Tecnologias de informação e comunicação como ferramentas facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem da Língua Inglesa

Hellen Cristina Macedo do Nascimento

Licenciada em Letras - Inglês (Estácio/FAP), mestranda em Ciência da Informação (PPGCI/UFPA), bolsista Capes

Cada vez mais as tecnologias de informação e comunicação (TIC) estão presentes nas salas de aula, e isso se deve, principalmente, à potencialidade dos seus recursos para inovar e dinamizar as formas de ensino e aprendizagem das diferentes disciplinas, inclusive a língua inglesa. Quando bem empregadas, as TIC contribuem para o processo educacional a partir da utilização de ferramentas interativas que possibilitam a obtenção de conhecimentos sobre os diferentes contextos subjacentes à realidade e o amplo acesso às diversas fontes de informação.

Apesar de trazer consigo um leque de possibilidades para a ampliação do ensino e proporcionar uma aprendizagem mais criativa, a utilização das tecnologias ainda esbarra na rejeição por parte dos docentes quanto à sua aceitação, e uma das prováveis causas para isso pode estar relacionada à formação inicial que não prepara de forma efetiva os professores para o uso crítico das TIC em sala de aula, logo, esses profissionais findam a faculdade sem os conhecimentos essenciais ao manuseio e à incorporação dessas ferramentas às práticas pedagógicas em língua inglesa.

Diante do cenário delineado, o presente estudo tem como questão norteadora o seguinte questionamento: quais são as possibilidades de intervenção do fazer pedagógico em língua inglesa utilizando as TIC? Concomitantemente, propõe-se como objetivo central desta pesquisa identificar os benefícios e os desafios da introdução das TIC no ensino do inglês, e a importância da formação docente para a correta utilização desses recursos em sala de aula. Para subsidiar esse estudo, optou-se por uma metodologia alicerçada em pesquisa qualitativa com abordagem bibliográfica, portanto, contou com o levantamento de material já produzido acerca da temática aqui delimitada.

A relevância desta investigação se justifica pelo fato de que na sociedade hodierna, o inglês tem se tornado o idioma cada vez mais necessário, e a introdução dos aparatos tecnológicos em sala de aula pode representar uma via de extrema importância para a evolução do ensino e aprendizagem da referida língua. Além disso, este trabalho tem como finalidade contribuir com as práticas docentes ao apontar as proporções singulares que o ensino do inglês toma a partir da exposição às TIC, ao mesmo tempo em que revela as lacunas da formação de professores para o uso crítico e significativo desses recursos.

A globalização e o papel do inglês no século XXI

Desde o final do século XX, a expressão "globalização" se popularizou de tal forma que passou a fazer parte do dia a dia em sociedade, ainda que muitos não soubessem a sua exata definição. De lá para cá, o que o senso comum captou de imediato foi tudo aquilo o que viria a cercar esse termo e que, de certa forma, se confirma no século XXI: aumento das mobilidades, das trocas, das interações entre povos e culturas (Rodrigues, 2016).

Para Giddens (1990, p. 64), a globalização é a "intensificação das relações sociais mundiais que unem localidades distantes de tal modo que os acontecimentos locais são condicionados por eventos que acontecem a muitas milhas de distância e vice-versa". Por conseguinte, esse estreitamento das interações entre povos e culturas garante à globalização força para interferir em todos os setores da sociedade, e o seu impacto pode ter diferentes nuances a partir do nível de desenvolvimento das nações envolvidas no processo.

Rodrigues (2016, p. 14) infere que "se isso afeta de modo evidente todos os setores da sociedade, afeta também necessariamente aquele profissional cujo objeto de estudo e de trabalho está no cerne desse processo: o professor de língua estrangeira". Nessa direção, a necessidade de se estabelecer uma linguagem eficiente de comunicação, capaz de conectar as sociedades e, consequentemente, aproximar as culturas, fez com que o ensino de uma língua estrangeira se tornasse fundamental em todo o mundo, sendo o inglês o idioma preferencial das publicações científicas, da internet, do comércio internacional, e o mais utilizado por importantes organizações mundiais.

O papel do inglês no mundo contemporâneo é explicado pela importância que o Império Britânico teve no século XIX e, no início do século XX, e pela predominância mundial da economia dos Estados Unidos a partir da Segunda Guerra Mundial, gerando um tipo de neocolonialismo ou imperialismo (Moita Lopes, 2008, p. 313).

No contexto presente, a língua inglesa não se restringe ao domínio desse império (americano/britânico), sendo, portanto, um patrimônio de todos. Brumfit (2001) pontua que o inglês não mais pertence numericamente aos falantes nativos, haja vista que a propriedade de adaptar e mudar qualquer língua está, de fato, com as pessoas que a usam, independente se elas sejam multilíngues ou monolíngues.

Se antes o inglês era um privilégio de poucos, hoje é uma necessidade de muitos, pois à medida que vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, "tecnologizado" ou "digitalizado" (Lankshear; Knobel, 2003, p. 155), grande parte da informação está disponível online e em inglês, e por isso, se faz cada vez mais necessário o domínio sobre esse idioma, bem como o letramento digital, a fim de adquirir autonomia para o uso e acesso das ferramentas tecnológicas que possibilite a inclusão e o exercício de uma cidadania global.

Portanto, no mundo contemporâneo de complexidades e diversidades, principalmente do ponto de vista social e linguístico, o inglês se torna peça fundamental, já que se espalha pelo mundo através de processos socioeconômicos, políticos e culturais ligados ao fenômeno da globalização (Fadini, 2016, p. 24).

Na atualidade, verifica-se que o inglês está sendo utilizado para a mudança social, haja vista que ele é capaz de fornecer aos usuários nativos ou não nativos da língua a possibilidade de integração ao mundo globalizado, ao passo em que contribui para o aumento das perspectivas pessoais, profissionais e culturais. Não há dúvidas de que o domínio do referido idioma aponte para o crescimento, desenvolvimento e, acima de tudo, melhores condições para acompanhar as rápidas transformações que ocorrem em escala mundial.

As TIC no ensino da língua inglesa

O advento das TIC ocasionou significativas mudanças em diversos setores da sociedade, inclusive na educação, cuja área tem sido cada vez mais beneficiada por essas ferramentas. O uso das TIC nos contextos educativos abrange diversas possibilidades, que segundo Damásio (2008), vai desde a aplicação do computador ou exposição de um vídeo até o uso de tecnologias colaborativas que propiciem aos estudantes próximos ou distantes geograficamente, a oportunidade de ter uma participação ativa no processo educacional.

No atual cenário escolar, é possível observar que as TIC são introduzias nas salas de aula como recursos que facilitam o processo de ensino e aprendizagem das diferentes disciplinas, bem como favorecem a obtenção do conhecimento em uma língua estrangeira, como é o caso da língua inglesa (Magalhães; Machado; Silva, 2015). Deste modo, o grande desafio dos professores de línguas estrangeiras do século XXI implica saber usufruir dessas ferramentas para potencializar o desenvolvimento das competências e habilidades em um segundo idioma.

Diante desse contexto, Franco (2018, p. 3) adverte que o vínculo entre o aluno e a tecnologia é inegável, pois além de se intensificar a cada dia, acaba divergindo da sua realidade escolar, na qual, muitas vezes, a transmissão de saberes e conteúdos é realizada por meio de materiais clássicos, como lousa, giz, caderno e caneta. Logo, é ingênuo pensar que na dinâmica do mundo atual, o modelo tradicional de ensino atenda às necessidades e expectativas educacionais dos alunos – os quais são verdadeiros nativos digitais –, haja vista que essa metodologia provoca um absoluto desinteresse por parte de muitos estudantes e, consequentemente, dificulta o aprendizado.

O aluno está cada vez mais digital e inserido em uma cultura interativa e participativa, a qual pede novas maneiras de ensinar e novas formas de aprender. No entanto, o modelo de ensino que se oferta é tradicional e analógico, não suportando as necessidades desse aluno digital (Albuquerque, 2015, p. 32).

Ante o exposto, fica nítido que "não há mais espaço para estratégias pedagógicas e metodológicas de caráter conteudista, que equalizam aprendizagem e memorização" (Finardi; Prebianca; Momm, 2013, p. 195). Portanto, educar essa nova geração de alunos demanda a reciclagem das práticas pedagógicas herdadas do século passado, posto que o corpo discente da atualidade tem acesso rápido e fácil a diversas fontes de informação, e em virtude disso, os educadores precisam encontrar formas significativas de incorporar à língua inglesa atividades mediadas pelas TIC.

Paiva (2013) afirma que a importância do uso das tecnologias é ressaltada diariamente na imprensa, nos artigos e livros acadêmicos e corporativos. Assim sendo, não há como negar a presença das TIC na educação, pois elas já fazem parte da realidade dentro e fora das salas de aula. Desse modo, a promoção do ensino do inglês em um contexto caracterizado pelas tecnologias pode contribuir para o desenvolvimento linguístico dos alunos por meio da inserção em situações reais de uso do idioma.

Partindo da percepção dessa realidade, é possível inferir que o processo de ensino e aprendizagem de línguas, aqui em especial a língua inglesa, ganha outras dimensões, tendo em vista o contato consideravelmente amplo do aluno ao idioma fora da sala de aula (Baladeli; Ferreira, 2012). Tal afirmação se ratifica ao observar que cada vez mais o estudante utiliza a televisão, o computador, o celular e outras mídias como parte integrante do seu cotidiano, e como consequência, angaria novos conteúdos além daqueles transmitidos pelo professor.

Embora as TIC sejam compostas por diversos meios técnicos que possibilitam um melhor aproveitamento e expansão do tempo e espaço da escola, a internet é o recurso tecnológico que mais alcançou destaque nos ambientes educacionais, graças ao seu aspecto dinâmico e de fácil manuseio. Tal recurso permitiu ao aluno usar a língua-alvo para se integrar em comunidades autênticas de usuários e trocar experiências com pessoas do mundo todo que estudassem a língua utilizada (Leffa, 2006).

A internet traz muitos benefícios para a educação, tanto para os professores como para os alunos. Com ela é possível facilitar as pesquisas, sejam grupais ou individuais, e o intercâmbio entre os professores e alunos, permitindo a troca de experiências entre eles. Podemos mais rapidamente tirar as nossas duvidas e dos nossos alunos, sugerir muitas fontes de pesquisas. Com todas estas vantagens, será́ mais dinâmica a preparação de aula" (Tajra, 2001, p. 157).

Finardi e Porcino (2014) entendem que a internet não somente reafirma o status do inglês como língua internacional, mas como também, modifica os paradigmas de ensino do referido idioma. À medida que o usuário é introduzido no ambiente virtual da internet, ele tem a oportunidade de conhecer e desenvolver as competências comunicativas na língua-alvo, por meio de um maior contato com o idioma, haja vista que o inglês é o dialeto mais recorrente no ciberespaço, além de ser o veículo preferencial das relações comerciais, das descobertas científicas e dos avanços tecnológicos.

Portanto, no mundo internetizado de hoje, que declarou o inglês como língua internacional e transmite informação através de cliques, quem não domina o idioma e não é digitalmente letrado está excluído de várias formas de mediação de conhecimento através da linguagem – seja ela a linguagem tecnológica ou o inglês como língua internacional (Finard; Prebianca; Momm, 2013, p. 198).

Para Costa et al. (2017, p. 99), "as inúmeras possibilidades de interação, acesso, comunicação, memória e intermediação que a Internet proporciona, fazem dela um importante ambiente pedagógico para pesquisas, tanto por parte dos professores quanto dos alunos". Nessa direção, depreende-se que a embora a internet traga consigo diversas possibilidades para a melhoria da educação, ela também pode atrapalhar e/ou desviar a atenção dos alunos, pois tamanha é a quantidade e a diversidade das informações que ela disponibiliza.

Sob esse enfoque, Tajra (2001) apresenta algumas desvantagens da internet, a saber: o excesso de informações sem fidedignidade, facilidade na dispersão durante a navegação e facilidade do acesso a sites inadequados para o público discente. Nesse caso, a escola desponta como o local ideal para discutir as possíveis soluções dos problemas relacionados ao uso impróprio da internet e dos demais recursos tecnológicos, bem como a reflexão sobre os conhecimentos indispensáveis à adequada aplicação dessas ferramentas no ambiente educacional.

Diante dessas colocações, depreende-se que na atualidade, a introdução das TIC na educação aponta para uma área promissora, mas também, cercada de desafios e questionamentos. Assim, é imprescindível que não somente os professores de língua inglesa, mas no geral, utilizem as tecnologias de forma crítica e alinhada com cada contexto de aprendizagem.

Formação do professor de Língua Inglesa para o uso crítico das tecnologias

A formação de professores de inglês tem sido foco de análise por vários estudos e pesquisas na última década, e o que justifica tamanho interesse por essa temática está relacionado, primeiramente, ao fato da expansão e relevância que a língua inglesa alcançou no mundo todo (Magalhães; Machado; Silva, 2015). Considerando, pois, esse processo de compreensão da formação docente, vários estudos são desenvolvidos com o propósito de investigar e sugerir novos caminhos para a promoção do crescimento profissional e aperfeiçoamento das práticas pedagógicas dos professores de inglês e, consequentemente, a elevação da qualidade do ensino desse idioma.

Todavia, para compreender o estado da formação do professor de língua inglesa na era digital e/ou tecnológica torna-se relevante, primeiramente, entender a configuração da sociedade contemporânea. No período em curso, presenciamos uma época marcada pela intensificação da globalização, cuja ideia interiorizada no senso comum remete à expansão e ao desenvolvimento de uma série de fenômenos, tais como: avanço nos meios de transporte e comunicação, ampliação do comércio e estreitamento das relações internacionais.

Em meio a esse cenário, é possível destacar a explosão tecnológica e informacional, que impulsionada, principalmente, pelo uso da internet, contribuiu de forma significativa para o surgimento de uma sociedade conectada em rede, onde as pessoas, as informações e os conhecimentos são constantemente compartilhados de forma democrática (Ferreira, 2016). Tal fenômeno impactou não somente os aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais, mas também, se refletiu na esfera educacional.

Segundo Costa et al. (2007, p. 94), os espaços educativos "tiveram que reformular muitos de seus conceitos e práticas pedagógicas, a fim de tornar a escola, de fato, em um espaço/tempo competitivo e de excelência num mundo cambiado pelas inovações tecnológicas". Nesse sentindo, o cenário em curso aponta para uma inovação na área educacional, contudo, é indispensável realizar, primeiramente, uma reflexão sobre o preparo e o conhecimento dos professores, aqui em especial os de língua inglesa, para o uso crítico dessas ferramentas em sala de aula.

Ao longo da sua trajetória, o professor de Inglês tem sido desafiado a lidar com a complexidade de ensinar um segundo idioma nos diferentes contextos em que é inserido. Com os novos paradigmas da atualidade, esses profissionais são impelidos à dominação de algo mais do que "um grupo de habilidades cognitivas, especialmente, se ainda for levada em consideração a lógica presente no universo digital e nas mídias" (Franco, 2018, p. 4). Assim sendo, exige-se que tais docentes combinem os seus respectivos saberes com os recursos tecnológicos existentes.

A formação de docentes para o uso das TIC no processo de ensino/aprendizagem é uma questão recente na América Latina e ocorre com o amadurecimento dos processos de modernização tecnológica das escolas. Grande parte dos formadores de docentes na região sequer está no grupo dos chamados "imigrantes digitais", isto é, não tiveram a oportunidade de se habilitar à adoção das novas tecnologias anos após sua própria formação docente e no exercício profissional em escolas desprovidas dessa tecnologia. Muitos continuam, de fato, à margem das inovações. Grande parte – talvez a maioria – dos docentes em exercício nas escolas primárias e secundárias não aprendeu os rudimentos do uso das novas tecnologias e muito menos suas aplicações educacionais durante a formação (Bastos, 2010, p. 43).

Em outras palavras, o advento da tecnologia ressignifica a atuação dos professores ao designar o domínio de novas linguagens, ou melhor, é preciso que eles também sejam letrados digitalmente falando. Tal processo demanda competências de abrangências distintas, e por esse motivo, torna-se necessário incluir nos currículos dos cursos de licenciatura a capacitação docente para o uso crítico e reflexivo das tecnologias, com o intuito de ampliar as possibilidades pedagógicas e assim, permitir conectar uma educação libertadora com as demandas provenientes do atual mercado de trabalho (Almeida, 2005).

A inclusão e o uso de uma nova tecnologia não podem ser implantados sem reflexão e treinamento adequado. O professor precisa participar de programas de capacitação antes de aplicar o novo método em sala de aula. Com as TIC, vem junto às transformações, no modo de pensar pedagógico, nova maneira de ensinar, nova forma de lidar com o saber e principalmente como gerenciar as informações. O grande desafio é preparar as pessoas para lidar com essas novas formas de viver, pensar, ensinar e aprender. Entende-se que essas pessoas sejam capazes de reconstruir o modo de ensinar e aprender (Andrade, 2014, p. 35).

Magalhães, Machado e Silva (2015) alertam que, apesar dos avanços tecnológicos e das inúmeras possibilidades que as TIC têm proporcionado ao processo de ensino e aprendizagem, o uso que os docentes fazem dessas ferramentas ainda é parco. Por esse motivo, compete a formação de professores clarificar a dimensão do papel social que o docente possui, além de fornecer espaço para o reconhecimento das potencialidades e desafios que o uso pedagógico dessas tecnologias acarreta.

Se de um lado verificamos a falta de capacitação adequada para o uso das TIC, por outro, percebemos que alguns professores ainda resistem ao uso desses equipamentos. Logo, a formação docente deve acompanhar as inovações tecnológicas, entretanto, deve-se perceber que a questão determinante não é a tecnologia, mas a forma como ela é empregada. Sharma e Barrett (2007) lembram que as TIC devem ser usadas tanto para aprimorar os planos de aula quanto para torná-las interativas e motivadoras para professores e alunos, mas em nenhuma hipótese devem substituir a função docente.

O professor de Inglês da atualidade deve atentar para o fato de que "a mudança do olhar discente sobre o aprendizado da língua inglesa não é impossível, porém sua ocorrência está intimamente ligada à forma com a qual este aprendizado é abordado pelo docente" (Franco, 2018, p. 8). A autora ainda pontua que usar técnicas inovadoras para o ensino é uma exigência atual, pois além de despertar o interesse para o aprendizado crítico e significativo de uma segunda língua, também colabora para a conexão dos conteúdos aprendidos em sala à realidade que ultrapassa os muros da escola.

Posto isso, a formação de professores é um processo eminentemente contínuo, logo, a busca por melhores competências e qualificações profissionais deve ser uma atitude igualmente contínua. Os professores de inglês devem estar cientes do contexto atual e das demandas dele provenientes, para que seja possível realizar um trabalho dinâmico, inovador, e que utilize toda a tecnologia disponível para a o ensino eficaz e significativo da língua em questão.

Considerações finais

Esta revisão bibliográfica teve como objetivo discorrer sobre a relevância e a utilização das TIC enquanto ferramentas facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem da língua inglesa, por meio de uma análise minuciosa dos estudos que abordam o tema em questão. Além disso, procurou investigar e refletir sobre os desafios contemporâneos que a formação dos professores de inglês enfrenta.

Com base na discussão apresentada ao longo do texto, foi possível perceber, primeiramente, que a sociedade hodierna tem passado por diversas transformações, com destaque especial para a inserção das tecnologias em diversas esferas, inclusive nos espaços educacionais. Em virtude disso, as metodologias de ensino sofreram impactos significativos, destarte, apontou à necessidade de refletir e atualizar as abordagens e os materiais utilizados em sala de aula, para que assim, a escola consiga acompanhar as mudanças advindas da globalização.

Fica evidente que, nos dias atuais, não se pode negar o convívio das TIC em diversas áreas, inclusive na Educação. Por isso, faz-se necessário que os cursos de formação de professores revisitem os seus currículos, a fim de preparar os docentes para o reconhecimento das potencialidades e obstáculos que essas ferramentas podem trazer tanto para o ensino quanto para incentivar e aprimorar a ação pedagógica. Vale salientar que a utilização dos recursos tecnológicos não se restringe somente ao contexto das disciplinas de língua estrangeira, mas também, podem ser implantados em qualquer área do conhecimento, desde que haja um correto preparo e atenção para o uso crítico delas.

Ademais, é essencial que os cursos de licenciatura em língua inglesa contribuam para a instrução dos futuros docentes sobre o uso didático das TIC, já que, segundo as pesquisas mencionadas ao longo do texto, essa é uma realidade atual e que já faz parte da rotina de muitos alunos. Em virtude disso, os professores de inglês precisam buscar alternativas para adaptar o ensino do idioma ao contexto tecnológico, no intuito de atender às expectativas e necessidades educacionais dessa nova geração de nativos digitais.

A presente pesquisa também ressaltou o computador e a internet como algumas das principais ferramentas tecnológicas que podem contribuir significativamente para a promoção do letramento digital e o acesso à informação por meio do domínio do inglês como língua estrangeira. Espera-se que esse trabalho tenha despertado o desejo de refletir sobre a formação de professores para a integração dessas duas linguagens – a do inglês e a da tecnologia –, visto que ambas fazem parte dos novos letramentos e demandas do mundo contemporâneo.

Por fim, este estudo não tem o objetivo de inserir as TIC no ambiente escolar a qualquer custo, mas sim, evidenciar os benefícios que essas ferramentas proporcionam ao serem incluídas de forma consciente no processo de ensino e aprendizagem da língua inglesa, bem como ressaltar que por si sós elas não podem ser encaradas como um fim, mas sim, como complementos essenciais à construção do conhecimento e fortalecimento da ação docente.

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Publicado em 27 de abril de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

NASCIMENTO, Hellen Cristina Macedo do. Tecnologias de informação e comunicação como ferramentas facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem da Língua Inglesa. Revista Educação Pùblica, v. 21, nº 15, 27 de abril de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/15/tecnologias-de-informacao-e-comunicacao-como-ferramentas-facilitadoras-do-processo-de-ensino-e-aprendizagem-da-lingua-inglesa