A arte dos quadrinhos do Quarteto Fantástico e sua relevância ao retratar concepções da Guerra Fria

Lucas Pereira Pessin

Graduando em Letras (UFRJ)

Antes de desenvolver uma relação entre história e arte nos anos 60, devemos atentar a essa mesma relação ocorrida na década de 40. De fato, a literatura de quadrinhos atinge ápices históricos durante o período da Guerra Fria (1945-1991), porém, para situar melhor sobre o objetivo desse artigo, temos que observar a relação entre a posição dos Estados Unidos na Segunda Grande Guerra e o surgimento do Capitão América.

Como bem referenciado pelo filme Capitão América: o primeiro vingador (2011), durante a Segunda Guerra Mundial, os quadrinhos do herói obtiveram grande êxito, lucro e reconhecimento. A criação do personagem estimulava um processo envolvente de nacionalismo americano, pois a realidade do herói é próxima dos estadunidenses. Intencionalmente, existem exageros nas aventuras do herói que servem para acessar o imaginário juvenil, de modo que o amor à pátria seja alimentado.

O Capitão América se torna uma figura essencial para a mensagem heroica dos Estados Unidos; o personagem se apresenta como uma espécie de salvador, uma história construída para que demonstre que o Capitão América é superior aos inimigos e também aos aliados. Uma das estratégias de propaganda mais eficazes de toda a história; não é para tanto que os inimigos do Capitão América são, geralmente, uma organização nazista ou um japonês de feição aterrorizante.

Logo após o fim da guerra, a produção de quadrinhos do Capitão América decaiu. Claro, as histórias ainda eram produzidas, mas uma parte do protagonismo do herói, ou até um pouco da proposta do quadrinho, tinha ficado para trás. O personagem já tinha atingido seu objetivo. Aclamados pela vitória na guerra e recebendo o título de superpotência, o principal impasse dos EUA para a hegemonia mundial era o bloco comunista, a União Soviética. 

Nesse período de competições entre as duas maiores potências do mundo, a sociedade estadunidense modifica drasticamente suas ações, pautadas principalmente pela desconfiança, o medo e o horror ao comunismo, acompanhadas pelo evidente ufanismo que passa a transpor em absolutamente tudo referente à nação, como esportes e produções midiáticas - algo até hoje muito presente nos Estados Unidos.

Na realidade, o nacionalismo levantado por essas superpotências tem a função central de unir a nação, unindo-a a partir de um sentimento comum que dê uma espécie de uniformidade nacional, a fim de arquitetar um Estado-nação forte e bem estruturado (Bresser-Pereira, 2008, p. 172). De certo, um nacionalismo promove um reflexo imediato na produção artística, seja como crítica, seja como reafirmação nacionalista. Como provado por Bresser-Pereira (2008, p. 171),

Durante a Guerra Fria, o conflito ideológico principal parecia ser entre liberalismo e socialismo; mas assim que a União Soviética entrou em colapso, ficou claro que mesmo o conflito entre os Estados Unidos e a União Soviética era o conflito de dois nacionalismos.

Apologia à censura e à perseguição de editores e edições de quadrinhos eram bem comuns.

Nesses moldes, Lawrence Alloway se torna um pioneiro na arte popular que irá desenhar todo um processo cultural de consumo durante a Guerra Fria, uma máxima dos valores estadunidenses como um modo de vida. Obras bem conhecidas pela explosão de cores vibrantes, a representação popular de personalidades e produtos e, claro, o tom irônico sobre a sociedade de consumo em massa.  As obras da afirmada arte popular, Pop Art, dão cor à Guerra Fria, expondo divertidamente todo um projeto de compra e consumo estimulado massivamente naquela época. Simultaneamente, a forma artística quadrinhos passa a ser muito criticada como uma forma de inferiorização da arte que desestimulou grandes artistas, como Stan Lee.

Para entender o desânimo de Stan Lee, devemos situar historicamente um evento relevante: o Comics Code Authority(CCA, que pode ser entendido como um código de quadrinhos), criado nos Estados Unidos durante a década de 50. Tal postulação resultava num processo de censura aos quadrinhos, seja pela coloração, personagens, ilustrações, conteúdo da história e, principalmente, tema. Naquela época, para um quadrinho chegar às vendas, obrigatoriamente, o produto deveria ter um selo de aprovação dessa “comissão” avaliadora. Muitos quadrinhos, portanto, foram censurados pela apresentação estética e conteúdo, e jamais foram publicados.

A CCA foi uma atitude para tentar diminuir uma onda de rebeldia juvenil, alegando que os quadrinhos eram prejudiciais à ética e integridade de crianças e adolescentes estadunidenses - algo que se torna muito comum no período da Guerra Fria, uma forma de controle social mais severa e radical, principalmente das potências principais: Estados Unidos e União Soviética. É importante frisar que o entretenimento dos quadrinhos era visto como um agravador no que diz respeito à delinquência juvenil.

Esse pensamento de que quadrinhos podiam desajustar muito negativamente os jovens, hoje algo um tanto quanto descabido da realidade, foi fundamentado pela obra do psiquiatra Fredric Wertham, Seduction of the Innocent (Sedução do Inocente, 1954). Wertham afirma que os quadrinhos são uma forma ruim de literatura popular que incentiva o indivíduo ao desinteresse social e político; estimula-se, com isso, o teor de rebeldia e irresponsabilidade dos jovens, aproximando-os da delinquência.

Wertham serviu para basilar uma perseguição à cultura dos quadrinhos, que já começava a aparecer desde antes do lançamento do livro. Na obra, o psiquiatra vê com urgência uma ação do Estado que trate de inibir as publicações de quadrinhos, em quadros mais severos, tornando-os ilegais. Callari (2017) afirma:

Wertham causou tanto rebuliço com seu livro, que conseguiu levar o assunto ao Congresso Norte-Americano, tendo aparecido ante o Subcomitê de Delinquência Juvenil do Senado, então presidido por Estes Kefauver. O objetivo do psiquiatra era obter ações rígidas do Estado contra as HQs consideradas prejudiciais à juventude. Suas longas dissertações, contudo, não conseguiram fazer com que o Senado considerasse os quadrinhos culpados pelo aumento da criminalidade e pela delinquência juvenil, mas em seu relatório final, o alarmado comitê sugeriu que a indústria regulasse de alguma maneira, voluntariamente, o conteúdo de suas publicações.

A CCA, portanto, não é um projeto de censura do Estado, mas uma autocensura vinda das editoras de HQs que eram avaliadas por outros membros, para, enfim, ter a concessão de publicar a história. O pesquisador de quadrinhos Bradford Wright (2001) define que a polêmica causada pelo livro de Wertham foi essencial para a nova fase da cultura de massa estadunidense, ocidental em altas projeções, um período para a extrema transformação cultural dos Estados Unidos.

Stan Lee, como já dito, fica desestimulado com, justamente, esse contexto de repúdio aos quadrinhos e estava disposto a deixar a editora Marvel Comics assim que o contrato acabasse. Como definido pelo próprio artista, em um documentário do History Channel, em 2011, trabalhar com quadrinhos, naquela época, “era estar no patamar mais baixo na escala da arte”.

Antes de deixar o cargo, Stan Lee escreve uma história que passa a revolucionar o universo dos quadrinhos: The Fantastic Four (1961). Na verdade, fazer um grupo de heróis foi um pedido de um superior da Marvel, tendo em vista que os HQs da Liga da Justiça, da concorrente DC Comics, estavam fazendo muito sucesso nas vendas. Surge, assim, uma história complexa que narra os problemas e os embates emocionais de uma família de heróis – heróis que, diga-se de passagem, não possuem identidade secreta, isto é, não há nesses HQs uma dupla vida, mas uma única totalmente complexa.

Esteticamente, o primeiro quadrinho (1961) do Quarteto Fantástico contava com uma coloração vibrante e desenhos de altas expressões, táticas de cinema mudo dentro dos HQs. Além de claro, um texto bem feito e redigido que equilibrava diferentes emoções, como raiva, tristeza e adrenalina. Há todo um estudo antropológico para a evolução do personagem; desse modo, os quadrinhos se afastam um pouco do rótulo superficial.

Trata-se de problemas reais em personagens fictícios que dão um ar corriqueiro e faz o leitor se identificar com o personagem. Identificação, muitas das vezes, determinante para o entendimento do gigantismo da “Era Marvel”; ora, a partir da identificação, o interesse e o consumo por produtos dessa empresa passam a disparar de modo exponencial.

Algo que não se deve esquecer: é um grupo de heróis que não nasceu com poderes; eram pessoas comuns. Na verdade, o importante é como adquiriram tais habilidades: por meio de uma viagem espacial. Não se trata puramente de uma motivação para o desencadear da aventura, mas de uma clara referência à Corrida Espacial.

Tendo em vista o ano de 1961, auge da disputa espacial entre Estados Unidos e União Soviética, Stan Lee se aproveita da temática recorrente e as tentativas dos EUA em superarem o protagonismo soviético no espaço para lançar seus personagens ao desconhecido. É um ano muito pontual e importante para o desenrolar da Corrida Espacial, pois em 12 de abril de 1961 os soviéticos lançam Yuri Gagarin ao espaço, que foi capaz de observar a Terra de um modo mais ampliado, através da nave Vostok I.

A ambição soviética faz com que os Estados Unidos se sintam superados no ano de 1961. Além disso, uma sucessão de destaques soviéticos na disputa espacial força os Estados Unidos à pesquisa e tentativas de demonstrar resultados capazes de superar os feitos dos rivais. Algo que possui o maior êxito em 1969, com a chegada de Neil Armstrong à Lua.

Assim como o Capitão América foi à guerra com a nação, o Quarteto Fantástico foi ao espaço. Isso estimulava os jovens estadunidenses a valorizar a capacidade ímpar da nação de desbravar o espaço e de superar o bloco soviético. Logicamente, em uma manifestação de puro nacionalismo.

Sabendo do sucesso da estratégia de lançar o Capitão América em um ambiente altamente real, a guerra, servindo como objeto publicitário de esperança e ufanismo ao povo, principalmente aos jovens, Stan Lee utiliza o Quarteto Fantástico para o mesmo fim. Trata-se de uma história com uma conquista espacial, um ato de coragem, fruto de mentes brilhantes (representada pelo Reed Richards, o Senhor Fantástico) com equipamentos extremamente eficazes e de avançada tecnologia.

A incerteza do que é o espaço, principalmente nos anos 60, acompanha o redator para o desenvolvimento da história. O quarteto é atingido por radiação espacial desconhecida que altera as células e o DNA dos personagens, possibilitando diferentes manifestações sobre-humanas, quatro diferentes habilidades. Habilidades que, em conjunto, funcionam para defender prioritariamente os Estados Unidos de ameaças dos grandes vilões, geralmente extraterrestes ou seres humanos com habilidades descomunais, sendo o Fantasma Vermelho clara referência ao comunismo, um de seus piores inimigos.

Há de se pontuar que o autor de quadrinhos tinha a consciência que tal rivalidade colocava o mundo em risco, sendo a corrida espacial apenas um palco de competição. Além de todo o jogo comercial, o Quarteto Fantástico reproduz didaticamente conceitos científicos presentes na matemática, física, química e biologia - algo a se considerar dentro de importantes debates sobre interdisciplinaridade no ensino básico, assim como defendido por Nascimento Jr. (2013). Um gênero que, por isso tudo, podemos afirmar ser “Ficção Científica”.

Conforme afirmado por Nascimento Jr. (2013, p. 44),

enquanto o movimento pelos direitos civis se tornava mais forte com milhares de pessoas protestando pela igualdade de direitos para os Afro-americanos e demais minorias, jovens norte-americanos passavam a questionar as políticas de seu Governo, que começava a se envolver nos conflitos do Vietnã (a guerra eclodida em 1964 e duraria até 1975), dividindo a opinião de seus cidadãos.

A arte é um reflexo da realidade. É um período que, nos EUA, é extremamente turbulento socialmente, como bem descrito; dessa forma, não demora muito para que os veículos artísticos (televisão, música e outras artes) absorvam todo esse contexto, principalmente para crítica formal e sátiras. Os quadrinhos não fazem diferente, embora, em comparação às outras artes, os HQs tivessem um engajamento mais tardio. 

A proposta trazida por este artigo é colocar o HQ do Quarteto Fantástico como objeto central para uma nítida conversa entre contexto histórico e artes. Usar de linguagens para ilustrar conceitos dentro das humanidades é algo que é basicamente indissociável em certos casos, assim como usar das humanidades para interpretação das linguagens. Como indicado neste artigo, com base em Nascimento Jr., os quadrinhos tornam possíveis diálogos com áreas tecnológicas, ampliando o horizonte para elaboração de, até mesmo, materiais didáticos sem uma polarização extrema entre exatas e humanas. Os quadrinhos, sendo a ficção científica uma grande área, são um produtivo objeto de ensino, pois são capazes de apresentar equilibradas perspectivas de análise sem perder um eixo comunicativo com outras áreas.

Há de ser considerado que, de fato, esse tipo de manifestação é muito mais comum em propagandas governamentais. Ainda mais comum, em governos autoritários.

O objetivo é relacionar diretamente expressão artística e história. Com os quadrinhos, a capacidade de absorção da íntima relação entre Artes e História, Pop Art e Guerra Fria, é concebida um modo mais prático, um tanto quanto descontraído. Até mesmo, num sentido mais geral, direto. Certamente, mais clara de entendimento sobre crítica e contexto histórico, numa relação de causa e consequência, ao perceber formas de ironia e trabalhos artísticos que auxiliam a enriquecer a história.

A arte é, sim, um reflexo; no entanto, nem sempre é uma sátira ou ironia ao contexto histórico. Há casos em que a arte simplesmente traz uma função de autoafirmação nacional, como acontecia na Guerra Fria. A arte é um instrumento de poder; os quadrinhos não fogem disso. Na segunda metade dos anos 60, já com outros HQs em publicação, o governo estadunidense solicitava às editoras que fizessem certas edições com determinadas temáticas, repousadas em campanhas governamentais. Um exemplo disso é uma HQ do Homem-Aranha que tinha uma mensagem contra o uso de drogas ilícitas, em 1971, que foi pedida pelo governo por meio do Departamento de Saúde.

No Quarteto Fantástico, podemos observar temáticas que fogem ao apelo político e comercial e aprofundam na verossimilhança com os leitores. Algo verossímil é uma manifestação de situações e locais que aproximam o conteúdo da realidade. Uma estratégia de escrita que auxilia na intimidade com o leitor, na aproximação com a vivência dos personagens.

Uma diferença de outras HQs que possuíam cidades fictícias para o desenrolar da história, como Superman na cidade de Metrópoles e Batman em Gotham City.

 Sendo assim, a história do Quarteto Fantástico se desenrola, em sua maior parte, na cidade de New York. Os locais citados, a descrição de endereços, as atrações de lazer, por exemplo, todas realmente existem; o cenário é algo conhecido, íntimo. Pela primeira vez, também, os HQs do Quarteto Fantástico trazem uma carga de profundidade aos personagens, isso é, um caráter humano - tão bem construído que os heróis passam por problemas reais e comuns à população: falta de dinheiro, problemas de aceitação e relações de sociabilidade, por exemplo, sem perder, em nenhum momento, o tom irreal da ficção.

Sobre os desenhos, cabe ressaltar não somente a vibração de cores fortes, mas também as representações didáticas de biologia e outras ciências, além de, claro, sua comunicação histórica. O Quarteto Fantástico serve como um rico objeto de análise tanto para humanidades, quanto para ciências biológicas e tecnológicas, de uma forma mais produtiva no ensino.

Não há como fazer um trabalho com essa temática e não manifestar apoio à valorização da Arte como um todo, da erudita à popular. A reflexão pretendia é justamente reafirmar que a arte é o objeto central, até mesmo um ponto de interseção de todas as áreas, para o estudo crítico de eventos que aconteciam naquela época. Não simplesmente História, a Arte deve ser dimensionada para um mecanismo presente para exploração de um conhecimento racional, interpretativo, não mecânico.

O Quarteto Fantástico remete à Guerra Espacial, aos aspectos de verossimilhança, ao comunismo como vilão digno de ser combatido (representado pelo Fantasma Vermelho) e às ciências tecnológicas, ao falar de construções minuciosamente pensadas que são capazes de revolucionar o mundo. Além de, claro, passar pela bioquímica, ao tratar de alterações celulares e outros assuntos.

Neste artigo, foi explorada a importância da relação entre Artes e História, mais precisamente os HQs como arte popular e extremamente importante para a fluidez do avanço artístico do mundo ocidental (Wright, 2001). Os quadrinhos atingem um novo patamar na escala da arte como uma das mais diretas e acessíveis para a população. Nos quadrinhos analisados, para além do nacionalismo, disputa espacial e combate ao comunismo, vemos o uso do cotidiano, uma divulgação do modo de vida estadunidense – que nem sempre se trata de ironia nesse caso – para se comunicar com quem lê. A arte passa mensagens importantes do ponto de vista, à medida que a produção necessita passar uma mensagem.

Nesse caso, a mensagem de um contexto histórico delicado para o mundo em geral, mas extremante rico para a valorização e crescimento da arte popular. Um período determinante para a história artística, seja qual for a manifestação. A arte, por fim, analisada e interpretada é o objeto mais poderoso para análise e exploração de diversos assuntos que a atravessam, como bem vistas pelos HQs do Quarteto Fantástico.

Referências

BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Nacionalismo no centro e na periferia do capitalismo. Estudos Avançados, São Paulo, v. 22, 2008.

CALLARI, Alexandre. Sabia que as histórias em quadrinhos passaram 30 anos censuradas? Adaptado por Caroline Strives. 2017. Disponível em: http://conhecimentoliteratura.com.br/sabia-que-as-historias-em-quadrinhos-passaram-30-anos-censuradas/. Acesso em: 25 fev. 2020.

CARDOSO, Maria Luísa Lopes de Oliveira Ferreira. História da arte e Guerra Fria. Tese (doutorado), Universidade Nova de Lisboa, 2012.

LEE, Stan. The Fantastic Four #1. New York: Marvel Comics, 1961.

NASCIMENTO JR., Francisco de Assis. Quarteto Fantástico: ensino de Física, Histórias em quadrinhos, ficção científica e satisfação cultural. Dissertação (mestrado), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

WERTHAM, Fredric. Seduction of the Innocent. New York: Rinehart & Company, 1954.

WRIGHT, Bradford. Comic Book Nation: The Transformation of Youth Culture in America. Nova York: Johns Hopkins University Press, 2001.

Publicado em 08 de setembro de 2020

Como citar este artigo (ABNT)

PESSIN, Lucas Pereira. A arte dos quadrinhos do Quarteto Fantástico e sua relevância ao retratar concepções da Guerra Fria. Educação Pública, v. 34, 8 de setembro de 2020. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/34/joseph-a-arte-dos-quadrinhos-do-quarteto-fantastico-e-sua-relevancia-ao-retratar-concepcoes-da-guerra-fria