A importância da literatura infantil para crianças com TDAH

Niege Dagraça de Sousa Moura dos Santos

Graduada em Física, Matemática e Pedagogia, especialista em Psicopedagogia Institucional e clínica, e em Metodologia do Ensino da Matemática, mestre e doutora em Ciências da Educação

A relevância do estudo está em demonstrar um melhor desenvolvimento educacional da criança, principalmente como a leitura, que pode ser utilizada como ferramenta para esse desempenho com alunos que sofrem com o TDAH. Entende-se, enquanto educadores, que a instituição escolar tem um papel importantíssimo na formação dos seus alunos, ou seja, a educação é responsável pela construção do conhecimento do educando, sendo uma parte responsável pelo seu desenvolvimento e competências necessárias para atuar de forma autônoma e participativa na sociedade, ou seja, como cidadãos de bem. Mas, para isso, é necessário que a formação se inicie com a instituição família, estes são fundamentais nesse ciclo educacional da criança. A escola promove, sim, o aprendizado, mas a família é a base de todo esse processo. Quanto à metodologia utilizada neste trabalho, ocorrerá por meio de pesquisas bibliográficas, discutindo com teóricos que têm a mesma linha de pesquisa. O estudo deu-se através de embasamentos teóricos de alguns autores, com Barkley (2008), Pinheiro (2010), Ponce (1981), Scharf (2000), Sanseverino (2005) e Araújo (2013), entre outros, que discutem sobre o uso da literatura na sala de aula como forma metodológica de lecionar crianças que apresentam TDAH; esses teóricos nos ajudaram a problematizar acerca da relevância dessa metodológica para educar, ensinar e formar crianças que por muitas vezes  apresentam esse transtorno e são mal compreendidas.

Antes de contextualizar a trajetória histórica da literatura e a partir do momento em que ela estava associada ao público alvo infantil que apresenta o TDAH, é necessário entender o significado desse transtorno e como essa denominação chegou aos dias atuais.

Definição e contexto histórico sobre TDAH

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), recebe essa sigla, pois significa Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais – DSM 5,

o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento definido por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. Desatenção e desorganização envolvem incapacidade de permanecer em uma tarefa, aparência de não ouvir e perda de materiais em níveis inconsistentes com a idade ou o nível de desenvolvimento. Hiperatividade-impulsividade implicam atividade excessiva, inquietação, incapacidade de permanecer sentado, intromissão em atividades de outros e incapacidade de aguardar – sintomas que são excessivos para a idade ou o nível de desenvolvimento. Na infância, o TDAH frequentemente se sobrepõe a transtornos em geral considerados “de externalização”, tais como o transtorno de oposição desafiante e o transtorno da conduta. O TDAH costuma persistir na vida adulta, resultando em prejuízos no funcionamento social, acadêmico e profissional (DSM 5, 2014).

O TDAH, para Russell Barkley (2008), é a falta de atenção, a impulsividade e a hiperatividade. Contudo, para chegar a esta definição atual, o percurso histórico foi longo, ou seja, antes de caracterizar como sendo um transtorno de atenção ou impulsividade e hiperatividade, as crianças que sofriam de TDAH eram pejorativamente denominadas de violentas, incontroláveis, maus alunos, desinteressados, entre outros predicativos negativos.

De acordo com Sara Pinheiro, na sua dissertação intitulada Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade no ambiente escolar (2010), a primeira vez que se ouviu mencionar a respeito desse transtorno foi em 1902 com o pediatra Inglês George Still. Este médico apresentou nessa época, dados clínicos de crianças que externavam hiperatividade e outras maneiras de comportamento. Para esse médico, esses comportamentos estavam longe de serem falhas na educação ou em outro ambiente de convívio da criança. Segundo a autora: “Em 1937 e 1941 uma série de artigos sobre o tratamento de crianças hiperativas ou com problemas comportamentais foi criada, marcando o início da terapia com medicação, em geral estimulante” (Barkley, 2008, p. 28).

Entre os anos de 1960 a 1980, a comunidade médica passou a reconhecer o transtorno com determinadas definições: Síndrome da Criança Hiperativa, Lesão Cerebral Mínima, Disfunção Cerebral Mínima, Transtorno Hipercinético, Transtorno Primário da Atenção. De acordo com Pinheiro (2010),

no final da década de 1950 e começo da década de 1960, o termo ‘disfunção cerebral mínima’ foi substituído por rótulos mais específicos aplicados a transtornos cognitivos, comportamentais e da aprendizagem, tornando-os mais homogêneos: dislexia, transtorno da linguagem, dificuldades de aprendizagem e hiperatividade. Esses novos rótulos foram considerados baseados nos déficits observados na criança, deixando de lado as doenças relacionadas ao cérebro (Pinheiro, 2010, p. 21).

Pinheiro ainda destaca que, no ano de 1970, alguns pesquisadores notaram que certas crianças desse período apresentavam hiperatividade, além disso, mostravam também problemas crônicos de desatenção. Segundo a autora, foi só posteriormente, em 1980, que a Associação Americana de Psiquiatria usou, pela primeira vez, o termo Distúrbio de Déficit de Atenção para abordar esse transtorno.

No próximo tópico, será abordada, sinteticamente, a contextualização da literatura infantil.

A Associação Psiquiátrica Americana (APA), na década de 1980, orientou para uma nova denominação da TDAH: síndrome do déficit de atenção, passando assim a abranger tanto a hiperatividade como as outras funções que originam da falta de maturação do sistema nervoso central, onde podemos citar: dificuldades na escola, distúrbios da fala, falta de equilíbrio, falta de coordenação motora, alteração da sensibilidade e distúrbios do comportamento.

No ano de 1987, voltou-se a dar maior ênfase à hiperatividade, modificando o nome da patologia para distúrbio de hiperatividade com déficit de atenção.

Em 1994, voltou-se para o centro e a patologia passou a ser designada distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade.

A nomenclatura brasileira mais recente é utilizada pelo termo transtorno, em vez de distúrbio, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

A trajetória histórica da Literatura Infantil

Mas o que é literatura? A literatura pode ser considerada uma das manifestações de arte, porém como sendo a arte das palavras, ou seja, a sua essência predomina a linguagem, nesse caso, o conjunto de letras que formam o corpo do texto, seja ele em prosa ou em versos.

A criança, da Idade Antiga até a Idade Média, era considerada um adulto em miniatura. Mas por que isso acontecia?

Na Grécia Antiga, os meninos se preparavam para serem fortes e destemidos guerreiros, por outro lado, as mulheres se preparavam para serem donas do lar, cuidar da educação dos filhos. Diante disso, Aníbal Ponce, na sua obra Educação e luta de classe (1981), ressalta como era a vida do espartano nesse período: “vivia permanentemente com a espada em punho” (Ponce, 1981, p. 40).

Enquanto no período medieval as crianças geralmente ajudavam seus pais com o trabalho doméstico, na caça e na plantação, já que nesse período a maioria da população vivia no campo, dessa forma, eram uma família constituída de camponeses. Ponce diz que na divisão de classes “monges que se dedicavam ao culto e ao estudo de um lado, e do outro, os escravos, os servos e os conversos, destinados ao trabalho” (Scharf, 2000, p. 22).

Desse modo, o autor Rosetenair Feijá Scharf na sua dissertação A escola e a leitura: prática pedagógica da leitura e produção textual (2000) diz que “o mundo da criança era o mundo do adulto: as crianças trabalhavam e viviam com os adultos e testemunhavam nascimentos, doenças, morte; participavam da vida pública, das festas, das guerras e de outros acontecimentos”, embora nesse período o público se confundisse bastante com o privado.

Nessa perspectiva, foi final do século XVII e início do século XVIII que aparecem os primeiros livros infantis, uma leitura na concepção de Rosetenair Scharf designada para as crianças, esses livros foram produzidos por pedagogos, que tinham um conteúdo educativo, o que se aproximava do entendimento escolar.

Contudo, como nessa época a Igreja Católica era a grande detentora do poder, a ela ficou destinado dividir a instrução pública em duas classes: “umas, destinadas à instrução dos futuros monges, chamadas ‘escolas para oblatas’, em que se ministrava a instrução religiosa necessária para a época e outras, destinadas à ‘instrução’ da plebe, que eram as verdadeiras ‘escolas monásticas” (Ponce, 1981, p. 91).

Sendo assim, as histórias ainda nesse período eram acompanhadas por uma roda de pessoas curiosas por ouvi-las. De tal modo:

As famílias passam a se reunir nos serões ao ‘pé do fogo’, principalmente nos períodos dos rigorosos invernos europeus. Enquanto isso as narrativas antigas continuavam a se espalhar pela Europa. Adultos e crianças participavam juntos de reuniões escutando as mesmas narrativas. Havia sempre alguém encarregado de contar ou ler histórias com um bom repertório e um público que ficava fascinado em ouvi-las (Scharf, 2000, p. 3).

Foi ainda em meados do século XVIII que surgiu a preocupação em institucionalizar a escola, a preocupação voltava-se à necessidade de uma escola que pudesse alfabetizar a todos que se fizessem presentes; essas mudanças ocorreram por meio das reformas pedagógicas, tornando o ensino obrigatório (Scharf, 2000).

Porém Aline Luiza da Silva, no seu trabalho Trajetória da literatura infantil: da origem histórica ao conceito mercadológico ao caráter pedagógico na atualidade (2009), diz o contrário sobre como era percebida a criança no século XVIII. Para a autora, ainda nesse período não se escrevia para a criança, não havia uma literatura pensada para o infantil e muito menos havia um mundo infantil, isto é, onde as crianças pudessem ocupar seu espaço na sociedade (Silva, 2009, p. 136).

No início da Revolução Industrial as crianças que trabalhavam nas fábricas operando máquinas, eram vistas como adultos. Eram empregadas, pois recebiam um valor a menos que os adultos. Nesse sentido, vale destacar que durante o século XIX não havia a definição de infância, por isso, as crianças eram consideradas adultos pequenos, adultos em miniaturas. Esse conceito de infância é algo novo, bem atual. Assim sendo, de acordo com Scharf: “É neste período que a criança passa, então, a ser percebida como um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias” (Scharf, 2000, p. 24).

No século XIX a criança passou a fazer parte do âmbito familiar, isto é, torna-se um membro da família que merece atenção e cuidados, não apenas porque servia para contribuir com a renda familiar, mas os laços afetivos, amorosas tornaram-se mais próximas; a mulher como sempre esteve presente na vida dos filhos, recaia a ela a proteção, o cuidado e a educação dos seus filhos.

É também nesse período em que foram produzidas duas importantes obras: a primeira foi Histórias para as crianças e a família, em 1812-1815, obra esta dos irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm. Esta obra compreendia mais de 200 narrativas voltadas para crianças, além de encantar o público adulto. São algumas delas conhecidas por muitos de nós, e são grandes clássicos da literatura infantil, dentre elas, destacamos duas: Branca de Neve e os setes anões e João e Maria.

Outro clássico infantil produzido nessa época foi o do dinamarquês Hans Christian Andersen; esse autor escreveu contos de fadas, que tiveram grande aceitação de todos os públicos alvos, crianças e adultos se encantaram pelos contos de fadas, dentre eles, destaco: O patinho feio e o Soldadinho de chumbo (1835) que mexeu com o imaginário e a diversão de diversas crianças em todos os países. 

O TDAH e suas implicações na escola

Como foi mostrado, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade está relacionado a uma desordem comportamental do indivíduo, no caso, da criança já que estamos trabalhando com esse público-alvo; diante disso, leva a criança a graus variáveis de comportamento emocional, social, familiar e escolar, assim o trabalho Hiperatividade no contexto escolar, dos pedagogos Vieira e Castro (2012), fala sobre esse transtorno de comportamento no ambiente escolar; diante disso, “os pedagogos dizem que é comum essas crianças serem encaminhadas para serviços especializados para atendê-las” (Naves; Castro, 2012, p. 58). Mas será mesmo que esses profissionais da Educação se sentem qualificados para diagnosticar os sinais de TDAH? Diante do exposto, os autores destacam que

a falta de informação do professor [...] tem feito com que os alunos que não ficam quietos na sala, são mais agitados do que os ‘normais’ sejam tachados já no primeiro instante como hiperativos, e os alunos que são mais quietos que não dão trabalho para o professor é identificado como um indivíduo com distúrbio de atenção, que vive no mundo da lua, não presta atenção em nada, faz perguntas quando o professor acaba de falar do mesmo assunto, sendo assim não se dedicam aos alunos deixando que aprendam de acordo com sua própria vontade, não trabalham pedagogicamente e individualmente para que possam acompanhar a rotina da sala de aula (Naves; Castro, 2012, p. 58).

De acordo com Castro (2012), na sua pesquisa Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, diz que alguns estudos realizados no Brasil apontam que alunos que apresentam o TDAH têm um baixo rendimento escolar, ou seja, são atrasados e muitas vezes são expulsos das escolas onde estudavam devido ao seu mau comportamento. Desse modo, Castro (2012, p. 58) destaca que

87% dos portadores de TDAH repetem o ano na mesma série mais de uma vez [...] [outra pesquisa aponta que] foi observado que 48% dos portadores de TDAH já haviam sido expulsos de outros colégios onde estudam [...] [enquanto isso, a última pesquisa apontada pela autora diz que] [...] 87% das crianças com TDAH apresentaram desempenho inferior ao esperado para a sua faixa de escolaridade [...] e apenas 19% apresentaram desempenho escolar compatível com o esperado para a sua idade. (Castro, 2012, p. 58).

Nessa perspectiva, é de fundamental importância que os professores em conjunto com a coordenação da escola fiquem atentos para saberem como agir diante desses alunos com esse transtorno de comportamento. Sendo assim,

é importante para o profissional estar consciente que problemas de atenção dentro do ambiente escolar trazem como consequência uma inadequada produção de trabalho escolar [...] em que a criança será incapaz de terminar o trabalho de aula na classe e provavelmente terá um prejuízo em termos de conteúdo teórico (Diniz; Sena, 2007, p. 25).

Além disso, o professor deve levar para a sua sala de aula uma estratégia inovadora que possa trabalhar com todos os alunos, mas principalmente com aqueles discentes com déficit de atenção e hiperatividade, já que estes demonstram dificuldades para aprender. Assim,

as crianças hiperativas demonstram dificuldade em aprender, deve ser compreendido uma série de fatores que podem realmente favorecer o seu aprendizado dentro de uma escola e melhorar o seu convívio no relacionamento familiar, tais como lidar com a impulsividade, buscar estimular a criança com a prática de ensino, apoiar na atividade física para favorecer o ânimo, utilizar jogos no aprendizado, e por fim, usufruir da paciência e carinho no dia a dia (Sanseverino, 2005, p. 11).

A importância da literatura Infantil para crianças com TDAH

Antes de esclarecer como a literatura pode auxiliar no ensino de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é preciso entender o que é alfabetizar. Será que alfabetizar é a mesma coisa que letrar?

Segundo o dicionário Aurélio, alfabetizar significa o ato de ensinar a ler e a escrever, ou seja, é uma instrução primária.

De acordo com Magda Soares, na sua obra Letramento: um tema em três gêneros (1998),

alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, no contrário: o ideal seria alfabetizar letrado, ou seja: ensinar a ler escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo de que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado (Soares,1998, p. 47).

Segundo Araújo, Rodrigues e Souza (2013), o professor precisa utilizar uma metodologia que possa chamar a atenção desses alunos, assim como dos demais que não apresentam esse transtorno; desse modo, a prática em sala de aula é fundamental para que estes despertem o interesse em aprender. Portanto, os meios metodológicos visuais são legais de se trabalhar.

Nessa perspectiva, o docente pode trabalhar em sala com a leitura de livros infantis, já que esta traz sempre imagens coloridas e alegres para representar os personagens das historinhas; leituras como, por exemplo, os contos, as fábulas, a poesia, os paradidáticos, entre outros. Até mesmo, a leitura de um livro infantil por meio de vídeo ou áudio pode despertar o aprendizado da leitura e da escrita dessas crianças com déficit de atenção ou hiperativas.

Desse modo, o professor deve usar da criatividade, criar instrumentos didáticos ou lúdicos que possam estar associados ao ato de ler e escrever para estimular a curiosidade nessas formas de atividade. Evelyn de Souza, na sua monografia intitulada Reflexões a respeito do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e suas implicações no contexto escolar (2012), ressalta a ideia que discutimos acima a respeito da atenção que essas crianças têm com o aprender, assim sendo: “o indivíduo com TDAH possui a capacidade de prestar atenção em determinada situação quando se depara com novidades, alto valor de interesse, intimidação estando com um adulto” (Souza, 2012, p. 31).

Desse modo, por que é tão importante o ato de ler? A leitura tem diversas finalidades na vida do leitor, lê-se para aprender o que desconhece, e assim, manter informado, lê-se para ter posicionamento crítico sobre determinado assunto, lê-se para se distrair, imaginar, sonhar. Então, a leitura tem várias finalidades; nesse sentido, podemos perceber que a leitura é essencial, embora muitos não tenham esse costume.

Ler é uma arte, é uma viagem, é brincar com a imaginação, com a fantasia, com o sonho. Sonhar com cada mistério desvendado, com o conto de fadas presente nos livros, é conhecer a cultura e o folclore brasileiro. Ler é ter uma boa pronuncia oralmente e escrever corretamente é descobrir várias palavras novas, a literatura infantil é o primeiro gênero literário com que a criança tem contato, por isso, deve ser imprescindível na vida delas, principalmente no que tange aos alunos com TDAH.

Considerações finais  

Diante do exposto, podemos dizer que nossos objetivos foram alcançados, uma vez que foi possível analisar a influência da literatura infantil no processo ensino-aprendizado da criança com TDAH.

Porém, como foi discutido ao longo desta pesquisa, a leitura pode sim proporcionar uma educação inclusiva, onde todos podem participar e aprender juntos, essa metodologia pode contribuir para que a educação pública possa continuar avançando, no sentido de oferecer uma boa educação, apesar das dificuldades encontradas no dia a dia.

Podemos concluir deste trabalho que a leitura abre várias portas, a criança que lê, que conhece as vogais, as consoantes, nesse caso, o conjunto desses dois elementos juntos (o alfabeto), tem grandes chances de aprender facilmente, pois domina a leitura, mesmo que sejam pequenas palavras, mas é aos poucos que ela vai adquirindo experiências com a leitura. Além disso, o exercício de ler ajuda o indivíduo com o domínio da escrita.

Como professores, sabemos que nossos alunos têm uma enorme carência, quando o assunto é a escrita de acordo com a norma culta. Para uma boa educação, é preciso uma parceria entre a família e a escola, para que a criança tenha um bom desenvolvimento escolar. A falta de um deles pode ocorrer um mau aprendizado por parte desses alunos, isto é, um péssimo rendimento acadêmico, principalmente quando se trata de crianças com TDAH.

Referências

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NUNES, Isaias Barbosa. O trabalho infantil na Revolução Industrial inglesa: uma contribuição ao trabalho docente na sétima série. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2009.

PINHEIRO, Sara Cristina Aranha de Souza. Crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) no ambiente escolar. Dissertação (Graduação em Pedagogia – Anos Iniciais) – Departamento de Educação, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2010.

PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes. 2ª ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1981.

SCHARF, Rosetenair Feijá. A escola e a leitura: prática pedagógica da leitura e produção textual. Dissertação - Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, 2000.

SILVA, Aline Luiza. Trajetória da literatura infantil: da origem histórica ao conceito mercadológico ao caráter pedagógico na atualidade. Regrad – Revista Eletrônica de Graduação do Univem, v. 2, nº 2, jul./dez. 2009. Disponível em: http://revista.univem.edu.br/REGRAD/article/view/234. Acesso em: 01 nov. 2018.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

SOUZA, Evelyn Saunite de. Reflexões a respeito do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e suas implicações no contexto escolar. Maringá, 2012.

Publicado em 08 de junho de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

SANTOS, Niege Dagraça de Sousa Moura dos. A importância da literatura infantil para crianças com TDAH. Revista Educação Pública, v. 21, nº 21, 8 de junho de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/21/a-importancia-da-literatura-infantil-para-criancas-com-tdah