Patrimônio material e ensino de História: a importância da História local em sala de aula

Lyjane Queiroz Lucena Chaves

Licenciada em História (UFRR), especialista no Ensino de História e Geografia (Faculdade Claretiano), pós-graduanda no Ensino de Língua Portuguesa e Literatura (UERR), professora de História na rede privada de Roraima

A presente pesquisa busca analisar novos horizontes para trabalhar nos espaços educativos e trazer o aluno para mais próximo da sua realidade histórica. Em vista disso, pretende-se estabelecer um possível diálogo entre patrimônio material e o ensino de História, criando espaços de aprendizagem e interação de grupos sociais com seu próprio patrimônio, com sua própria história.

Nada mais interessante do que utilizar o patrimônio material, que é tão possuidor de memória, cultura e identidade, para tratar do assunto. O nosso país é dinâmico, rico em cultura e em diversidade; é preciso mostrar aos alunos, de todos os níveis, a importância de valorizar, preservar e compreender o meio no qual eles e elas estão inseridos. As comunidades e os diferentes grupos sociais que vivem no Brasil são considerados produtores de saberes; logo, são participantes efetivos das ações educativas.

Assim, é possível lançar um novo olhar para a escola, de forma a torná-la um espaço mais educativo, que se relaciona com o patrimônio cultural e, consequentemente, com a cidadania, com a identidade e outros elementos sociais. A escola pode oferecer momentos de reflexão sobre nossas referências culturais.

Para tratar dessa relação entre escola e Educação Patrimonial, é fundamental levar em conta a concepção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que afirma que é positivo “criar espaços de aprendizagem e interação que facultem a mobilização e a reflexão de grupos sociais em relação ao seu patrimônio” (Florêncio et al., 2014, p. 23).

Os patrimônios podem e devem ser considerados referências simbólicas presentes nas cidades; eles refletem no espaço e no tempo a memória de determinado grupo social, além de constituir a identidade da própria cidade. Ao mesmo tempo a História ajudaria nesse processo, pois ambas se comunicam e se completam. Levar ao diálogo o Patrimônio e o ensino de História permite que as marcas da nossa história se perpetuem pelo tempo, assegurando a diversidade cultural que lhe é própria.

Referências

BARROS, José D’Assunção. O projeto de pesquisa em História: da escolha do tema ao quadro teórico. 9ª ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes (Org.). O saber histórico em sala de aula. 7ª ed. São Paulo: Contexto, 2002.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2011.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Editora do Senado, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.394/96. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Editora do Senado, 1996.

CHOAY, Françoise. A alegoria do Patrimônio. 4ª ed. São Paulo: Estação Liberdade/Unesp, 2006.

FLORÊNCIO, S. R. et al. Educação Patrimonial: histórico, conceitos e processos. Rio de Janeiro: Iphan, 2014.

FUNARI, Pedro Paulo A.; PELEGRINI, Sandra C. A. Patrimônio histórico e cultural. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2010.

Publicado em 03 de março de 2020

Como citar este artigo (ABNT)

CHAVES, Lyjane Qeiroz Lucena. Patrimônio material e ensino de História: a importância da História Local em sala de aula. Educação Pública, v. 20, nº 8, 3 de março de 2020. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/8/patrimonio-material-e-ensino-de-historia-a-importancia-da-historia-local-em-sala-de-aula