Educação Física Inclusiva e autismo: uma revisão sistemática de literatura

João Paulo da Silva Maciel

Graduado em Educação Fisica (Centro Universitário Doutor Leão Sampaio)

Vivemos atualmente um momento muito intenso pelos direitos de pessoas com autismo incluso em grupos minoritários até então excluídos de nossa sociedade. Esse grupo de pessoas pelas quais se busca por meio de movimentos de Inclusão Social a garantia de equiparação de oportunidades para pessoas com o espectro autista.

Portanto, conforme citado, entende-se autismo, como sendo um conjunto de condutas agrupadas em dificuldades na inclusão social, além de atividades repetitivas e comprometimento na comunicação, envolvendo situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai das mais leves às mais graves (Cunha, 2011).

Neste contexto sabe-se que o transtorno do espectro autista (TEA) engloba diferentes condições no desenvolvimento neurológico, sendo estas marcadas por perturbações que envolvem características fundamentais, que ao longo do tempo podem-se manifestar em conjunto ou isoladamente. As características estão relacionadas com dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrões de comportamento relacionados com as dificuldades de comunicação e relacionamento social (Soares et al., 2012).

O transtorno do espectro autista acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas pais e profissionais de saúde nem sempre os reconhecem. O que chama atenção em uma pessoa com o espectro autista é a falta de contato social, a primeira pessoa a perceber essa característica é a mãe, no transcorrer dos meses de vida (Corrêa, 2016).

Sendo assim a participação familiar sofre reações desde aspectos financeiros até a qualidade de vida física e social dos cuidadores. E, na maioria das vezes, os pais têm que fechar os olhos para o preconceito e aceitar as reais capacidades e potencialidades de seus filhos autistas (Fávero; Nunes; Santos, 2015).

O autista tem tendência a progredir ou não, dependendo de suas experiências do seu relacionamento social e familiar (Cunha, 2011). Segundo Carniel, Saldanha e Fensterseifer (2011) as distinções do autismo modificam conforme ocorre o aumento cognitivo, tendo os quadros de autismo relacionados à deficiência intelectual grave, sem desenvolver a linguagem, com repetições simples e dependendo do tipo e grau do autismo.

O interesse para estudar a respeito do autismo surgiu na classe média pelo psiquiatra Eugene Bluler onde ele se referia a sintomas de esquizofrenia no ano de 1916 (Schmidt, 2013). Léo Kanner, em 1943, utilizou os mesmos termos para descrever os comportamentos de diferentes crianças (Schmidt, 2013). Cunha (2011) afirma que o autismo pode ser decorrente de causas genéticas ou durante o crescimento da criança no útero.

Nas duas últimas décadas o interesse pelos benefícios da atividade física para indivíduos com autismo vem aumentando, mas ainda os grupos com características são pequenos (Jesus; Effgen, 2012). A escola oportuniza relações sociais, em que favorece no desenvolvimento da criança autista, estimulando demais crianças a conviver e aprenderem com as diferenças (Camargo; Bossa, 2012).

Oliveira (2004) afirma que a Educação Física como disciplina, estimula o discente autista a praticar atividades coletivas ou individuais e a socializar e interagir os alunos com os demais, onde irá possibilitar o desenvolvimento corporal e permitirá a inclusão de si próprio inserido no mundo.

A atividade física é importante para os indivíduos autista, pois alguns exercícios podem fornecer mais efeitos do que outros para a redução de problemas comportamentais (Beltrami, 2017).

Desse modo, o principal objetivo do estudo foi de refletir sobre as principais formas de possibilidade de inclusão de pessoas com espectro autista nas aulas de Educação Física.

Materiais e métodos 

O presente estudo trata-se de uma abordagem qualitativa, do tipo descritivo, com delineamento de revisão bibliográfica, através do método de revisão sistemática de literatura colocando o pesquisador em contado direto com tudo o que for escrito para a construção do trabalho cientifico realizada nas bases de dados: Lilacs, PubMed, SciELO, Google Acadêmico e Periódicos Capes (Marconi; Lakatos, 2010).

Para o desenvolvimento deste estudo sobre Educação Física e o transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática de literatura, o estudo foi dividido em duas etapas: a primeira etapa consistiu na procura dos descritores e fatos relacionados à Educação Física e seu papel no controle e tratamento do autismo e a segunda em torno dos fatos históricos na revisão de literatura sobre a Educação Física e o autismo através de pesquisa em periódicos online.

Depois foram estabelecidos dois critérios para definir os resultados: a abrangência temporal dos estudos definida entre meados de 1992 e 2019 e o idioma, textos em português, inglês e espanhol, priorizando os resumos que dessem menção ao tema de estudo e publicado ate a atual data.

Todas as buscas foram feitas em três bases de dados: a SciELO, Lilacs e o Google Acadêmico, foram realizadas no período de dezembro de 2018 a maio de 2019.

Os descritores utilizados no SciELO e Lilacs foram: Educação Física inclusiva; Educação Física Escolar e autismo.

Já para o Google Acadêmico, a adoção foi feita abordando o contexto Educação Física e os aspectos associados ao autismo, levando em consideração artigos cujos autores fazem referência às modificações da Educação Física e sua atuação para o desenvolvimento de crianças com autismos nos dias atuais.

A busca foi feita por meio das palavras encontradas nos títulos e nos resumos dos artigos. Cabe ressaltar que a pesquisa foi feita para obter uma referência acerca da Educação Física e sobre o autismo.

Essa busca privilegiou autores conhecidos que desenvolvessem trabalhos nessa área. Por fim, outra estratégia adotada, e não menos importante, foi a busca manual de artigos por meio de autores ou de referências consideradas clássicas da literatura.

A partir dos dados, confere e exibe as ideias as quais foram encontradas, assim definindo como pesquisa bibliográfica como modelo de revisão sistemática do assunto em conformidade com o organograma apresentado abaixo.

Figura 1: Organograma de artigos pesquisados para o estudo

Somando-se todas as bases de dados, foram encontrados 60 artigos. Após a leitura dos títulos e resumos dos artigos, notou-se que alguns deles se repetiram nas diferentes bases não preenchendo os critérios deste estudo, sendo assim excluídos na integra 38 artigos e incluídos 23 para leitura dos objetivos e resultados.

Sendo realizada esta etapa de leitura observou-se dados relevantes para pesquisa conforme se esperava para o estudo e obtenção dos resultados, sendo feita uma leitura para reconhecer o assunto para logo assim selecionar os artigos em correlato com o tema trabalhado, por último foi realizada uma associação das ideias obtidas nos estudos pesquisados.

A seleção dos artigos caracterizou-se segundo a relevância para o trabalho em questão, ou seja, a seleção de artigos foi feita em conformidade com o assunto proposto, sendo descartados os estudos que, apesar de constarem nos resultados da busca, não apresentaram metodologia para avaliação sobre a Educação Física e o autismo.

Os resultados deste estudo foram apresentados por meio de uma análise interpretativa dos resultados obtidos nos estudos em questão observados, por meio de uma revisão ampla e sistemática do assunto Educação Física e autismo.

Resultados e discussões               

Após período de pesquisa e análise dos registros encontrados na revisão bibliográfica, o estudo  teve como abordagem a realização de uma análise de estudos científicos sobre Educação Física Inclusiva e o autismo.

Sendo assim as informações dos estudos foram reunidas por meio de critérios de escolha seletiva dos trabalhos, que partindo da premissa foi possível selecionar 22 estudos de pesquisa científicos sendo três livros, duas dissertações/monografias e dezessete artigos científicos pela qual foi composta a presente Revisão Sistemática de Literatura.

Quadro 1: Principais informações dos textos selecionados para a revisão sistemática sobre Educação Física Inclusiva (N = 09)

Autor

Título

Ano

Local

Revista

BELTRAMI, D. M.

Dos fins da Educação Física Escolar

2017

Maringá

Revista da Educação Física – UEM

CARMO, A. A.

Inclusão escolar e a Educação Física:

que movimentos são estes

2012

Brasília

Revista Integração

CARNIEL, M. Z.; TOIGO, A. M

O tempo de aprendizagem ativo nas aulas de Educação Física em cinco escolas particulares de Porto Alegre

2013

Porto Alegre

Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências

CASTELLANI

FILHO, L.

Educação Física no Brasil: A história

que não se conta

2014

Campinas

Ed. Papirus

CORRÊA, D. A.

Ensinar e aprender Educação Física na “era Vargas”: lembranças de velhos professores.

2016

Curitiba

VI Educere - Congresso Nacional De Educação – PUC-PR – Práxis – Anais

DANTAS JUNIOR, H. S.

A esportivização da Educação Física

no século do espetáculo: reflexões historiográficas.

2008

Campinas

Revista HISTEDBR online

OLIVEIRA, A. A. B.

Planejando a Educação Física escolar.

2004

Maringá

Revista Eduem

SOARES, C. L. et

al.

Metodologia do Ensino da Educação

Física

1992

São Paulo

Ed. Cortez

SOUSA, S. B.

Inclusão escolar e o portador de deficiência nas aulas de educação física das redes pública municipal e estadual da cidade de Uberlândia-MG

2011

Uberlândia

Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Federal de Uberlândia

TOMÉ, M. C.

A Educação Física como auxiliar no desenvolvimento cognitivo e corporal

de autistas.

2007

Espírito Santo do Pinhal

Revista Movimento e Percepção

Conforme exposto, as principais informações desses estudos analisados foram apresentadas no Quadro 1 e a análise discursiva feita por meio de dois tópicos.

O papel da Educação Física como proposta de atuação profissional  

A Educação Física atua como um processo de formação do homem, que está presente em todas as sociedades humanas e é inerente ao homem como ser social e histórico. Sua existência está fundamentada na necessidade de formar as gerações mais novas, transmitindo-lhes seus conhecimentos, valores e crenças e, com isso, dando-lhes possibilidades para novas realizações (Beltrami, 2017).

Para compreendermos de forma mais crítica à importância da Educação Física na escola, buscam-se normalmente ferramentas capazes de auxiliar no processo de ensino aprendizagem, uma delas é a reflexão da sua própria prática (Carmo, 2012).

Para Soares et al. (2012), a Educação Física dentro da escola serve como instrumento para o desenvolvimento do cidadão, tais como o desenvolvimento das capacidades e habilidades motoras, trabalhadas dentro das diversas maneiras metodológicas de ensino adotadas e também serve como sendo um espaço educativo privilegiado para promover as relações interpessoais, a autoestima e a autoconfiança valorizando-se aquilo que cada individuo é capaz de fazer em função de suas possibilidades e limitações pessoais.

Pensando nesse contexto, pode-se dizer que a Educação Física exerce um papel importante dentro da escola, pois é deste modo que a capacidade da criança de se movimentar e interagir consigo mesma e com o meio ambiente em que vive se transforma e deste a educação Física desempenha um papel formidável na extensão dos limites do crescimento e do seu desenvolvimento, sendo este um processo demorado e sucessivo. Além da maturação, as experiências e as características individuais agem no processo do desenvolvimento da criança (Corrêa, 2016).

A Educação Física precisa assumir na escola a responsabilidade de formar cidadãos capazes de se posicionar criticamente diante de novas formas de cultura corporal de movimento. Formando o cidadão que vai produzir reproduzir e transformar essa cultura corporal.

Betti e Zulliani dizem que é tarefa da Educação Física preparar o aluno para ser um praticante lúdico e ativo, que incorpore o esporte e os demais componentes da cultura corporal em sua vida, para deles tirar o melhor proveito possível (Dantas, 2008).

Deste modo, o ensino da Educação Física na escola deve contemplar as três dimensões: o saber fazer, o saber sobre e o saber ser, e dessa forma ter sua própria autonomia para saber como, quando e por que realizar atividades que promova e incentive o desenvolvimento das habilidades motoras (Corrêa, 2016).

Cabe ressaltar a Educação Física e uma das áreas que trabalha no desenvolvimento de diversas deficiências e a mesma ajuda no tratamento do autismo.

A Educação Física adaptada para inclusão de pessoas com deficiência            

Na Educação Física atual é bastante notório que se faz essencial trabalhar em conjunto com a inclusão de pessoas deficientes, sendo assim sabe-se que a principal proposta de inclusão dentro da área e a da Educação Física adaptada que tem como objetivo de incluir alunos com deficientes em qualquer das deficiências nas atividades físicas realizadas no âmbito da área escolar, ou seja, no ensino regular, sendo que muitas das vezes esses alunos vêm sendo dispensados das aulas ou costumam ficar simplesmente observando os outros colegas realizando as atividades proposta (Sousa, 2011).

Pensando nesse aspecto pode-se que a Educação Física adaptada vem se tornando uma área do conhecimento em educação física e dos esportes que tem por objetivo incluir e privilegiar as demais populações que em grande escala é caracterizada como pessoas com deficiência como atualmente e conhecida, deste modo desenvolvem-se as capacidades físicas cognitivas e motoras desta população através de atividades psicomotoras, esporte com cunho pedagógico e recreação, dentro do âmbito de lazer de forma elabora especificamente para esta classe de pessoas com técnicas de orientação e locomoção especificas (Carmo, 2012).

Neste contexto um dos papéis do professor de Educação Física são de estimular as necessidades e capacidades do aluno deficiente, como também as possibilidades e as potencialidades destes deficientes como aluno que necessita desta atenção, isto só será possível por meio de atividades lúdicas de cunho pedagógico e de jogos esportivos adaptados às demais necessidades de cada grupo de deficiência (Carniel; Toigo, 2013).

Nota-se que com o passar dos tempos, a prática pedagógica da Educação Física aliada às atividades psicomotoras e recreativas vem cada vez mais comprovar que as necessidades existentes no âmbito das potencialidades das atividades em conjunto com sua aplicação, vêm se tornando um instrumento junto às pessoas com deficiência que precisam de cuidados educacionais especiais (França; Zuchetto, 2013).

Este contexto é uma possibilidade capaz de ajudar no desenvolvimento e na capacidade de integração dos diferentes grupos, deste modo colaborando para a superação das dificuldades encontradas e dos preconceitos, rotulações que são impostas à deficiência observada no ambiente pelos quais são frequentados (Oliveira, 2016).

Sabe-se que na Educação Física adaptada quem tem de se adaptar ao aluno é professor e não o contrário; isso deve acontecer justamente por que o professor tem a capacidade de observar e procurar subsídios que venham a ajudar no desenvolvimento do aluno, deste modo ele ajudará o aluno com deficiência e se adaptar ao ambiente em que esta sendo inserido (MAGILL, 2008).

Enquanto professores devemos ter atitudes de educador que está sempre disposto a trabalhar com os alunos como deficiência e está disposto a dar sempre o seu melhor; é importante que os alunos com deficiência seja tratado da mesma forma como os demais alunos, sempre havendo conversar e diálogos de cunho e formas interessantes (França; Zuchetto, 2013).

Portanto, é preciso repensar que na Educação Física os conteúdos planejados pelo professor sejam os que propiciem a capacidade de reflexão dos alunos, trazendo em si o ensino de movimentos que possam ter utilidades durante o seu dia a dia, estes movimentos ajudaram o aluno a desenvolver melhor a coordenação motora (Oliveira, 2016).

Logo, o aluno irá conseguir através desses movimentos, determinados avanços em meios sociais, como também melhorando sua qualidade de vida, não só em termos biológicos dentro da escala científica, mas em termos de socialização e interação com as pessoas, pois ele deve ser tratado como um ser humano em movimento, tendo como qualquer outro, direito ao mínimo de autonomia e relevância de vida existencial (Rangel, 2010).

Em outro contexto dentro da Educação Física o professor pode planejar, como também elaborar seu conhecimento por meio de diversos contextos, pelo qual deve incorporar, aspectos que possam transcender o conhecimento técnico-científico no conhecimento prático cotidiano. Neste entender analisando esta questão deveria distinguir na área como um profissional com formação acadêmica ampla e não de um profissional de caráter leigo (Grinker, 2010). “Como apresentado no contexto deste estudo científica, a educação física e o autista, é bastante notório que uma das características do autista é a preservação da rotina, podendo haver crises de agressividade quando esta é quebrada” (Longmuir; Bar-Or, 2017, p. 20).

Por isso, as aulas de Educação Física, em turmas em que existam autistas, devem ser realizadas sempre no mesmo horário e com duração previamente determinada, possibilitando assim uma adaptação e costume desse aluno autista (Magill, 2008, p. 13).

E comprovado que todos os objetos com cores diferentes e como movimentações específicas e em escalas maiores, podem proporcionar ao aluno autista um maior interesse em utilizá-lo. Sendo assim, quando a aula for realizada com objetos de diversas cores estes objetos devem ser distribuídos de maneira lenta e de forma minimizada, fazendo com que o autista os reconheça passo a passo (Longmuir; Bar-Or, 2017).

“Os materiais desportivos devem ser fáceis de manipular e não devem ser fornecidos mais do que um de cada vez, pois pode provocar confusão e dispersão pelas tarefas propostas” (Hogan; Mclellan; Bauman, 2008, p. 18).

Para analise do Quadro 2, conforme as informações obtidas se tornaram possível expor e analisar os seguintes achados em conjunto com a revisão sistemática de literatura sobre o espectro autista.

Quadro 2: Principais informações dos textos selecionados para a revisão sistemática sobre Espectro Autista (N=14)

Autores

Títulos

Ano

Local

Revista

AMATO, C. et.al.

Fatores intervenientes na terapia fonoaudiologia de

crianças autistas

2011

São Paulo

Revista da Sociedade Brasileira de

Fonoaudiologia

ASSUMPÇÃO, J.R.F.B

Reconhecimento facial e autismo

1999

São Paulo

Arquivos de

Neuropsiquiatria

BOSA, C. A

Atenção compartilhada e identificação precoce do autismo

2002

Porto Alegre

Revista Psicologia: Reflexão e Crítica

CARNIEL, E. L.; SALDANHA, L. B.;

FENSTERSEIFER, L. M.

A atuação do enfermeiro frente à criança autista

2011

São Paulo

Revista Artigo Original de Pediatria

CUNHA, E.

Autismo e Inclusão: Psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família

2011

Rio de Janeiro

Ed. Wak

FÁVERO, R.S.; NUNES,

M. A. B.; SANTOS, M.

Autismo Infantil e Estresse

Familiar: Uma Revisão Sistemática de Literatura

2015

Porto Alegre

Revista Psicologia: Reflexão e Crítica

FLEISCHER, S.;

GRINKER, R. R

Autismo: um mundo obscuro e conturbado

2012

Rio de Janeiro

Ed. Larrousse do

Brasil - Mana

GILLBERG, C.

Transtornos do espectro do autismo

2015

Maringá

Revista de Iniciação

Científica Cesumar

GUZMAN, H. M. S. et

al.

Autismo: questões de tratamento e consequências na família

2012

Maringá

Revista de Iniciação Científica Cesumar

MARINHO, E. A. R.;

MERKLE, V L B.

Um olhar sobre o autismo e sua especificação

2012

Prado Velho

Portal De Periódicos

da PUC-PR

NIKOLOV, R.

Autismo: tratamentos psicofarmacológicos e áreas de interesse para desenvolvimentos futuros

2016

São Paulo

Revista Brasileira de Psiquiatria

RANGEL, G. F.

A inclusão do autista na escola: realidade?

2010

Rio de Janeiro

Tese (Monografia). Universidade Veiga de Almeida

SCHMIDT, C.

Autismo, educação e transdisciplinaridade

2013

Campinas/SP

Ed. Papirus

WILLIAMS C.; WRIGHT B.

Convivendo com o autismo e síndrome de Asperger: estratégias para pais e profissionais

2018

São Paulo

M. Books do Brasil

Sendo assim, com a seguinte pesquisa podem-se contatar os resultados obtidos que foram apresentados por meio de uma revisão ampla e bem sistemática sobre o assunto como demonstra a base bibliográfica a seguir por meio de dois tópicos.

Transtorno de espectro autista: esplanando esse universo

Nota-se que dentro de uma escala universal o autismo vem sendo um assunto bastante complexo que ao logo destes anos vem sendo instrumento de pesquisa pra diversos estudiosos da área das deficiências cognitivas.

Segundo o artigo de Amato et al.,(2011), foi observado que dentro deste contexto mundial vários estudos caracterizam o autismo como sendo um transtorno global do desenvolvimento que atinge em grande escala os principais aspectos relacionais do indivíduo em estado cognitivo, sendo assim e constituído por diversos aspectos e podendo ser reconhecido pela seguinte tríade de comprometimento, pelo qual expõem uma comunicação e uma interação social em relação as atividades de forma restritivas e de formas repetitivas agindo dentro deste aspecto de modo diferente (Amato et al., 2011).

Neste contexto, sabe-se que esta tríade é de grande importância, ou seja, se torna essencial ao desenvolvimento deste ser humano, conforme abordado abrange todos principais mecanismos de interação social, pela qual esta interação proporciona algo que permitem ao indivíduo com autismo está sempre em plena atividade social e contato com as demais pessoas da sociedade e o mundo em que esta inserido (Assumpção, 1999).

Em relação ao ambiente externo em que vive ajuda na convivência social; no entanto, o autista quando em contato com este mundo se torna um ser estável e esta tríada ajuda no comprometimento que denota como se o sujeito não pertencesse a este mundo em questão (Bosa, 2002).

A terminologia autismo tem origem segundo Cunha (2011) da língua grega, “autos”, cujo seu significado implica “Em si mesmo”, por retratar justamente a maior característica do autista, que é a introspecção” (Braga, 2014, p. 12). Embora ainda exista muita divergência a respeito da etiologia do termo conhecido como autismo, médicos pesquisadores do projeto denominado denoma lhe atribuíram esta denominação cientifica (Guzman, 2012).

Diversos estudos foram desenvolvidos em torno desta deficiência; o autismo em contexto geral e em âmbito mundial, como também vários pesquisadores procuraram aprofundar-se em estudos relacionados ao autismo, entretanto foi observado por meio desta análise que Leo Kanner, no ano de 1943, percebeu durante o desenvolvimento de seus estudos complexas e diversas características comuns em onze casos de autismo analisados, deste modo se tornando de grande relevância esses achados para o meio cientifico, sendo assim o tornando um dos mais importantes estudiosos em relação a este tema (American Psychiatric Association, 2014).

Mediante esta pesquisa o referido autor pode identificar nesse grupo as demais características que o mesmo denominou como sendo distúrbios do contato afetivo e da relação social (Buscaglia, 2016).

Ao interpretar os estudos analisados, podemos afirmar que se houvesse algo que pudesse ser visto conforme as características denominadas por Kanner, talvez sem estes achados não fosse possível obter os dados existentes na atualidade esta sendo identifica conforme os achados que podem ser corroborados por a pesquisa realizada por (Grinker, 2011).

Neste estudo foram pesquisados onze pacientes, sendo oito do sexo masculinos e três do sexo feminino, com características muito diferentes. O estudo mostrou que aspectos relevantes no desenvolvimento da locução verbal, outros apresentavam ser mudos, porém sendo ainda sociável e com características linguísticas de pessoas com a respectiva deficiência (Grinker, 2011).

Em outro estudo citado por Febra (2011, p. 10), “percebeu-se a presença de uma mesma “incapacidade de se envolver” constatada desde o início da vida, além de respostas incomuns ao ambiente, como movimentos corporais repetitivos, resistência à mudança de rotina, entre outros”.

Neste aspecto foi observado também que apesar de vários estudiosos tentarem explanar sobre o assunto, que ainda existe uma grande confusão em torno desta etiologia, que mediante este aspecto chegou-se a especular que um dos fatores causadores do comportamento do autista seria por causa das atitudes acarretas da indiferença e da frieza dos pais, principalmente no aspecto materno, conhecida atualmente como a teoria das “mães-geladeira” de John Watson, autor que estudava a psicologia comportamentista (Fávero; Nunes; Santos, 2015).

Conforme os estes estudos pode identificar outras pesquisas que entra em consenso e com isso nota-se que a causa deste espectro esta extremamente ligada a fatores exclusivamente genéticos, esses fatores envolvem distúrbios interligados ao hormônio da serotonina, como também a diversas falhas cromossomáticas do nosso corpo, levando o indivíduo com essas características a apresentar os diversos transtornos que envolvem os comportamentos sociais e intelectual deste genoma (Jerusalinsky, 2017).

Conforme afirma o estudo de Cunha (2011), são vários os sintomas que fundamentalmente estão englobados na tríade de comprometimento da síndrome do autismo.

Neste contexto podem ser percebidos precocemente estes sintomas na criança, ou seja, estes casos ajudam a reconhecer estes traços do comportamento autista, sendo destacado como: a retração e o isolamento entre as outras pessoas, o não-contato visual, resistência ao contato físico, resistência ao nível de aprendizado, demonstração de medo mediante os perigos reais que podem ocorrer no dia a dia, agir como se fosse surdo, as birras existenciais, a não-aceitação das mudanças de rotina, estar sempre usando as pessoas para pegar objetos (Marinho; Merkle, 2012).

Outros sintomas são caracterizados como sendo também a hiperatividade física, agitação desordenada e descoordenada, as mudanças de humor como a calma excessiva, o apego e manuseio não apropriado de objetos, os movimentos circulares com as mãos e o corpo inteiro, a sensibilidade devido os barulhos, as histerias, a não-manifestação de interesse por brincadeira de faz-de-conta, compulsão e algumas vezes comprometimento intelectual do indivíduo (Nikolov, 2016).

Portanto nota-se que essa variação existente de características incomum resulta em estar dentro da necessidade tal que existente da síndrome que conforme se desdobra como em um espectro. Este espectro enquadra vários tipos de autismo que vem sendo subdividido por meio de uma tríade de comprometimento na área social do individuo por meio da ampla comunicação e do comportamento humano (Nunes, 2011).

Figura 2: Quadro do espectro autista

Fonte: Gillberg (2015).

Conforme demonstrado nessas características, Gillberg (2015) afirma que existem diversas fatores de variantes que alguns indivíduos podem demonstrar, apresentando, por exemplo, distúrbios sociais de interação como as pessoas como também não possuírem comprometimento intelectual. Mostra as subdivisões da tríade do autismo de comunicação, comportamento e interação social.

A figura expõe as subdivisões do autismo classificado como “autismo atípico; autismo alto funcionamento; síndrome de Asperger; autismo verbal; autismo ecolalia; autismo não verbal e autismo clássico” (Gilbert, 2015, p. 12). De este modo compreender os diferentes tipos de autismo pode ajudar cada vez mais nas expectativas e forma de trabalhar este transtorno.

De acordo com um estudo publicado na revista Pesquisa em Deficiências de Desenvolvimento, a intervenção precoce e o tratamento pode melhorar drasticamente o funcionamento de uma criança, não importa que tipo de autismo tenha (Nunes, 2011).

O autismo atípico é o tipo que tem início na infância em outra variante do autismo pode ter início mais tardio, dos 3 até os 12 anos de idade. Sendo assim a criança com autismo de início precoce, é considerado como sendo uma criança com autismo atípico, pois estes não desenvolvem relacionamentos sociais normais e frequentemente apresenta padrões anormais de fala conforme o processo de aprendizado (Nikolov, 2016).

Outra subdivisão do autismo é o de alto funcionamento este envolve sintomas como competências linguísticas em atraso ou não funcional, comprometendo o desenvolvimento social, ou a falta da capacidade se envolvimento com os brinquedos e fazer outras atividades lúdicas que as crianças criam (Marinho; Merkle, 2012).

No entanto, as pessoas com autismo de alto funcionamento tem um quociente de inteligência (QI) na faixa normal, as mesmas podem exibir nenhum do comportamento compulsivo ou autodestrutivo e muitas das vezes visto em autismo de baixo funcionamento (Jerusalinsky, 2017).

Já o autismo de baixo funcionamento é um caso mais grave da doença. Os sintomas do autismo são profundos e envolvem déficits graves em habilidades de comunicação, habilidades sociais pobres e movimentos repetitivos estereotipados. Neste amplo contexto, a criança com essa subdivisão do autismo de baixo funcionamento pode estar associada com um quociente de inteligência (QI) abaixo da média (Guzman, 2012).

A síndrome de Asperger, por não ser incluída com um diagnóstico separado na última revisão do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), tem algumas características distintas, desde de habilidades verbais excepcionais a apresentar problemas com o jogo simbólico, poucas habilidades sociais, problemas no desenvolvimento da motricidade fina e grossa (Jerusalinsky, 2017).

Estas características estão em torno do tipo de autismo que envolve o autismo verbal que apresenta uma dificuldade no desenvolvimento da fala, tal como o do autismo ecolalia e não verbal que em consenso estão em torno das dificuldades de apresentar desenvolvimento cognitivo extensivo e amplo da aprendizagem verbal e de gesto (Cunha, 2011).

Cada vez mais nota-se que o autismo clássico é o que não implica qualquer atraso de linguagem significativa ou de prejuízo. No entanto, crianças e adultos com Asperger pode encontrar no uso funcional da linguagem, um desafio. Por exemplo, eles podem ser capazes de rotular milhares de objetos, mas podem lutar para pedir ajuda usando um desses itens (Guzman, 2012).

Logo, pode-se afirmar que há um consenso entre as práticas de atividades físicas para o tratamento do autismo e como essas práticas são direcionadas aos alunos com autismo podem surtir grandes benefícios em seu desenvolvimento motor e na sua vida social, trabalhando em conjunto com a Educação Física para pessoas com autismo.

Educação Física inclusiva para pessoas com transtorno do espectro autista

Segundo os resultados do artigo de Sousa (2011) pode-se observar que cada vez mais a Educação Física Inclusiva vem se expandindo de forma mais gradativa, a área vem capacitando vários profissionais para lidaram como a situação existência de varias deficiências, sendo assim os professores os principais envolvidos, vêm tendo como maior desafio superar as dificuldades encontradas, procurando diferentes maneiras e formas de ensinar para este grupo de pessoas.

No entanto, a formação de professores de modo geral como educador especial ou educador da classe comum, vem com o proposito de incluir dentro dos programas de conteúdos aspectos que desenvolvam as demais competências de um profissional capaz de lidar com a capacidade intelectual para atuar em situações singulares. Portanto, a formação é entendida como sendo a capacidade de saber lidar com as dificuldades de planejar e trabalhar com diferentes grupos de deficiência e sendo assim a que esta sendo analisado neste trabalho o autismo (Guzman, 2012).

Considerações finais

Considerando o levantamento feito em várias literatura publicadas e mediante o objetivo de estudo, sendo realizadas inúmeras leituras, verifica-se que a discussão com relação à Educação Física e o Transtorno do Espectro Autista vem se tornando um assunto que precisa ser mais aprofundado, visto que há um longo caminho a ser construído permeado por desafios a serem enfrentados e superados.

Por meio desta pesquisa, percebe-se que Educação Física tem um papel importante no desenvolvimento do indivíduo autista e a ideia da inclusão destes indivíduos com o transtorno do espectro autista e outras patologias nas aulas de Educação Física do ensino regular e de grande relevância e importância.

Foi possível refletir por meio destes achados que a Educação Física tem buscado nas suas atividades formas de compreensão para ampliar cada vez mais o processo para aprendizagem do autista, portanto acredita-se que deve existir o respeito mediante as limitações que os autistas apresentam ao realizar as atividades propostas pelo professor de Educação Física.

Com isso a partir deste estudo, conclui-se que deve ser bem mais pensado e discutido sobre a Educação Física inclusiva voltada para os autistas, assim começando pela formação inicial e formação em cursos de qualificação para os profissionais, a fim de melhor atender esse público oferecendo um ensino digno e de qualidade, com melhores resultados para todos os envolvidos.

Mesmos com estes achados, sugere-se que hajam novas pesquisas em torna desta temática que possa ampliar ainda mais o nível de conhecimento sobre os tipos existentes e grau de autismo e como a Educação Física pode influenciar como instrumento para o desenvolvimento e tratamento de pessoas com autismo; sendo assim, desta maneira pode haver condições maiores de inclusão social destas pessoas no ensino regular e na sociedade.

Referências             

AMATO, C. et.al. Fatores intervenientes na terapia fonoaudiologia de crianças autistas. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, São Paulo, v. 16, nº 1, jan./mar. 2011.

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Agradecimentos          

O autor agradece ao parceiro Francisco Deanisson de Jesus Davi Brito pela ajuda imposta, pelo apoio e incentivo durante o desenvolvimento do estudo como também pela correção ortográfica e gramatical do texto.

Publicado em 06 de julho de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

MACIEL, João Paulo da Silva. Educação Física Inclusiva e autismo: uma revisão sistemática de literatura. Revista Educação Pública, v. 21, nº 25, 6 de julho de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/25/educacao-fisica-inclusiva-e-autismo-uma-revisao-sistematica-de-literatura