Os desafios do ensino híbrido no ensino remoto

Edicleia Dolberto Costa

Pós-graduanda em Inovação na Educação (Unoesc - Câmpus de Joaçaba)

Nadia Tescke

Pós-graduanda em Inovação na Educação (Unoesc – Câmpus de Joaçaba)

Silvia Peruzzo

Pós-graduanda em Inovação na Educação (Unoesc – Câmpus de Joaçaba)

Regina Oneda Mello

Mestra em Educação (Unoesc), professora da Unoesc – Câmpus de Joaçaba

Há tempo desenha-se um novo cenário para a educação, em que a tecnologia está sendo introduzida no ambiente escolar pouco a pouco, em função dos avanços impostos pela revolução técnico-científico-informacional; contudo, não se imaginava que viveríamos um momento tão abruptamente causado pela pandemia da covid-19, que modificou drasticamente o exercício da docência e a conduziu a um momento único e desafiador.

Nesse cenário de mudanças e incertezas surge a necessidade de experimentar novas fórmulas de ensino que viabilizem a aprendizagem, o termo “ensino híbrido” tem sido uma fala recorrente entre professores; no entanto, muitas dúvidas têm surgido sobre o que e como trabalhar dentro dessa metodologia.

O mundo tem passado por constantes transformações, e com isso a necessidade de uma educação flexível e híbrida. Na atualidade, há inúmeras pesquisas sobre o tema e tem-se caminhado para uma mudança nesse sentido, porém diante dos novos acontecimentos muitos professores se viram diante do problema sem tempo para se adequar ao ensino híbrido. Nesse contexto, consideramos compartilhar metodologias que viabilizem e auxiliem o esclarecimento, clarificando o conceito por meio de exemplos práticos com o intuito de estimular a prática docente tanto no online como no presencial.

O mundo vive um período de mudanças e incertezas. Nesse cenário surge a necessidade de experimentar novas metodologias de ensino que viabilizem a aprendizagem, e com isso há a necessidade de tornar viável uma educação flexível e híbrida. Embora a expressão ensino híbrido seja uma fala recorrente entre professores, muitas dúvidas têm surgido sobre o que é e como trabalhar dentro desta metodologia, de forma prática e eficiente. Há inúmeras pesquisas sobre o tema, porém, diante dos novos acontecimentos, muitos professores se viram sem tempo para se adequar ao ensino híbrido, mesmo sabendo que essa metodologia não é algo que começou a ser pesquisado somente agora.

Para isso, o estudo objetiva promover momentos de aperfeiçoamento e troca de práticas sobre o ensino híbrido no contexto remoto, visando contribuir com a formação de outros professores, auxiliando-os a compreender os princípios básicos do ensino híbrido, apresentando formas que podem ser aplicadas no cotidiano da sala de aula. Em momentos com exemplos e outro usando na prática.

O ensino híbrido ganhou notoriedade em razão da dinamicidade e adaptabilidade no que tange à educação, pois adéqua-se ao perfil dos alunos do século XXI, que é um aluno com acesso à tecnologia, contudo com dificuldades de concentração e foco nas aulas tradicionais; à vista disso, requer do professor um planejamento que seja dinâmico e que priorize o aluno.

Ensino híbrido

Quando falamos em ensino híbrido, são comuns equívocos e muitas dúvidas. Porém o termo tem sido uma tendência nos debates entre gestores e professores, em especial neste momento de ensino remoto. Bacich (2015) nos esclarece que, para haver ensino híbrido, o aluno precisa necessariamente estar presente na sala de aula.

A palavra híbrido significa misturado, bleed; no entanto no ensino não é exatamente isso, em uma proposta de aprendizado é uma abordagem que considera o presencial e o digital de uma forma que tem o melhor dos dois mundos. Vale lembrar aqui que o ensino sempre foi misturado, porém o ensino híbrido tem suas raízes no ensino online, não significando que ele só acontece com meios digitais, com as coisas que são específicas das mídias, que envolvem a interação e a inclusão na cultura digital que traz a Base Nacional Comum Curricular.

Contudo, também é imprescindível que a escola compreenda e incorpore mais as novas linguagens e seus modos de funcionamento, desvendando possibilidades de comunicação (e também de manipulação), e que eduque para usos mais democráticos das tecnologias e para uma participação mais consciente na cultura digital (Brasil, 2018, p. 63).

Horn (2015) destaca que o ensino híbrido é a aprendizagem baseada em competências e centrada no estudante, desenvolvendo assim um sentido de atuação e propriedade no processo de conduzir sua aprendizagem. Para Bacich (2015), o ensino é híbrido porque todos somos aprendizes e mestres, produzimos e consumimos conteúdos.

Assim como a tecnologia permite a customização de massa em tantos setores para satisfazer as diferentes necessidades de tantas pessoas, o ensino online pode permitir que os estudantes aprendam a qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer caminho e em qualquer ritmo, em larga escala (Horn, 2015, p. 64).

O ensino híbrido permite ao estudante avançar em conceitos que já foram dominados, assim como retroceder ou retardar algum que ainda não tenha dominado; também lhe é permitido utilizar caminhos diferentes. A tecnologia, seja ela digital ou não, tem o papel de apontar caminhos mais satisfatórios. Bacich e Moran (2015) destacam que a integração cada vez maior entre sala de aula e ambientes virtuais é fundamental para abrir a escola para o mundo e trazer o mundo para dentro da escola. Dessa forma, dá liberdade para o professor trabalhar mais direcionado, oferecendo um ensino personalizado a cada aluno.

No entanto, precisa ficar claro que ensino híbrido não é apenas levar para a sala de aula computadores e outros meios digitais; isso não garante que o ensino será personalizado ou baseado na competência a ser desenvolvido. Bacich e Moran (2015) destacam que a educação híbrida precisa privilegiar a aprendizagem dos alunos, individualmente e em grupo. Para efetivar e garantir o uso dessa metodologia e a apropriação do conhecimento por parte do discente, é necessária horizontalização do ensino, pensando em modelos curriculares que propõem mudanças, em que o aluno é protagonista da construção do seu conhecimento e o professor é o mediador. É preciso analisar o que vale a pena aprender, para que e como fazê-lo.

O método de ensino híbrido potencializa as especificidades positivas dos envolvidos e, desse modo, o aluno estará mais motivado para ser ativo em seu processo individual de aprendizagem. Por outro lado, com alunos mais participativos e envolvidos no processo, o professor estará mais livre para refletir sobre suas práticas e aprimorá-las, cada vez mais a fim de que de fato possam apresentar resultados satisfatórios (Silva, 2017, p. 2).

O ensino híbrido mescla entre aulas online e presenciais, focando na especificação das ações de ensino e de aprendizagem, buscando assim melhor aproveitamento do tempo do professor e engajamento dos alunos. Dentre os modelos temos: Virtual Enriquecido, À la Carte, Modelo Flex e Modelo de Rotações. O modelo de rotação ainda pode ser organizado por Estações, Laboratório Rotacional, Sala de Aula Invertida e Rotação Individual.

  1. Modelo Virtual Enriquecido: nessa modalidade o aluno tem disponível, em uma plataforma online, todos os conteúdos e os acessa no tempo que lhe convém, possibilitando a organização e a administração do seu tempo de aprendizagem de forma autônoma; vai à escola uma ou duas vezes por semana, onde terá a oportunidade de desenvolver projetos e aprimorar o conhecimento na troca com os pares e em momentos de debates com os demais colegas, tudo com a mediação do professor, que nesse momento poderá diagnosticar a evolução da aprendizagem.
  2. À la Carte: aqui a aprendizagem é balizada por objetivos gerais a serem atingidos ao longo de um período, e, a partir dos objetivos, o aluno organiza seus estudos; além das disciplinas tradicionais há as disciplinas eletivas, que podem combinar com o percurso formativo que o aluno preferir; algumas delas serão disponibilizadas online.
  3. Modelo Flex: pode ser usado de forma individual ou coletiva; neste modelo o aluno seguirá um roteiro postado na plataforma online e executará parte do roteiro em sala de aula, com o professor conduzindo a aprendizagem, e parte da atividade pode ser feita em dupla ou trio, em momento assíncrono, incentivando a organização, a responsabilidade, a autonomia e o protagonismo do aluno, facilitando a aprendizagem entre os envolvidos nas atividades em questão.
  4. Modelo de Rotações: o modelo de rotação pode ser por:
    1. Estações, em que os alunos são divididos em grupos e circulam por ambientes diferentes, com tempo determinado para cada estação; pode ser por mesas ou salas, em cada estação tem um roteiro com abordagens diversas, porém na mesma sequência didática, em que a aprendizagem vai sendo complementada, o professor medeia o conhecimento, tira as dúvidas e dessa forma estimula o protagonismo e a autonomia dos alunos.
    2. Laboratório Rotacional, em que parte dos alunos será encaminhada para o laboratório de informática com um roteiro de pesquisa, utilizando tecnologia, e parte dos alunos trabalha em sala de aula com material previamente selecionado pelo professor; pode ser apostila, artigo ou textos, com a mediação do professor.
    3. Rotação Individual, que tem como objetivo personalizar a aprendizagem, pois permite que o professor organize as atividades a partir da necessidade de cada aluno, facilitando dessa forma a construção do conhecimento, respeitando os tempos de cada educando, recuperando conceitos em defasagem e avançando quando necessário, suprindo a necessidade de cada estudante.
    4. Sala de Aula Invertida, em que as atividades desenvolvidas tradicionalmente em sala de aula são realizadas em casa e as atividades que eram executadas no formato de tarefa passam a ser desenvolvidas na sala de aula, com a disponibilização de material de apoio aos alunos, que pode ser no formato de um artigo, um vídeo ou um texto, para que o aluno acesse em casa, entre em contato com o tema a ser abordado na aula seguinte e, quando chegar a aula, o tempo que seria usado em aula expositiva é utilizado para aprofundar o tema, tirar dúvidas e construir novos conceitos.

São muitas as questões que impactam o ensino híbrido; cabe ao professor o papel principal de planejar e de refazer seu planejamento quando for necessário, com o objetivo de analisar a forma de ensino híbrido que melhor se adéqua ao perfil da turma, o que fará com que melhore seu aproveitamento individual e coletivo, fato esse que resulta no avanço do processo de aprendizagem. Barbosa e Moura (2013) pontuam que a aprendizagem é mais significativa com as metodologias ativas de aprendizagem, além de desenvolver a autoconfiança nos alunos que vivenciam esta prática.

O ensino híbrido tornou-se imprescindível e adequado à nova realidade mundial, que impõe novas formas de convívio social, trazendo práticas que popularizem o uso de tecnologia, e fomentem ações de protagonismo e autonomia.

Peer Instruction

Um dos grandes desafios dos professores sempre foi como manter o entusiasmo dos estudantes durante as aulas e fazer com que eles tenham aprendizagem significativa. E diga-se que mais difícil ainda é dar oportunidade adequada para desenvolver nos estudantes o pensamento crítico, uma vez que ele recebe tudo pronto do professor.

Chicon (2019) destaca que o principal objetivo da metodologia Peer Instruction é tornar as aulas mais interativas, distanciando-se assim das aulas tradicionais. Com a aplicação desse método, os alunos interagem entre si ao longo das aulas, procurando explicar e elaborar hipóteses.

Eric Mazur (2015), professor de Física da escola de Harvard, sempre foi bem avaliado; no entanto, isso não garantia que seus alunos estavam aprendendo. Na primeira vez que entrou em uma sala de aula, organizou notas de aulas expositivas que ao término da aula eram entregues aos alunos. Isso logo se tornou popular, pois as informações eram concisas e davam uma visão geral do conteúdo do livro da disciplina. No meio do semestre, dois alunos solicitaram a ele que esse material fosse entregue antes da aula. Eric Mazur (2015) pensou que aquilo poderia ser válido, porém ao término do semestre logo vieram as reclamações, de que o conteúdo das notas era exatamente o mesmo das aulas expositivas.

Nos anos seguintes, o professor Mazur aprofundou sua pesquisa nos dados coletados com a intenção de encontrar formas de ensinar Física introdutória, chegando assim ao Peer Instruction ou Aprendizagem Entre Pares. Mazur, no livro Peer Instruction: a revolução da aprendizagem ativa (2015), destaca:

Para a Peer Instruction ser bem-sucedida, é necessário que o livro e as aulas expositivas desempenhem papéis diferentes dos que costumam exercer em uma disciplina convencional. Primeiro, as tarefas de leitura do livro, realizadas antes das aulas, introduzem o material. A seguir, as aulas expositivas elaboram o que foi lido, esclarecem as dificuldades potenciais, aprofundam a compreensão, criam confiança e fornecem exemplos adicionais. Finalmente, o livro serve de referência e guia de estudo (Mazur, 2015, p. 65).

O objetivo principal da metodologia é a interação entre os estudantes durante as aulas expositivas, voltando seu foco aos conceitos que servem de fundamentos. Segundo Mazur (2015), o primeiro passo para que o professor possa propor um aprendizado entre pares é o planejamento, o qual é pensado sobre pontos-chave e deve acontecer no formato pré-aula, aula e pós-aula.

Na pré-aula o aluno deve ter contato com o material que será discutido e trabalhado durante a aula; esse material deve ser o mais variado possível: pode ser, livro, artigo, vídeo, filme, obra de arte, podcast ou outro que o professor julgue adequado. Vale lembrar que a pesquisa de Mazur foi realizada na disciplina de Física, porém pode ser utilizada em qualquer outra. Motta (2018) aponta que é importante realizar uma avaliação factual para considerar como foi a leitura. As perguntas podem ser: você achou difícil ou confuso o texto? O que você achou difícil ou confuso? O que você achou interessante? Você tem alguma pergunta?

Mazur (2015) aponta que no segundo momento acontecerá a aula, que deve ter breve explicação do conteúdo entre dez e quinze minutos; para finalizar, os alunos receberão perguntas que podem ou não ser respondidas por plataformas digitais, como Kahoot, ou por placas. É importante que essas questões sejam objetivas, que instiguem e que gerem dúvidas, ou seja, que sejam boas perguntas, perguntas bem elaboradas. Nessa etapa os alunos trabalham sozinhos e, após a votação e compilação dos resultados, o professor irá agir retomando a pergunta ou não. Ou seja, o professor irá analisar os resultados; caso o resultado seja inferior a 70%, os alunos devem retomar a questão.

A questão aqui precisa ser a mesma que a anterior, para que os alunos, agora organizados em duplas, possam discutir sobre seus possíveis argumentos para a resposta. Por isso é tão importante que as perguntas promovam incertezas, confusões e margem de interpretação, não para diminuir o entendimento do aluno, mas para ampliar o seu repertório de argumentação.

O diagrama abaixo, elaborado com base na proposta de Mazur (2015), possibilita a compreensão do processo metodológico.

Figura 1: Processo metodológico

Fonte: Elaborado com base em Mazur (2015).

A contribuição do Peer Instruction é dar liberdade para que os alunos possam compartilhar o conhecimento entre eles e participar efetivamente da aula, dando liberdade para que professor e alunos discutam conceitos que ainda não foram absorvidos completamente pelos estudantes. O professor tem papel fundamental em todo o processo, cabe a ele a tarefa de planejar e organizar para que o estudante possa aprofundar os estudos.

Metodologia da pesquisa

Trata-se de um relato de experiência do uso da metodologia Peer Instruction de caráter exploratório e explicativo, desenvolvida em 2020, com docentes uma escola municipal de Educação Básica, no município de Curitibanos/SC. É exploratório porque tem como finalidade proporcionar mais informações sobre o assunto, investigar e justificar os objetivos do estudo. Em geral, envolve pesquisa bibliográfica, entrevistas e análise de exemplos que ajudem na compreensão. A pesquisa explicativa, além de analisar e classificar os fenômenos, tem a preocupação de identificar os fatos.

A pesquisa bibliográfica tem como objetivo auxiliar o pesquisador a analisar os fatos. Além de análise bibliográfica, também será feita a análise de materiais coletados durante o estudo. Marconi e Lakatos (2003) indicam que a pesquisa documental está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina fontes primárias. Ela pode ser feita no momento em que o fato ou fenômeno ocorre ou depois.

Quando pensada a intervenção, o mundo estava em plena pandemia de covid-19; foi então que pensou-se na implementação de uma formação em serviço para professores. A formação foi planejada em formato de oficina, para que abrangesse os diferentes níveis de ensino da escola pública, ficando de livre acesso para os professores da instituição escolhida.

O estudo foi organizado e desenvolvido em momentos distintos, mesclando atividades síncronas e assíncronas. Inscreveram-se 25 professores, mas efetivamente 23 participaram. O objetivo foi promover momentos de aperfeiçoamento e troca de conhecimentos sobre os desafios do ensino híbrido no ensino remoto. Para atender à proposta, foram considerados os seguintes objetivos específicos: a) Compreender os princípios básicos do ensino híbrido; b) Conhecer metodologias de ensino híbrido que podem ser usadas no cotidiano da sala de aula; c) Experienciar metodologias de ensino híbrido.

No primeiro momento, em reunião por meio do Google Meet, realizou-se uma tempestade de ideias para diagnóstico dos conhecimentos prévios por meio da atividade de nuvem de palavras abordando o tema “O que é ensino híbrido?”. Os participantes acessaram a plataforma Mentimeter e manifestaram o que sabiam a respeito do tema. No momento seguinte, o de nivelamento dos conhecimentos, iniciaram-se as discussões a partir das palavras digitadas e as coordenadoras do projeto abordaram, com aprofundamento, o tema metodologias híbridas.

No segundo momento, com vistas ao saber, ao domínio dos conhecimentos, a oficina ocorreu assíncrona, com a disponibilização de material teórico sobre as metodologias híbridas para leitura dos participantes, com roteiro de estudo.

Para o terceiro movimento, o encontro foi síncrono também pelo Google Meet; a aula teve como base o texto encaminhado no encontro anterior, desenvolvido em processo de vivência da metodologia Peer Instruction, com vistas à aplicação dos conhecimentos. Para início foi verificada a leitura dos textos por meio de quiz na plataforma Kahoot. Assim que concluída a verificação da leitura, foi reservado um tempo de 10 minutos para debater o tema, como apontado por Mazur (2015), finalizando essa etapa. Como recomenda Mazur, foi utilizado questionário com auxílio da plataforma Socrative para validação e avaliação dos dados. No quarto e último momento, os participantes realizaram a avaliação da oficina usando a plataforma Google Forms.

Apresentação e análise de dados

Nesta seção serão apresentados os resultados obtidos após a análise dos dados apanhados através do estudo realizado com os professores da escola, que teve como objetivo promover momentos de aperfeiçoamento e troca de conhecimentos sobre os desafios do ensino híbrido no ensino remoto. Participando da atividade estavam 23 profissionais de educação, distribuídos da seguinte forma: 19 professores especialistas, 6 segundos professores, 2 professores de séries iniciais e 2 integrantes da equipe pedagógica. O grupo, além de heterogêneo, apresentava diferenças no tempo de trabalho no magistério, com professores que lecionam há 8 meses até professores com mais de 30 anos de experiência.

No movimento 1, foi solicitado que acessassem a plataforma virtual Mentimeter para iniciar com uma tempestade de ideias sobre o que é ensino híbrido. A primeira dificuldade observada no grupo foi acessá-la; no entanto, deu-se uma boa participação. A intenção com a atividade era fazer com que o grupo de professores pudesse apontar o que já conhecia sobre o tema. Ausubel (1980) afirma que aprendemos melhor aquilo que já conhecemos: ‘descubra isso e ensine-o de acordo’. Dessa forma trilha-se um caminho de mudança.

Na imagem a seguir podem ser observadas as palavras enviadas pelo grupo de professores, na qual demonstram ter conhecimento sobre o tema, seja ele teórico ou não. Nesta atividade destacam-se duas palavras: “investimento” e “tecnologia”, as quais indicam a necessidade de desfazer esse mal-entendido em relação ao ensino híbrido. Bacich (2015) aponta que os investimentos tecnológicos podem ser mais enxutos, com menor impacto no orçamento escolar e maior possibilidade de distribuição de investimentos em demais recursos que a gestão considere necessários.

Figura 2: Palavras enviadas pelos professores

Quando iniciadas as discussões, ficou mais perceptível a necessidade debater a aplicabilidade do ensino híbrido sem grandes orçamentos. Em determinados momentos do debate era possível perceber que alguns professores sabiam do que se tratava o tema, já outros apenas conheciam a palavra.

Dando continuidade, foi necessária a utilização de slides com palavras-chave para orientar as primeiras discussões, com o objetivo de clarificar os conceitos que envolvem a prática; para tanto utilizou-se o conceito formulado por Bacich (2015, p. 74) que apresenta o ensino híbrido ou blended learning: “O ensino híbrido configura-se como uma combinação metodológica que impacta na ação no professor em situações de ensino e na ação dos estudantes em situações de aprendizagem”. Durante a aula dialogada ainda falamos sobre os princípios que norteiam o ensino híbrido e de que forma esse modelo de ensino pode ser aplicado no nosso cotidiano escolar.

Foi explanado como possibilidades de ensino híbrido o Modelo de Rotação por Estações, o Modelo de Laboratório Rotacional, a Sala de Aula Invertida e o modelo de Rotação Individual; a cada modelo exposto houve comentários e esclarecimento de dúvidas; em determinado momento, a professora A abriu o microfone e comentou: “Algumas coisas já vínhamos fazendo sem saber que tinha essa denominação, a novidade é a forte presença da tecnologia, aliada ao momento de distanciamento social que foi imposto pela pandemia”.

Com o objetivo refletir sobre o tema, foi aplicado um questionário na plataforma Socrative sobre questões relativas a como o ensino híbrido pode favorecer a aprendizagem, quais as possibilidades de inovar adotando novas estratégias pedagógicas no espaço em que estão inseridas e de que forma o ensino híbrido poderá auxiliar nos processos de inclusão.

Os professores reconhecem a importância do ensino híbrido como aliado da aprendizagem significativa e evidenciam a autonomia, a responsabilidade e o protagonismo do aluno como fundamental, considerando que a responderam. Destacamos aqui a resposta do professor A: “Autonomia e responsabilidade aos alunos são uns dos fatores em que o ensino híbrido auxilia na aprendizagem. Exemplo: usar metodologias ativas”. Já o professor B pontua que “O ensino híbrido pode possibilitar uma autonomia maior, fazendo com que o aluno desenvolva suas habilidades e competências através de diferentes formas, pois acabará ditando seu próprio ritmo de aprendizagem. Isso tudo vem ao encontro de uma aprendizagem mais significativa e concreta”.

Quanto à inovação, os professores dão destaque ao papel do professor e veem a tecnologia como aliada do processo ensino-aprendizagem. Também concordam que o ensino híbrido promove a personalização e auxilia na inclusão.

Ao analisar a resposta sobre como inovar no espaço escolar diante da sua realidade, que contribuições o texto dá de possibilidades, estratégias e ferramentas, uma das professoras participantes manifestou-se descrevendo que “ainda acredito que somente é possível realizar o ensino híbrido quando há recursos financeiros”.

Observa-se que, inovação, para essa professora, “seria o uso das tecnologias, mas não podemos esquecer de sempre levar em consideração as condições dos alunos, pois a tecnologia ainda não é realidade para muitos alunos ainda”. No entanto, vale lembrar que podemos usar diferentes metodologias que não necessariamente requerem o uso de materiais digitais.

Outro professor apontou que “O texto nos faz perceber a necessidade de modificar o método de ensino, dando mais autonomia ao aluno na construção do conhecimento, independente dos recursos disponíveis na escola ou em casa”.

Outro comentário traz como ponto principal o planejamento do professor “através do planejamento dentro da realidade do aluno”. Essa metodologia é focada no aluno e não no professor; no entanto, cabe ao professor o papel de elaborar e planejar para que o aluno consiga trilhar seu caminho.

A questão número três discute se o ensino híbrido promove a inclusão: você concorda com essa afirmação? Destacam-se duas respostas, a da professora C, “Gostaria de falar que não, mas essa não é essa a nossa realidade, dando maior ênfase à inclusão no quesito tecnologia, mas o livro está sempre presente na vida do aluno e dos professores”. Mesmo a resposta sendo bastante confusa, pode-se observar que o professor é bastante resistente à nova metodologia e a inovações na educação. Outra resposta que se destaca é a do professor F, “Sim, possibilita a cada um fazer no seu tempo”. A grande maioria dos professores concorda que o ensino híbrido promove a inclusão.

Para finalizar o encontro, efetuamos o encaminhamento da atividade que seria realizada de forma assíncrona. Disponibilizamos via WhatsApp o texto “Ensino híbrido: alternativa de personalização da aprendizagem”, de Thamara Maria Souza, Alisson Moura Chagas e Rita de Cássia Araújo Abrantes dos Anjos, juntamente a algumas questões que nortearam a leitura dos participantes da oficina: 1. Quais conceitos importantes aparecem? 2. Quais ajustes podem ser feitos na sua prática a partir do texto? 3. Descobriu algo novo ou reconheceu em algum exemplo? 4. Como ocorre a personalização do ensino no ensino híbrido? 5. Qual o papel do professor no ensino híbrido?

No movimento 3 optou-se por trabalhar com a metodologia ativa Peer Instruction com objetivo de dinamizar e fazer com que interagisse com os pares. Lima e Santos (2016) destacam que a metodologia propicia a interação socioconstrutivista entre alunos a distância por meio de rede social.

Os resultados evidenciam que, mesmo no formato online, os participantes tiveram a preocupação de se organizar em pares para realizar os debates; alguns professores chegaram a comentar que optaram por fazer dupla com quem sabiam que haviam realizado as leituras e que já tinha conhecimento prévio do assunto abordado.

Na imagem a seguir podemos observar o resultado Kahoot realizado com a turma para coletar os dados.

Figura 3: Resultado via Kahoot

Ao acessar a plataforma, alguns participantes apresentaram dificuldade, considerando-se que apenas oito participantes, de treze, concluíram a atividade. Para a realização do jogo foram selecionadas cinco questões: 1. Qual o papel do professor no ensino híbrido? 2. O ensino híbrido só pode ser implementado em escolas com recursos financeiros e materiais? 3. Quais os pilares do ensino híbrido? 4. Como ocorre a personalização do ensino no ensino híbrido? 5. Segundo Mantoan (2006), a educação inclusiva refere-se exclusivamente a pessoas com deficiência?

Cada questão teve um total de 80% de acertos; a questão em que os professores apresentaram maior dificuldade foi sobre o ensino híbrido ser implementado em escolas com recursos financeiros e materiais. Novamente aparecem aqui as ideias iniciais do grupo em relação ao financiamento do tema abordado; apenas quatro professores responderam corretamente, totalizando 50% dos participantes. Somente dois participantes acertaram 100% das perguntas.

Outra questão que chama a atenção é em relação ao papel do professor: dos oito respondentes, seis responderam corretamente e duas respostas vão totalmente na contramão do que se tem debatido na atualidade em relação à educação. As respostas trazem o professor como detentor e transmissor do conhecimento. Bacich (2015) destaca que o professor provoca, elabora e aplica estratégias dinâmicas que permitem a construção interativa do conhecimento, ou seja, a aula é centrada no aluno e não no professor.

Em uma avaliação geral da atividade, pode-se observar a falta de leitura por parte dos participantes, sendo necessária uma retomada dos pontos principais do texto para debate. Também foi necessária a explicação da intenção de uso da atividade e da forma como vinha se desenhando a aula desde o primeiro momento.

Após o período de discussão, os professores acessaram a plataforma Socrative, na qual foram disponibilizadas três questões mais complexas, nas quais era necessário apresentar maior embasamento teórico, visto que a metodologia Peer Instruction aponta que é necessário responder no primeiro momento individualmente e somente após a análise dos resultados avaliar se podemos prosseguir ou retomar. Dessa forma não se perde tempo no que foi compreendido pelos alunos/professor e pode-se dedicar mais tempo para o que ainda não foi assimilado. Como a situação deu-se em formato online não foi possível acompanhar as discussões em duplas, ficando assim apenas com o resultado final e o feedback dos participantes. Finalizando as atividades da intervenção, foi exibido um vídeo para reflexão sobre educação e vinha ao encontro do que foi discutido durante o encontro; na sequência ainda foi oferecido um formulário de avaliação do grupo de pós-graduandas que poderia ser respondido em outro momento. Dessa forma deu-se a finalização da intervenção na Escola Marechal Eurico Gaspar Dutra.

O estudo iniciou com 25 inscritos; no entanto, no decorrer dos encontros tivemos a participação de 17 professores (desistência de 27%). Nenhuma das atividades foi imposta, ficando livre a participação dos membros do grupo na atividade final, cujo objetivo era avaliar o quanto do trabalho foi válido para o grupo de professores. Entre os questionamentos feitos estavam perguntas como: Você gosta de tecnologia? Dos dezessete participantes que responderam à avaliação, quatorze responderam que sim (82,4%); apenas três relataram que não gostam de tecnologia. Perguntamos também: Qual tipo de tecnologia você usa no seu dia a dia? Nessa pergunta, vários instrumentos foram citados; entre eles está o celular, em primeiro lugar, com doze referências; em seguida, o computador e/ou notebook, com dez; na sequência temos ainda redes sociais, aplicativos e sites de pesquisa; observamos uma pequena diversidade de usos.

Outra pergunta feita no formulário de avaliação era referente ao uso da tecnologia na sua prática pedagógica. Entre as respostas obtidas, foi quase unanimidade o uso de celular, computadores e notebook, na sua grande maioria, além de redes sociais, sites de pesquisa, filmes, vídeos e aplicativos. Nessa pergunta tivemos duas respostas que relataram não usar tecnologia em sua prática diária, pois trabalham com educação carcerária. Fica claro aqui que a ideia de tecnologia na educação ainda não está clara para os docentes e é bastante limitada ao uso de dispositivos eletrônicos, redes sociais e smartphones. Henry Jenkins, estudioso dos meios de comunicação, traz a visão de que os meios digitais adotam diferentes formas, dependendo do contexto cultural em que se inserem, ou seja, o que é tecnologia para um grupo pode não ser para outro.

Na sequência perguntamos: a trilha formativa ajudou você a entender mais sobre ensino híbrido e sobre o uso de metodologias ativas? Nesse quesito, as respostas foram unânimes: todos afirmaram que sim, estão usando tecnologia na prática diária, em especial nesse momento de ensino remoto. Em relação ao tempo de duração da realização da trilha formativa as opções eram: bom, regular ou insuficiente; quinze respostas avaliaram como bom (88,2%); dois participantes classificaram o tempo como regular.

Em relação à linguagem utilizada, as opções eram: acessível, regular ou de difícil compreensão; dezesseis participantes classificaram como acessível e de fácil compreensão (94%); somente um participante definiu a linguagem como regular.

Na continuidade questionamos: qual é sua avaliação sobre o estudo do tema ensino híbrido? Dentre os participantes, quatro avaliaram como bom e treze participantes do grupo avaliaram como ótimo, esclarecedor e acessível ao aluno e aos professores.

Os participantes elencaram os pontos positivos e negativos do estudo desenvolvido; nessa questão apenas treze participantes responderam. As respostas encontradas variaram desde a ênfase à autonomia adquirida pelo estudante até a descrição de atitudes que demonstram foco e comprometimento com os estudos; percebemos também uma preocupação com a possível perda da habilidade da escrita em consequência do uso de tecnologia. A grande maioria dos participantes ressalta que a prática foi esclarecedora, que adquiriu novos conhecimentos que facilitarão a prática pedagógica. Outro ponto relevante mencionado nas respostas foi o pouco material a ser acessado nas unidades escolares em relação ao ensino híbrido; entre os relatos temos o da professora B: “Não consigo descrever, mas me ajudou muito conhecer esses recursos e é muito bom saber que podemos contar com eles para ajudar no aprendizado dos nossos alunos”.

Para finalizar, foi perguntado se havia interesse em um terceiro encontro, na forma de uma oficina, com orientações para o uso de aplicativos na sala de aula. Nesse momento, três participantes responderam que não e quatorze responderam que sim, que desejam fazer a oficina, o que deixou o grupo de pós-graduandas muito satisfeito com o resultado, e em especial porque enfatiza a preocupação do grupo de professores na formação em serviço.

Considerações finais

O ensino híbrido é uma abordagem pedagógica que viabiliza trabalhar os conhecimentos; a utilização da Peer Instruction (que em português significa instrução entre pares), metodologia de ensino interativo, de fato possibilita ao aluno uma aprendizagem de forma reflexiva e autônoma, desenvolvendo as habilidades e competências da comunicação, do relacionamento interpessoal, da responsabilidade e da autonomia, entre outras.

Sem sombra de dúvida a necessidade da utilização do ensino remoto nos conduziu a uma busca por metodologias ativas e inovadoras. Entretanto, para que possamos utilizar essas novas abordagens de ensino, é imprescindível que nossos professores estejam dispostos a romper a forma de ensino tradicional e se lancem aos novos desafios.

Refletir sobre como fazer e o que fazer para tornar o tempo de ensino e aprendizagem significativo é primordial, e mais do que nunca o papel do professor nesse processo torna-se fundamental; a aprendizagem em pares é um exemplo singular dos novos papéis desempenhados pelos atores desse processo, em que o aluno se torna protagonista de seu processo de aquisição de conhecimento e o professor é o mediador que vai direcionar e conduzir esse processo.

A aprendizagem em pares possibilita o desenvolvimento das competências e habilidades socioemocionais preconizadas na BNCC, que têm como fundamento desenvolver um cidadão autônomo, crítico e reflexivo.

Ao finalizar o trabalho, ressaltamos que o ensino híbrido e as metodologias ativas são essenciais na formação dos alunos na contemporaneidade, que a metodologia de aprendizagem em pares estimula a interação social e torna o aluno agente na produção do próprio conhecimento. Consideramos ainda a importância da formação continuada dos professores da rede pública, haja vista que a dinamicidade do mundo contemporâneo e os parcos anos de graduação não contemplam um público tão amplo e diverso.

Referências

ALEGRO, Regina Célia. Conhecimento prévio e aprendizagem significativa de conceitos históricos no Ensino Médio. 2008. Tese (Doutorado) - UNESP, Marília, 2008.

BACICH, Lilian. Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Bookman, 2015.

______; MORAN, José. Aprender e ensinar com foco na educação híbrida. Revista Pátio, nº 25, p. 45-47, jun. 2015.

______; ______. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2017.

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Publicado em 19 de outubro de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

COSTA, Edicleia Dolberto; TESCKE, Nadia; PERUZZO, Silvia; MELLO, Regina Oneda. Os desafios do ensino híbrido no ensino remoto. Revista Educação Pública, v. 21, nº 38, 19 de outubro de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/38/os-desafios-do-ensino-hibrido-no-ensino-remoto