A importância da Educação 4.0 durante a pandemia da covid-19 na Paraíba

Neuriele Marciana Souto Gomes

Pós-graduanda em Ensino de Ciências e Matemática (IFPB/UAB)

Priscila de Souza Maciel

Pós-graduanda em Ensino de Ciências e Matemática (IFPB/UAB)

Este trabalho foi desenvolvido diante de uma pandemia e só foi possível porque a tecnologia possibilitou pôr em prática todo o planejado para a sua execução. O tema abordado é a Educação 4.0, sua importância no ensino em meio a pandemia da covid-19 e como os educadores estão enfrentando as dificuldades de um ensino digital.

Desde o início da pandemia, as aulas ficaram na modalidade a distância, e a vida dos professores mudou completamente de forma muito rápida. Eles foram obrigados a usar a tecnologia para dar continuidade ao ensino, como gravar vídeos, aulas online, disponibilizar o número particular do celular para comunicação com os alunos, entre outros recursos.

O objetivo deste trabalho é analisar a metodologia antes e depois da pandemia. Pretende-se ter o conhecimento das dificuldades e como os professores estão lidando com a tecnologia e a utilização da Educação 4.0.

É praticamente impossível, que vivenciando a educação básica a distância, não pensemos na possibilidade da oferta para o Ensino Fundamental e/ou Médio a distância, pois seria uma opção para estudantes que por algum motivo abandonaram os estudos.

Por meio de pesquisa, professores de cidades diversas da Paraíba foram questionados sobre como era seu ensino antes da pandemia e como está hoje. Pretende-se verificar se os educadores adaptaram sua metodologia a esse ensino e se estão aptos para o uso da Educação 4.0.

A princípio foi falado como a educação evoluiu e como chegou até a Educação 4.0, sua importância e os benefícios. Depois disso, temos a Educação a Distância, que possibilitou o acesso ao estudo em faculdades para várias pessoas que não tiveram oportunidade de um ensino presencial. Foi discutido também o ano de 2020, marcado com a doença da covid-19, e a educação de Ensino Fundamental e Médio que se tornou por tempo indeterminado uma educação a distância.

Por fim, a Educação 4.0 é fundamental para o ensino de qualidade, porque quando prioriza a construção do conhecimento pretende-se desenvolver aulas com métodos inovadores e tecnológicos para a formação da aprendizagem.

Referencial teórico

A educação passou por várias transformações, possuindo grande diferenciação pedagógica, desde o ensino tradicional até o mais atual, modernizado digitalmente. Devido ao avanço tecnológico, tem-se a cada dia o surgimento de novidades com o objetivo de melhorar e trazer facilidades à vida cotidiana; esses avanços também chegam à sala de aula. Diante de um mundo globalizado, a Educação 4.0 vem mostrar que os estabelecimentos de ensino podem ir além do ensino tradicional, pois há necessidade de algo a mais para contribuir com uma aprendizagem significativa e produtiva com teorias e práticas.

Diante de um histórico de modelos de escola nada atraentes, em que a figura do docente era o centro do processo (educação 1.0 e 2.0), passar pela transição da educação 3.0 e chegar à educação 4.0 significa romper de forma até abrupta com todas essas três primeiras fases da educação, que têm em comum uma aprendizagem com foco na exposição de conteúdos e na dicotomia entre teoria e prática (Silva, Carvalho, Brito, Silva, 2019, p. 4).

Um professor que utiliza o método tradicional, em que apenas ele tem voz e seus alunos escutam atentos seus ensinamentos em todas as aulas, sentirá dificuldade para ter um bom resultado, porque não é fácil motivar os alunos para o estudo sem inovação e ainda competir com a tecnologia, que é muito mais interessante e que sempre tem algo novo. Porém muitos educadores se negam a conhecer novos recursos com o uso da tecnologia por inúmeros fatores, e enfrentam também a falta de recursos tecnológicos na própria escola (Krüger; Ensslin, 2013).

Segundo Führ (2018), é muito importante a conscientização da docência no contexto da educação digital. Professores preparados e capacitados para esse desenvolvimento modernizado produzem aulas inovadoras, ampliando as possibilidades com pesquisa, comunicação, investigação, compartilhamento de rede, curiosidade e publicação, entre outros fatores, obtendo resultados visíveis com estudantes engajados ao estudo que, por sua vez, serão os construtores do próprio conhecimento.

Os educadores são fundamentais no ensino e aprendizagem, porém não são mais considerados os responsáveis de toda fonte e transmissores de conteúdos curriculares. Com o surgimento de muitos estudiosos e pesquisadores da Educação, é notório que as metodologias ativas de aprendizagem apresentam dinâmica diferenciada de ensinamento. Então o educador tem a função de orientar, informar, tirar dúvidas e auxiliar na busca e construção do pensamento e cognição dos discentes (Bulgraen, 2010).

Nascimento e Mendes (2019, p. 4) afirmam que

a Educação 4.0 constrói seu modelo prático a partir da desconstrução dos postulados da pedagogia tradicional. Dessa forma, seu argumento central afirma que o professor não pode mais ser a fonte central de provimento de informações qualificadas aos estudantes. Sustenta ainda que está em curso uma mudança paradigmática, centrada nas metodologias ativas e nas tecnologias de informação e comunicação, portadora de novas soluções para o processo de ensino-aprendizagem.

Tem-se uma grande facilidade da metodologia ativa juntamente com os recursos digitais, visto que é um momento enriquecedor com a união da teoria com a prática, o conteúdo curricular é estudado e ao mesmo tempo comprovado com a prática e a modernização de simuladores de computador e/ou smartphone e outros. Na medida em que os alunos têm oportunidade de lidar com situações que oferecem a criatividade do pensamento lógico, problematizações, pesquisas e soluções que os tornem protagonistas do processo de aprendizagem, eles estarão conhecendo diferentes habilidades e exercitando ações de compreensão, observação, discursão, debate, interpretação, comparação, e assim por diante (Peixoto, 2016).

Faz-se necessário que o professor tenha entendimento do funcionamento das metodologias ativas. Por ser um assunto mais atual, muitos não tiveram o privilégio de estuda-las durante a graduação. Logo, é preciso uma formação preparatória para o desenvolvimento e diferenciação dos demais métodos. As aulas não serão mais com explicações e soluções prontas e acabadas, pois o objetivo é sair do ensino antigo e focar em uma nova docência que possa despertar a curiosidade, estimular a criatividade, a compreensão e o pensamento e formular suas próprias soluções; essas são algumas das atitudes que se espera alcançar com o uso da metodologia e a preparação com cursos sobre os diversos recursos tecnológicos que permitirão alcançar o desejável (Diesel; Baldez; Martins, 2017).

É notório que a Educação 4.0 surgiu com a Indústria 4.0, ou seja, com o início da quarta Revolução Industrial; é um termo recentemente usado para designar a nova era digital e que está revolucionando o mundo (Souza; Malek Figueiredo Pagani, 2019). Isso não significa que a Educação 4.0 seja apenas a inclusão da tecnologia em sala de aula, porque não é apenas o uso de recursos digitais, mas como utilizá-los para que os estudantes possam aprender o essencial para a vida.

O professor tem acesso ilimitado com a utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC) que servem como ferramenta para valorizar seu trabalho, organizando todas essas informações e ao mesmo tempo transformando em sabedoria. Então, o educador torna-se o autor e construtor do conhecimento com a utilização de pesquisas, projetos e planejamentos que resultam na Educação 4.0 (Sousa; Moura; Duarte, 2014).

Führ e Haubenthal (2019, p. 63) falam sobre a importância e contribuições para o docente com a compreensão e utilização das TIC:

Com o advento da quarta Revolução Industrial e da era digital, a educação apresenta um novo paradigma em que a informação se encontra na rede das redes, nas aldeias globais e encontra-se acessível a todos de forma horizontal e circular, sem limite de tempo e espaço geográfico. O educador, nessa chuva de sinapses de informações acessíveis pelas TIC, necessita inserir a cultura digital e as metodologias ativas em sua prática pedagógica para tornar-se o orquestrador, o curador das múltiplas informações junto ao educando. Nesse espaço tecnopedagógico, procura organizar e sintetizar a informação, transformando a informação em conhecimento e o conhecimento em sabedoria. O educando nessa rede de aprendizagem ciberarquitetônica torna-se o ator, o autor do conhecimento através da pesquisa proposta nos projetos interdisciplinares que possibilitam o desenvolvimento de competências e habilidades para corresponder à sociedade 4.0.

A Indústria 4.0 é uma definição de indústria originada no governo alemão em 2011 que abrange os avanços tecnológicos de vários campos da informação e automação que foram empregados nos processos de manufatura. É percebível que essa revolução trouxe consigo muitos desafios e, por ser um processo que está avançando muito rápido, o dinamismo de formação continuada entre os docentes não para, porque quanto mais aprende-se sobre a Educação 4.0, mais sente-se a necessidade de continuar nesse ramo e conhecer mais sobre ele (Ramos; Souza, 2017).

De acordo com Führ (2018, p. 191),

na maioria das universidades, os alunos ainda vivenciam processos metodológicos tradicionais para a aprendizagem empregados pela maioria dos professores. Como esperar que o professor insira as novas tecnologias na sua prática pedagógica se, na maioria das vezes, os cursos superiores não o preparam para isso? Quem educará os educadores? A pergunta remete-nos a uma resposta quase que imediata: precisamos adequar a nossa formação acadêmica para que ela possa atender a esse novo mundo 4.0.

As escolas terão de enfrentar o desafio da adaptação à nova realidade, com mudanças em todos que a compõem. Os professores, coordenadores, diretores e funcionários terão que participar de cursos sobre a Educação 4.0. Contudo, existe muita carência sobre o assunto por parte dos pais de alunos, que também precisam conhecer esse novo sistema de educação. É necessário entender que o estilo de ensino tradicional não funciona mais para essa geração e que o objetivo dessa mudança é formar cidadãos críticos para a vida e que possam utilizar o que aprenderam em seu cotidiano (Rogério; Sabatino; Lopes, 2019).

Os recursos digitais estão cada vez mais presentes nas instituições, principalmente nas instituições de Educação a Distância (EaD), que usam a todo instante a tecnologia, sendo um dos modelos que mais crescem nos últimos anos. Dessa forma, é possível que todos tenham acesso ao conhecimento que conduz o ser humano a transformar o ambiente em que vive. O mundo passou e passa por várias transformações que vêm contribuindo para a progressão do conhecimento (Silva; Gomes, 2019).

Segundo Melo e Oliveira (2020), a Educação a Distância, por utilizar muitos recursos tecnológicos, utiliza a Educação 4.0 para cumprir as demandas exigidas. As ferramentas digitais são utilizadas com o objetivo de provocar maior interação coletivamente. Percebe-se também um desafio sobre a disponibilidade de alguns recursos; por mais que auxiliem nos cursos é necessário não só usar, mas usar de modo a promover a aprendizagem. Então, o estudante da EaD é o principal responsável por sua formação; mesmo dispondo de aulas virtuais, fórum de dúvidas, ele tem que dispor de tempo para muito estudo. Por ser capaz de construir sua própria aprendizagem, é garantido que esteja numa Educação 4.0 se beneficiando de trocas de experiências com os demais colegas e professores movidos pela investigação e descoberta. É fato que a EaD e a Educação 4.0 caminham juntas, pois as ferramentas – como aplicativos, simuladores de tabletes e computadores – se bem administradas e focadas no objetivo, possibilitam a disseminação do conhecimento de forma produtiva, estratégica e responsável.

Sabemos que em anos anteriores as tecnologias já eram utilizadas em sala e que muitos alunos usavam seus celulares para ações que não eram voltadas para o conteúdo estudado em sala, como jogar, telefonar, enviar mensagens e outros, que os deixavam dispersos das aulas. Dessa forma, o docente deve estar preparado para utilizar a tecnologia em aula explicando o uso e o que deseja alcançar de aprendizagem (Pacheco; Pinto; Petroski, 2017).

Para o professor produzir uma aula eficiente, ele deve introduzir instrumentos que façam parte do cotidiano do aluno, e o smartphone é um dos instrumentos mais utilizados. Então as atividades propostas podem envolver pesquisa, simuladores de aplicativos do celular, assistir a vídeos voltados para o conteúdo estudado, enfim, exigem do educador mais trabalho, porém há a perspectiva de excelentes resultados.

No dia 18 de março de 2020, o Diário Oficial da União dispôs sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus – covid-19. De repente a educação brasileira teve que se transformar, sem nenhuma preparação, em Educação a Distância.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2020), o novo coronavírus é uma doença altamente transmissível que pode levar à morte em poucas semanas por insuficiência respiratória. O Quadro 1 mostra um resumo da situação mundial, com foco na Paraíba.

Quadro 1: Panorama mundial quanto à pandemia

Data

Situação mundial com foco na Paraíba

31/12/2019

Representação da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China foi informada dos casos de pneumonia com etiologia desconhecida detectadas na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China.

07/01/2020

As autoridades chinesas identificaram um novo tipo de coronavírus isolado.

11/01/2020

A OMS recebe mais informações detalhadas da Comissão Nacional de Saúde da China de que o surto está associado com exposições a frutos do mar em mercado na cidade de Wuhan.

12/01/2020

A China compartilhou a sequência genética do novo coronavírus para países, a ser usada no desenvolvimento de kits específicos de diagnóstico.

13/01/2020

O Ministério da Saúde Pública da Tailândia relatou o primeiro caso importado do novo coronavírus confirmado em laboratório (2019-nCoV) de Wuhan, Província de Hubei, China.

26/02/2020

O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus em São Paulo.

18/03/2020

O Diário Oficial da União dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavírus – covid-19.

11/09/2020

O mundo tem 28.268.970 casos de infecção e 911.282 mortes.

11/09/2020

Brasil tem 130.474 óbitos registrados e 4.283.978 diagnósticos de covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa.

25/09/2020

A Paraíba tem 119.134 casos confirmados de covid-19 e 2.778 óbitos.

Fonte: Informações da Organização Mundial da Saúde, 2020.

Ainda é impreciso como a covid-19 reage em cada indivíduo, pois em alguns ela não se manifesta, outros têm sintomas leves e há pessoas que apresentam sintomas graves, podendo vir a óbito. Segundo o site do jornal Extra, em 6 de junho de 2020, a situação era alarmante: 2,7% da população mundial havia morrido com covid-19 e o Brasil tinha quase 9% das mortes em relação às pessoas contaminadas.

A contaminação ocorre de forma muito rápida, conforme afirmam Nedelman e Azad (2020); 35% dos infectados são assintomáticos, ou seja, não sentem febre, dor no corpo, dor de cabeça, falta de ar ou demais sintomas referentes a essa doença. Em reportagem de O Globo, no dia 5 de outubro de 2020, apenas 10% da população mundial podem ter se infectado pela covid; sendo assim, a maior parte da população mundial segue vulnerável a essa doença, pois a contaminação continua.

Pasini, Carvalho e Almeida (2020) comentam sobre como 2020 está sendo difícil e que é praticamente impossível que não seja marcado com sentimentos de frustação e de muito conhecimento. A tecnologia está sendo fundamental nessa fase de contaminação, muitos alunos estão tendo acesso à educação sem sair de casa, com aulas online, realização de exercícios e demais propostas de atividades. Porém as instituições devem ter uma estratégia para aqueles estudantes que não têm acesso a ferramentas digitais; uma delas tem sido disponibilizar material físico na escola; os pais ou responsáveis podem ir até o estabelecimento de ensino e pegar o material. Diante disso, percebemos o quanto é importante o suporte familiar em união com a escola, principalmente neste momento difícil em que os alunos precisam de um apoio maior para continuar estudando.

Muito antes da pandemia, a tecnologia em sala de aula já vinha sendo utilizada, pois sabe-se da importância desses recursos e que a escola deve acompanhar a evolução mundial propondo aulas diferenciadas utilizando instrumentos interativos, indo além da lousa e pincel.

Conforme Silva e Gomes (2015, p. 4),

os profissionais da Educação vêm, cada vez mais, contando com a presença de tecnologias e mídias digitais nas escolas, tais como netbooks educacionais, computadores, internet e lousa digital, dentre outras. É fato que essa realidade trouxe implicações para a prática pedagógica dos mesmos, haja vista que esses profissionais precisam buscar uma formação mais consistente para lidar com essa nova realidade e contemplar esses recursos tecnológicos em suas atividades diárias, seja por solicitação da equipe pedagógica, da mantenedora ou mesmo dos alunos que, observando a presença dos recursos em sala de aula, questionam os professores sobre a sua utilização.

Sabemos que na pandemia a tecnologia é o principal recurso de comunicação, os professores têm a oportunidade de usar e abusar desse material. Pesquisar, planejar, elaborar projetos e qualquer outra atividade que envolva a Educação 4.0 – esse é um momento único de aprender e trabalhar sem sair de casa oferecendo aulas mais criativas e produtivas que despertem no estudante o desejo de estudar.

Metodologia

O início deste estudo foi baseado na realidade que as escolas estão enfrentando na pandemia da covid-19, pois, devido ao isolamento social, professores e alunos estão em casa tendo estudo domiciliar. Tornando esse assunto como ponto de partida para a monografia, foi decidido utilizar o método de pesquisa qualitativa e quantitativo com a modalidade de coleta de informações mediante técnicas estatísticas devido à necessidade de mostrar em gráficos os resultados obtidos.

Conforme Silva (2020), é uma pesquisa que parte da concepção de que tudo é qualificável, ou seja, é a tradução de informações em números com o objetivo de análise e qualificação. O método utilizado foi a pesquisa de campo, porem estamos em uma pandemia com restrições para sair de casa, então a pesquisa foi feita com um questionário online e enviado por WhatsApp e Instagram para 37 professores.

Com a mudança de ensino presencial para a ensino remoto, todos os estabelecimentos de ensino tiveram que passar por essa experiência, e ainda não sabemos quando o retorno das aulas presenciais irá ocorrer. Pensando nisso, foram aplicados questionários para professores usando o Google Forms.

Segundo Zanella (2013), a pesquisa está presente no cotidiano de todos, mas o significado específico visa essencialmente a produção de novos conhecimentos e a busca por soluções de problemas e investigações de teorias e práticas. A entrevista foi realizada com o intuito de verificar o uso da Educação 4.0 em sala de aula em uma pandemia e analisar como o panorama de isolamento está influenciando o ensino, apontando dessa forma os recursos tecnológicos mais utilizados no processo de ensino-aprendizagem.

Foi elaborado um longo estudo de revisão bibliográfica com a utilização de livros, artigos e revistas científicas com o tema da área de concentração de pesquisa, configurando o entendimento das novas possibilidades tecnológicas da Educação 4.0. Após a coleta de dados da pesquisa, os resultados foram analisados e discutidos. Este trabalho também permitiu a compreensão das diversas possibilidades do uso de recursos tecnológicos em sala de aula, especialmente o computador e o celular, pois essas ferramentas têm proporcionado várias formas de interação com a aprendizagem.

Resultados e discussões

Foi realizada uma pesquisa online respondida por 37 professores, utilizando os aplicativos Instagram e WhatsApp. Os professores receberam um link que dava acesso ao questionário online. Os participantes desse trabalho são de várias cidades da Paraíba: Campina Grande, Cubati, Cuité, Diamante, João Pessoa, Matureia, Oliveiros, Patos, Paulista, Santa Luzia, Santana de Mangueira, Soledade e Teixeira.

A primeira pergunta do questionário era sobre o grau de instrução dos professores; a Figura 1 apresenta o gráfico com essa informação, nele observa-se que 40,5% dos professores possuem especialização e 21,6% têm mestrado; ou seja, 62,1% dos professores entrevistados possuem alguma pós-graduação. Logo, sabem da importância da formação continuada e todos os benefícios adquiridos por ela, como a preparação e a segurança para o ensino. O educador em sua formação inicial pode não deter todos os saberes necessários que dispõem as necessidades de uma sala de aula, porque é um ambiente com realidades muito distintas. Logo, a educação continuada possibilita a atualização dos conhecimentos devido à interação com assuntos recentes da educação, servindo como suporte teórico e prático a fim de que o docente aprenda e ressignifique suas práticas diárias, possibilitando que aja de maneira confiante e competente (Rodrigues; Lima; Viana, 2017).

Figura 1: Grau de instrução dos 37 professores participantes da pesquisa

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

Segundo Moretto e Dametto (2018), o professor sempre teve que inovar e procurar novas formas de preparar suas aulas e conquistar a atenção dos alunos. A diferença é que agora rapidamente surgem novas tecnologias e a escola tem que estar em constante atualização e busca de conhecimentos. Então, trocar os métodos de ensino presenciais pelos novos recursos digitais com aulas online e vídeos tornou-se um grande desafio de aprendizado para os educadores; a Figura 2 mostra que 75,7% dos professores não estavam preparados para o Ensino Fundamental e/ou Médio na modalidade a distância.

Figura 2: Estado de preparação para o Ensino Fundamental e/ou Médio na modalidade a distância

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

É improvável que, conhecendo todos os meios de ensino prático, como laboratório e recursos da Educação 4.0, os professores não os utilizem em sala de aula. O educador é o mediador de todo o conhecimento e tem o papel de propor para seus alunos os melhores métodos e recursos para aprendizagem. É também de comum acordo entre os professores e pesquisadores da área de ensino de Ciências e Matemática a importância das aulas práticas, mas nem sempre elas são realizadas. A inexistência de laboratório é um dos fatores mais citados dentre os trabalhos que buscam verificar os empecilhos para a realização de aulas práticas (Andrade; Costa, 2016). Na Figura 3 percebemos que o número de laboratórios que estão em perfeitas condições é de 29,7%, um valor muito baixo. Por outro lado, 67,5% dos entrevistados afirmam que não usam laboratórios em suas aulas porque a escola não dispõe deles ou estão em péssimas condições para uso.

Figura 3: As condições e disponibilidades de laboratórios nas escolas

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

Na Figura 4 observa-se a porcentagem dos instrumentos tecnológicos usados pelos educadores antes da pandemia e verifica-se que as aulas presenciais tinham, em sua maioria, maior acessibilidade a jogos, computadores e projetor multimídia. Conforme Schuhmacher, Alves Filho e Schuhmacher (2017), as dificuldades com o uso das tecnologias configuram obstáculos pertencentes à própria natureza do conhecimento em tecnologia. Então, mesmo com as dificuldades para o uso da tecnologia em sala de aula, os educadores disseram que antes da pandemia procuravam diversificar suas aulas com aparatos tecnológicos – como computadores, projetores multimídia, quadros interativos, aplicativos básicos de celular e tablet, mapas mentais e conceituais, jogos e robótica educacional – e aumentaram sua utilização quando as aulas passaram a ser a distância.

Figura 4: Instrumentos tecnológicos utilizados antes da pandemia

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

Na Figura 5, percebemos a diferenciação do uso desses instrumentos durante a pandemia. Notamos que as tecnologias tornaram as aulas mais acessíveis e estão proporcionando metodologias diversificadas. O computador passou a ser usado por todos os professores, tendo aumento de 35,1%; o celular também teve aumento significativo, de 29,7%. Conforme afirmam Batista e Baldissera (2011), o uso da tecnologia provoca mudanças de hábitos e comportamentos de forma positiva por parte de professores e estudantes, na criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a construção do conhecimento permitindo a resolução de problemas do cotidiano, a compreensão e a atuação no modo de viver.

Figura 5: Instrumentos tecnológicos utilizados durante a pandemia

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

Na Figura 6 mostra-se o percentual comparativo quanto ao conhecimento da Educação 4.0. Sendo assim, 73% dos entrevistados afirmam que conhecem a Educação 4.0 e que sabem de sua importância, porém apenas 45,9% a utilizavam em aula antes da pandemia. Muitos professores ainda utilizam apenas metodologias convencionais, mantendo inúmeras vezes as metodologias com as quais aprenderam quando eram alunos.  Mas a realidade das crianças de hoje é bem diferente da daquela época (Silva; Prates; Ribeiro, 2016). Nota-se que, o início das aulas não presenciais, devido à pandemia, proporcionou um aumento de 29,8% no uso de ferramentas da Educação 4.0, pois os professores estão vivenciando a tecnologia em todas as aulas.

Figura 6: Relato dos professores sobre uso e conhecimento da Educação 4.0 antes e depois da pandemia

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

A substituição das aulas presenciais por aulas digitais ocorreu de forma imediata; algumas escolas se responsabilizaram por essa organização: 56,8% dos professores tiveram algum tipo de preparo para o ensino digital como formação e estudos de aplicativos de ensino.

A Educação a Distância está se tornando cada vez mais presente. Segundo Alves (2014), as faculdades que empregam a Educação a Distância estão crescendo, e nessa pandemia não tiveram problemas significativos com a questão de estrutura. Mas, para as escolas de Educação Básica, por não vivenciarem esse método, tem sido uma experiência que leva a pensar sobre a possibilidade de no futuro termos uma Educação Básica a distância. A Figura 7 mostra que apenas 10,8% dos entrevistados não acreditam que o ensino possa acontecer na modalidade a distância de forma permanente após a pandemia. Isso significa que a maioria dos educadores acredita em um futuro com ensino básico digital, com a união de escola e pais, instrumentos adequados para estudo, responsabilidade e compromisso, fazendo com que a educação tenha mais opções e oportunidades para estudos.

Figura 7: Professores que acreditam na possibilidade de um ensino a distância com a Educação 4.0

Fonte: Questionário de coleta de dados, 2020.

Conclusão

Neste trabalho, com foco na Paraíba, foi discutido como a pandemia da covid-19 afetou a educação e como os professores estão lidando com o ensino a distância e a utilização da Educação 4.0.

Foi de grande importância o desenvolvimento deste estudo durante a pandemia da covid-19 na Paraíba, pois foi possível uma investigação mais aprofundada sobre os métodos de ensino, suas dificuldades e a utilização da Educação 4.0.

Muitos educadores já utilizavam a Educação 4.0 em sala de aula, porém não conheciam a nomenclatura, e muitos dos professores que não a usavam passaram a usar após a pandemia. Logo, entenderam que, diante de uma situação adversa, como a pandemia, as alternativas para continuar o ensino estavam ligadas a aprender a usar os meios digitais e diversificar suas aulas, sendo possível ater-se a novas oportunidades frente às necessidades.

Diante do que foi dito, o ano de 2020 ficará marcado com muitas emoções e aprendizados. É provável que, quando as aulas voltarem ao modo presencial, os professores estejam bem preparados para o uso das tecnologias e possam continuar adotando metodologias de ensino diversificadas e deixando o ensino mais palpável e prazeroso para os estudantes.

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Publicado em 05 de outubro de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

GOMES, Neuriele Marciana Souto; MACIEL, Priscila de Souza. A importância da Educação 4.0 durante a pandemia da covid-19 na Paraíba. Revista Educação Pública, v. 21, nº 37, 5 de outubro de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/37/a-importancia-da-educacao-40-durante-a-pandemia-da-covid-19-na-paraiba