Contextos lúdicos: o sentido real de aprender brincando

Thaís Oliveira Andrade

Mestranda em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (UNEB), coordenadora pedagógica

Cleize Araujo Sandes

Especialista em Gestão Educacional (Faculdade Dom Alberto), gestora escolar e docente

Roseneide Passos Vitório de Oliveira

Mestranda em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras (UNEB), docente

A brincadeira é uma fonte inesgotável de comunicação; através da ação de brincar, a criança reproduz e dá sentido a tudo que a rodeia cotidianamente, uma vez que tal ato desenvolve o processo de aprendizagem da criança, já que possibilita a estruturação da reflexão, criatividade, imaginação e autonomia, estreitando o laço entre o brincar e a aprendizagem. Delinear a brincadeira na infância é direcionar o olhar para a substancialidade do desenvolvimento global do sujeito em seus aspectos: cognitivo, moral, físico, social e cultural, dessa forma, enquadra-se nos processos de aprendizagens prazerosas e envolventes, caracterizando-se como momentos de aprendizagem e não somente de lazer.

A brincadeira na Educação Infantil precisa ganhar lugar valorativo, já que possibilita a criança a compreender regras estabelecidas nas interações sociais, ofertando a integração da criança na sociedade. Logo, as unidades escolares, enquanto espaço propício a aprendizagens, aquisição de conhecimentos e avanços, precisa ser um lugar onde mudanças efetivas e significativas possam acontecer. Para tanto, faz-se necessário visionar que na Educação Infantil o lúdico é substancial para a execução da evolução das aprendizagens das crianças, pois é através de práticas de ludicidade que a criança fortalece seu mundo simbólico, potencializa a criatividade e imaginação, atos pertinentes a evolução do desenvolvimento de habilidades e competências motoras e cognitivas que beneficiam a apropriação dos conhecimentos.

A ludicidade na educação e na Educação Infantil objetiva proporcionar aos profissionais da educação o entendimento do significado e importância das suas práticas, enquanto, ferramenta pedagógica. As brincadeiras e jogos possuem finalidades específicas quando ocorrem nas instituições escolares, já que são norteadas por normatizações estabelecidas, portanto, são instrumentos relevantes para a efetivação do processo de ensino aprendizagem.

Vale enfatizar, que a aplicação de brincadeiras e jogos são práticas naturais da infância, que traz vantagens, pois é por meio da brincadeira que a criança experimenta seu corpo, sua imaginação e curiosidade, bem como, aprende a lidar com as diversas situações do mundo. A brincadeira é um elemento propulsor de desenvolvimento, já que o ato de brincar possibilita os recursos de aprender fazendo, sem imposição ou pressão, sem medo de errar, mas por prazer e interesse de poder conhecer.

Nesse ínterim, a escolha da temática contextos lúdicos: o sentido real de aprender brincando surgiu da precisão de compreender a real função e substancialidade do brincar no processo de aprendizagem. Buscando analisar o motivo pelo qual o brincar é considerado um direito e uma ação inerente a infância, bem como, verificar as funções das brincadeiras como ato de aprendizagem. Nesse sentido, este artigo teórico é resultado de um estudo bibliográfico sobre a importância das brincadeiras infantis para o processo de aprendizagem efetivas e significativas, já que a coleta de referências aconteceu através de um referencial teórico embasado, a partir de estudos e conceituações de autores que abordam a temática. A abordagem metodológica usada foi a qualitativa, já que refletiu na concepção de Demo (2005, p.110), que “fenômenos qualitativos se caracterizam por marcas como profundidade, plenitude e realização”. A realização do trabalho em questão justifica-se na precisão de fazer uma reflexão crítica sobre a temática abordada.

Em suma, o intento deste trabalho foi refletir e reconhecer a brincadeira como ferramenta ativa de aprendizagem, compreendendo que o resgate da cultura lúdica na infância torna-se imprescindível para quem trabalha e convive com a infância. A partir da pesquisa bibliográfica nota-se que é incontestável que a criança aprende enquanto brinca. A brincadeira disponibiliza instrumentos indispensáveis as aprendizagens, formação integral e relações sociais da criança.

Contexto histórico da concepção de infância e da Educação Infantil

As postulações e concepções de infância na contemporaneidade diferem de tempos passados. Ao refletir sobre a educação e infância, notam-se as múltiplas transformações ocorridas com o decorrer do tempo. A infância é a época no qual a criança se desenvolve, é o período de descoberta do mundo, sentir, tocar, ouvir, ver, entretanto, durante muito tempo a valorização e a concepção da criança, enquanto ser que precisa de cuidados e atenção, não existia. A história aponta o surgimento de diversas concepções de infância, a criança era concebida como um adulto em miniatura, seus cuidados e educação eram direcionados somente a família. “Mal adquiria algum embaraço físico, era misturada aos adultos e partilhava de seus trabalhos e jogos” (Ariès, 1978, p. 11). A infância não era concebida como uma fase de fragilidade e processo que demandava cuidados, uma vez que a mesma só tinha cuidado especial no início da vida, já que diferia do adulto apenas pelo tamanho e força.

Historicamente, a educação da criança vinculou-se durante séculos sob a responsabilidade da família, pois era nas interações familiares, com adultos e outras crianças, compartilhando e participando das tradições culturalmente impostas pela sociedade que a criança aprendia as normatizações e regras da sua cultura. Contudo, conforme acontece às mudanças nas esferas sociais transforma também o conceito de infância, observa-se que a recognição voltada à contemporaneidade vai se distanciando das postulações de infância anteriores e, o reconhecimento vem de acordo Paula (2005):

Com o estabelecimento de uma nova ordem política, social e econômica, impulsionada por diversos fatores, dentre os quais o capitalismo industrial, o neoliberalismo e suas consequências (migrações, surgimento da família nuclear e burguesa, adstrição da criança à família e ideia de escola), ocorreram transformações que influenciaram a organização da estrutura familiar e, consequentemente a vida das crianças (Paula, 2005, p. 10).

Dessa forma, com o possibilitar da estrutura econômica, familiar e social, a criança começa a ser vista como ser despreparado para as vivências de tal sociedade, surgindo assim, a necessidade de prepará-la para viver interações neste ambiente, logo, surge o pensamento de ensiná-las para o futuro e a ideia de escolarizar as crianças, que persiste até os dias atuais. Na sociedade atual, a criança tem a possibilidade de comparecer a um espaço de socialização, convivendo, interagindo e aprendendo sobre sua cultura mediante múltiplas interações com seus pares.

A Educação Infantil no Brasil teve seu encetamento baseado no assistencialismo, conforme foi expandindo-se, suas características foram modificando-se, além da primordial preocupação em atender as necessidades da mãe que trabalhava fora do lar e do cuidado com a criança, faz-se notório a evolução e variações da prática educativa acerca dos cuidados especificamente voltados para as necessidades alimentares, de higienização e construção cognitiva efetiva, na faixa de 0 a 3 anos (creche) e de 4 e 5 anos (pré-escola), para a preparação da criança para o Ensino Fundamental (Campos, 2001).

Nesse ínterim, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, a creche foi inserida na esfera de competência da Educação, adjunto a pré-escola, mudando assim, a concepção de atendimento à criança, além de atender a necessidade da família, faz-se necessário atender a criança em todas as suas necessidades, pertencentes a um ser em desenvolvimento. Os documentos oficiais, como LDB, RCNEI, DCNEI, BNCC etc., reconhecem que através da Educação Infantil a criança interage por meio de socializações, interações e relações sociais nos espaços escolares e fora dele, possibilitando que cresça e se desenvolva em diferentes aspectos. Para Paschoal e Machado (2009, p. 81), “a própria literatura traz a Educação Infantil como uma instituição exclusivamente pedagógica e que, desde sua origem, teve pouca preocupação com os cuidados físicos das crianças”. Vale enfatizar que para a criança ter resguardado o direito a educação na legislação brasileira, efetuou-se a constatação do Estado em relação à educação oferecida em creches e pré-escolas, como direito da criança e dever do Estado a ser implantado e cumprido nos sistemas de ensino.

As legislações foram normatizadas para garantir e reconhecer a consolidação da Educação Infantil na Educação Básica, integrando-a aos sistemas de ensino. Segundo Paschoal e Machado (2009), além da Constituição Federal de 1998, do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA de 1990, destaca-se a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB de 1996, que, ao tratar da composição dos níveis escolares, inseriu a Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica. Assim, os mecanismos jurídicos citados postulam que o propósito da Educação Infantil é possibilitar e promover o desenvolvimento integral da criança até os cinco anos de idade, arrematando a ação entre família e comunidade.

Educar é sinônimo de propiciar situações de cuidados, brincadeiras e práticas significativas voltadas às aprendizagens, mediadas de forma integral e que possibilite o desenvolvimento das capacidades e habilidades infantis e interações sociais saudáveis, de compreensão de ser e viver com o outro, em interações de respeito, aceitação e confiança pela criança, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. (Brasil, 1998).

Haja vista que a partir de 2019, mudanças propostas pela Base Nacional Comum Curricular – BNCC devem ser inseridas nas escolas de todo país. A BNCC não é a imposição de um currículo, mas é um dos documentos que norteiam e definem o conjunto de aprendizagens e habilidades fundamentais, nos quais os alunos da Educação Básica precisam construir, inclusive os da Educação Infantil.

Segundo a BNCC (Brasil, 2018), a Educação Infantil se configura como a primeira etapa da Educação Básica, logo, é na Educação Infantil que o processo educacional tem início. A BNCC estabelece seis direitos de aprendizagem: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. São eles que asseguram as condições para que as crianças “aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural” (Brasil, 2018).

A Base Nacional Comum Curricular não invalida os outros documentos e normatizações que já estão postas, logo, as Diretrizes Educacionais legitimadas anteriormente ainda estão operando. Os eixos estruturantes da Educação Infantil ainda continuam os mesmos, de acordo as Diretrizes Curriculares Nacionais e aos documentos referentes ao segmento. O interagir e o brincar continuam sendo o foco principal de trabalho das crianças na Educação Infantil.

Em termos legais, nota-se que a Educação Infantil se volta para uma concepção de respeito à criança, concebendo-a como um ser que necessita de cuidados e auxílio em múltiplos aspectos: físico, intelectual, moral, cognitivo, psicológico, social, ou seja, integral. As crianças têm direito a brincadeira, a atenção e cuidado individual, ao desenvolvimento da curiosidade, imaginação e capacidade de expressão.

Infância, ludicidade e práticas educativas

Questões relacionadas à educação, infância e o brincar nos espaços escolares permeiam os ambientes da Educação Infantil na contemporaneidade. Constantemente, a brincadeira e o jogo são usados como expressão de sentido para o termo lúdico, consequentemente, o lúdico atrela-se a compreensão de deleite, satisfação ou prazer. Johan Huizinga (2005, p. 3) assegura que “o jogo é o fato mais antigo da cultura”. Logo, a ludicidade vem estando presente no contexto da Educação Infantil, no qual muitas vezes associa-se a atividades que envolva jogos, brincadeiras e arte-educação.

De acordo Kishimoto (1998), o lúdico é uma palavra do latim e significa brincar, incluindo os jogos, as brincadeiras, direcionando o comportamento de quem realiza a ação, transformando o sujeito em um ser consciente.

Brincar e jogar: dois termos distintos em português e fundidos nas línguas de cuja cultura somos devedores: o francês (juer) e o inglês (play). Por causa disto, frequentemente desperdiçamos a diferenciação de ordem psicogenética que a nossa língua nos permite: brincar é anterior a jogar, conduta social que supõe regras. (...) O termo “lúdico” abrange os dois: a atividade individual e a coletiva e regrada (Kishimoto, 1998, p. 15).

Diante do exposto, entende-se que o lúdico abrange tanto o ato de brincar como o de jogar, no qual as crianças ao praticá-las internalizam e acomodam valores, comportamentos, padrões sociais, regras, representando e construindo vivências cotidianas. O brincar como característica típica do mundo infantil engendra um conjunto de expressão, interpretação e comunicação de tudo que a cerca. O ato de brincar é um direito e uma ação inerente a infância, no modo lúdico o sujeito entrega-se inteiramente a vivências que se dá nos níveis: emocional, corporal, social, mental, de maneira integral.

Na Educação Infantil, existe uma profusão de atividades direcionadas e programadas com a finalidade de impulsionar a aquisição de competências, habilidades e conhecimentos precisos para o pleno desenvolvimento da criança. Quando direciona para o campo educativo, Kishimoto (2009, p. 36, apud Santos, 2013) esclarece que: “o uso do brinquedo/jogo educativo com fins pedagógicos remete à relevância desse instrumento para situações de ensino aprendizagem e de desenvolvimento infantil”. Entretanto, essas atividades serão mais significativas se forem respeitados os sentimentos, emoções e as necessidades das crianças e, não apenas com o intuito de ensinar algo.

Vale salientar que o jogo e a brincadeira possibilitam a criança a construir, desenvolver sua personalidade, além de caracterizar-se como uma ferramenta pedagógica que permite ao professor a condição de mediador. Santos (2013) enfatiza que

a criança é um ser com inúmeras potencialidades, que manifesta alegria e felicidade, aspectos expressos no brincar. Para ela, brincar é sua realidade enriquecida, humanizada e personalizada. O que passa em sua mente é transposto ao lúdico, à busca infantil em compreender o mundo em que se vive está no ato de brincar (Harres, 2007, apud Santos, 2013, p. 12).

Entretanto, na pré-escola, em atribuição a uma proposição pautada na aprendizagem, infelizmente, algumas atividades propostas têm sido direcionadas à didatização/escolarização, visando à treinagem das habilidades introdutórias para a alfabetização. O conflito entre brincadeira e educação ainda é muito presente nos espaços de Educação Infantil, nota-se uma fragmentação entre o brincar e o estudar como se os mesmos pudessem ser categorizados como aptidão e futilidade. Gisele Wajskop (2001) aponta que

a maioria das escolas tem didatizado a atividade lúdica das crianças, restringindo-as a exercícios repetitivos de discriminação viso motora e auditiva, através do uso de brinquedos, desenhos coloridos ou mimeografados e músicas rimadas (Wajskop, 2001, p. 23).

Em consequência da aflição exagerada na realização dessas atividades de treinamento para a alfabetização, algumas vezes o professor não leva em consideração o desânimo e a desatenção das crianças ao realizar tais tarefas. Ainda que sejam atividades relevantes, talvez não seja o instante apropriado para trabalhar esta ou aquela habilidade. Assim, é de extrema importância ajustar e alinhar o nível de desenvolvimento ao interesse e necessidade da criança.

Nas instituições escolares de Educação Infantil e Ensino Fundamental ainda é muito presente o conflito entre brincadeira e educação, nota-se uma separação entre o brincar e o estudar, a brincadeira recebe lugar e horário estabelecido, potencializando o lugar da aprendizagem e diminuindo o tempo de recreação, assim, sugerindo uma divergência entre brincadeira e educação, imposta para a infância. As brincadeiras e jogos tornam-se ou são concebidos como práticas indesejáveis no espaço escolar, por estarem associados ao prazer. Logo, dialogar sobre a substancialidade do brincar na formação física, intelectual, motora, social, cognitiva e no processo de ensino-aprendizagem faz-se necessário e torna-se extremamente relevante.

A ludicidade tem funções e finalidades muito mais abrangentes e complexas, do que meramente, amparar treinamentos de habilidades psicomotoras, impostas como pré-requisito de alfabetização. Por intermédio de vivências lúdicas, a criança aprende e explora a relação do corpo com o espaço, compreende o deslocamento e velocidade de seu corpo, cria e recria a realidade, cria condições mentais para resolver problemáticas e a faz buscar e vivenciar diversas atividades fundamentais para o bom desenvolvimento do seu processo construtivo de personalidade e caráter.

Segundo Santos (2013),

a brincadeira é vista como um processo de desenvolvimento corporal, imaginativo exploratório que amplia ainda mais a capacidade do ser humano. Brincar faz parte do dia a dia da criança e levar uma brincadeira para a sala de aula e associá-la a um conteúdo é de suma importância e valor para assimilação do conteúdo (Santos, 2013, p. 22).

A brincadeira e as práticas lúdicas são substanciais para nortear as práticas educativas na Educação Infantil, pois ao ajustar o brincar a momentos de aprendizagens o professor estará cooperando para que a criança construa habilidades significativas e contextualizadas de forma prazerosa e eficaz.

Na apresentação à edição brasileira do livro de S. Lebovici e R. Diathine (1985) Significado e função do brinquedo na criança, Inúbia Duarte afirma que

muitas e muitas vezes o mundo infantil dos brinquedos é invalidado por atividades denominadas “lúdicas”, mas na realidade possuem objetivos pedagógicos claramente impostos pelos adultos. Ainda que a criança seja induzida a ‘brincar’ com esses jogos educativos, chega um determinado momento em que ela mesma interrompe, dizendo: “Bem, agora vamos brincar, tá?” (Duarte, 1985, p. 7).

O lúdico possui finalidade abrangente, indo além do que apenas ser concebido e utilizado como instrumento para trabalhar habilidades e competências voltadas para a incitação da alfabetização, por meio da ludicidade a criança vive múltiplas experiências. O lúdico ultrapassa a simples ação de brincar com o objetivo de alcançar algo, sendo na verdade um experimento vivido internamente de forma integral sem está sujeito a escolarização.

As brincadeiras e os jogos como meios condutores de aprendizagem

As brincadeiras são práticas culturais que são vivenciadas constantemente no cotidiano de crianças e adolescentes. Conforme o sujeito desenvolve-se e perpassa o ciclo da vida, acontece à troca de brincadeiras da infância por outras práticas corporais, como os esportes que melhor se enquadra na realidade adulta, entretanto, persistem em sua essência as características lúdicas, “demonstrando que o homem brinca e joga independente do seu tempo”. (Melles de Oliveira, 2005, p. 40).

A ação de brincar acontece em várias ou determinadas circunstâncias habituais na infância, conforme Oliveira (2000, apud Fantacholi, 2013), o ato de brincar vem sendo um processo de humanização, no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de maneira efetiva, criando vínculos mais duradouros. Quando se realiza o ato de brincar, não importa em que fase da vida o sujeito encontra-se para dedicar-se a construir o mundo.

As proposições imaginativas e mágicas da brincadeira encantam tanto a criança como o adulto, cada uma possibilita a construção do saber, da criação, recriação, materializando-se em movimentos, ações e fantasias. A criança é produtora de conhecimento e cultura, seu espaço de criação é a brincadeira e os jogos. Quando nos colocamos a jogar e brincar, entramos num estado de faz de conta. A lógica dominante é a representatividade, do ‘como se’, onde as coisas são aceitas pelo que são vivenciadas (Campbell, 1992). O brincar é o meio pelo qual a criança compreende e retrata as suas vivências de mundo, a linguagem da infância baseia-se no brincar e o corpo torna-se o mais versátil brinquedo.

Nesse contexto, a gama de experiências e relatos vivenciados pela criança ao brincar mostra que a brincadeira é indispensável enquanto meio condutor de aprendizagem. Dolto (1998) enfatiza que as crianças precisam brincar tanto quanto precisam de contatos afetivos, de fazer, de falar, de ouvir respostas as suas perguntas. Quando o adulto não permite as possibilidades positivas que os jogos e brincadeiras podem possibilitar e desenvolver nas crianças, acaba por privá-las de desenvolver-se cognitivamente e construir habilidades e competências próprias de sua faixa etária. Consequentemente, seu valor funcional e educativo é inquestionável.

Enfatiza Emerique (2004):

O próprio processo de aprendizagem pode ser visto como uma grande brincadeira de esconde-esconde ou de caça ao tesouro: tanto uma criança pré-escolar brincando num tanque de areia quanto um cientista pesquisando no laboratório de uma universidade estão lidando com sua curiosidade, com o desejo da descoberta, com a superação do não saber, com a busca do novo, que sustentam a construção de novos saberes (Emerique, 2004, p. 4).

As práticas lúdicas, quando concebidas como algo fútil, descaracterizam o espaço de experiência efetivo de ligação das realidades interna e externas. Reconhecer e compreender a substancialidade do brincar para a infância possibilita visualizar um ensino e uma aprendizagem mais ampla, envolvente e introduzida na realidade, permitindo a construção e reconstrução entre o imaginário e o real, sem descaracterizar a ligação entre agir, pensar e sentir.

A ludicidade está ligada a um instrumento de ampliação do conhecimento infantil, expondo-se como resultado da ordem interior do sujeito, mas muito ligada às interações sociais. O jogo não é natural ao sujeito, mas é uma aquisição social. O professor torna-se o auxiliar da criança para a utilização do brinquedo, incentivando-o a explorar de forma livre, demonstrando a necessidade de espaço e material adequado que proporcione o estímulo à brincadeira, ao acoplar o jogo e a brincadeira na educação com o intuito de promover aprendizagens.

Kishimoto (1996) aponta que,

ao permitir a ação intencional (afetividade), a construção de representações fundamentais (cognição), a manipulação de objetos e o desempenho de ações sensório – motoras (físico) e as trocas nas interações (social), o jogo contempla várias formas de representação da criança ou suas múltiplas inteligências, contribuindo para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. Quando as situações lúdicas são intencionalmente criadas pelo adulto com vistas a estimular certos tipos de aprendizagens, surge a dimensão educativa (Kishimoto, 1996, p. 36).

Resgatar e possibilitar o desenvolvimento da cultura lúdica na infância torna-se fundamental para quem trabalha e convive com a infância. Quando analisamos a educação institucionalizada, nota-se a separação entre o lugar do brincar e o da educação ou a potencialização da ludicidade em prol da aquisição do sistema de escrita alfabética, a brincadeira é concebida como algo inútil, sem necessidade ou sem utilidade, já que a visão dominante de educação se baseia na produtividade, isto é, o conhecimento em contraposição ao brincar. Entretanto, o jogo, ao ser usado com intenção, pode contemplar diversas áreas de aprendizagens de forma prazerosa, suave e efetiva. Dependendo da finalidade, o jogo ou a brincadeira pode resultar em diversão e aprendizagem específica.

De acordo com Moyles (2006), a criança de dois anos até os seis anos desenvolve o brincar simbólico, de faz- de- conta, do sócio dramático e da fantasia, e crianças de seis e sete anos, já desenvolvem o brincar com regras. Pode-se encontrar nessas fases o brincar construtivo, no qual os objetos são manipulados para construção ou criação de algo. Havendo também o brincar com atividade física, que seria o correr, balançar, escorregar, cair, além do mais, tem o brincar turbulento, que abrange as brincadeiras de lutas e brigas. Para Moyles (2006, p. 28), “as atividades podem promover a maioria dos objetivos da educação dos primeiros anos em todos os seus principais aspectos: social, criativo e físico”. O jogo é uma brincadeira que deve ser considerado como uma atividade lúdica e que possui valor educacional, já que sua aplicação no espaço escolar traz diversas vantagens para o processo de aprendizagem.

Para Oliveira (2000, apud Fantacholi, 2013, p. 1), o brincar não significa apenas recreação, é muito mais, caracterizando-se como uma das formas mais complexas que as crianças têm de comunicar-se com o mundo e consigo mesma. O desenvolvimento acontece nas vivências e trocas coletivas que são construídas durante toda a sua vida. Uma vez que, através do brincar, a criança tem a oportunidade de desenvolver competências importantes, como imitação, memória e atenção.

Conforme Kishimoto (2011),

é possível entender que o brincar auxilia a criança no processo de aprendizagem, proporcionando situações imaginárias em que ocorrerá no desenvolvimento cognitivo e facilitando a interação da criança com diferentes pessoas, as quais contribuirão para um acréscimo de conhecimentos (Kishimoto, 2011, p. 151).

O ato de brincar mediado pelo adulto, em situações planejadas, mas que possibilitem o ato motivado e iniciado pelo sujeito de qualquer idade, apresenta-se de certa forma como estratégias adequadas para quem acredita na aptidão do ser humano em interagir, relacionar, descobrir, construir e pensar soluções. Enfatiza-se a irrefutável importância da brincadeira quando se afirma que educar significa “propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas”. (Brasil,1998). Esse documento leva em consideração as especificidades emocionais, sociais, afetivas, cognitivas das crianças de zero a seis anos de idades e, salienta que a qualidade das experiências disponibilizadas pode proporcionar a efetivação do exercício da cidadania.

 Brincar faz parte do universo humano, e isso independe da fase na qual o sujeito encontra-se. Negar à criança a oportunidade de brincar é privá-la de crescer, de desenvolver e aprender, para que isso não aconteça o brincar precisa ser respeitado, exaltado e enaltecido, seja quais forem sua caracterização e variação, inclusive, a brincadeira livre. Os adultos precisam compreender que proporcionar as crianças espaços e momentos de brincadeiras é assegurar que o lúdico faça parte da infância e que tais atitudes contribuem para o desenvolvimento global das crianças.

Por conseguinte, fica evidente a cooperação das atividades lúdicas no desenvolvimento completo da criança, compreendendo que estas validam o seu desenvolvimento integral em todos os aspectos: intelectual, social, afetivo, motor, físico. Considerando as análises teóricas realizadas, nota-se que a estrutura do equilíbrio, conjuntamente com a experiência física, maturidade e relações sociais é dirigente do desenvolvimento e aprendizagem de qualquer criança. Para tanto, não há como cogitar aprendizagem e desenvolvimento na infância e na Educação Infantil sem associá-las às brincadeiras, jogos e ludicidade.

Metodologia

A pesquisa buscou compreender, reconhecer e conhecer as reais funções e substancialidade das brincadeiras, jogos e ludicidade para o desenvolvimento social e processo de aprendizagem da criança na Educação Infantil. Para tal fim, a natureza do trabalho caracteriza-se a partir do estudo teórico, pois a coleta de dados e análise foi realizada baseada em dados secundários. De acordo com Gil (2006), os dados secundários são os dados já existentes na forma de arquivo, bancos de dados: índices ou relatórios escritos.

Nesse ínterim, a opção metodológica de acordo com o objeto de estudo foi pela pesquisa qualitativa e constituiu-se de etapas bem definidas, estabelecendo-se pela condição científica que exibe precisão, objetividade e clareza na descrição de aspectos importantes sobre a substancialidade do brincar para o desenvolvimento global da criança. Em relação aos objetivos propostos, caracteriza-se como descritiva, pois descreve a organização estabelecida das relações: brincadeiras, ludicidade, aprendizagens e Educação Infantil.

Contudo, o procedimento técnico escolhido para trabalhar foi à revisão de literatura, que para Gil (2006) é desenvolvida com base em material já elaborado, publicado e constituído, principalmente, em textos científicos. As técnicas para a coleta de dados ficaram por conta de material publicado em livros impressos e dados eletrônicos do Google Acadêmico, com as palavras-chave: brincadeiras, jogos, criança, ludicidade e Educação Infantil. Para a análise e interpretação dos dados desta pesquisa, foram realizados alguns momentos de estudos, os quais se dividiram da seguinte forma: no primeiro momento fez-se uma pré-análise, ou seja, organização do material, seguido da descrição minuciosa dos dados (codificação, classificação, categorização) e, por fim, a interpretação do referencial com base nas contribuições teóricas acerca da temática (tratamento e reflexão), de acordo com Triviños (1987, p. 110).

Resultado e discussões

O resultado da pesquisa aconteceu por meio de uma revisão de literatura, das análises e estudos realizados através de pesquisas e leituras direcionadas ao tema em questão. A análise revela que a concepção de infância que visualizamos hoje difere das concebidas no século XVII, uma vez que acontecem mudanças constantes no pensamento e postulações da sociedade em relação à cultura, costumes e conceituações, uma dessas mudanças direcionou-se ao lugar da criança na sociedade, seja no seio familiar ou âmbito educacional. As concepções de infância foram construídas e modificadas historicamente, logo, não havia noções sobre a importância da ludicidade, brincadeiras e jogos para o processo de aprendizagem infantil, bem como, desconhecia-se a substancialidade deles, enquanto ferramenta de promoção do efetivo desenvolvimento geral da criança.

As mudanças de paradigmas sobre a concepção de infância colocam as brincadeiras como instrumento valorativo e imprescindível na vida e no processo de aprendizagem das crianças, a brincadeira não é concebida como uma forma forçada de atividade, mas passa a ser compreendida como elemento principal de desenvolvimento cognitivo, uma vez que o lúdico promove a possibilidade para que a criança explore seu desenvolvimento motor, cognitivo, imaginativo e criativo.

O ato de brincar precisa ser incorporado efetivamente na rotina educacional como forma de garantia experimental positiva, contextualizada e significativa. Nota-se que as instituições escolares estão transformando o processo de ensino e de aprendizagem, colocando brincadeiras, jogos e ações lúdicas como caminho metodológico para possibilitar o desenvolvimento da criança. Entretanto, também fica evidente que ainda existem ações pedagógicas na Educação Infantil direcionadas a práticas alfabetizadoras precoces; muitas crianças estão sendo cobradas precocemente e são expostas a conteúdos e competências que ainda não desenvolveram.

Nesse sentido, as unidades escolares que privilegia conteúdos precocemente podem gerar e promover o efeito contrário e despertar na criança o desinteresse pela aprendizagem e ensino. Vale abordar que durante muito tempo, o modelo mecanicista instaurou-se na área educacional e social determinando onde cada ser em formação deveria chegar, logo, na contemporaneidade precisam-se repensar as necessidades reais das crianças, restituindo-as o protagonismo de suas aprendizagens.

Vislumbrar a criança em novas proposições faz-se necessário, compreender a Educação Infantil como um amplo e valoroso espaço para compartilhar experiências e vida, conectando-os à própria natureza faz-se necessário. Os profissionais da educação precisam direcionar as práticas pedagógicas e metodológicas pautando-se na consciência ética e política para que as crianças sejam apoiadas em suas experiências genuínas e a ludicidade, brincadeiras e jogos proporcionam meios para que o corpo inteiro seja potencializador, condutor e instrumento de aprendizagem.

Para tanto, idealizando especialmente a Educação Infantil quando se analisa o novo documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como referência, observa-se que os campos de experiência presumivelmente traduzem um avanço enriquecedor das interações, ludicidade e relações, quando comparadas aos atuais campos de conhecimento, que provavelmente apresentam um entendimento fragmentado de como se conectam ao processo de aprendizagem nos tempos não lineares.

Dessa maneira, não há transformação significativa se não repensar as concepções, e isto engloba a formação continuada docente, bem como a substancialidade dos fazeres, ou seja, em nada adianta alterar os documentos oficiais nas unidades escolares, se os educadores, pais e todos os envolvidos na formação da criança não ressignificar suas práticas e concepções. Os documentos oficiais como norteadores formais são importantes, porém o caminho contextualizado, significativo e efetivo cabe ao campo escolar, prezando pela identidade intelectual.

Portanto, diante de tudo o que foi exposto, pesquisado e estudado, fica claro que as ações lúdicas, as brincadeiras e os jogos são extremamente importantes para o desenvolvimento global da criança. Diversas literaturas em acervos literários abordam sobre a temática discutida neste trabalho e por meio de reflexões teóricas é notório, no que tange o processo de desenvolvimento humano, que as crianças que vivenciam ações lúdicas através de jogos e brincadeiras em todo momento e espaço se desenvolve de forma positiva, passando a ter noção de ordem e regras, aprimorando a coordenação motora, linguagem, compreensão de mundo, além de desenvolver práticas e sentimentos de prazer.

Considerações finais

A promoção de práticas de ludicidade precisa ser efetiva no espaço escolar, para que a Educação Infantil promova avanços significativos aos envolvidos nos processos de ensino aprendizagem, faz-se necessário conceber as brincadeiras e jogos como meios propulsores de aprendizagem. Consequentemente nota-se que as atividades lúdicas são imprescindíveis para o processo de ensino-aprendizagem, a brincadeira e os jogos são ações substanciais para o desenvolvimento afetivo, motor, físico, social e cognitivo da criança.

Vale enfatizar que se torna fácil detectar que as brincadeiras, jogos e atividades lúdicas estão perdendo o sentido devido à alfabetização precoce. As cobranças para que a criança saia de Educação Infantil lendo e escrevendo (alfabetizada) ainda é muito forte dentro das instituições escolares. Tanto os pais quantos alguns profissionais não percebem ou compreendem o quanto a alfabetização precoce prejudica o avanço significativo da criança. Os direcionamentos insensatos de obrigar a criança a trocar brincadeiras por livros aumentam a cada dia.

A preocupação com o desrespeito à faixa etária, maturidade e tempo propício para cada fase precisa ser discutida e analisada criticamente. Impor e ensinar a criança de quatro ou cinco anos a manusear com autonomia traçados cursivos é muito angustiante, pois seu estágio de maturidade e coordenação motora ainda não estão aptos para tal imposição. Além de fazer exigências para que a criança leia, também é uma pressão que não se enquadra na idade adequada para que a criança realize tal procedimento. Todavia, muitas vezes, escola e família tratam essas exigências com normalidade e, aqueles que não conseguem alcançar os objetivos são vistos com olhos diferenciados e preconceituosos. Logo, essas postulações descabidas precisam ser analisadas criticamente, bem como, procurar meios para conscientizar pais, funcionários e até educadores sobre a importância das atividades lúdicas.

Nesse contexto, procurou-se perceber como a utilização de brincadeiras e jogos, enquanto ferramentas facilitadoras e fomentadoras de aprendizagem são sem sombra de dúvidas fatores que aprimoram a interação e socialização com os diversos contextos sociais. As atividades lúdicas são essenciais para uma escola que valoriza não somente o sucesso pedagógico, mas que potencialize e forme cidadãos saudáveis e aptos para agir em sociedade, já que a consequência imediata do ato educativo se torna aprendizagem em todos os aspectos.

Dessa forma, a partir das análises críticas feitas no processo deste trabalho, fica claro que as brincadeiras são fontes inesgotáveis de relação lúdica. Então, a escola deve acreditar e investir nas atividades lúdicas como aliada e utilizá-las abrangentemente para proceder no desenvolvimento e na aprendizagem da criança. Na rotina escolar da Educação Infantil a ludicidade direciona a viabilização de práticas emancipatórias e integradoras, conforme vai estruturando-se como ferramenta de aprendizagem que possibilita a aquisição do conhecimento e estimula o desenvolvimento da criança.

A Educação Infantil no Brasil ainda tem muito que evoluir nos aspectos de qualidade e atendimento efetivo; entretanto, o lúdico vem ganhando espaço, pelo primordial motivo de conceber a brincadeira e atividades lúdicas como propulsoras de conhecimento e produtora de aprendizagens significativas. Por fim, torna-se essencial que as brincadeiras, jogos e práticas lúdicas sejam inseridos no planejamento escolar, para que as aulas e o ambiente integrador e cooperativo favoreçam a aprendizagem prazerosa e cativante, assim como proporcionem à criança a construção e estruturação de sua identidade e autonomia.

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Publicado em 25 de maio de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

ANDRADE, Thaís Oliveira; SANDES, Cleize Araujo; OLIVEIRA, Roseneide Passos Vitório de. Contextos lúdicos: o sentido real de aprender brincando. Revista Educação Pública, v. 21, nº 19, 25 de maio de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/19/contextos-ludicos-o-sentido-real-de-aprender-brincando