Educação na comunidade quilombola de Serra Feia, em Cacimbas/PB, em meio à pandemia da covid-19

José Eliton da Silva Costa

Licenciado em Física (UEPB), pós-graduando em Ensino de Ciências e Matemática (IFPB), licenciando de Matemática (UFPB)

João Paulo da Silva

Doutor em Ciências Sociais, professor do IFPB

A covid-19 é uma doença causada pelo vírus SARS-Cov-2 e tem a característica de ser altamente contagiosa. Os primeiros casos surgiram na China no fim de 2019 e em poucas semanas disseminou-se por todas as regiões do planeta. Em abril de 2020 já havia atingido todos os estados brasileiros, incluindo territórios rurais e remotos (Floss et al., 2020, p. 1).

O vírus trouxe problemas não apenas no âmbito da saúde, mas também para todos os setores da sociedade – e o setor educacional foi um dos mais afetados. Com o intuito de conter a disseminação do vírus, o mundo passou a adotar o isolamento social e, a partir desse momento, as escolas e universidades pararam suas atividades presenciais, trazendo prejuízo para milhões de estudantes; apenas os serviços básicos mantiveram seu funcionamento.

Nesse momento em que tudo está paralisado, o grande desafio dos sistemas educacionais em todo o globo é pensar estratégias para continuar oferecendo uma educação de qualidade para que seus alunos não sejam prejudicados. Uma estratégia adotada por vários países, inclusive o Brasil, foi a utilização de ferramentas digitais para a realização de atividades de maneira não presencial (Vieira; Ricci, 2020).

No Brasil, as discussões giraram em torno da adoção do ensino a distância e do ensino remoto. Esses dois conceitos parecem ter o mesmo significado, porém possuem distinções. O ensino remoto é um modo alternativo de ensino voltado para situações adversas, em que não pode haver aulas de modo presencial; seu objetivo é oferecer acesso, suporte e conteúdos de maneira rápida durante esse período de pandemia (Silva; Silva Neto; Santos, 2020, p. 31), enquanto o ensino a distância pressupõe o desenvolvimento de modelos pedagógicos específicos e próprios para essa modalidade, não se caracterizando como uma adaptação do modelo presencial (Constantinou et al., 2020, p. 3).

Em 2007, a comunidade de Serra Feia foi reconhecida como território remanescente de quilombolas. Por se tratar de uma localidade rural, sua população apresenta algumas vulnerabilidades. A subsistência de seus moradores depende do trabalho no campo, com o plantio de sisal, de milho e de feijão e da criação de animais. A Escola Joaquim Cassiano Alves atende a toda a população, o que engloba alunos do Ensino Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental.

A metodologia adotada neste estudo foi de pesquisa de campo descritiva com abordagem quantiqualitativa, trabalhando com as considerações e opiniões de professores por meio de questionário com perguntas de múltipla escolha e abertas. A coleta dos dados aconteceu de maneira on-line via plataforma Google Forms.

O objetivo do trabalho é analisar como a Escola Joaquim Cassiano Alves está realizando suas atividades na comunidade quilombola de Serra Feia com a adoção do ensino remoto durante a pandemia da covid-19 e os impactos resultantes desse período.

O impacto da covid-19 na educação

No dia 31 de dezembro de 2019, o governo chinês lançou um alerta quanto ao surgimento de um novo vírus da família corona; nesse momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu um comunicado sobre uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida na cidade de Wuhan. A partir desse acontecimento, a doença provocada pelo novo tipo de coronavírus recebeu o nome de covid-19 e se espalhou rapidamente pelos cinco continentes, causando a morte de milhares de pessoas. Em 26 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde brasileiro confirmou o primeiro caso em nosso território (Emiliana, 2020).

A partir desse momento, o termo pandemia começou a ser repercutido em todo o mundo. Para melhor compreensão, ele designa uma doença infecciosa, contagiosa e mortal que se espalha rapidamente por diversos países e regiões do mundo (Pereira; Narduchi; Miranda, 2020). O mundo vive um período de globalização, o que diminui as fronteiras entre os países, resultando em uma maior velocidade na propagação de doenças devido ao aumento das possibilidades de contágio.

Em todo o mundo governos implementaram temporariamente o fechamento de suas instituições educacionais visando conter a expansão da covid-19 enquanto em outros poucos países essas medidas foram efetuadas de forma localizada. No entanto, tais determinações estão trazendo grandes impactos para a população estudantil do planeta. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, no início do mês de maio de 2020 o fechamento das escolas, seja total ou parcial, representou impacto em mais de 70% na vida dos estudantes em todo o planeta (Unesco, 2020).

O fechamento das escolas implicou grandes consequências, especialmente para os alunos que se encontram em áreas vulneráveis. Dessa forma, as perturbações decorrentes desse momento agravam ainda mais os problemas já enfrentados por esses alunos, como também em outros aspectos de suas vidas.

Segundo a Unesco (2020), a pandemia da covid-19 acarretou problemas que perpassam o campo educacional e se refletem diretamente na vida dos estudantes de diversas formas. Com aprendizagem interrompida e a paralisação das aulas, os alunos perdem a capacidade de desenvolvimento, o que é ampliado especialmente para os estudantes menos privilegiados. Para muitos, a escola é o único espaço onde ocorre interação humana, e com o isolamento social os sujeitos perdem essa interação, que é fundamental no processo de aprendizagem.

Com os efeitos da pandemia, os casos de evasão escolar tendem a aumentar entre os estudantes brasileiros, muitos se sentem desmotivados para continuar estudando especialmente pelo fato de que estamos em uma fase em que há grande instabilidade no setor econômico, afetando todas as economias mundiais, e muitos desses jovens e até crianças tendem a trabalhar para ajudar suas famílias nas despesas de casa. Outro grande desafio da escola nesse momento é desenvolver mecanismos para que esses jovens possam permanecer estudando.

Nesse momento de isolamento social, os pais não detêm preparação para acompanhar as atividades de seus filhos, ao mesmo tempo que precisam lidar com as tarefas e preocupações do lar (Ferreira, 2020). Com seus filhos em casa, os pais têm a tarefa de ajuda-los no processo de aprendizagem, porém deve-se levar em consideração que muitos desses pais possuem nível escolar baixo; além disso, como são os provedores da família, não podem deixar de trabalhar neste momento de grande instabilidade, o que torna a tarefa ainda mais difícil, causando sobrecarga em toda a família.

Como consequência da nova doença e com a imposição do isolamento social, a rotina da população mundial sofreu drásticas modificações; ocorreram mudanças nas áreas de saúde, na política, na economia, no social e principalmente no campo educacional. Desde então, o desafio maior da educação brasileira tem sido readequar o cenário para que os estudantes não sejam prejudicados com a pandemia (Pereira; Narduchi; Miranda, 2020).

Ensino a distância

O MEC conceitua a Educação a Distância como uma modalidade de ensino em que o processo de ensino-aprendizagem acontece mediante a utilização de tecnologias de informação e comunicação (TIC), que permitem que professores e alunos interajam em ambientes físicos diferentes (Brasil, 2005).

Moran (2002) define o ensino a distância como sendo

o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, em que professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. É ensino-aprendizagem em que professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes (Moran, 2002, p. 1).

O ensino a distância possui um modo de funcionamento próprio, ou seja, dispõe de uma estrutura política e didático-pedagógica que atende aos objetivos de cada disciplina. Nessa modalidade, professores e alunos se encontram separados espacialmente e realizam suas atividades e interações via plataformas digitais (Constantinou et al., 2020). As atividades realizadas por meio da EaD são desenvolvidas para oferecer suporte aos estudantes, e isso é realizado em videoaulas, fóruns de discussões, atividades individuais e coletivas, com a supervisão dos professores e de tutores que atuam de forma atemporal.

Uma vantagem da EaD está na flexibilização da aprendizagem, ou seja, os alunos conseguem adaptar seus estudos às suas rotinas. Isso se deve ao fato de que a carga horária nessa modalidade é diluída em diferentes tipos de atividades, sejam síncronas, isto é, aquelas que são on-line e ao vivo, sejam assíncronas, que são on-line, porém gravadas e disponibilizadas para o estudante.

A organização política e didático-pedagógica da EaD e a flexibilização na realização das atividades são as principais características que definem as diferenças entre a Educação a Distância e a educação remota. Pode-se destacar também o fato de que algumas instituições adotam a prática da avaliação em um polo de maneira presencial.

No dia 17 de março de 2020, o MEC lançou a primeira portaria (Portaria nº 343) que tratava da substituição das aulas presenciais por atividades que utilizem tecnologias da informação e comunicação (TIC) pelo período de 30 dias.

Art. 1º - Autorizar, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação, nos limites estabelecidos pela legislação em vigor, por instituição de educação superior integrante do sistema federal de ensino, de que trata o Art. 2º do Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017.

§ 1º O período de autorização de que trata o caput será de até trinta dias, prorrogáveis, a depender de orientação do Ministério da Saúde e dos órgãos de saúde estaduais, municipais e distrital (Brasil, 2020, p. 39).

Posteriormente no dia 16 de junho de 2020, uma quarta portaria (Portaria nº 544) estendeu a substituição das aulas presenciais por aulas que utilizem meios tecnológicos, só que nesse caso foi até o final do ano: “Art. 1º - Autorizar, em caráter excepcional, a substituição das disciplinas presenciais. [...]. § 1º O período de autorização de que trata o caput se estende até 31 de dezembro de 2020” (Brasil, 2020, p. 62).

Diante desse cenário, o uso de tecnologias na realização de atividades escolares ganhou grande ênfase. Nesse momento houve necessidade da aplicação de medidas urgentes para a obtenção de respostas rápidas e eficazes para minimizar os prejuízos na área da educação causados por essa doença. Algumas das soluções abordadas inicialmente foram baseadas na utilização do Ensino a Distância (EaD) e do ensino remoto.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) traz, no quarto inciso do Art. 32, as diretrizes para o uso do EaD no ensino fundamental em caso de situações emergenciais e como complemento ao ensino presencial, como no período que o sistema de ensino está passando devido à pandemia da Covid-19.

Art. 32. O Ensino Fundamental obrigatório, com duração de nove anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos seis anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão [...].

§ 4º O Ensino Fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais (Brasil, 1996).

No entanto, a LDB não prevê o ensino a distância para a Educação Infantil. Segundo Gomez (2020), nessa fase deve-se levar em consideração que as atividades trabalhadas devem ser centralizadas na ludicidade e nos aspectos interacionais, objetivando o desenvolvimento da autonomia, a comunicação e a socialização. Logo, nesse tempo adverso os estudantes da Educação Infantil encontram mais um obstáculo no processo de ensino-aprendizagem.

Ensino remoto

A pandemia da covid-19 e as medidas de isolamento social adotadas por todos os governos gerou um grande desafio para a comunidade escolar; todos os esforços foram concentrados em discutir estratégias para que os alunos pudessem continuar seu processo de aprendizagem, mesmo que estejam isolados em suas residências. No caso do Brasil, a principal medida adotada nesse aspecto foi a realização do ensino remoto, que se assemelha ao EaD apenas no que se refere ao uso de meios tecnológicos em seu processo, porém os princípios seguem os mesmos praticados na educação presencial (Rabello, 2020).

Para Hodges et al. (2020), esse método de ensino (ao contrário do que ocorre no ensino a distância, em que as atividades são planejadas desde o início) é uma mudança provisória para um modo alternativo de ensino devido a um momento de crise, em que se objetiva ofertar de maneira provisória o acesso aos conteúdos curriculares que seriam trabalhados de forma presencial. O ensino remoto parte do princípio de transmissão em tempo real das aulas; nesse caso, alunos e professores têm os mesmos horários em aulas análogas ao modo presencial.

Dessa maneira, o ensino remoto tem sido uma saída interessante para momentos emergenciais, a exemplo do que o mundo está passando, pois proporciona a continuidade das atividades pedagógicas com meios tecnológicos amenizando os impactos na aprendizagem dos alunos durante esse período atípico.

Com o ensino remoto, o professor tem papel semelhante ao do que é vivenciado no modelo tradicional, pois busca transpor os conteúdos e sanar as dúvidas dos alunos. Entretanto, existem algumas diferenças, especialmente no contato entre professor e aluno – que nesse momento acontece por meio de videoaulas, apostilas ou por meio de ambientes virtuais de aprendizagem.

Diante dessa situação emergencial, existem alguns obstáculos na prática do ensino remoto para alguns alunos, em particular para aqueles que detêm condição financeira baixa ou que vivem em áreas vulneráveis. Nesses locais quase sempre falta o ambiente adequado para os alunos realizarem suas atividades, não há computadores ou celulares para acompanhar as aulas; a internet também é outro empecilho para esses estudantes.

Apesar de tantos obstáculos, governos estaduais e municipais estão realizando ações para diminuir os transtornos causados por essa pandemia; um exemplo disso vem da Secretaria de Educação de Santa Catarina, que, buscando minimizar as desigualdades entre os alunos e especialmente aqueles que não detêm acesso à internet, está disponibilizando atividades impressas para os alunos, em que pais ou responsáveis vão até a escola e retiram as atividades para seus filhos fazerem e após um período esse material é devolvido aos professores (Vieira; Ricci, 2020). E essa prática tem sido adotada pela escola da comunidade quilombola de Serra Feia e por outras escolas do município.

Informações sobre os objetos de pesquisa

A comunidade quilombola de Serra Feia faz parte da mesorregião do sertão paraibano e se localiza no Distrito de São Sebastião, em Cacimbas. Em 6 de junho de 2007, a comunidade foi reconhecida como território remanescente de quilombolas pela Fundação Cultural Palmares (Palmares, 2017). Esse termo, território remanescente de quilombolas, é uma designação recente; no entanto, representa uma conquista social de muita relevância para a população descendente de quilombolas.

Os profissionais consultados nesta pesquisa lecionam na escola da comunidade quilombola de Serra Feia, que pertence ao setor público e possui grande importância para a localidade. No período da manhã, garante a educação para os alunos da pré-escola até o 5º ano; na parte da tarde as aulas englobam turmas do 6º até o 9º ano.

Atualmente a escola atende no turno da tarde (Tabela 01) às seguintes turmas: duas turmas de 6º ano, uma turma de 7º ano, uma turma de 8º ano e uma turma de 9º ano.

Tabela 1: Turmas e alunos

Turmas Quantidade de alunos
6º ano “A” 24
6º ano “B” 30
7º ano 30
8º ano 31
9º ano 22

Diante da pandemia de covid-19 e do isolamento social para tentar frear a disseminação do vírus, foi decretada pela Prefeitura Municipal de Cacimbas a suspensão das aulas em todo o município (Cacimbas, 2020, p. 1). Com isso, gestores e professores da escola tiveram de adotar estratégias para que pudessem continuar oferecendo educação para seus alunos.

Na atualidade existe uma inclinação grande para o uso de tecnologias móveis na educação, pois a interatividade e o fortalecimento entre escola, professor e aluno têm se tornado a solução para alguns problemas, especialmente de comunicação (Alencar et al., 2015). Uma saída adotada pela escola foi utilizar o ensino remoto no aplicativo de mensagens Messenger com pais e alunos que têm acesso a essa ferramenta; foram criados grupos com cada turma e todos os dias as atividades são postadas nos grupos e os professores dedicam um tempo para orientar seus alunos, tirar dúvidas e fazer a correção de atividades.

Entretanto, por se tratar de uma comunidade rural e quilombola, os desafios são bem maiores; nem todos os alunos dispõem de aparatos tecnológicos como celular ou computador, não possuem familiaridade com essa tecnologia ou muito menos têm acesso à internet; consequentemente, não podem realizar a atividades.

As famílias que residem na comunidade tiram seus proventos da atividade do campo, especialmente da prática do plantio do sisal, da agricultura com o plantio de milho e feijão e da atividade pecuária, com a criação de aninais de pequeno porte (Martins et al., 2017). Essa diversidade de atividades demanda tempo das famílias e, em alguns momentos, dos próprios filhos, que tendem a ajudar seus pais nessas práticas.

O Brasil possui dimensões continentais e apresenta limitações e diferentes realidades, resultando em uma variedade de estratégias para trabalhar a distância (Salas, 2020). Uma estratégia empregada pela gestão escolar e pelos professores para essa situação foi elaborar materiais de cada disciplina que pudessem ser impressos e entregues aos pais ou alunos em momentos específicos.

A cada duas semanas, resguardando sempre a segurança, todos os pais e alunos recebem as atividades impressas e entregam as atividades realizadas nas semanas anteriores para que os professores possam realizar a correção e dar um feedback da aprendizagem e da dificuldade de cada aluno.

Delineamento da pesquisa

Este trabalho consta de dois momentos que se completam para melhor tratar o tema em questão. Inicialmente, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, buscando embasamento que pudesse subsidiar o referencial teórico (Lakatos, 2010). Essa revisão bibliográfica consistiu no contato direto com material já produzido e publicado a respeito do tema deste trabalho: o ensino remoto em tempos de pandemia.

O material utilizado para fazer a realização da revisão bibliográfica foi obtido em materiais impressos como livros e revistas e principalmente em artigos científicos publicados em revistas científicas e divulgados na internet englobando os anos entre 2018 e 2020. No entanto, o estudo mostrou a necessidade de seguir além da pesquisa bibliográfica, e então foi realizada uma pesquisa de campo descritiva com abordagem quantiqualitativa com o intuito de fazer uma análise mais profunda da implementação do ensino remoto com os professores que lecionam na escola da comunidade de Serra Feia nas turmas do 6º ao 9º ano.

Uma pesquisa de campo tem como intuito conseguir informações ou conhecimentos sobre um problema para o qual se busca uma resposta, sobre uma hipótese que se deseja comprovar ou ainda constatar novos fenômenos ou relações entre eles (Marconi; Lakatos, 2003, p. 185). Ou seja, trata-se de um processo de observação, coleta e análise de dados, tudo isso sendo feito diretamente no ambiente da pesquisa.

O objeto de estudo em uma pesquisa de campo pode variar desde um único individuo até grupos, comunidades ou até mesmo uma população. A pesquisa do tipo descritiva tem como objetivo principal a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou estabelecer relações entre variáveis (Gil, 2008, p. 47).

Marconi e Lakatos (2003, p. 189) apresentam vantagens e desvantagens na utilização da pesquisa de campo. As principais vantagens são: as informações obtidas por determinado fenômeno podem ser consultadas por outros pesquisadores e a facilidade em obter uma amostragem de indivíduos sobre uma população específica. Contudo, também surgem algumas desvantagens, como a possibilidade de fatores desconhecidos interferirem nos resultados e o fato de que os participantes podem falsear suas respostas.

Segundo Richardson (2013), o método quantitativo caracteriza-se pelo emprego da quantificação tanto na modalidade de coleta das informações quanto no tratamento dos dados por meio de técnicas estatísticas. Esse autor destaca que, em relação ao questionário, quando é realizada a descrição adequada das características de um grupo, a análise feita pelo pesquisador pode beneficiar futuros pesquisadores que terão acesso à sua pesquisa.

O questionário é um instrumento de coleta de dados composto por determinada quantidade de perguntas ordenadas que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do pesquisador (Marconi; Lakatos, 2003, p. 201). Nesse sentido, o questionário tem como intuito o cumprimento de duas funções: a descrição das características dos sujeitos da pesquisa e a medição de determinadas variáveis de um grupo social pesquisado.

No tratamento dos dados, é necessário levar em consideração uma complexidade de fatores envolvidos no ambiente trabalhado e que não podem ser quantificados, necessitando de uma análise mais profunda; Gil (2008, p. 179) destaca que por trás dos dados há uma complexidade de informações, o que necessita do auxílio de uma teoria para sua interpretação.

Devido ao período de pandemia e de isolamento social e, consequentemente, com o fechamento das escolas, foi elaborada uma pesquisa tendo como técnica de levantamento via plataforma Google Forms o uso de questionários criados especificamente para esta pesquisa e divulgados no canal de contato de cada professor (WhatsApp). Posteriormente foi feita a mensuração das respostas.

Essa metodologia na aplicação do questionário, de maneira on-line, se deu exclusivamente pelo fato de a escola estar fechada em função das medidas restritivas da covid-19. Flick (2013, p. 167-168) apresenta algumas vantagens na utilização de formulários on-line, como baixo custo, tempo para realizar e coletar os dados, facilidade no uso dos questionários, ausência de restrições espaciais e um índice menor de questões não respondidas.

O questionário conta com quinze questões, das quais onze são de múltipla escolha e quatro são abertas, em que os participantes podem deixar suas considerações. Os participantes da pesquisa são nove docentes que trabalham no turno da tarde e que lecionam nas turmas do 6º ao 9º ano na comunidade quilombola de Serra Feia.

Resultados e discussão

Com as constantes mudanças que ocorrem no processo de ensino-aprendizagem, o professor tende a buscar novas ferramentas que o auxiliem no decorrer de suas aulas; durante a pandemia da covid-19, seu trabalho torna-se ainda mais desafiador. Esse momento inusitado trouxe fortemente ao centro do debate educacional a utilização de instrumentos tecnológicos para a realização de atividades escolares de maneira não presencial (Vieira; Ricci, 2020).

A utilização de aparatos tecnológicos por educadores no apoio ao processo de ensino-aprendizagem vem evoluindo fortemente nos últimos anos, o que acarreta grandes contribuições para a educação de forma presencial ou a distância; no entanto, é essencial conhecer as novas formas de aprender, ensinar, produzir, comunicar e representar conhecimentos (Zajac, 2020). Quando questionados sobre o que tiraram de proveito desse período, o que mais chamou atenção foi o fato de que todos os professores declararam que tiveram de se adaptar aos meios tecnológicos para buscar compreender melhor seu funcionamento e assim aplicá-los em suas aulas.

Dos equipamentos mais utilizados pelos pesquisados em primeiro lugar vem o computador (8), seguido pelo aparelho projetor (7), o que permite uma mudança no método comum de aulas expositivas e explicativas via quadro, o que também facilita a observação de imagens, vídeos, simulações e animações. Posteriormente vem o celular (4), os aplicativos (1) e a TV (1).

Gráfico 1: Recursos tecnológicos mais utilizados antes do ensino remoto

Por si só, a tecnologia aliada ao ensino não representa uma mudança profunda na prática educativa quando utilizada apenas como método para ilustrar a aula; há necessidade de uma formação adequada dos educadores e uma mediação no modo de ensino e aprendizagem para que se obtenham resultados satisfatórios (Martines et al., 2018).

Indagados quanto às dificuldades encontradas para a realização das aulas, o fator preponderante foi o tecnológico, especificamente com a questão da gravação delas. Em seguida, outro elemento dificultoso nesse processo foi em relação ao interesse por parte dos alunos na realização e devolução das atividades.

Gráfico 2: Dificuldades com a implementação do ensino remoto

Esse período de pandemia trouxe à tona o debate sobre o futuro da educação no mundo inteiro, mostrou uma fragilidade enorme no setor educacional, especialmente na falta de preparo de professores e dos alunos na continuidade das aulas (Oliveira; Corrêa; Morés, 2020). Grande número de professores precisou adaptar suas metodologias, fazer uso de ambientes virtuais de aprendizagem, preparar materiais que possam ajudar o aluno a compreender os conteúdos e a gravação de aulas (Dias; Pinto, 2020).

Examinando as respostas em relação à formação pedagógica para a migração do ensino presencial para o ensino remoto, todos assinalaram o fato de que a secretaria de Educação do município não ofereceu qualquer tipo de formação para que eles pudessem continuar suas atividades remotamente.

Segundo os entrevistados, a participação dos alunos nas aulas remotas é muito baixa, atrelada ao pouco compromisso na devolutiva das atividades. Dos professores questionados, seis (66,7%) consideram a devolutiva das atividades ruim, enquanto dois (22,2%) consideraram a devolutiva das atividades razoável, e apenas um (11,1%) professor considerou a devolutiva das atividades como ótima.

Gráfico 3: Devolutiva das atividades

Esse conceito negativo na devolutiva das atividades deve-se a muitos fatores; um deles é a participação dos pais. Poucas famílias podem ajudar seus filhos nesse momento, pois a maioria dos pais não possui formação adequada para orientar os estudantes em relação às atividades e os demais tendem a dedicar seu tempo a outras atividades, especificamente as atividades do campo (Vieira; Ricci, 2020).

Dias e Pinto (2020, p. 546) ainda destacam alguns problemas enfrentados pelos estudantes nesse momento:

a duração prolongada do confinamento, a falta de contato pessoal com os colegas de classe, o medo de ser infectado, a falta de espaço em casa tornam o estudante menos ativo fisicamente do que se estivesse na escola, e a falta de merenda para os alunos menos privilegiados é fator de estresse que atinge a saúde mental de boa parte dos estudantes da Educação Básica e de suas famílias (Dias; Pinto, 2020, p. 546).

Além da falta de espaço apropriado para realizar as atividades, uma das grandes barreiras na implementação do ensino remoto é o acesso à internet e a equipamentos como computadores e de telefonia móvel (Paz, 2020). Tokarnia (2020) relata que entre 2017 e 2018 o número de brasileiros com acesso à internet aumentou, entretanto em áreas rurais o índice de pessoas com acesso a internet ainda é bem pequeno. Na comunidade de Serra Feia, poucas pessoas têm acesso à internet, a um telefone celular ou a um computador.

Os professores também foram severamente afetados com a pandemia; todos relataram que no ensino remoto seu trabalho aumentou em relação ao ensino presencial. Por isso é que neste momento os responsáveis pelo setor educacional precisam pensar na saúde física e mental de todos, até porque os educadores também estão fragilizados. A preocupação com a disseminação e a letalidade do vírus pode levar professores e alunos à exaustão física e mental, impossibilitando-os de ajudar tanto os alunos como a si próprios (Dias; Pinto, 2020). De forma geral, o Quadro 1 traz os principais problemas enfrentados por professores após a substituição das aulas presenciais pelas aulas remotas na escola da comunidade quilombola de Serra Feia.

Quadro 1: Problemas encontrados pelos professores com o ensino remoto

Principais problemas
Falta de compromisso e responsabilidade dos alunos em realizar as atividades
Excesso de trabalho para os professores
Baixa participação dos alunos durante as aulas e na devolutiva das atividades
Incentivo e cobrança dos pais para seus filhos realizarem as atividades
Contato entre professor e aluno
Falta de equipamentos tecnológicos
Alunos sem acesso à internet

Considerações finais

A pandemia do coronavírus pegou toda a humanidade de surpresa com sua alta taxa de disseminação, e todas as nações do mundo estão sofrendo suas consequências. Com o isolamento social, a escola teve de fechar suas portas e, a partir desse momento, teve de adaptar suas atividades em curto espaço tempo para que seus alunos não fossem prejudicados. As estratégias mais utilizadas pelas escolas foram do ensino a distância e o ensino remoto.

De acordo com os pesquisados, a aplicação do ensino remoto na escola da comunidade quilombola de Serra Feia não está trazendo resultados satisfatórios, especialmente pelo fato de que muitos alunos não estão realizando as atividades; isso se deve a diversos fatores, como acesso à internet, disponibilidade de aparelho celular, espaço adequado para realizar as atividades, participação familiar e o compromisso em realizar as atividades.

Logo, o ensino remoto é uma estratégia momentânea e não substitui o ensino presencial; tem como objetivo amenizar os prejuízos causados pelo fechamento das escolas, pois é uma prática que traz limitações e muitos estudantes não podem ter acesso a esse ensino, especialmente por estarem inseridos em uma área de vulnerabilidade.

A educação mundial nunca mais será a mesma depois da pandemia; por mais consolidada que seja a economia de um país, todos sofrerão déficit na aprendizagem. Com isso, milhões de alunos terão uma perda gigante na aprendizagem e, se não houver investimentos e acompanhamento a partir de agora, esses problemas se estenderão por muitos anos. A atenção deve ser maior para aquelas pessoas que se encontram abaixo da linha da pobreza e que não são assistidas pelo poder público. A Unesco (2020) alerta também para a criação de políticas sociais na área educacional para um trabalho de curto e longo prazo relacionado especialmente à desigualdade estrutural, à pobreza e à exclusão social.

Referências

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______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional.

______. Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta o Art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 19 dez. 2005.

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Publicado em 01 de junho de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

COSTA, José Eliton da Silva; SILVA, João Paulo da. Educação na comunidade quilombola de Serra Feia, em Cacimbas/PB, em meio à pandemia da covid-19. Revista Educação Pública, v. 21, nº 20, 1 de junho de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/20/educacao-na-comunidade-quilombola-de-serra-feia-em-cacimbaspb-em-meio-a-pandemia-da-covid-19