A tecnologia aliada à educação em locais afastados de grandes centros urbanos na Amazônia – o caso do município de Brasil Novo/PA

Renata Belz Kruger

Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UFRRJ), pós-graduada em Educação Tecnológica (Cefet/RJ), mestranda em História (Unifesspa)

Nos últimos anos, o avanço da tecnologia tem sido de grande relevância e, por conseguinte, tem ocasionado mudanças nos modos de vida. Em uma velocidade impressionante, surgem aparelhos celulares com novas funções, computadores cada vez mais potentes e equipamentos de uso pessoal ou doméstico que prometem facilitar a vida das pessoas.

As novas tecnologias têm provocado modificações expressivas no modo de vida da população, tanto nos meios de comunicação quanto nas relações sociais estabelecidas. A tecnologia promoveu uma revolução na maneira de viver e todas essas transformações são acompanhadas de desafios.

No campo da Educação, é importante que a discussão sobre tecnologia, seu desenvolvimento e implicações seja abordada. Aliada à educação, a tecnologia pode oferecer contribuições importantes ao processo de ensino-aprendizagem e permitir que alunos e professores sejam agentes atuantes e transformadores na sociedade da informação.

A tecnologia em sala de aula tem se popularizado e ganhado espaço nas discussões pedagógicas contemporâneas. A inserção de novos meios que favoreçam a multiplicação das possibilidades de ensino e aprendizagem é uma importante questão no contexto escolar contemporâneo, o que inclui desafios a serem superados e novos caminhos a serem percorridos.

Ocorre que o Brasil, país com vasta dimensão territorial, apresenta distintas realidades. Os maiores centros urbanos se localizam na Região Sudeste, enquanto a Região Norte possui a menor densidade demográfica do país. Municípios distantes das capitais em estados com grande território, como o Pará, por vezes encaram a exclusão digital. Uma importante afirmação do filósofo francês Pierre Lévy (1999, p. 237) é que “cada novo sistema de comunicação fabrica excluídos”, ou seja, ao passo em que surgem novas invenções, surgem também as pessoas que não têm acesso a elas. Conforme Silva (2011, p. 530), “ter acesso à tecnologia é o passo inicial para combater a exclusão digital que ainda atinge um grande contingente de indivíduos no Brasil”.

As tecnologias da informação e comunicação (TIC) transformaram o modo como as pessoas se comunicam, se relacionam e aprendem. Essas tecnologias alcançaram boa parte dos lugares do globo terrestre, e as diferentes formas de uso delas pressupõem novos desafios. A preocupação em utilizar meios tecnológicos na educação a favor de um ensino de qualidade é fundamental e torna-se um tema essencial na educação contemporânea. Passos e Mourão (2017) destacam que

atualmente as tecnologias digitais oferecem novos desafios. As novas possibilidades de aceso à informação, interação e de comunicação, proporcionadas pelos computadores, dão origem a novas formas de aprendizagem. (2017, p. 24086, apud MOREIRA, 2003, p. 50).

É importante ressaltar que as ferramentas tecnológicas não representam por si sós melhora da qualidade da educação. É comum que os aparatos tecnológicos sejam vistos como complementos e estejam à margem da educação escolar. Dessa maneira, o uso desses recursos não é incorporado no ambiente escolar de forma que potencialize o processo de ensino-aprendizagem e de fato permita a construção de conteúdos inovadores.

A incorporação de recursos tecnológicos à educação não garante o sucesso do processo de ensino-aprendizagem isoladamente. A inserção das tecnologias no ambiente escolar perpassa a formação docente continuada, de forma que promova a adequada e efetiva apropriação das tecnologias e integração desses recursos a um currículo que valorize a integração dos saberes e seja propulsor da autonomia, criatividade e emancipação dos estudantes. Além de envolver investimento em equipamentos e sua adequada manutenção, o uso de tecnologias na Educação abrange toda a comunidade escolar e exige a dedicação não somente de professores, mas também de gestores, alunos e pais.

Neste estudo pretende-se investigar em específico o uso de tecnologias aliadas à Educação em instituições públicas de ensino distantes de centros urbanos, a fim de delinear o caminho percorrido e identificar as dificuldades enfrentadas, a fim de despertar novas reflexões sobre o assunto, tendo em vista a importância do tema para a promoção de educação de qualidade para todos e a iminente necessidade de combate à exclusão digital.

A presente pesquisa pretende analisar o uso de equipamentos tecnológicos em duas escolas de Ensino Fundamental, uma localizada na área urbana e outra na área rural do município de Brasil Novo/PA, apontando as principais questões relatadas pelos entrevistados e abordando os possíveis problemas, soluções, avanços e/ou retrocessos. A pesquisa explora a perspectiva de docentes diante do tema exposto. É importante ressaltar que a pesquisa reflete apenas uma fração das distintas realidades que compõem a educação no município de Brasil Novo, mas que se assemelha à realidade de outras regiões do país.

A tecnologia aliada à educação

O fenômeno da globalização projetou efeitos em diferentes esferas do mundo pós-moderno. A evolução dos meios de comunicação, a integração entre economias e as mudanças políticas, sociais e culturais foram alguns de seus efeitos. Esses efeitos também compreenderam a Educação.

Na versão neoliberal da globalização, o pensamento empresarial impregna o cenário educacional e a escola é pensada como um negócio, a inteligência é vista como instrumento para determinado fim e o currículo é voltado à empregabilidade no setor corporativo. Nesse contexto, observa-se que Educação é atingida de forma que “saberes e temas fundamentais da existência humana são negligenciados, em prol dos elementos que conformam a agenda educacional da sociedade de hoje, elaborada, ao menos em parte, sob a influência de organismos internacionais” (Moreira; Kramer, 2007, p. 1.041, apud Pinar, 2003).

Com os efeitos da globalização e a evolução científica e tecnológica transcorrida acentuadamente nos últimos anos, os recursos tecnológicos foram e estão sendo inseridos na Educação. Sobre as TIC inseridas no ensino, Moreira e Kramer (2007) destacam que

atribuem-se múltiplos sentidos à presença das TIC no ensino, vistas como contribuindo para que se superem os limites das ‘velhas tecnologias’ (ilustradas pelo quadro de giz e por materiais impressos); se solucionem problemas pedagógicos com que o professor se depara; ou, ainda, se enfrentem questões sociais mais amplas. É como se as TIC fossem dotadas de poder miraculoso! Nessa perspectiva, deixam de ser entendidas como produções histórico-sociais, sendo vistas como fontes de transformações que consolidariam a sociedade da informação ou do conhecimento – expressão da qual estão ausentes os elementos sociopolíticos do ‘novo’ arranjo social (2007, p. 1.042).

A escola é uma instituição forte e importante na sociedade e se relaciona diretamente com a comunidade em que está inserida. Acompanhar as mudanças da sociedade faz parte de seu processo histórico e contribui para a formação dos cidadãos. As principais mudanças dos últimos anos se referem ao avanço tecnológico, e este é um dos desafios da escola atualmente. A escola tem papel fundamental para a formação de alunos que sejam dotados de habilidades digitais e sejam críticos e reflexivos diante da sociedade da informação. Passos e Mourão (2017, p. 24.086) afirmam que “a tecnologia como ferramenta educacional nos surpreende com as inúmeras possibilidades de utilização” e destacam que é fundamental saber utilizar essas tecnologias para que seja eficiente o desenvolvimento do processo pedagógico com o uso de aparatos tecnológicos em sala de aula; ressaltam ainda que o mau uso desses aparatos pelo professor pode até mesmo atrapalhar o desenvolvimento do processo pedagógico.

O processo de ensino-aprendizagem não permanece estagnado durante o decorrer do tempo; ele se transforma e dialoga com as mudanças que ocorrem durante a história. Entender o cenário contemporâneo e propiciar condições que permitam a incorporação de aparatos tecnológicos à Educação pode significar a promoção de uma educação dinâmica e contribuir para formação de cidadãos críticos, autônomos, emancipados e éticos.

Passos e Mourão (2017, apud Moreira, 2003) destacam que as novas ferramentas tecnológicas permitem novas possibilidades e originam novas formas de aprendizagem. Essa aprendizagem de forma inovadora permite que os alunos desenvolvam o uso de capacidades humanas em diferentes processos de aprendizagem e confere dinamicidade ao processo de ensino. As novas formas de aprendizagem mediadas por aparatos tecnológicos possuem aspectos e características próprias. As autoras evidenciam que

as atuais tecnologias digitais de comunicação e informação nos orientam para novas aprendizagens. Aprendizagens que se apresentam como construções criativas, fluidas, mutáveis, que contribuem para que as pessoas e a sociedade possam vivenciar pensamentos, comportamentos e ações criativas e inovadoras, que as encaminhem para novos avanços socialmente válidos no atual estágio de desenvolvimento da humanidade (Passos; Mourão, 2017, p. 24.086, apud Moreira, 2003, p. 55).

Nesse sentido, cabe ressaltar ainda que a utilização de recursos tecnológicos isoladamente não representa uma revolução da Educação em termos de qualidade e não sinaliza seu avanço. Knoll (2009, p. 30, apud Brito, 2006, p. 16) corrobora que “é necessário que o professor entenda a tecnologia como um instrumento de intervenção na construção da sociedade democrática, contrapondo-se a qualquer tendência que a direcione ao tecnicismo, à coisificação do saber e do ser humano”.

Passos e Mourão (2017) salientam que as ferramentas tecnológicas podem viabilizar a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem a partir do uso dentro das salas de aula e ressaltam que, além de possuir o devido domínio dos aparatos tecnológicos, é de suma importância que docentes e discentes disponham de uma apropriação crítica dos conteúdos a fim de possibilitar a transformação de vida dos cidadãos como estudantes e da sociedade como um todo.

Os equipamentos digitais devem servir ao modelo de educação que prioriza a educação inclusiva, emancipatória e crítica, a fim de formar não cidadãos apenas atualizados tecnologicamente, mas cidadãos críticos e autônomos. Diferentes estratégias de ensino podem ser utilizadas no contexto escolar e podem servir tanto para um projeto que promova a sujeição das capacidades como para um projeto comprometido com a ampliação dessas capacidades humanas. Como ressaltam Araújo e Frigotto (2015, p. 70),

defendemos, porém, que não é a escolha pelas técnicas de ensino que garante essa compreensão da dialeticidade do mundo. Mais importantes são os compromissos que assumimos e que nos permitem fazer escolhas e, dentro dos limites objetivos colocados pela realidade das escolas brasileiras, ressignificar procedimentos tendo em vista os objetivos de emancipação social e de promoção da autonomia dos sujeitos.

Cabe apontar ainda que a globalização e seus efeitos, principalmente a modernização tecnológica na Educação, aconteceu notavelmente nos grandes centros urbanos. As regiões afastadas desses centros possuem características específicas, as atividades econômicas geralmente são diversas das grandes cidades, assim como as questões culturais e sociais. Salienta-se ainda que o Brasil é um país de dimensões continentais, que abriga realidades díspares e mesmo discrepantes.

Por vezes, as populações das regiões remotas são atingidas por problemas como a exclusão digital, uma questão importante a ser mencionada. Grossi, Costa e Santos (2013) salientam que, na chamada “sociedade em rede”, surge uma nova desigualdade: a desigualdade digital. A desigualdade social, por sua vez, favorece a exclusão digital. O problema ocorre mesmo em países desenvolvidos, mas atinge principalmente os de economia vulnerável. “É inegável que a exclusão digital tem imensa correlação com outras formas de desigualdade social e, de forma geral, as maiores taxas de exclusão se encontram nos setores de mais baixa renda” (Silva, 2011, p. 530).

Segundo Nascimento (2009, apud Tourine, 1994), a exclusão digital é a nova face da exclusão social e representa uma privação ao conhecimento como potencial transformador do indivíduo sujeito de sua própria história, participante da cultura e criador de relações sociais. A exclusão digital é um problema sério que perpassa questões econômicas, sociais e políticas. Segundo Simas e Lima (2013, p. 874),

a globalização e o acelerado desenvolvimento das tecnologias de rede trouxeram à tona não apenas facilidades e proximidades, mas um verdadeiro abismo entre aqueles que não são abarcados por esse processo; deste modo, é muito improvável pensar na redução das desigualdades sem tocar no tema da inclusão digital.

As tecnologias são um importante recurso para democratização e universalização do conhecimento e podem propiciar mudanças sociais significativas. Grossi, Costa e Santos (2013, p. 76, apud Rebêlo, 2005) afirmam que “incluir digitalmente significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia”.

A inclusão digital consiste na democratização do acesso às tecnologias, permitindo que os cidadãos sejam inseridos e socializados na sociedade da informação. Essa inclusão permite que as pessoas sejam agentes transformadores na sociedade. É importante ressaltar que a inclusão digital não se refere simplesmente à oferta de equipamentos tecnológicos para as pessoas; “é necessário fazê-las compreender de que forma as mesmas podem contribuir para a execução de tarefas, atividades e incrementarem o capital intelectual como a educação” (Nascimento, 2009, p. 248).

Além de possibilitar o acesso a equipamentos eletrônicos, torna-se necessário garantir o desenvolvimento de habilidades que garantam a autonomia das pessoas diante da sociedade da informação. A inclusão digital diz respeito ainda ao desenvolvimento de habilidades e linguagens que permitam a socialização das pessoas no meio digital. “Somente colocar computadores nas mãos das pessoas ou vendê-los a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital. É preciso ensiná-las a utilizá-los em benefício próprio e coletivo” (Grossi; Costa; Santos, 2013, p. 76, apud Rebêlo, 2005, p. 2).

Grande parte da população é excluída digitalmente por não ter acesso a aparatos tecnológicos e condições para sua manipulação e utilização. A dificuldade de acesso a esses equipamentos e à rede de internet em locais afastados de grandes centros urbanos é uma realidade – como no local em que a pesquisa do presente trabalho é desenvolvida, no interior do Estado do Pará.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte dos domicílios brasileiros com acesso à internet em 2018 ficava concentrada nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e, assim como nos dois anos anteriores, os menores percentuais de pessoas que utilizaram a internet foram registrados na Região Nordeste e na Região Norte, e as áreas rurais são as que possuem maior precariedade de acesso à internet. A indisponibilidade desse acesso nas zonas rurais é o principal fator para não utilização do recurso. Segundo a pesquisa, os três principais motivos da não utilização da internet são a falta de interesse, serviço caro e que nenhum morador sabia usar a internet. Destaca-se que na zona rural o motivo da não utilização da internet por indisponibilidade do serviço representa 20,8%, enquanto na zona urbana o mesmo motivo correspondeu a 1,0%. Evidencia-se ainda a ligação entre a exclusão digital e as condições econômicas. No Brasil, o rendimento real médio per capita dos domicílios em que havia utilização da internet foi quase o dobro do rendimento dos que não utilizavam a rede, segundo a pesquisa do IBGE.

Sublinha-se ainda que o Estado do Pará compreende a Região Amazônica, uma região com características próprias e contrastantes, que, além de uma multiplicidade cultural admirável, é repleta de desafios. Mafra (2020, p. 6-7) aponta alguns deles:

a educação regional, com suas peculiaridades que vão desde os meios de transporte para chegar à escola, as distâncias longínquas dos estabelecimentos de ensino, a vivência e a convivência com a diversidade cultural dos povos ribeirinhos, indígenas, quilombolas, até as questões propriamente tecnológicas ausentes, tais como: ambientes educacionais inadequados e dispositivos informatizados limitados, seja nas escolas do ensino básico ou nas instituições de docência superior. Além disso, existe ainda uma limitação considerável para o contexto amazônico, que é a questão da transmissibilidade de dados, o qual ainda é um grande gargalo para esta parte do Brasil.

A melhoria da educação pública no sentido da inovação e da tecnologia se dá com formação continuada aos profissionais, oferecimento de materiais e equipamentos tecnológicos de qualidade e estímulo à formação crítica e emancipatória do aluno. Destarte, torna-se fundamental maiores investimentos na educação pública advindos de todas as esferas governamentais, para que todos tenham acesso a uma educação de qualidade.

O município de Brasil Novo/PA: contexto histórico

Faz-se necessária uma introdução sobre o município de Brasil Novo para situar o leitor no tempo e no espaço. O referido município se localiza no sudoeste do Pará, na Região Norte do Brasil; pertence a Região de Integração do Xingu. O município compreende uma extensão territorial de 6.362,57km² e possuía população estimada em 14.983 pessoas em 2020 segundo o IBGE. O município está inserido na Amazônia, que compreende todo o Estado do Pará.

A cidade de Brasil Novo se desenvolveu às margens da Rodovia BR-230, mais conhecida como Transamazônica. A rodovia atravessa a Região Nordeste e Norte, com mais de 5.000km de extensão. Projeto grandioso, a Rodovia Transamazônica é protagonista na história brasilnovense. O processo de colonização até a consolidação de Brasil Novo como município é recente e de grande relevância no que tange à ocupação do espaço na Amazônia.

O programa de colonização do governo militar consistia em transferir pessoas do Nordeste, cerca de cem mil famílias, para regiões do Pará onde estava sendo implantada a Transamazônica. No entanto, pessoas de todas as regiões do país foram espontaneamente povoar o território, atraídas pela oportunidade de melhoria de vida (Souza, 2012).

O Programa Nacional de Integração (PNI) tinha como objetivo preencher os “vazios” na Amazônia. Surgiram lemas como “terra sem homens para homens sem terra” e “integrar para não entregar” (Sales, 2015). Almeida (1999, p. 9) afirma que, com o projeto de colonização oficial após o ano de 1970, a região sofreu profundas transformações: “em diversas áreas da Amazônia via-se a mão onipresente do governo: abrindo estradas, construindo pontes e casas, derrubando a mata e assentando colonos em nome do governo e da segurança nacional”.

No processo de colonização, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adotou um modelo de urbanismo rural a fim de dar ao campo os benefícios das cidades, adaptando “ao meio rural as técnicas urbanísticas utilizadas na cidade” (Camargo, 1973, apud Rego, 2016, p. 42). O projeto do Incra hierarquizava o espaço urbano e o regulava, de modo que foram implantados núcleos denominados agrovilas, agrópolis e rurópolis em pontos determinados na Rodovia Transamazônica. Brasil Novo era categorizada como uma agrópolis. As edificações escolares eram locadas na parte central da unidade urbana, próximas a outros edifícios públicos, como posto de saúde e templo ecumênico.

Rego (2016) aponta a utopia do projeto do urbanismo rural. Verifica-se que o funcionalismo pouco considerou as características da região e o projeto fracassou no decorrer dos anos. A emancipação de Brasil Novo como município se deu nos anos 1990, quando foram criados vários outros municípios no Estado do Pará, com o fim da ditadura militar. Brasil Novo nasceu de uma área desmembrada dos municípios de Medicilândia, Altamira e Porto de Moz.

A vocação econômica de Brasil Novo é inclinada para a atividade rural desde o processo de formação do município. Segundo o IBGE, a agropecuária lidera o Produto Interno Bruto (PIB) do município. O cultivo de cacau e a criação de bovinos para corte são as atividades econômicas mais desenvolvidas. As principais festividades culturais da cidade são ligadas às atividades rurais citadas.

Inserido na Região Amazônica, o município abriga vasta biodiversidade e belezas naturais, como imensos rios, igarapés e cachoeiras que encantam habitantes e turistas que apreciam as belezas que a grandiosa Floresta Amazônica esbanja sobre o território brasilnovense.

O município de Brasil Novo/PA: dados escolares

Segundo o IBGE, a taxa de escolarização de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade é de 93,4% no município de Brasil Novo; comparada aos outros municípios do estado, ocupa a centésima posição. O portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referente à 4ª série/5º ano aumentou progressivamente desde 2009, quando o índice era de 3,8. Em 2019 o índice observado foi de 5,6. O aumento superou as metas projetadas. Já o valor referente à 8ª série/9º ano é um pouco menos expressivo e não atingiu as metas projetadas. Em 2009, correspondia a 3,9, e em 2019 representava 4,9.

Um dos principais problemas que assolam a educação pública no município historicamente foi a questão do transporte escolar. As escolas situadas na zona rural atendem aos alunos que residem nas áreas adjacentes, que são transportados em sua maioria por caminhões do tipo “pau de arara” por longas distâncias, dada a vasta extensão territorial do município. “Pau de arara” refere-se à adaptação de caminhões para o transporte de pessoas. São instaladas peças de madeira na carroceria e bancos para os passageiros. Essa estrutura geralmente é coberta por lonas plásticas. Esse tipo de transporte é proibido, devido à falta de segurança. Cita-se ainda que as vias não são pavimentadas na totalidade da área rural do município, oferecem condições precárias de trafegabilidade, principalmente durante o inverno amazônico.

A partir da questão do transporte abordada anteriormente, pode-se citar outros entraves que a educação pública enfrenta ao longo da história. Um desses problemas é a estrutura física das escolas. A falta de investimento e de manutenção adequada se reflete em escolas com insuficiência quanto à ventilação do ambiente, falta de acessibilidade universal e escassez de áreas próprias para práticas esportivas e culturais. A Região Norte possui um clima quente-úmido que provoca elevadas temperaturas e sensação de calor. Na escola não é diferente. Por vezes a arquitetura desses ambientes escolares não favorece a ventilação natural e faz-se necessário o uso de ventilação artificial. O que ocorre é que em algumas escolas não há equipamentos para ventilação artificial. A acessibilidade não é assegurada na maioria das escolas da cidade, no entanto tem sido priorizada nas reformas e construções escolares empreendidas nos últimos anos. Esses são alguns dos problemas estruturais que são constatados não só nas escolas no município de Brasil Novo, mas infelizmente é a realidade verificada em muitas escolas públicas do país.

A pesquisa

O presente trabalho se aterá na análise do uso de equipamentos tecnológicos em duas escolas de Ensino Fundamental, uma localizada na área urbana da cidade e outra na área rural do município. A análise se desdobra ainda na problematização do uso de recursos tecnológicos e questiona a formação crítica dos alunos.

A pesquisa desenvolvida compreende o uso de tecnologias aliadas à educação no caso do município de Brasil Novo/PA. O presente estudo envolveu a realização de entrevistas a docentes e posterior apresentação e análise dos dados, a fim de ressaltar reflexões relevantes sobre a educação e tecnologia.

Objetivos e metodologia

O objetivo da pesquisa é verificar e analisar o uso da tecnologia quando aplicada em contextos mais remotos, afastados dos grandes centros urbanos, como no caso do município de Brasil Novo, foco da pesquisa, e promover reflexões sobre o tema com base em informações, percepções e vivências dos docentes.

Na pesquisa foi realizado um estudo exploratório qualitativo. O método utilizado para coleta de dados foi a aplicação de entrevistas com docentes que atuam na rede pública de ensino no município de Brasil Novo na zona urbana e na zona rural em escolas de nível fundamental. Os participantes são dois professores que lecionam Matemática e Ciências, na zona urbana e na rural respectivamente. Ambos lecionam para séries do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano. Para fins de identificação, o professor de Matemática da zona urbana será denominado Professor I; o professor de Ciências da zona rural, Professor II.

A escolha dos professores priorizou a diversidade de localização, a fim de investigar a educação aliada à tecnologia tanto na zona urbana quanto na zona rural, tendo em vista que o município possui número significativo de escolas na zona rural. Em segundo lugar, priorizou-se a variedade de disciplinas, a fim de investigar, dentro das limitações conhecidas, como a educação aliada à tecnologia se dá em diferentes áreas do conhecimento.

A entrevista, realizada de forma remota, seguiu um roteiro e disponibilizou espaço para os entrevistados acrescentarem o que considerassem pertinente. Abordou questões referentes ao uso de recursos tecnológicos no trabalho dos docentes e suas percepções e vivências, a fim de delinear os principais aspectos que marcam a tecnologia aliada à Educação no município. Na seção a seguir serão expostas as principais questões apontadas pelos docentes sobre o uso de equipamentos tecnológicos no cenário escolar.

Apresentação e análise dos dados

Quando questionados sobre a oferta de equipamentos eletrônicos para uso exclusivo do professor, seja para elaboração de aulas, pesquisas ou demais atividades, o Professor I expõe que existem equipamentos, como computador de mesa, notebook e impressora à disposição dos docentes; no entanto, a quantidade não é suficiente e não atende amplamente os professores. O Professor II salienta que a escola em que leciona não oferece nenhum tipo de computador aos docentes, e que “para a elaboração das aulas os professores usam equipamentos eletrônicos de uso pessoal”, e há somente uma impressora para impressão de atividades na escola.

Sobre os equipamentos eletrônicos disponíveis para uso em sala de aula, os professores possuem realidades parecidas. Na escola em que o Professor I leciona, existe um projetor digital de imagens e um notebook para uso compartilhado dos professores, que devem fazer reserva antecipada dos aparelhos. Na escola do Professor II existem dois projetores digitais de imagem disponíveis para utilização em sala de aula, estão em boas condições de uso, no entanto não há notebook, o que impossibilita o uso dos aparelhos; ele destaca que “na escola há dois projetores, porém para trabalhar com eles nós, professores, precisamos levar o nosso laptop”. O Professor II menciona ainda que existe uma televisão, que, por ficar encaixotada, pouco é utilizada, pois a sua instalação toma muito tempo.

Sobre a existência de laboratório de informática nas escolas em que lecionam e suas condições de uso e funcionamento, o Professor I destaca que não há laboratório em funcionamento no momento, mas está em fase de construção. O Professor II registra que existe um laboratório devidamente equipado na escola, porém passou muito tempo fechado e sem manutenção, e os computadores foram danificados. Ressalta ainda que não existe conexão à internet na escola.

Os cursos de capacitação e aperfeiçoamento para docentes relacionados ao uso de equipamentos e mídias digitais foram outro tema investigado na entrevista. Sobre a oferta desses tipos de curso, o Professor I informa que os cursos de capacitação são oferecidos em eventos organizados pela Secretaria de Educação do município com frequência de um a dois encontros por semestre. O Professor II afirma não haver cursos de capacitação para docentes na escola, mas que já participou no passado de um curso sobre TIC na Educação.

Questionados sobre suas experiências com o uso de equipamentos tecnológicos na prática docente e seus desafios, o Professor I frisa que os alunos parecem mais interessados no conteúdo que é passado por meio de mídias digitais, mas destaca que “também é evidente que a escola não conta com equipamentos necessários para que possa ser implantada essa forma de ensino utilizando mais a tecnologia”. O Professor II aborda que sua experiência não é grande, tendo em vista que a escola oferece poucos recursos desse tipo, mas que quando os professores enfrentam dificuldades para usar o projetor de imagens os colegas se ajudam. O Professor II destaca ainda que o uso desse tipo de recurso é imprescindível atualmente, pois os alunos estão sempre acompanhando o surgimento de novos recursos tecnológicos, o que desperta o interesse dos alunos; em caso contrário, a aula corre o risco de se tornar enfadonha.

Em relação à percepção pessoal dos professores sobre a reação dos alunos diante do uso de equipamentos tecnológicos em sala de aula, os professores expõem percepções semelhantes; ambos acreditam que o uso desse tipo de equipamento favorece a maior interação dos alunos e há um ganho de aprendizagem nesse processo. O Professor I acrescenta que “é visível que os alunos participam mais das aulas por ter uma experiência diferente do cotidiano da sala de aula”.

O avanço da tecnologia aliada à educação é considerado regular pelo Professor I, que aponta que a tecnologia na Educação representa um ganho importante na aprendizagem dos alunos, o que verificou por experiência própria. O Professor II registra que a tecnologia aliada à educação tem avançado pouco na região em que a escola está inserida e ressalta que a tecnologia não se resume a projetar imagens digitais e não ser estabelecida uma conexão com os alunos, o que pode se resumir a um certo tipo de alienação. É importante que o professor procure recursos inovadores que despertem os alunos para questões relevantes. O Professor II acrescenta a importância da tecnologia no cenário escolar e aponta uma das possíveis causas do pouco avanço nesse sentido: “Os recursos tecnológicos na educação é algo imprescindível. Porém, falta um pouco mais de empenho dos gestores atuais para ofertar cursos de formação e materiais necessários para que os professores consigam construir uma aula inovadora”.

São conhecidas pelos professores as múltiplas vantagens que a utilização de recursos tecnológicos pode oferecer e como o uso dessas tecnologias pode ser positivo em diferentes disciplinas; no entanto, é evidente a insatisfação dos docentes diante de suas realidades. É possível constatar que a carência de adequada infraestrutura física e de equipamentos apropriados e suficientes limita a ação do professor e reduz suas possibilidades em sala de aula no contexto da educação aliada à tecnologia.

Com base nas falas dos professores, é possível constatar questões importantes sobre o uso de tecnologia no cenário escolar. A falta de infraestrutura tecnológica adequada é uma delas. A falta de investimento na educação de pública de forma geral ocasiona variadas deficiências no ensino público.

As escolas analisadas não possuem equipamentos suficientes, seja para uso exclusivo dos professores, seja para utilização em sala de aula. No entanto, essa realidade não é exceção; ela é observada com regularidade nas escolas públicas brasileiras. Assim como a carência de equipamentos tecnológicos adequados e suficientes, também é escassa a formação continuada dos professores. Observa-se ainda a falta de gestão e o descaso com os bens públicos citados pelo professor da zona rural. A escola possui um laboratório equipado com computadores, mas por problemas técnicos permaneceu fechado por muito tempo e a falta de manutenção ocasionou danos aos equipamentos e sua inutilização permanente.

Dessa forma, é importante ressaltar a importância de haver investimento, planejamento e manutenção contínua dos equipamentos tecnológicos. A simples aquisição de equipamentos pode não representar exatamente um avanço na direção da melhoria da tecnologia aliada à Educação. A gestão escolar precisa atuar nesse sentido, e toda a comunidade escolar deve ser inserida em planos e projetos que visem o avanço da utilização de recursos tecnológicos em favor do aprendizado dos estudantes. Os equipamentos tecnológicos precisam ser integrados ao projeto de educação pretendido e não apenas entendidos como meros objetos que atraem a atenção temporária dos alunos. A formação continuada dos docentes, que é escassa ou insuficiente, como constatado, é, no entanto, fundamental para que o professor se aproprie das novas tecnologias e desenvolva todas as suas potencialidades.

Os professores são unânimes em afirmar a validade do uso de recursos tecnológicos e concordam que eles podem promover a melhoria da aprendizagem dos educandos. Em uma análise mais ampla e subjetiva, é possível observar certa insatisfação e sentimento de impotência por parte dos professores.

O uso de recursos tecnológicos na educação escolar é entendido como importante para aprendizagem dos alunos, e é ressaltada a importância da atenção para o uso contextualizado e críticos desses meios, a fim de estabelecer relações diretas com o aluno e assim promover a aprendizagem efetiva e fundamentada.

Considerações finais

Estudar e pesquisar sobre o uso de tecnologias relacionadas à educação é de suma importância para que o uso desses instrumentos seja produtivo para a formação de alunos que sejam cidadãos participantes, críticos e reflexivos na sociedade. A discussão e reflexão sobre as mídias e tecnologias no cenário educacional vai além da simples instrumentação dos educandos; trata-se da ampliação e socialização dos meios de aquisição de conhecimentos educacionais por meio de ferramentas midiáticas e tecnológicas (Souza; Mafra, 2020).

Pesquisar a realidade da utilização de recursos tecnológicos na educação, mesmo que represente fragmentos de uma realidade mais ampla e complexa, pode auxiliar no entendimento e na elaboração de uma espécie de diagnóstico da tecnologia aliada à Educação a fim de traçar perspectivas e propor reflexões. Para muitos, a realidade tecnológica na Amazônia é desconhecida, pois conta com poucos estudos, como aponta Mafra (2020, p. 5):

as pesquisas desenvolvidas ou em vias de desenvolvimento sobre as mídias e as tecnologias educacionais podem ser consideradas agentes catalisadores de transformação da sociedade, colaborando para a discussão desse tema e delineando as perspectivas desses estudos, visando essencialmente estabelecer conexões de conhecimentos, contribuindo para a melhoria educacional e o bem-estar das populações da Amazônia.

Com base nesta pesquisa, é possível apontar questões intrínsecas à tecnologia aliada à educação especialmente no caso do município de Brasil Novo. Algumas dessas questões são: a insuficiência ou inexistência de aparatos tecnológicos que garantam o desenvolvimento de ações didáticas por meio de mídias digitais, como foi mencionado pelos professores participantes da pesquisa. A privação desse tipo de recurso é lamentável e deve ser uma matéria a ser repensada pelos gestores escolares e públicos. A exclusão digital, que possui significado mais amplo, se expressa também nessa privação. Essa situação é notada com frequência especialmente na Amazônia brasileira, que, apesar dos avanços dos últimos anos, protagoniza o analfabetismo digital.

O uso das tecnologias aliadas à Educação representa uma série de possibilidades e pode viabilizar vantagens promissoras no processo de ensino-aprendizagem em diferentes disciplinas. Na sala de aula, os recursos tecnológicos podem tornar a aula mais dinâmica, atrativa e participativa. No entanto, o uso de aparatos tecnológicos no ambiente escolar deve ser acompanhado de planejamento e alinhamento para que toda a comunidade escolar tenha domínio e se aproprie dos meios tecnológicos de forma que contribuam positivamente para o processo de ensino-aprendizagem e façam parte de um projeto de educação inovadora e consistente.

A qualidade da educação brasileira não se restringe ao debate da inserção dos meios digitais no cotidiano escolar. A principal questão é o abismo que existe entre o discurso do projeto da inserção da tecnologia no ambiente escolar e o que realmente é oferecido na maioria das escolas. Mais do que equipar uma escola com todos os aparatos tecnológicos do século, é necessário que se tenha conhecimento do que fazer com ele para que não se recaia em equívocos provocados pelos modismos. É necessário que a utilização dos recursos tecnológicos rompa as barreiras do tecnicismo e do modismo a partir de projetos pedagógicos claros, objetivos e intencionais (Silva, 2011).

Como verificado pela pesquisa, a ausência de planejamento e investimento para integração dos recursos tecnológicos no ambiente escolar faz com que o docente se sinta limitado diante da precariedade de recursos e formação. Os docentes são agentes fundamentais no processo de inserção da tecnologia no ambiente escolar e devem ser valorizados, o que inclui condições de trabalho adequadas e acesso à formação continuada.

Portanto, é não só indispensável como urgente o apoio à educação pública de qualidade e o fomento à tecnologia principalmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos. É necessário que haja compreensão do potencial pedagógico dos recursos tecnológicos a fim de atender às especificidades de cada processo educativo. Salienta-se ainda que o apoio à tecnologia aliada à educação passa por etapas de planejamento, investimento e promoção da formação continuada de docentes, assim como o envolvimento de toda a comunidade escolar em prol da incorporação e integração dos equipamentos tecnológicos à educação. Notadamente na Amazônia, o uso da tecnologia na educação é promissor, no entanto precisa ser avaliado com atenção e receber investimentos que garantam a educação de qualidade para todos.

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Publicado em 14 de setembro de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

KRUGER, Renata Belz. A tecnologia aliada à educação em locais afastados de grandes centros urbanos na Amazônia – o caso do município de Brasil Novo/PA. Revista Educação Pública, v. 21, nº 34, 14 de setembro de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/34/a-tecnologia-aliada-a-educacao-em-locais-afastados-de-grandes-centros-urbanos-na-amazonia-r-o-caso-do-municipio-de-brasil-novopa