramente a maquete virtual com o software já utilizado no encontro presencial.

Chamamos a atenção para dois artigos que abordam a influência da Educação a Distância no ensino presencial superior, abordando a necessidade da incorporação de novos modelos pedagógicos no ensino presencial a partir da utilização das tecnologias digitais e das redes sociais e as contribuições para a avaliação, para a incorporação de novos conteúdos e no planejamento das ações pedagógicas. Conclui-se, nesses estudos, que a EaD pode contribuir para o aperfeiçoamento do trabalho docente em geral, em cursos a distância ou em apoio aos cursos presenciais.

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Para finalizar, uma boa notícia: o volume 5 (2) da revista EaD em Foco conta agora com o DOI – Digital Object Identifier. No Brasil, a plataforma Lattes, do CNPq, utiliza o DOI como forma de certificação digital das produções bibliográficas registradas pelos pesquisadores em seus currículos Lattes. Em breve, todos os artigos publicados desde a estreia da EAD em Foco, em 2010, contarão com esse identificador.

Publicado em 27 de outubro de 2015