Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: relato de um caso

Marcélia Amorim Cardoso

Graduada em Pedagogia (UNIG), especialista em Psicopedagogia pela UCAM, mestre em Educação (UERJ), professora do Curso de Pedagogia da FABEL, professora de Práticas Pedagógicas e Iniciação Científica no Curso Normal (SEEDUC-RJ)

Heidi Bahia Ferreira

Graduada em Pedagogia pela FABEL, pedagoga da rede particular de Nova Iguaçu-RJ

Temos tanta pressa de fazer algo, escrever, amontoar bens e deixar ouvir a nossa voz no silêncio enganador da eternidade que esquecemos a única coisa em relação à qual as outras não são mais do que meras partes: viver.
(STEVENSON, 1874, apud SONTAG, 1984, p. 22)

Este trabalho tem por finalidade contribuir com familiares e profissionais da Educação, principalmente professores, sobre sintomas, tratamento e convívio de um transtorno que nos últimos anos está mais visualizado nos espaços escolares: o TDAH. Segundo Scandar (2009, p. 14),

o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico de causas genéticas que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

Atualmente, muitas pessoas apresentam dúvidas relacionadas a esse transtorno, que muitas vezes é sinalizado pela escola; a escolha deste tema, porém, não surgiu devido à atividade profissional, pois, mesmo atuando na secretaria escolar há mais de 12 anos e observar pais e professores com dificuldades em lidar com este transtorno, o interesse foi impulsionado pela oportunidade de conviver com uma criança com o diagnóstico de TDAH que despertou a curiosidade de saber sobre os sintomas e a interação com a escola e amigos. A busca ainda foi intensificada pela vivência no curso de Pedagogia, motivada pelos estudos e pela rotina acadêmica.

A proposta de apresentar este tema toma-se de grande responsabilidade, pois envolve um olhar cuidadoso e sensível no cotidiano daqueles que convivem com essa realidade. O transtorno altera a vida familiar e necessita de acompanhamento especial; deve ser entendido pela escola como um transtorno que requer ações pedagógicas específicas, considerando a criança incluída e reconhecida por sua diferença nos processos de aprendizagens, de relacionamentos e de avaliação.

No decorrer das observações e pesquisas, foi possível perceber como os pais se sentem desencorajados e algumas vezes deprimidos e como a criança fica confusa. Hoje sabemos que o TDAH é definido como um transtorno neurobiológico que acontece em crianças, adolescentes e adultos, independente de país de origem, nível socioeconômico, raça ou religião.

Este estudo é resultante de pesquisa bibliográfica apoiada principalmente nos estudos psicológicos de Rubén Osvaldo Scandar (2009), atualmente diretor de docência e investigação, orientador nos cursos de pós-graduação sobre TDAH e presidente da Fundación de Neuropsicología Clínica, em Buenos Aires, e Thomas W. Phelan (2005), psicólogo clínico desde 1972, pai de uma criança com TDAH e que fundou a Associação de Illinois para Hiperatividade e Déficit de Atenção. Esses autores e suas obras respaldaram a construção deste trabalho.

Inicialmente será abordado o conceito de TDAH, sintomas, diagnóstico e tratamento, seguindo por um panorama sobre a convivência na escola, em casa e com amigos. Depois, por meio de um estudo de caso, apresentaremos a entrevista com uma mãe de uma criança (hoje adolescente) com TDAH, abordando o impacto diante do diagnóstico, sua relação com esse adolescente, suas dificuldades e o cotidiano desse adolescente.

O que é TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é uma condição reconhecida pela Organização Mundial da Saúde; é um dos principais diagnósticos a levar em conta quando uma pessoa apresenta:

  • Déficit de atenção;
  • Hiperatividade;
  • Impulsividade (PHELAN, 2005, p. 13).

É uma perturbação neurobiológica; ainda que necessite de acompanhamento especial deve ser atendida em escolas comuns. Segundo Scandar (2005, p. 15), “na literatura internacional estima-se de forma conservadora que entre 3% e 7% das crianças em idade escolar apresentem essa perturbação, que é considerada afecção psiquiátrica estável e aquela com maior incidência no início da infância”.

A evidência científica aponta para a conclusão de que as crianças com o diagnóstico correto de TDAH apresentam diferenças muito sutis nos seus cérebros, justamente no módulo cerebral que é responsável pelas funções executivas: organizar, planificar, estabelecer um nível apropriado de alerta, ter memória de trabalho adequada, regular os estados emocionais em função do desempenho adequado da tarefa principal do córtex pré-frontal e dos núcleos estreitamente ligados a ele na base do cérebro (SCANDAR, 2005).

Os primeiros sintomas são apresentados na infância; ocorrem três vezes mais em meninos do que em meninas

Sintomas

Scandar (2009, p. 28) afirma que os sintomas começam a ser observados antes dos sete anos, ainda que na prática seja mais flexível com os sintomas de déficit de atenção e o limite suba até a idade de nove anos. O autor pontua, porém, que um requisito básico é que os sintomas se manifestem antes dos sete anos.

Conseguimos observar os sintomas ainda na infância, pois a criança acaba se tornando diferente das outras em alguns aspectos. (...) O que ocorre quase sempre é que os sinais de hiperatividade e impulsividade costumam “perder força” com o passar dos anos. Em razão disso, a sintomatologia do TDAH difere de acordo com a idade: quanto mais jovem, maior a chance de ter sintomas de hiperatividade.

Cabe lembrar que, mesmo nas pessoas consideradas normais, é diferente o nível de atividade motora e de controle de impulsos nas diversas fases da vida. “Dizemos que existe um desenvolvimento, uma evolução normal da atividade motora e do controle de impulsos, de acordo com as diferentes faixas de idade” (ABDA, 2010, p. 12). Contudo, a falta de atenção pode ser identificada independente da hiperatividade e impulsividade, tornando-se um quadro isolado, o que não acontece com o TDAH, que está sempre acompanhado de outros sintomas indicativos.

Os sintomas do TDAH aparecem sempre como uma tríade diagnóstica. No entanto, o TDAH apresenta dois fatores: os sintomas indicativos da falta de atenção podem ocorrer separados da hiperatividade e impulsividade, mas não é possível separar a hiperatividade da impulsividade no contexto desse quadro clínico (ABDA, 2010, p. 13).

Existem sintomas secundários. Estes não são utilizados na fase diagnóstica para decidir se a criança tem ou não TDAH, mas são úteis para compreender melhor a criança, os problemas que sua família tem em sua educação e as dificuldades que poderá enfrentar no sistema escolar. Algumas sinalizações podem ser: ter um comportamento temerário, ou seja, não apresentar medo de arriscar-se diante de uma brincadeira, a criança geralmente é audaciosa e muito imprudente; não conseguir manter a atenção por muito tempo em apenas uma atividade nem motivar-se para tal.

Ela apresenta, também, dificuldade para cumprir as regras e no rendimento acadêmico, agressividade, tendência para provocar acidentes e uma série de déficits, como no controle do tônus emocional, ou seja, altera o humor com muita facilidade, nas competências interpessoais e sociais, não conseguindo manter interação em nível sociável e na linguagem confrontativa e fluidez verbal, quer dizer, não mantém um diálogo linear por muito tempo e altera o tom de voz, falando muito alto e por vezes gritando.

Diagnóstico

O Transtorno de Déficit de Atenção, como vimos, não se apresenta vinculado ao TDAH; é uma indicação deste. O diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção é repleto de armadilhas. A avaliação de TDA é diferente do diagnóstico de problemas em clínica médica ou mesmo do diagnóstico de outros tipos de dificuldades psicológicas.

A primeira dificuldade é que não há um teste físico, neurológico ou psicológico que possa provar ou refutar a existência do TDA. A segunda razão pela qual é delicado diagnosticar o déficit de atenção é que, por incrível que pareça, a entrevista individual feita com a criança em consultório geralmente acaba se tornando uma das partes menos úteis do processo de avaliação (PHELAN, 2005, p. 79).

Segundo Phelan (2005, p. 80), o resultado é que o processo de diagnóstico precisa envolver muita coleta de informações com outras fontes, além da própria criança. Ela deve ser ouvida, é claro, mas, basicamente, o que é necessário são informações detalhadas sobre a escola, a casa e a conduta social da criança. Essas informações devem incluir um histórico cuidadoso de seu desenvolvimento, assim como uma descrição completa das principais preocupações dos pais. “As informações sobre a criança devem ser colhidas de múltiplas fontes – os pais e professores são de especial importância”.

Encaminhar para quem? Esta é uma questão delicada. Na verdade, o professor só encaminha o problema que observa e transmite-o aos pais. O pedagogo, após o uso de instrumento de sondagem, como a anamnese, pode sugerir o encaminhamento, com relatório bem detalhado e cuidadoso, ao pediatra. No entanto, os pais farão perguntas como: levo-o ao pediatra? Um neurologista? Devo levá-lo ao psicólogo?

Tratamento

O primeiro passo, e talvez o mais importante de todos, é o conhecimento. A própria pessoa, os pais, os maridos, a esposa, enfim, todos precisam aprender sobre o TDAH, saber como ele se apresenta, como isso compromete o modo de a pessoa agir no cotidiano, suas reações, e principalmente que isso não é culpa de ninguém, nem da pessoa nem de seus pais (ABDA, 2010, p. 24-26). O programa de tratamento, de modo geral, deve sempre incluir estes três componentes: 1) Informação e conhecimento; 2) Medicação; 3) Recursos psicoterápicos.

O tratamento, incluindo ou não medicamentos, deve ser longo o suficiente para controle dos sintomas durante um período maior, contornando ou minimizando os problemas na vida escolar, familiar e social (ABDA, 2010, p. 24-26).

Escola, casa e amigos

Embora apresente o mesmo nível de cognição de seus colegas, o desempenho escolar da criança com TDA será inexplicavelmente irregular, fazendo adultos comentarem: “Se ela realmente quisesse, seria capaz de fazer!”. Ela pode ser acusada, com razão, de ficar sonhando acordada, quando está distraída com algum estímulo interno.

Com relação às dificuldades de aprendizado, a história é outra. Como grupo, as crianças com TDA realmente apresentam tendência maior de ter dificuldades de aprendizado, além do próprio déficit de atenção. Na população geral, talvez 10% a 15% de todas as crianças tenham dificuldades de aprendizado. Na população de portadores de TDA, o número está mais próximo de 30% a 40%. O resultado de todos esses problemas é que as crianças com TDA em geral vão ter desempenhos significativamente abaixo da média (PHELAN, 2005, p. 36-37).

Tais dados revelam que a dificuldade em concentrar-se por muito tempo em determinadas tarefas comuns na escola interfere sensivelmente no desempenho. As próprias características desses transtornos dificultam a assimilação de uma série de conceitos que requerem certo grau de concentração e raciocínio.

A escola, por sua vez, quando não percebe tais características presentes nos transtornos, trata os comportamentos típicos como indisciplina. Geralmente, quando não diagnosticados esses alunos são considerados “problema” e frequentes repetentes, o que altera a autoestima, provocando outros comportamentos negativos, como isolamento, agressividade com colegas e enfrentamento constante e até perigoso às regras e aos adultos à sua volta. Quando diagnosticado e medicado, sua conduta se modifica, reintegra-se às atividades e consegue relacionar-se de forma mais condizente com as regras da escola e da socialização. Sua aprendizagem dá indícios de avanços significativos.

A disciplina em geral é quase sempre um problema para os pais de portadores de TDAH. Nada parece funcionar da maneira que funciona com outras crianças. Um estudo mostrou que, de cada dez interações entre a criança com TDAH e seus pais, nove são negativas e apenas uma é positiva. Essa triste estatística obviamente não é nada boa para a autoestima de ninguém e produz constantes irritações no ambiente doméstico. Conforme os anos passam, tanto o filho quanto os pais podem experimentar uma queda contínua da autoestima e um aumento da depressão.

Como mencionado, a primeira pessoa na família a ser esmagada pela existência de uma criança com TDAH não é a criança; é a mãe. Ela recebe o choque do comportamento de um filho difícil. E, considerando que ainda vivemos em uma sociedade que culpa os pais por tudo que os filhos fazem, os pais – e, em especial, a mãe – estarão constantemente tentando descobrir o que deu errado com essa criança (PHELAN, 2005).

O resultado de todas essas dificuldades sociais é que a criança hiperativa termina isolada ou é muitas vezes forçada a brincar com crianças mais novas, porém sem o total agrado dos pais, pois temem que seus filhos saiam machucados.

A causa do isolamento é muito óbvia, mas por que as crianças com TDAH têm de brincar com os colegas mais novos? Há várias razões. Primeiramente, o grau de maturidade da criança com TDAH é normalmente vários anos inferior ao de sua idade cronológica; portanto, ela se encaixa melhor nesse grupo.

Em segundo, ela tende a ser fisicamente maior do que as crianças mais novas e, assim, elas a deixarão ser o líder. Isso agrada à criança com TDAH, já que ficará bem menos frustrada se as coisas forem feitas sempre do seu jeito.

Com isso não queremos dizer que seja ruim para crianças hiperativas brincar com crianças mais novas. Isso é certamente preferível a não ter ninguém para brincar. Algumas das crianças com TDAH podem também se dar melhor com crianças mais velhas ou do sexo oposto. “A prova de fogo das habilidades sociais de uma criança com TDAH, no entanto, é sua capacidade de se dar bem com crianças do mesmo sexo e da mesma idade” (PHELAN, 2005, p. 41-42).

Relato de um caso: história de Zezinho

A escolha do relato desse caso ocorreu devido à profunda curiosidade em conhecer detalhes sobre esse transtorno já presente na sociedade e, principalmente, no cotidiano escolar. Questões que ultrapassaram as leituras realizadas buscaram ver e conviver com tal realidade. Um menino de 13 anos que, para resguardar a identidade, será aqui denominado “Zezinho”, diagnosticado desde os quatro anos como TDAH, pela médica Ana Beatriz B Silva[1], fundadora do grupo Napades[2]. A mãe da criança será indicada pelas iniciais M. A. F.

A gravidez de sua mãe se deu em 43 semanas, pois o bebê não deu sinais de nascimento, obrigando a obstetra a marcar com urgência o parto, que foi tranquilo; o nascente obteve nota 6 em Apgar[3], com 3,250kg de peso e altura de 48cm; logo após seu nascimento, percebeu-se que o bebê não abria os olhos com frequência e mamava com muita ansiedade.

No decorrer do desenvolvimento, sempre demonstrou ser um bebê muito alegre, de crescimento acelerado; aos 8 meses teve anemia, por só aceitar leite materno; aos 4 meses nasceram seus primeiros dentinhos, aos 5 meses se sentava e balbuciava suas primeiras palavras, não engatinhou e aos 9 meses andou com destreza.

Com 1 ano e 2 meses falava de forma clara e reconhecia números e letras de forma aleatória; aos 2 anos foi percebido como criança de extrema sensibilidade a fatos fora da percepção abstrata do ser humano: todo dia às 8h30min ele se encaminhava para a ponta da escada com uma bola e brincava ali sozinho por 30 minutos, jogando-a para cima e esperando que a bola retornasse, conversando, rindo e mantendo comunicação consigo próprio e com seu mundo; seus pais não faziam parte dessa brincadeira. Sua mãe, ao perceber tal fato, aplicou um teste involuntariamente: ao perceber que ele balbuciava muito a palavra “vovô” nas brincadeiras, ela se sentou no chão com ele e mostrou-lhe vários álbuns de fotografias e evidenciou fotos de pessoas idosas para ver se ele associava pessoas idosas ao vovô; logo foi percebido que o bebê distinguia pessoas idosas como “velhinhos” e as fotos de seus avôs como as pessoas com quem ele brincava na escada, sem nunca ter visto fotos de seus avôs, pois estes já eram falecidos, o que deixou seus pais assustados.

Aos quatro anos, com o falecimento de seu tio, transcreveu sua primeira palavra, que hábil e propositalmente era o nome do seu tio, deixando sua mãe em alerta de que algo poderia estar acontecendo. M. A. F., conversando com várias pessoas sobre o ocorrido, resolveu levá-lo para avaliações em várias escolas que o indicavam ao antigo CA, que hoje equivale ao 1º ano do Ensino Fundamental; “Zezinho” ingressou na instituição que mais o deixava confortável e foi aí que se evidenciou seu real problema; foi percebido que as escolas não tinham conhecimento nem preparo para casos de crianças especiais.

Sua mãe se viu envolvida em situações relatadas pela escola de que seu filho era uma criança introspectiva e insegura, não participativa, e que vinha atrapalhar o curso das aulas. M. A. F resolveu se inteirar sobre o que estaria acontecendo e se informar sobre um possível problema. Por meio de sua irmã, foi encaminhada ao grupo Napades e marcou uma consulta com a profissional Ana Beatriz B. Silva; ao se inteirar do relato desde o nascimento da criança, a médica fez uma bateria de exames em “Zezinho” e, depois de extensos testes, detectou se tratar de TDAH.

O tratamento se dá com constantes adaptações de medicações, como Ritalina[4] e Risperidona[5], ssociadas a acompanhamento de psiquiatras e psicopedagogas. Esse paciente se encontra em tratamento até os dias de hoje e será acompanhado até a sua fase adulta. Este relato é verídico e comprovado clinicamente. Em relação à escola, sempre precisou haver constante ligação entre a mãe e a psicóloga. Quanto ao lado social, quando criança não tinha amigos e vivia isolado; agora, desde que é jovem, tem amigos, mas, segundo a mãe, é submisso aos outros. Parece que teme perder as amizades.

Scander (2009, p. 87-88) dá alguns conselhos breves a serem seguidos pelos professores a fim de melhorar o comportamento e déficit de atenção da criança:

  • ensiná-la a obter comportamentos pré-atentos;
  • sentá-la em lugar preferencial;
  • eliminar os elementos de distração e manter nível adequado de estimulação;
  • estruturar a atividade no lugar;
  • reforçar positivamente a atividade orientada para a tarefa;
  • melhorar as relações sociais da criança com TDAH.

Considerações

A criança deve saber que ela é um milagre, um milagre que desde o inicio dos tempos não tinha ocorrido e que até o final dos tempos não haverá outra como ela (CASALS, 1960, apud CONDRON, 2008, p. 9).

Diante da pesquisa, podemos sinalizar que O TDAH se caracteriza pela desatenção, hiperatividade e impulsividade. Atinge mais pessoas do sexo masculino do que do feminino. Portadores do TDAH na infância podem continuar apresentando o transtorno na adolescência e na idade adulta.

A família é fundamental na vida de qualquer ser humano, seja qual for a organização. Porém a atenção dos pais e familiares não deve ser descartada. São muito frequentes os casos de conflitos em família ocasionados pela presença de um portador de TDAH, pois seu convívio social sofre profundas interferências.

O tema apresentado, além de ser muito importante, chama a atenção dos educadores, profissionais envolvidos com a educação, pais e toda a família. Os pais devem ser os primeiros a ter conhecimento de tudo que envolve o TDAH, para que possam ajudar a passar as informações para seus filhos à medida que eles se tornem capazes de entendê-las.

O apoio do professor é sempre muito importante para a criança na fase de desenvolvimento, esse profissional irá demonstrar, por seu afeto, respeito e compreensão, que o aluno é capaz de superar qualquer dificuldade, exigindo sempre sua superação com amor e cautela.

É preciso que todos tomem consciência de que se fazem necessários mais estudos a fim de esclarecer dúvidas ainda existentes sobre o problema e divulgar informações básicas para a população, que, na grande maioria, desconhece a forma de lidar com o TDAH.

Referências bibliográficas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO. TDAH. São Paulo: ABDA, 2010.

BABYCENTER BRASIL. Teste de Apgar. Disponível em: http://brasil.babycenter.com/a700445/teste-de-apgar#section1#ixzz2mcioO6L7 Acesso em 12 jun. 2013.

CONDRON, Barbara. Aprenda a educar a criança índigo. São Paulo: Butterfly, 2008.

PHELAN, Thomas W. TDA/TDAH crianças e adultos. São Paulo: Makron Books, 2005.

RIBEIRO, Rosana Bolognini. As mãozinhas sem paz: um estudo sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia). UNIG – Universidade Iguaçu. Rio de Janeiro, 2004.

SCANDER, Rubén Oliveira. Inquietos, distraídos, diferentes? Coleção Educadores. Buenos Aires: Ediba, 2009.

SONTAG, Susan. Doença como metáfora. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

Notas

[1} Autora do livro Mentes Inquietas. Editora Fontanar.

[2} Núcleo de Medicina do Comportamento. R. Gal. Venâncio Flores, 305, Leblon, Rio de Janeiro-RJ.

[3} Nota que a criança recebe ao nascer sobre os sinais vitais.”Avaliação entre 5 e 7 indica estado regular e pode haver necessidade de ajuda de aparelhos para respirar. O médico talvez massageie vigorosamente a pele do bebê ou dê a ele um pouco de oxigênio”. Disponível em:
http://brasil.babycenter.com/a700445/teste-de-apgar#section1#ixzz2mcioO6L7.

[4} É uma medicação focalizadora, a partir do momento que toma o paciente é trazido para a realidade e tem duração de 4 horas.

[5} É um relaxante muscular para que o paciente consiga dormir

Publicado em 12 de maio de 2015