Princípios pedagógicos do trabalho docente na educação on-line – estratégias didáticas através do Moodle para situações de ERE e contextos análogos

Cleiliane Sisi Peixoto

Graduada em Letras - Língua Portuguesa (UFG), doutora em Estudos Linguísticos (Unesp), professora de Linguística e Língua Portuguesa (IFG - câmpus Goiânia)

O isolamento social imposto pela pandemia de covid-19 (SARS-CoV-2) imprimiu a emergência na reestruturação da prática docente, conduzindo o professor à reflexão sobre o seu papel de mediador da aprendizagem e à adaptação dos métodos e estratégias didático-pedagógicas para o novo contexto de educação on-line integrante do plano de ensino remoto emergencial (ERE) adotado pela maioria das instituições educacionais para dar sequência ao programa letivo anual e suprir a ausência do ensino na modalidade presencial.

Entretanto, nesse ínterim, a transposição da prática pedagógica constituinte do sistema presencial para o novo plano de ERE não se configurou de modo simples, fácil e adequado pelos docentes, tampouco confortável. A complexidade e os transtornos oriundos do "novo modo de ensinar" advieram da inexperiência da maioria dos docentes com o uso de tecnologias, especialmente, com o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) para a mediação do processo de ensino-aprendizagem.

Consequentemente, a precariedade da capacitação adequada para a docência on-line concernente ao uso das TDIC e aos princípios pedagógicos que regem a prática docente por elas mediada desencadeou equívocos pedagógicos a partir da iniciativa simplista de manter para o ERE o mesmo plano de ensino sistematizado para o trabalho docente presencial, sem adaptação coerente das estratégias didático-pedagógicas e do uso de recursos e ferramentas metodológicas para o alcance dos objetivos da aprendizagem.

Assim, os resultados iniciais obviamente não foram muito satisfatórios, com docentes adoecidos pela frustração de um trabalho inócuo e discentes angustiados pela sensação de prejuízo na sua formação acadêmica. Se, por um lado, a segurança na prática docente na modalidade presencial já estava consolidada, por outro, a insegurança se instaurava pela confusão advinda de um ensino que não pertencia nem ao escopo do sistema presencial nem ao âmbito da EaD (com suas diretrizes pedagógicas próprias), a não ser pela distância geográfica entre docentes e alunos, estabelecida pelo contexto pandêmico, e pela presença da mediação tecnológica.

Diante dessa problemática, constatada por ocasião da assunção a um cargo de gestão em uma instituição federal de educação técnica e superior no Estado de Goiás, tornou-se premente a busca pela compreensão dos princípios pedagógicos que norteiam a prática docente na educação on-line e das funcionalidades dos recursos e das ferramentas digitais do Moodle, com o propósito de definir estratégias didáticas para elucidar, orientar e apresentar sugestões educativas ao corpo docente nessa modalidade de ensino. O uso do Moodle se justificou por ser a plataforma virtual de ensino e aprendizagem utilizada nas instituições de ensino técnico integrado ao nível médio e ensino superior da rede pública federal brasileira para os cursos na modalidade a distância.

Assim, do propósito premente descrito acima originou-se o presente estudo, que tem o objetivo principal de discutir os princípios pedagógicos norteadores do trabalho docente na educação on-line e apresentar estratégias didáticas com base nos recursos e nas ferramentas digitais do Moodle, com o intuito de respaldar a prática docente em situações de ERE e em contextos análogos, o que justifica a relevância deste estudo.

Mais especificamente, pretende-se:

  • esclarecer a distinção entre a EaD, modalidade de educação já instaurada em todo o mundo, com seus princípios teóricos e diretrizes metodológicas próprias, e o ERE, sistema de ensino que, oriundo da necessidade premente de suprir a ausência do ensino presencial, vale-se da internet e das TDIC para a mediação do processo de ensino-aprendizagem, sem respaldo teórico e diretrizes pedagógicas próprias;
  • discutir o arranjo pedagógico que rege o ensino mediado pelas TDIC e pela internet; e
  • apresentar as funcionalidades dos recursos e das ferramentas digitais do Moodle e as possíveis estratégias didáticas mediante o seu uso para o processo educativo.

Este trabalho pautou-se nas seguintes hipóteses:

  • embora se baseiem no ensino caracterizado pelo distanciamento geográfico entre professores e alunos e pela mediação tecnológica, a EaD e o ERE são modalidades de ensino distintas que não podem ser confundidas;
  • o processo de ensino-aprendizagem on-line tem os seus princípios pedagógicos próprios;
  • não obstante a prática pedagógica consolidada no sistema de ERE não se assente sobre bases teórico-metodológicas claras e previamente definidas, as diversas TDIC, somadas aos recursos e às ferramentas digitais do Moodle, possibilitam a consolidação de uma prática de ensino adequada e significativa na educação on-line.

Para o alcance dos objetivos almejados, este estudo procedeu a uma revisão bibliográfica e a uma análise investigativa das funcionalidades dos recursos e das ferramentas digitais do Moodle. Assim, primeiramente, a pesquisa pautou-se nos pressupostos teóricos da EaD, com base em especialistas da área, como Moran (2002), Guarezi e Matos (2012) e Costa (2017), entre outros. Em seguida, buscou-se compreender o plano de ERE adotado pelas instituições e autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) nos sites das próprias instituições. Esse procedimento investigativo se justificou relevante para a compreensão da distinção entre a EaD e o ERE, modalidades de ensino confundidas pela maioria dos professores.

Em seguida, para a compreensão dos princípios pedagógicos norteadores do trabalho docente na educação, procedeu-se a uma revisão de literatura da área, com base em Libâneo (2006), Souza, Sartori e Roesler (2008) e Santos e Costa (2016), entre outros. Por fim, o estudo recorreu a uma análise investigativa das funcionalidades dos recursos e das ferramentas digitais do Moodle na própria plataforma virtual para a definição de possíveis estratégias didáticas na docência on-line.

O desenvolvimento deste trabalho está -se organizado em três seções. Na primeira, intitulada "Esclarecendo a distinção entre a EaD e o ERE", propõe-se estabelecer as diferenças entre a EaD e o ERE, com o intuito de elucidar docentes e futuros docentes sobre essas duas modalidades de ensino. Na segunda seção, "Princípios pedagógicos do trabalho educativo na educação on-line", o propósito é discutir os princípios pedagógicos que regem a prática educativa no ensino on-line. Na terceira seção, "Estratégias didáticas através dos recursos e das ferramentas do Moodle", o objetivo é apresentar possíveis estratégias didáticas mediante o uso dos recursos e das ferramentas digitais da plataforma. Em seguida, após o desenvolvimento da pesquisa, apresenta-se a Conclusão a que se chegou após o desenvolvimento deste estudo.

Esclarecendo a distinção entre a EaD e o ERE

A EaD, sigla que representa Educação a Distância, é a modalidade de educação que vem sendo muito utilizada nos dias atuais na Educação Básica (na Educação de Jovens e Adultos e na educação profissional técnica de nível médio), na Educação Superior e nos cursos livres, devido ao acentuado uso da internet e de diversas TDIC, que têm o propósito de estabelecer uma interação entre professores e estudantes afastados fisicamente no espaço e/ou no tempo, para a configuração de um processo colaborativo de ensino e aprendizagem. Ela tem bases legais no Brasil e possibilita aos alunos estudar no local e no horário em que puderem, conforme o estilo e o ritmo de aprendizagem de cada um.

Assim, conforme afirmam Guarezi e Matos (2012), a EaD apresenta três características essenciais: autonomia, comunicação e processo tecnológico. A autonomia diz respeito à possibilidade de o estudante definir o local e o seu horário de estudo, de acordo com o seu ritmo e a metodologia de aprendizado, mediante materiais didáticos que contribuam para que a aprendizagem aconteça.

A comunicação,necessária para a interação entre professores e estudantes, estabelece-se por meio do uso de ferramentas diversas e pode ocorrer de dois modos: síncrono, quando professores e estudantes se encontram fisicamente separados no espaço, mas conectados ao mesmo tempo, mediante o uso de ferramentas como chats, fóruns, WhatsApp, webconferências, telefone etc.; e assíncrono, quando professores e estudantes estão separados fisicamente no espaço e no tempo, valendo-se do uso de mensagens eletrônicas via e-mail, WhatsApp etc.

Essas formas de comunicação possibilitadas pela EaD contribuem para a expansão da educação de modo tal que, consoante Costa (2017), permitem atender um número maior de estudantes de diversas regiões, fato viabilizado pelo processo tecnológico, que abrange o uso de smartphones, computadores, laptops e internet, entre outros dispositivos tecnológicos pelos quais professores e estudantes podem se comunicar para a configuração do processo colaborativo de ensino e aprendizagem.  

De acordo com o Art. 2º do Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, (Brasil, 2005), a EaD pode ser utilizada nos seguintes níveis de ensino: 

I) Educação Básica, nos termos do Art. 30 deste Decreto;

II) Educação de Jovens e Adultos, nos termos do Art. 37 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996;

III) Educação Especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes;

IV) Educação Profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas:

a) técnicos, de nível médio; e

b) tecnológicos, de nível superior;

V) Educação Superior, abrangendo os seguintes cursos e programas:

a) sequenciais;

b) de graduação;

c) de especialização;

d) de mestrado; e,

e) de doutorado (Brasil, 2005).

Embora o Art. 80 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Brasil, 1996), enfatize o incentivo do desenvolvimento e da veiculação de programas de ensino a distância por parte do poder público, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada, a mesma lei, no Art. 32, prevê que o Ensino Fundamental seja presencial, de modo que a EaD possa ser utilizada somente em situações emergenciais ou como complementação da aprendizagem. Por isso, conforme Moran (2002), o maior foco da EaD é a educação de adultos, principalmente estudantes que demonstram ter autonomia para a aprendizagem individual, como acontece no ensino de graduação e de pós-graduação.

O Decreto nº 5.622, de 2005 (Brasil, 2005), em seu Art. 1º, preconiza a obrigatoriedade de a EaD se valer também de momentos presenciais, como segue:

§ 1º - A Educação a Distância organiza-se segun­do metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigato­riedade de momentos presenciais para:

I – avaliações de estudantes;

II – estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente;

III – defesa de trabalhos de conclusão de cur­so, quando previstos na legislação pertinente; e

IV – atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso(Brasil, 2005).

Guarezi e Matos (2012) reconhecem dois modelos de organização da EaD, denominados por elas: Modelo Bimodal (Híbrido) e Modelo a Distância (Virtual). Segundo as autoras, o primeiro modelo se caracteriza pelo ensino com parte em forma presencial (com presença física entre professores e alunos no mesmo espaço e no mesmo tempo) e parte em forma virtual ou a distância (com pouca presença física), mediante o uso de TDIC. No caso deste modelo, consoante Costa (2017), os estudantes têm a oportunidade de estabelecer senso de comunidade entre eles, pois podem trocar experiências quando se reúnem face a face nos estudos em sala de aula.

No Modelo a Distância, há o predomínio da virtualidade. Nele, professores e estudantes estão afastados fisicamente no espaço e/ou no tempo, o que requer a interação mediante as TDIC, processo colaborativo entre professores e estudantes sem o qual a aprendizagem não se efetiva. Nessa modalidade de educação, com professores capacitados para o ensino virtual, a carga horária das aulas é distribuída em atividades síncronas e assíncronas mediante diferentes recursos midiáticos.

Assim, muitas instituições que ofertam a EaD requerem uma estrutura de suporte aos momentos presenciais de ensino, um local de apoio aos estudantes, professores, tutores e técnicos. Essa estrutura está nos polos de apoio presencial (também denominados polos de EaD) implantados para alcançar estudantes que não conseguem frequentar regularmente o ensino presencial.

Embora a EaD pareça ser uma modalidade de educação muito recente, seus primeiros registros conhecidos no Brasil, segundo Maia e Mattar (2007), remontam ao início do século anterior, quando, em 1904, o Jornal do Brasil exibiu anúncio de curso de profissionalização para datilógrafo mediado por correspondência. De acordo com Alves (2011), provavelmente as primeiras experiências de EaD no Brasil ficaram sem registro, pois, em 1891, os jornais já trariam anúncios de ensino por correspondência.

O ano de 1904 configura, portanto, o marco inicial registrado da EaD no Brasil, modalidade de educação cuja trajetória histórica é ampla e cujas características estão relacionadas aos variados tipos de tecnologias utilizados por ela ao longo do seu percurso histórico, desde o uso de correspondência, rádio, televisão, até o uso frequente da internet nos dias atuais.

Não obstante a instauração das suas bases legais em 1996, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Brasil, 1996), foi somente no século atual que a EaD foi regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação), no Art. 1º do Decreto nº 5.622 (Brasil, 2005), que assim a conceitua:

Art. 1º Para os fins deste Decreto, caracteriza­-se a Educação a Distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pe­dagógica nos processos de ensino e aprendi­zagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (Brasil, 2005).

Portanto, a EaD é uma modalidade de educação legalmente consolidada no Brasil e em grande parte do mundo, com fundamentos próprios, diretrizes pedagógicas definidas e regulamentação decretada pelo MEC.

O ERE, ao contrário, tem caráter temporário e não apresenta estrutura consolidada, apoiada em diretrizes teórico-metodológicas específicas, tampouco bases legais, não obstante tenha sua autorização pelo MEC.

Proposto pelas instituições educacionais, o plano de ERE emergiu da necessidade de isolamento social imposto pela pandemia causada pela covid-19, com o intuito de não interromper o programa letivo anual e suprir a ausência das aulas presenciais. Assim, é remoto porque as pessoas precisam manter distância física umas das outras para a contenção da pandemia; é emergencial porque surgiu repentinamente, em caráter de urgência, sem planejamento laborioso, respaldo teórico fundamentado, princípios didático-pedagógicos definidos e capacitação docente adequada, para a ininterrupção do programa letivo anual.

Com o uso das TDIC e da internet para a mediação do trabalho docente, o ERE tem-se baseado nos moldes do ensino presencial, com o diferencial do distanciamento físico e da mediação tecnológica. Durante a semana, mediadas por computadores e/ou smartphones, as aulas são ministradas num momento síncrono, via webconferência, de acordo com os mesmos princípios do ensino presencial (mesmos horários e duração), e em momentos assíncronos, mediante atividades no AVA (ambiente virtual de aprendizagem), que, no caso das instituições de ensino públicas federais, é a plataforma Moodle.

Desse modo, a EaD e o ERE não podem ser confundidos. Trata-se de modalidades de ensino diferentes, assemelhando-se somente pelo distanciamento físico entre professores e alunos e pela mediação tecnológica. Como consequência de uma modalidade de ensino sem diretrizes pedagógicas consolidadas, o ERE impõe aos docentes o desafio de adaptar o conteúdo e as práticas de ensino, como as dinâmicas em sala de aula e as avaliações, à educação on-line, sem prejudicar o processo de aprendizagem.

Por isso, a seção ulterior deste artigo incumbe-se de discutir os princípios pedagógicos que regem o ensino mediado pelas TDIC e pela internet, a fim de subsidiar a prática pedagógica de docentes e estudantes de licenciaturas em situações de ERE e em contextos análogos.

Princípios pedagógicos do trabalho docente on-line

A integração da cultura digital à educação formal

As tecnologias digitais encontram-se inseridas nas mais diversas esferas do cotidiano, no acesso a serviços públicos e privados, na gestão de recursos financeiros (aplicativos de bancos, carteiras virtuais) e no lazer (jogos, redes sociais), entre outros. Tais tecnologias têm facilitado a comunicação e a interação entre as pessoas, trazendo mudanças significativas na percepção de tempo e espaço. No âmbito da educação, não é diferente. O uso de computadores, recursos audiovisuais, simuladores, entre outras ferramentas tecnológicas, tem sido um imperativo facilitador e imprescindível para o processo de ensino e aprendizagem na contemporaneidade.

Essa incorporação das tecnologias digitais na educação se justifica à medida que a cultura digital é parte integrante da cultura humana, representando os meios de comunicação e as diversas linguagens da contemporaneidade, configurando-se, por isso, papel importante no desenvolvimento e na formação integral dos estudantes. Uma vez que as instituições de ensino têm a função de mediação cultural entre os significados e as práticas da cultura da sociedade e o desenvolvimento individual e social dos alunos, é preciso integrar as TDIC sob uma perspectiva de apropriação da cultura, como afirma Libâneo (2006).

Assim, é imprescindível oportunizar o acesso à cultura digital na educação formal, mas, segundo Santos e Costa (2016), é necessário fazê-lo com significativo cuidado pedagógico para que não se conduza a um ensino tecnicista, isto é, um ensino que se reduz ao uso de recursos educacionais digitais, excluindo do processo educacional diversos aspectos que devem estar articulados com a formação integral do educando, como os aspectos físico, intelectual, emocional, social, cultural, entre outros.

A integração das TDIC à educação não pode pressupor uma mera transposição do planejamento pedagógico presencial para o sistema de ensino virtual, haja vista que novas formas de interação requerem necessariamente novas estratégias didáticas no processo de ensino e aprendizagem. Ao contrário, tal integração exige do docente uma reflexão sobre o seu papel educativo, um planejamento baseado nas diretrizes da docência on-line e a transformação da sua prática educativa.

De acordo com Souza, Sartori e Roesler (2008), primeiramente é preciso ter ciência de que a educação on-line é um processo composto por duas mediações: a mediação humana e a mediação tecnológica, uma intrinsecamente relacionada à outra. A primeira, pelo sistema de tutoria, de orientação do processo de ensino e aprendizagem pelo docente; a segunda, pelo sistema de comunicação que está a serviço da primeira, a fim de viabilizar a mediação pedagógica, que, resultante da concepção planejada entre essas duas mediações, é potencializada pela convergência digital que disponibiliza acesso e portabilidade por meio de dispositivos de comunicação síncrona e assíncrona. 

Desse modo, uma vez que o docente não é mais definido como um repassador ou transmissor de conteúdo, mas como um mediador da aprendizagem, ele é o responsável por organizar e dirigir situações educativas, de modo que a prática docente mediadora assume papel de viabilizadora da aprendizagem, descentralizando a figura do professor.

O docente e o seu papel de mediador da aprendizagem

Segundo Veiga (2004), o docente precisa produzir e orientar atividades didáticas fundamentais para que os alunos desenvolvam seu processo de aprendizagem, auxiliando-os a sistematizar os processos de produção e assimilação de conhecimentos, coordenando, problematizando e instaurando o diálogo. Isso porque, conforme Masetto (2000), mediação pedagógica é a atitude, o comportamento do professor como incentivador ou motivador da aprendizagem, uma ponte entre o aprendiz e a aprendizagem, destacando o diálogo, a troca de experiências, o debate e a proposição de situações.

Assim, de modo geral, a docência assenta-se sobre a intencionalidade do ato didático, ou seja, sobre o planejamento e a sistematização do trabalho pedagógico, com o propósito de orientação do processo de aprendizagem do aluno. Do mesmo modo, na docência on-line, o professor seleciona o conteúdo, define os objetivos e os métodos de ensino, organizando os recursos tecnológicos que devem ser utilizados conforme o conteúdo e os objetivos da aprendizagem.

A mediação tecnológica na educação on-line

Com as TDIC e o desenvolvimento dos AVAs, a função mediadora do professor assume novas características pelas possibilidades disponíveis e pelas exigências de configuração do novo espaço virtual. Em ambientes virtuais de aprendizagem, a mediação ocorre por meio de diversos dispositivos que viabilizam a comunicação, tanto síncrona como assíncrona, possibilitando a criação de diversas estratégias para favorecer o diálogo e a participação ativa dos estudantes (Sartori; Roesler, 2005).

Desse modo, na educação on-line, os recursos digitais disponíveis em rede têm considerável influência na organização educativa do planejamento e na preparação do material didático-pedagógico, que envolve um processo de adaptação do conteúdo às especificidades dos meios midiáticos. 

As TDIC utilizadas na educação on-line oferecem diversas linguagens que colaboram para a aprendizagem, como a oral, a escrita, a audiovisual e a multimidiática, que estão presentes de modo a facilitar o processo de ensino e aprendizagem a distância. A utilização de recursos de comunicação implica necessariamente a aquisição de habilidades e competências comunicativas por parte de todos, docentes e discentes, além de desencadear mais atenção à propiciação de momentos de interação e de possibilidades de execução de trabalhos colaborativos, com os quais a aprendizagem ocorre de modo participativo.

Para isso, o docente conta com diversos dispositivos de comunicação, como chats, fóruns, blogs e videoblogs, entre outros, que exigem habilidades mediadoras diferenciadas e favorecem diferentes estratégias pedagógicas que requerem participação em tempo real ou não, possibilitando a expressão, a intervenção e a colaboração para a construção coletiva do conhecimento. Dessa forma, é preciso o planejamento pelo docente do modo e do momento em que os dispositivos serão utilizados para que a mediação aconteça adequadamente em prol do alcance dos objetivos educativos das aulas.

A avaliação da aprendizagem na educação on-line

Na educação mediada pelas TDIC e pela internet, a avaliação da aprendizagem desempenha papel de suma importância; por isso, não pode ser feita isoladamente do processo de ensino, por meio de um único questionário de perguntas e respostas ao final do processo. Ao contrário, ela deve ser contínua, mediante um retorno rápido e dialógico dos resultados apresentados ao longo do processo, considerando a participação dos alunos, suas dúvidas, comentários, críticas e atitudes em relação ao conteúdo abordado.

Assim, na educação on-line, a avaliação assume caráter formativo e constitui um caminho a ser trilhado na construção e reflexão do conhecimento, por possibilitar o acompanhamento das participações dos alunos nas atividades propostas pelo curso (mediante os registros deixados nas diferentes ferramentas disponibilizadas no ambiente virtual do curso), oferecendo vantagens, como: feedback imediato, flexibilidade nas datas de realização e entrega das atividades e respeito ao ritmo individual do aluno, entre outros fatores.

Desse modo, incluir pequenas atividades ao longo do curso que incentivem a revisão do conteúdo é muito pertinente no processo de avaliação da aprendizagem. Quanto mais diversificados forem os meios avaliativos na educação on-line, mais oportunidades de conhecimento serão disponibilizadas aos alunos. Avaliações dinâmicas e interativas são consideradas desafio para muitos docentes no ensino on-line e, por isso, podem ser realizadas com base na aplicação de testes, como questionários cujas respostas são enviadas por formulários para o professor e análise dos comentários dos alunos postados em fóruns e chats, armazenados no ambiente virtual durante todo o curso.

Além desses princípios pedagógicos norteadores do trabalho docente na educação on-line, vale ressaltar que o vínculo estabelecido pelo docente com o aluno pode ser um elemento impulsionador da aprendizagem mediada pelas TDIC e pela internet. Ao se perceber agente importante no processo em geral, o discente demonstra mais motivação para participar e desenvolver as atividades. Segundo Veiga (2004), a relação pedagógica é um encontro de pessoas, com seus anseios e aspirações. Assim, um conjunto de interações afetivas está sempre presente, mesmo no modo virtual. Do contrário, pode-se levar a um sentimento de solidão e isolamento não favorável à aprendizagem.

Após a discussão das diretrizes pedagógicas da prática educativa mediada por tecnologias digitais e pela internet, a seguir apresentar-se-ão estratégias didáticas por meio do uso dos recursos e das ferramentas disponíveis no Moodle, com o propósito de colaborar com o trabalho educativo do professor.

Estratégias didáticas com os recursos e das ferramentas do Moodle

Acrônimo de Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (ambiente de aprendizagem modular dinâmica orientada ao objeto), o Moodle é um software livre utilizado pelos usuários na internet para a aprendizagem on-line. Criado no ano de 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas, a plataforma tem a função principal de criar páginas de cursos virtuais com diferentes disciplinas e grupos de aprendizagem específicos, a fim de realizar o intercâmbio de informações e a integração entre estudantes e professores. Por isso, o software é voltado principalmente para programadores e para fins acadêmicos. 

Disponível em 75 línguas diferentes, com 25.000 websites registrados em mais de 175 países, o Moodle é utilizado no Brasil principalmente nas universidades públicas. Isso se explica pelo enquadramento do sistema nos segmentos de e-learning (aprendizagem eletrônica, educação on-line), modalidade de ensino e aprendizagem a distância com o uso de computadores e internet, e b-learning (aprendizagem híbrida, educação mista), modalidade de ensino que combina a educação a distância com o ensino presencial. 

A plataforma se baseia em um banco de dados no qual é armazenado todo o conteúdo dos cursos, a partir de informações declarativas e processadas por um sistema genérico. Assim, o professor pode realizar a avaliação formativa mediante o acompanhamento da participação dos alunos nas atividades propostas pelo curso.

Com linguagem simples e leiaute intuitivo, o Moodle dispõe de vários recursos (que fornecem a base do conteúdo que contribuirá para a aprendizagem dos alunos) e de diversas ferramentas (que constituem as atividades possíveis de serem utilizadas pelo professor para verificar a aprendizagem dos discentes), contribuindo para a configuração de um processo avaliativo formativo e contínuo.

Os recursos disponíveis no Moodle atualmente são os seguintes: Arquivo, Conteúdo do Pacote IMS, Galeria de Imagens, Gravações Mconf, Livro, Página, Pasta, Rótulo e URL. O Quadro 1 expõe a funcionalidade de cada recurso e a possível estratégia didática a ser utilizada pelo docente.

Quadro 1: Recursos do Moodle e possíveis estratégias didáticas

Recurso

Funcionalidade

Estratégia didática

Arquivo

Viabiliza anexar documentos em diversos formatos para o acesso pelos alunos.

Pode ser utilizado para a disponibilização de materiais de estudo aos alunos.

Conteúdo do Pacote IMS

Permite que os pacotes de conteúdo sejam carregados como arquivo zip e adicionados a um curso como recurso, de modo que o conteúdo é exibido em várias páginas, com navegação entre elas.

Pode ser utilizado para apresentar conteúdo de multimídia e animações aos estudantes.

Galeria de Imagens

Possibilita a criação de Lightbox para habilitar galerias de imagens dentro do curso para a visualização pelos alunos.

Pode ser utilizado para a criação e a edição de galerias, possibilitando a interação dos estudantes mediante críticas e opiniões.

Gravações Mconf

Propicia armazenar gravações e fornecer acesso a elas.

Pode ser utilizado para criar e armazenar gravações diversas, como explicações de conteúdo e apresentações de trabalhos, entre outros, para serem compartilhadas com os alunos.

Livro

Proporciona ao professor elaborar temas com diversas páginas em formato de livro, com capítulos e subcapítulos.

Pode ser utilizado para a organização e a sistematização do conteúdo a ser disponibilizado aos alunos.

Página

Viabiliza a criação de página da web utilizando o editor de texto.

Pode ser utilizado para a criação de uma página da web para o acesso pelos estudantes.

Pasta

Permite efetuar a exibição de vários arquivos relativos ao tema proposto em uma única pasta, otimizando o acesso aos dados.

Pode ser utilizado para reunir vários arquivos e agrupá-los em uma única pasta para a organização do conteúdo e disponibilização aos alunos.

Rótulo

Propicia a inserção de textos e imagens no meio de links de atividades na página do curso.

Pode ser utilizado para melhorar a aparência de um curso mediante a inserção de cabeçalhos, vídeos e imagens, entre outros, a fim de separar as seções de um curso, por exemplo.

URL

Possibilita inserir um endereço na internet ou informação relacionada ao assunto para o acesso pelos alunos.

Pode ser utilizado para indicar vídeos explicativos, entrevistas, entre outros materiais educativos, aos alunos, mediante a disponibilização do endereço eletrônico.

As ferramentas disponíveis atualmente no Moodle são as seguintes: Base de Dados, BigBlueButtonBN, Certificado Simples, Chat, Conteúdo Interativo, Escolha, Escolha um Grupo, Ferramenta Externa, Fórum, Glossário, Jitsi, Jogo Caça-Palavras, Jogo Palavras Cruzadas, Laboratório de Avaliação, Lição, Pesquisa, Pesquisa de Avaliação, Questionário, Quizventure, SCORM/AICC, Tarefa, Wiki. O Quadro 2 expõe a funcionalidade de cada ferramenta e a possível estratégia didática a ser utilizada pelo docente.

Quadro 2: Ferramentas do Moodle e possíveis estratégias didáticas

Ferramenta

Funcionalidade

Estratégia didática

Base de Dados

Permite aos alunos criar, manter e pesquisar uma coleção de itens (registros).

Pode ser utilizada para a exibição de fotos, cartazes, sites, poemas, entre outras atividades criadas pelos estudantes.

BigBlueButtonBN  

Propicia a criação de salas de aula em tempo real a partir de links do Moodle.

Pode ser utilizada para aulas síncronas.

Certificado Simples  

Possibilita a criação de um certificado personalizado que pode ser emitido aos estudantes que completarem os requisitos especificados pelo professor.

Pode ser utilizada para atestar o cumprimento dos requisitos do curso.

Chat  

Viabiliza a interação entre professores e alunos em tempo real.

Pode ser utilizada pelos alunos para tirar suas dúvidas com o professor e discutir entre si sobre algum conteúdo.

Conteúdo Interativo 

Permite a criação de conteúdo interativo, como vídeos e questões de múltipla escolha, entre outros.

Pode ser utilizada para a aplicação de atividades diversas.

Escolha 

Possibilita ao professor fazer uma pergunta e especificar opções de múltiplas respostas.

Pode ser utilizada para criar atividades que envolvam questões objetivas.

Escolha um Grupo  

Proporciona aos estudantes se inscrever em grupos dentro de um curso.

Pode ser utilizada para a realização de trabalhos em grupo.

Ferramenta Externa  

Permite aos estudantes interagir com os recursos de aprendizagem e atividades em outros sites.

Pode ser utilizada para inserir materiais de estudo externos ao Moodle.

Fórum

Viabiliza a comunicação assíncrona entre alunos e professores e entre os próprios alunos, visando ao esclarecimento de dúvidas e à discussão do conteúdo, possibilitando o uso de arquivos anexos em vários formatos.

Pode ser utilizada para as situações em que alunos e professores não podem conversar no mesmo horário.

Glossário 

Possibilita a consulta e a edição de termos e suas respectivas definições, possibilitando a criação de links para que os itens constituintes dessa ferramenta sejam identificados no material disponibilizado pelo curso.

Pode ser utilizada para permitir que arquivos sejam anexados aos termos do glossário, de modo que as imagens anexadas são exibidas no termo.

Jitsi  

Propicia a realização de videoconferências.

Pode ser utilizada para construir, criar, implementar ou utilizar soluções de videoconferência.

Jogo Caça-Palavras

Permite a criação de um jogo cujas respostas estão ocultas dentro de um caça-palavras aleatório.

Pode ser utilizada para a verificação da aprendizagem de forma lúdica.

Jogo Palavras Cruzadas

Proporciona a criação de um jogo aleatório de palavras cruzadas a partir de palavras de um glossário ou de questões do tipo "resposta curta".

Pode ser utilizada pelo professor para verificar a aprendizagem do conteúdo de forma lúdica e dinâmica, porque cada palavra cruzada é diferente para cada estudante.

Laboratório de Avaliação  

Possibilita a coleta, a revisão e a avaliação por pares dos trabalhos dos estudantes.

Pode ser utilizada para a avaliação dos trabalhos dos alunos por outros alunos de forma aleatória e anônima.

Lição

Permite a inclusão do conteúdo lecionado com questões a serem respondidas. Consiste em determinado número de páginas que se finalizam com uma questão e múltiplas respostas. Ao assinalar a resposta correta, o aluno prossegue para a página adiante; ao assinalar uma resposta incorreta, é levado à página anterior.

Pode ser utilizada para a verificação imediata da aprendizagem.

Pesquisa

Possibilita ao professor criar uma pesquisa personalizada para obter feedback dos participantes usando uma variedade de tipos de questões, incluindo múltiplas escolhas, sim/não ou entrada de texto.

Pode ser utilizada para a verificação imediata da aprendizagem.

Pesquisa de avaliação 

Permite fornecer uma série de instrumentos de pesquisa úteis para a avaliação e a estimulação da aprendizagem em ambientes on-line.

Pode ser utilizada pelo professor para recolher dados dos estudantes para ajudá-lo a compreender a identidade da turma e a refletir sobre o seu próprio ensino.

Questionário  

Viabiliza a criação e a configuração de questões de vários tipos, como múltiplas escolhas, verdadeiro ou falso, correspondência e "resposta curta", entre outras.

Pode ser utilizada pelo professor para realizar provas (com respostas imediatas de erros e acertos) e pequenos testes, entre outros tipos de questionários.

Quizventure

Propicia a criação de jogo no qual os estudantes devem tentar responder corretamente às questões apresentadas.

Pode ser utilizada para a verificação da aprendizagem de forma lúdica e dinâmica.

SCORM/AICC

Permite fazer o upload de um pacote SCORM ou AICC para incluir no curso. Trata-se de uma coleção de especificações que possibilitam interoperabilidade, acessibilidade e reusabilidade de conteúdo de e-learning.

Pode ser utilizada para a inclusão de materiais, até mesmo cursos completos, para a disponibilização aos alunos.

Tarefa

Possibilita o envio e o recebimento de atividades através de arquivos externos visualizados somente pelo professor.

Pode ser utilizada pelo professor para enviar suas propostas de trabalho e definir um período específico para recebê-los.

Wiki

Viabiliza a adição e a edição de uma coleção de páginas da web pelos professores e estudantes.

Pode ser utilizada para a edição individual ou coletiva do conteúdo de páginas da web.

Existe, portanto, uma diversidade de recursos e ferramentas digitais no Moodle que o professor pode utilizar para favorecer a consolidação de uma prática pedagógica dinâmica, interativa e interessante no processo de ensino e aprendizagem on-line, contribuindo para a efetivação de um trabalho educativo significativo e pertinente para os estudantes, porque condizente com as suas necessidades educacionais, tanto em situações de ERE quanto em contextos análogos.

Conclusão

Motivado pelas dificuldades dos docentes em adaptar a prática educativa do sistema de ensino presencial para o ERE no contexto pandêmico provocado pela covid-19, este trabalho teve o objetivo principal de discutir os princípios pedagógicos do trabalho docente na educação on-line e apresentar estratégias didáticas com o uso dos recursos e das ferramentas digitais do Moodle, a fim de subsidiar o trabalho do professor em contextos nos quais o processo de ensino e aprendizagem se pauta no distanciamento físico entre professores e alunos e no uso das TDIC e da internet. Devido à confusão entre a EaD e o ERE, o estudo também propôs esclarecer a distinção entre essas duas modalidades de ensino.

Para a consecução dos objetivos propostos, a pesquisa procedeu ao estudo dos fundamentos da EaD e das diretrizes pedagógicas do ensino on-line, além de recorrer à investigação do plano de ERE nos sites das instituições educacionais públicas federais e das funcionalidades dos recursos e das ferramentas digitais do Moodle para a proposição de estratégias didáticas auxiliadoras na prática pedagógica on-line.

O desenvolvimento do trabalho conduziu à constatação de que a educação on-line tem as suas diretrizes pedagógicas próprias, o que inviabiliza a mera transposição de práticas de ensino presenciais para o plano de ERE sem adaptação adequada dos métodos e das estratégias educativas. Constatou-se também que os diversos recursos e ferramentas do Moodle possibilitam a configuração de práticas de ensino interativas, dinâmicas e relevantes no trabalho docente on-line, favorecendo a efetivação da aprendizagem. Além disso, observou-se que a EaD e o ERE são modalidades de ensino diferentes, assemelhando-se somente pelo distanciamento físico entre professores e alunos e pelo uso das TDIC e da internet.

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Publicado em 27 de abril de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

PEIXOTO, Cleiliane Sisi. Princípios pedagógicos do trabalho docente na educação on-line – estratégias didáticas através do Moodle para situações de ERE e contextos análogos. Revista Educação Pública, v. 21, nº 15, 27 de abril de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/15/principios-pedagogicos-do-trabalho-docente-na-educacao-ion-linei-r-estrategias-didaticas-atraves-do-moodle-para-situacoes-de-ere-e-contextos-analogos