Tecnologia e (in)formação: contribuições da Educação a Distância para uma formação de qualidade

Robson José de Moura Silva

Professor de Educação Física, doutorando em Ciências da Educação (Facem)

Luciano dos Santos

Professor de Língua Inglesa, doutorando em Ciências da Educação (Facem)

Maria da Piedade Pereira de Souza

Professora pedagoga, mestranda em Ciências da Educação (Iscecap)

A tecnologia, de modo geral, é fruto do esforço técnico, individual e coletivo, para desenvolver equipamentos e sistemas que auxiliem, aprimorem ou, em determinados casos, substituam ações humanas em prol da melhoria da oferta de uma nova proposta de relação entre homem e meio social. Assim, conforme as pretensões do ser humano aumentam, com o intuito de se assegurarem os mais diversificados bens de consumo, progressão científica, vantagens e proteção social, o avanço das tecnologias acompanha esse desenvolvimento; a educação não se absteve dessa realidade e, com o passar dos tempos, passou por diversos debates, impasses, adaptações e, atualmente, compõe uma área que também se beneficia das contribuições das tecnologias. Compreender esse processo fará com que os indivíduos assimilem seu funcionamento e estabelecimento permanente em sociedade.

Diante de um cenário emergente, favorável e em pleno processo de ascensão, a Educação a Distância (EaD) expande-se em prol da associação de múltiplos elementos tecnológicos e virtuais com o intuito de subsidiar uma nova configuração educacional capaz de suprir determinadas necessidades de aprendizagem dos indivíduos, além de oferecer uma modalidade de ensino caracterizada pela flexibilidade e assincronia das relações de ensino-aprendizagem. A modalidade EaD é, assim, uma das formas que os indivíduos têm de acesso aos conhecimentos sistematizados gerados pelas históricas transformações do meio social frente à demanda de aperfeiçoamento de mão de obra por meio de maior qualificação especializada.

A EaD busca, portanto, suprir necessidades de aprendizagem de seus alunos por meio de recursos de ensino, suporte e registro legítimos, em que professores e alunos têm encontros subsidiados por toda uma conjuntura de elementos favoráveis à expansão de habilidades cognitivas articuladas de maneira implementada, qualificada e embasada em concepções teórico-práticas plausíveis e sustentáveis, principalmente no que se refere ao feedback das relações entre professor e aluno.

Evidencia-se, continuamente, que as tecnologias digitais vêm se aprimorando e refletindo diretamente no comportamento humano e que os indivíduos têm ampliado sua interatividade e conectividade por meio da internet e aproximando-se, cada vez mais, de saberes que outrora levariam demasiado tempo para ser alcançados, privilégio esse que inúmeras instituições de ensino promovem por meio de cursos os quais, por sua vez, apostam na relação entre praticidade e comodidade ao aluno agregando aos seus processos de ensino meios para que os interessados ingressem em seus ambientes virtuais de ensino-aprendizagem (AVEA), sempre a partir de ofertas de qualificação acadêmica e profissional, sem deixar de mencionar, diante desse contexto, as expressivas atualizações da rede mundial de banda larga que reforçam o intento dos indivíduos de realizar sua formação por intermédio de uma abordagem de ensino em espaço interativo.

Ao analisar a modalidade de ensino da EaD, evidencia-se primeiramente que se trata de uma proposta de inclusão digital, haja vista que sua capacidade de democratização e expansão de acesso à educação permite que diferentes indivíduos, domiciliados em localidades distantes dos grandes centros urbanos, onde geralmente se sediam as universidades públicas e privadas, também tenham a oportunidade de se qualificar para atuar no mercado de trabalho com condições mínimas de compreensão técnica e com qualidade.

Todavia, conforme a EaD se apresenta como um campo da educação subsidiada por expressivos benefícios (comodidade, flexibilidade, assincronicidade etc.), os mesmos podem ser interpretados, por muitos, de maneira equivocada, como um ensino de “facilidades”, haja vista que a obrigatoriedade da presença em espaços físicos é parcial e pode inferir na ideia de ensino de “qualquer jeito” ou, ainda, de ensino negligente, gerando e dissipando a resistência a essa modalidade, por parte daqueles que sequer tiveram contato com o mesmo, chegando a expressões contraproducentes advindas do senso comum.

Para tanto, o presente estudo busca apresentar as reais contribuições que a EaD tem a oferecer aos seus usuários/alunos, seja no sentido de oferecer uma discussão reflexiva, seja na ampliação de novas perspectivas acerca da temática, expandindo-se as concepções sobre essa área, por meio de revisão bibliográfica.

Contextualizando: Educação a Distância e história

Os registros históricos evidenciam que o advento da EaD se deu mediante a necessidade das sociedades de aprimorar seus sistemas de ensino e formação, os quais tradicionalmente eram praticados de maneira presencial, diminuindo as distâncias entre aluno e escola ou oferecendo para aqueles indivíduos que trabalhavam durante grandes períodos do dia a oportunidade de conciliar seus tempos livres aos lazer e à formação, sem, ao mesmo tempo, deixar a desejar na oferta de uma educação alinhada com os objetivos de ensino embasados em normas e determinações educacionais críticas e coerentes com as reais necessidades de aprendizagens e possibilidade de ensino.

Silva e Santos (2019) evidenciam, panoramicamente, o advento da EaD no mundo e no Brasil apresentando que a EaD

remonta dos primórdios do século XVIII, surgida diante da necessidade de aperfeiçoamento científico de alguns indivíduos, os quais eram submetidos à realização de cursos por correspondência, pioneiramente realizados na cidade de Boston, nos Estados Unidos da América. Ao longo do tempo, a EaD expandiu sua premissa de ensino e alcançou inúmeros povos, dos quais o Brasil, tendo como registro mais remoto, o ano de 1904, através de anúncio em jornal para interessados em datilografia por correspondência, caracterizando-se como a primeira fase da EaD em solo brasileiro (Silva; Santos, 2019, p. 4).

Nesse contexto, é possível comparar a EaD com a primeira Revolução Industrial, ocorrida do século XVIII, em que a crescente produção e utilização da energia a vapor e a substituição do homem pela máquina cogitava certa preocupação de milhões de trabalhadores braçais da época em relação às perspectivas de emprego. Nesse contraste, as novas possibilidades de ensino apresentadas pelos AVEA da EaD surgem como uma linha divisória em termos de educação e qualificação da mão de obra, conduzindo a educação a migrar para novas performances que, ao mesmo tempo, cria-se certo receio social em relação à confiança necessária para conseguir apropriar-se das habilidades mínimas de acesso e navegação para, em sequência, ingressar nela e, principalmente, permanecer ali (Silva; Santos, 2019).

Dessa forma, as aspirações tecnológicas da humanidade culminaram no advento de transportes a vapor, rádio, TV, dispositivos móveis, tecnologias da informação, internet etc., as quais influenciaram significativamente a perspectiva de alguns indivíduos em melhor preparar-se cognitiva e profissionalmente para lidar e trabalhar de maneira mais adequada às áreas de organização e produção em larga escala de produtos, insumos e serviços; nesse viés, a EaD também acompanha a linha de desenvolvimento social, porém o que está em jogo não são produtos e bens materiais, mas sim a qualidade do processo de ensino-aprendizagem (Silva; Santos, 2019).

Atualmente, a EaD apresenta diversas possibilidades de ingresso à modalidade, seja de maneira gratuita ou privada, por meio de processos seletivos ou isento deles. Para tanto, faz-se de suma importância que os indivíduos que desejem ou precisem iniciar ou dar continuidade aos seus estudos por meio da EaD possuam pré-requisitos básicos referentes ao domínio do funcionamento e manuseio dos recursos físicos e virtuais ofertados predominantemente por meio da internet, o que, para muitos, ainda se apresenta como um obstáculo a ser superado, haja vista que “dos 5,8 milhões de estudantes de escolas públicas que não têm conexão, apenas 2,6 milhões dispunham de sinal de rede móvel celular” (Araújo, 2020, s/p); todavia, vale salientar que tais problemáticas são inerentes ao sistema social, pois mesmo que sua totalidade tivesse acesso à internet regularmente ainda haveria a necessidade do domínio básico de uso, além da necessidade dos indivíduos de se especializarem para atuar no mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Tecnologias da informação e comunicação aplicadas à educação: pressupostos, formação e aproveitamento

As tecnologias da informação e comunicação (TIC) estão diretamente relacionadas às relações interpessoais na contemporaneidade. Apresentando-se como elementos engajadores, as TIC são capazes de encurtar distâncias entre os indivíduos; suas utilidades, em meio social, são evidenciadas diante da necessidade de potencializar processos que envolvem desde o entretenimento, trabalho e educação; em relação, especificamente, com a educação, as TIC se configuram como alternativas à expansão e ascensão de práticas pedagógicas e de elevação dos índices de ensino-aprendizagem.

Lima (2012) apresenta as impressões das TIC no cotidiano social expondo uma expressão moderada acerca de suas utilizações:

O fantástico mundo das novas tecnologias da informação e da comunicação é uma realidade que não temos como negar, mas o nosso posicionamento em relação aos efeitos da aplicação dessas tecnologias no nosso cotidiano não pode ser nem de deslumbramento desmedido nem de ceticismo exagerado, mas sempre enxergá-las como parte dos avanços, das contribuições e das contradições inerentes à humanidade no seu esforço pelo estabelecimento de uma comunicação eficaz (Lima, 2012, p. 29).

Ainda em Silva e Santos (2019), identifica-se a transformação da sociedade e mudanças de status e conceitos significativos que culminam na então sociedade em tempos líquidos:

A Educação a Distância (EaD) ganha espaço, estando presente, histórica e praticamente, em todos os meios de comunicação midiática como, por exemplo, por carta, rádio, TV, vídeo-tape, fita, LP, CD, DVD, MP3, disquete, internet, USB, nuvem, dentre outros. Assim, em tempos de modernidade líquida, educação não é mais concebida apenas através de um ambiente fechado, mas, sim, categoricamente, sem fronteiras, no entanto, imprevisível (Silva; Santos, 2019, p. 2).

Os autores apontam os reflexos da evolução educacional promovido pela EaD, todavia ainda apontam para a imprevisibilidade que a modalidade está sujeita a sofrer, seja em relação à sua ampliação de espaços e recursos ou, até mesmo, seu retrocesso, obsoletismo e extinção (Silva; Santos, 2019).

Oliveira e Moura (2015) apresentam também que:

a utilização de recursos tecnológicos no processo de ensino é cada vez mais necessária, pois torna a aula mais atrativa, proporcionando aos alunos uma forma diferenciada de ensino. Para que isso se concretize de maneira que todos os envolvidos sintam-se beneficiados, a questão das TIC deve estar bem consolidada. A forma de ensinar e aprender pode ser beneficiada por essas tecnologias, como por exemplo, a Internet, que traz uma diversidade de informações, mídias e softwares, que auxiliam nessa aprendizagem (Oliveira; Moura, 2015, p. 76).

Diante este cenário, culmina-se a EaD, a qual atrela os benefícios das tecnologias aliados aos processos de ensino, em que os alunos podem lançar mão à flexibilidade, à assincronicidade e à navegação online em ambientes virtuais com acesso a repositórios de materiais didáticos (livros em PDF, videoaulas, atividades, avaliações etc.), além de realizar atividades de natureza individual e coletiva, bem como a promoção de fóruns, oficinas wiki, videoconferências, dentre outros (Oliveira; Moura, 2015).

Na perspectiva da era da digitalização do estudo, Belisário (2001) aponta a necessidade da adaptação da mídia gráfica para digital:

Considerando que a cada dia mais e mais a mídia computadorizada vai substituindo a mídia gráfica e, portanto, a suposição de que em alguns anos todos ou quase todo material didático poderá estar na internet, nas intranets, ou mesmo em equipamentos eletrônicos de bolso, é preciso que o material didático a ser utilizado na educação a distância desenvolva um grau de comunicabilidade que misture um pouco de cinema, televisão e videogame (Belisário, 2001, p. 142).

Assim, essa modalidade de ensino tende a crescer e se fixar nos mais diversificados contextos, tendo suas origens remotas, mas aperfeiçoadas ao longo do tempo. Desse modo, percebe-se, evidentemente, a relevância da EaD no atual e emergente contexto de propostas de sua consolidação como modalidade de ensino viável, constatando-se, ainda, que as tecnologias da informação e comunicação (TIC) estão cada vez mais presentes na vida dos indivíduos (Belisário, 2001).

Em Silva e Santos (2019), temos o seguinte reflexo sobre TIC nos processos educacionais:

Em tempos de desenvolvimento e avanço tecnológico, torna-se imprescindível considerar a educação como sistema permeável e adaptável às mudanças, conceituais e comportamentais, advindas da necessidade de inovações dos múltiplos setores econômicos globais, tendo-se, deste modo, o setor educativo como o campo gênese de tal expansão. Os meios de comunicação, os quais se encontram no topo da pirâmide tecnológica, hoje, encontram-se cada vez mais presentes e indispensáveis no cotidiano dos indivíduos, os quais logo acabam inserindo tais recursos em suas relações sociais e interpessoais, assim como no trabalho, família e lazer (Silva; Santos, 2019, p. 2).

Destarte, a EaD vem conquistando espaço e se firmando como a educação da contemporaneidade. Diversas mudanças, ao longo do tempo, fizeram com que tal modalidade agregasse o que há de melhor das inovações tecnológicas, principalmente as de natureza informativa e comunicativa, ao cenário educacional. As novas TIC estão se consolidando em importantes aliadas na oferta de cursos a distância como também semipresenciais, voltados à qualificação e formação profissional daqueles que buscam ingressar em uma carreira síncrona com as transformações sociais que ocorrem ao seu redor (Silva; Santos, 2019).

Especificamente se tratando de instituições de ensino privado, a EaD é um dos suportes principais para a oferta de cursos com valores acessíveis. Dessa forma, o público discente tem sido atraído também por esse aspecto. Pode-se inferir que o fenômeno da EaD aproxima as fronteiras do conhecimento, em que os estudantes podem ter acesso a professores preparados e renomados que, esporadicamente, não estariam disponíveis na modalidade presencial, além da comodidade de utilização do ambiente virtual em horários diversos que se adaptam ao tempo do próprio aluno.

Em entrevista ao jornal O Dia, Ricardo Pacheco, diretor de operações EaD da Universidade Braz, de Mogi das Cruzes/SP, expõe a linearidade entre oferta de cursos privados na modalidade EaD em comparação à oferta pública presencial:

O modelo de ensino a distância nas instituições privadas permite ao aluno acesso à graduação a um custo três vezes menor do que o modelo presencial, sem perda de qualidade. “O diploma não muda e atingimos as classes C e D, mantendo o nível de ensino. Este é o diferencial para qualquer instituição que quer se manter no mercado” (O Dia, 2019, s/p).

Devido à pouca e, até mesmo, à falta de informações acerca da EaD e de seus benefícios, ainda há a falsa impressão, por grande parte da população, de que o ensino a distância é mais fácil do que o presencial, porém esse pensamento é equivocado, tendo em vista que a EaD é uma expansão do ensino gênese por meio de ferramentas tecnológicas. Isso acaba gerando incoerências e, até mesmo, a desqualificação dessa modalidade.

Todavia, o fato de o aluno ter a seu dispor horários flexíveis deve ser interpretado como ponto positivo, pois ele decidirá o melhor momento para dedicar-se às atividades do curso, direcionando, assim, sua dedicação e atenção para garantir maior produtividade nos estudos. Dependendo do grau de interesse e disponibilidade, tal dedicação pode ser até maior que a dedicada em um curso presencial, dependendo, então, do nível de comprometimento do aluno (Silva; Santos, 2019).

Ambientes virtuais de ensino-aprendizagem

Dentre as premissas da modalidade EaD, sem dúvidas a minimização de obstáculos físicos relacionados às distâncias dos seus alunos é um fator a ser considerado como positivo no que se refere a estímulos atrativos ao público-alvo específico (cursos de curta duração, técnicos, especializações, dentre outros), identificando-se, minuciosamente, também o seu papel inclusivo. Dentre os aspectos que caracterizam a EaD como inclusiva, há aqueles que envolvem as individualidades do aluno quanto às suas disponibilidades de tempo dedicado aos estudos, cabendo a estes reservar, periodicamente, determinados períodos de tempo em suas rotinas para dedicar-se às leituras autodirigidas e suas respectivas avaliações individuais e coletivas, atribuindo à EaD a característica de modalidade flexível (Martins, 2016).

Esses espaços, intitulados AVEA, são organizados com vista à agregação de ferramentas multimidiáticas capazes de oferecer um ambiente de ensino repleto de possibilidades de interação com estudos organizados em chats, fóruns, bibliotecas virtuais, videoconferências, videoaulas, links de acesso e envio de atividades, atividades cronometradas, material digital, geralmente disponibilizado em PDF, dentre outros.

Uma das principais ferramentas dos ambientes complexos de aprendizagem (ACA) é o sistema global de redes de computadores interligados, a internet, cada vez mais acessível às diversas camadas da sociedade brasileira. Ela proporciona maior velocidade nas comunicações e permite mais possibilidades de interações entre mediadores e aprendizes, bem como entre aprendizes e aprendizes. Nesta nova forma de promover a aprendizagem, um dos principais recursos da rede são plataformas virtuais que apresentam interfaces de comunicação e informação para mediação e desenvolvimento das atividades, denominadas ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) (Martins, 2016, p. 114).

Os AVEA são fontes de inúmeras discussões, haja vista que são os espaços onde ocorrerá toda a reciprocidade necessária na troca de informações, discussões, feedback e avaliação. Quando esse quesito não se apresenta conforme o estabelecido, muitos reflexos negativos são gerados, como, por exemplo, a falta de acompanhamento do professor/tutor com o público discente, a não interatividade, enfim, a evasão na modalidade (Martins, 2016).

Dificuldades de ingresso, permanência e conclusão na EaD

Indubitavelmente, uma das nítidas dificuldades de ser mediador ou aluno na modalidade EaD é o controle e adaptação de múltiplas atividades da vida cotidiana atreladas às propostas de ensino virtual, haja vista que tanto as atribuições do aluno quanto do mediador demandam tempo, elemento este que, muitas vezes, é fator determinante para a continuidade da jornada de estudos de maneira autônoma ou de implicações. No entanto, conforme as tecnologias avançam, em seus mais diferentes meios e campos da sociedade, muitos são aqueles que, porventura, não conseguem acompanhá-las e acabam por enfrentar dificuldades diversas como, por exemplo, falta de compreensão em relação ao uso de equipamentos, aplicativos, navegação online, dentre outros, frutos da falta de inclusão digital em tempo adequado; mesmo assim, quando os integrantes da EaD conseguem apropriar-se de tais técnicas acabam enfrentando resistência por parte da falta de tempo adequado para estudos (Martins, 2016).

Assim, acessar frequentemente o ambiente de estudos, ter dificuldades em tirar dúvidas online, além da variável aceitação da interface dos AVEA pode hesitar a tentativa de buscar a resolução das tarefas, bem como não inspirar seu estímulo à continuidade do curso e deflagra-se na busca pelo plágio virtual e/ou na evasão da modalidade.

Tendo em vista a adesão aos meios tecnológicos por parte significativa da população, podemos dizer que a EaD é uma ferramenta importantíssima na disseminação do conhecimento. Porém, sabe-se que há uma parcela da população que não dispõe de acesso à tecnologia e à internet, o que caracteriza o ensino a distância. Mill e Carmo (2012) apresentam um panorama das lacunas onde jazem as dificuldades da modalidade da EaD:

Por ser demasiadamente dinâmica e complexa, nós ― educadores, pesquisadores, estudantes e demais interessados nessa temática ― ainda estamos por entender diversos aspectos que constituem a modalidade Educação a Distância (EaD). Há muitas lacunas teóricas e de entendimento mais geral que, sobretudo no contexto brasileiro, têm dificultado a concepção e realização de boas práticas de formação pela EaD. São perceptíveis as lacunas no entendimento de ensino-aprendizagem na perspectiva da aprendizagem (estudante), do ensino (docente), das tecnologias (materiais didáticos e mídias) e da concepção/gerenciamento da EaD (gestores) (Mill; Carmo, 2012, p. 8).

Para tanto, faz-se necessária uma formação continuada que reforce a ideia de aperfeiçoamento pessoal, acadêmico e até profissional do aluno, haja vista a emergente ascensão da EaD no mundo físico, virtual, corporativo e comercial.

Ao ingressar na EaD, naturalmente muitos desafios surgem, principalmente devido ao fato de termos passado a formação básica inseridos na educação presencial, com todas as suas características e métodos. Para muitos indivíduos, essa forma de aprendizagem (presencial) faz parte da sua vida desde a infância, o que amplifica como um dos fatores que culminam na dificuldade de adaptação e, mesmo inseridos, muitos acabam por arriscar sem realmente compreender os objetivos e finalidades de tal ambiente.

A fim de conquistarmos uma educação real que alcance esses objetivos e não uma EaD de “faz de conta”, identificamos a necessidade de algumas reflexões frente aos desafios desta modalidade. O primeiro desafio refere-se às configurações mais recentes que têm composto o espaço virtual: Será este, de fato, um espaço de transposição do ensino tradicional? Será este, de fato, um espaço de educação ou simplesmente de ensino e ou transmissão de informação? Que papel tem assumido o tutor-educador para que a EaD não seja apenas mais uma forma de promover a transmissão de informação disfarçada sob uma nova roupagem tecnológica? (Mill; Carmo, 2012, p. 2).

Tendo em vista o imprescindível fato de o aluno ser o principal agente de sua própria formação, responsável por administrar e organizar seu horário para estudos, isso gera, inevitavelmente, más interpretações e “preconceito” em torno dessa modalidade de ensino, em especial, daqueles que ainda atribuem ao professor o papel de principal responsável e condutor dos processos educacionais, quanto tal interpretação se refere, ainda, à qualidade dos cursos, dissipando suposições, muitas vezes equivocadas, de que a educação, sem o devido contato físico com professores, torna improdutiva a produção de debates e reflexões críticas.

Os desafios que envolvem a EaD são dimensionais, além dos muitos preconceitos acerca dela, um deles é a possibilidade de formação sem o devido nível de aprendizagem, gerada pela diferença entre as modalidades presencial e a distância, além de o participante ter de desenvolver o hábito de ser um aluno autodidata, dentre outros fatores. Outro aspecto que requer a atenção é a qualidade dos feedbacks, bem como a qualidade do próprio serviço de disponibilidade de internet e equipamentos de suporte do aluno.

Hattge et al. (2004) expõem que:

Na EaD o professor é peça fundamental no processo ensino- aprendizagem e, neste contexto, a tarefa do professor-tutor é desafiadora e complexa, afinal, tem a missão de mediar o processo educativo, guiando e orientando o aluno para que se sinta motivado e consiga ser participativo, interagindo com os demais colegas, buscando novas pesquisas que tragam novas reflexões e novos significados para o conhecimento. Assim, é fundamental que os professores tenham um papel ativo em dar feedback nas atividades desenvolvidas pelos alunos, em tempo necessário para o estudante se sentir ouvido e que os comentários sejam personalizados e apontem uma crítica construtiva.

A modalidade EaD estreita caminhos e possibilita a inclusão de pessoas que, por motivos adversos, foram excluídas do processo educativo ou inclusivo devido a condições financeiras, mobilidade ou de disponibilidade de dar continuidade à sua formação em tempo certo. Nesse sentido, as novas tecnologias têm papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois são ferramentas que facilitam o acesso ao conhecimento, reduzindo as barreiras físicas, promovendo a interação com todos os envolvidos no processo pedagógico, permitindo, ainda, que o professor/tutor e os alunos estejam em ambientes físicos distintos, porém conectados.

As dificuldades de disponibilidade de tempo e de domínio das ferramentas essenciais à EaD são as grandes barreiras que sondam os alunos ingressantes dos AVEA. Desenvolver autonomia para uma interatividade que gera aprendizado requer tempo, tempo este que pode não ser suficiente para conclusão da formação. Dessa forma, ao mesmo tempo, a flexibilização de horário é desvantajosa na EaD, pois, muitas vezes, o aluno não consegue administrar bem seu tempo, se omite demasiadamente do compromisso firmado e acaba por não conseguir dar conta do curso.

De acordo com os resultados do Censo da EaD no Brasil (2018), os índices de evasão são alarmantes, o que evidencia a nítida frustração dos alunos em poder permanecer no curso conquistado de maneira efetiva e proveitosa, conforme apresentam as tabelas a seguir:

Tabela 1: Número de cursos oferecidos por tipo de curso

Tipo de curso

Número de cursos

Totalmente a distância

4.570

Semipresenciais

3.041

Livres não corporativos

16.557

Livres corporativos

5.574

Total

29.742

Fonte: Censo EaD, 2018.

Diante desses dados, é possível contratá-los de modo a conhecer os índices de evasão na modalidade EaD, conforme expressos a seguir.

Tabela 2: Número de instituições que afirmam conhecer ou não os motivos de evasão

X

Totalmente a distância

Semipresencial

Presencial

Sim

137

96

169

Não

36

20

56

Não declarado

162

219

116

Fonte: Censo EaD, 2018.

O fator agravante dos resultados é que grande parte das instituições de ensino não conhece as razões que justifiquem tal evasão; elas admitiram não conhecer tais fatores. Já os índices dos cursos semipresenciais evidenciam um cenário educacional preocupante.

Outro desafio à EaD é a operacionalização das ferramentas do Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), pois, como não são utilizados tão veementemente no cotidiano dos indivíduos, algumas até de forma bastante esporádica, isso acaba dificultando os rendimentos das atividades.

Diante de tudo isso, o aluno deve organizar seus horários de acordo com sua disposição de tempo, e isso se configura, de fato, uma vantagem, pois ele tem a flexibilidade dos horários a seu favor. Um aspecto similar, mas, ao mesmo tempo, distinto é a questão da presença, pois em aulas tradicionais elas seriam presenciais, porém, nos AVEA ela se torna diária, mas sem horário exato, salvo em caso de avaliações e do próprio horário estabelecido pelo aluno. Apesar disso, o discente não deve confundir essa liberdade com o fato de dedicar menos tempo aos estudos.

Metodologia

O presente estudo foi desenvolvido sob a perspectiva da revisão bibliográfica, possuindo como fonte de dados artigos científicos, livros, relatórios anuais, trabalhos de conclusão de curso, dentre outros.

De acordo com a concepção epistemológica de Lakatos e Marconi (2010, p. 27), “a revisão bibliográfica é indispensável para a delimitação do problema [...], uma ideia precisa sobre o estado atual dos conhecimentos sobre um tema, sobre suas lacunas e sobre a contribuição da investigação para o desenvolvimento do conhecimento”.

Para Alves-Mazzotti (2002, apud Mattos, 2015),

a revisão de literatura ou revisão bibliográfica teria então dois propósitos: a construção de uma contextualização para o problema e a análise das possibilidades presentes na literatura consultada para a concepção do referencial teórico da pesquisa. Portanto, nesse tipo de produção, o material coletado pelo levantamento bibliográfico é organizado por procedência, ou seja, fontes científicas (artigos, teses, dissertações) e fontes de divulgação de ideias (revistas, sites, vídeos etc.), e a partir de sua análise, permite ao pesquisador a elaboração de ensaios que favorecem a contextualização, problematização e uma primeira validação do quadro teórico a ser utilizado na investigação empreendida (Alves-Mazzotti, 2002, apud Mattos, 2015, p. 3).

Pelo excerto, compreende-se que a revisão bibliográfica centra esforços na busca por informações pertinentes à temática explorada, oferecendo novas concepções em prol de esclarecimentos de lacunas acerca do objeto ou campo de estudos.

Resultados e discussão

O advento da EaD tem motivado inúmeras discussões. Por um lado têm-se os aspectos positivos que inferem na ascensão do ensino e, por outro, aspectos negativos que indicam que tal maneira de ensinar e aprender não seja, realmente, tão eficaz quanto se apresenta, haja vista sua distribuição desigual em território, seja por motivos econômicos ou preparatórios, e pela contundente transposição e adaptação dos aspetos do ensino presencial para o virtual.

O papel da EaD é oferecer uma modalidade alternativa de ensino que promova uma educação de qualidade e supere dificuldades do histórico dos indivíduos, como, por exemplo, formação na idade certa, inclusão digital, acessibilidade, diminuição de distâncias físicas, dentre outros. Ela objetiva oferecer um processo de ensino-aprendizagem completo, dinâmico e eficiente por intermédio de recursos e ferramentas tecnológicas. Apesar de ser realizada a distância, reações interpessoais funcionam a partir da interação virtual entre o tutor e aluno.

A proposta da EaD é uma forma de educação que ofereça um processo de aprendizado dinâmico e interativo, por meio das novas TIC. As pessoas, mesmo separadas geograficamente, conseguem interagir e construir um ambiente de aprendizado satisfatório e produtivo, o que torna o processo similar com a forma de se relacionar dos indivíduos no dia a dia.

A EaD acaba descentralizando a educação por meio dos serviços de internet, superando as barreiras de mobilidade e distância, permitindo que até mesmo as pessoas que habitam áreas remotas possam ter acesso a cursos e possam se capacitar. Isso torna a EaD inclusiva, pois possibilita que indivíduos de diferentes localidades ou os que têm limitações financeiras não sejam excluídos dos processos de acesso à qualificação, podendo se capacitar, interagir e se formar sem, necessariamente, ter de sair de suas casas. Esse, certamente, é o grande diferencial da EaD.

Ainda há muitos preconceitos e falta de compreensão acerca dos processos da EaD; um deles é de que a aprendizagem é diferente do sistema presencial devido à ausência do professor em sala. Mas a Educação a Distância se apresenta como uma possibilidade de aprendizagem jamais vista em outros tempos.

É inegável que EaD tem se instaurado como excelente ferramenta de qualificação acadêmica e profissional, e, mesmo que atualmente apresente bastante resistência, tem se mostrado tão eficaz quanto os cursos presenciais, ocasionalmente até mais.

Pesquisas demonstram que, cada vez mais, indivíduos sentem os reflexos positivos da experiência com a EaD, indivíduos estes não possuíam perspectiva e que conseguiram concretizar seus sonhos com essa oportunidade real.

A partir do estudo, foi possível perceber que muitos alunos têm dificuldade no início da formação via EaD, pois o fato de não terem que se deslocar diariamente para uma sala de aula convencional passa uma equivocada impressão de que a vivência num curso a distância seja mais fácil de lidar, quando comparado com a educação presencial, construindo uma concepção incoerente com o que, de fato, seja o ideal. A autonomia do processo educativo é uma das características mais marcantes na EaD, pois o fato de não precisar se deslocar até uma instituição de ensino frequentemente exige que o aluno reserve momentos destinados exclusivamente à aprendizagem. Observa-se, assim, que pode até haver uma flexibilidade de horários; contudo, a dedicação e o estudo devem ocorrer de forma até mais intensa.

No entanto, um dos grandes desafios do aluno da EaD é desenvolver o hábito de estabelecer horários para as leituras independentes e realização das tarefas. Porém o fato de não existir um horário preestabelecido para encontros (presenciais) com demais colegas de curso e professores torna-se desmotivador pelo fato de não ter o contato direto com os indivíduos presencialmente para proporcionar debates e resolução de dúvidas. Para o indivíduo, vindo de uma escolarização exclusivamente presencial, a organização de uma rotina que gere a autonomia de estudos se faz necessária, com tempo para se acostumar às mudanças bruscas.

Como visto até aqui, nas primeiras experiências com a EaD, os alunos deparam-se com inúmeras dificuldades, desde o acesso à internet à realização das atividades semanais, especificamente em se tratando de localidades interioranas e rurais, onde o acesso à internet ainda é bastante limitado. Quando superados esses impasses, surgem outros como as inúmeras ocupações de trabalho, por exemplo. Assim, quem se habilita a ingressar na EaD precisa estar consciente e ser responsável diante desse novo compromisso.

A EaD tem a capacidade de, cada vez mais, incluir e possibilitar o acesso à educação de qualidade, de baixo custo, para as mais remotas localidades de um país. São cada vez maiores os números de alunos que ingressam na EaD, sob a perspectiva de que ela se apresenta como um veículo capaz de promover o processo de ensino-aprendizagem, de forma eficaz e significativa.

Entretanto, muitos ainda veem essa modalidade de ensino com demasiado sentimento de receio e, muitas vezes, com preconceito; acredita-se que um aluno da EaD é menos capacitado que um aluno do ensino presencial. Porém, cabe às políticas públicas promover e incentivar a população desde cedo, isto é, informar o aluno sobre a importância dessa modalidade em suas vidas e tornar viável sua inserção em atividades experimentais com auxílio dos laboratórios de informática, além de capacitá-lo adequadamente aos novos critérios para se realizarem e concretizarem os benefícios que a EaD tem a oferecer, tornando a educação, como um todo, cada vez mais consolidada, respeitada e de extrema qualidade no cenário brasileiro e mundial.

Considerações finais

Diante das discussões levantadas aqui, é possível inferir que grande parte da população ainda apresenta o sentimento de resistência quanto aos pressupostos da modalidade EaD, mas de legitimidade e qualidade após concluir formações por ela. No entanto, ainda recaem críticas quanto às metodologias aplicadas nos AVEA e, principalmente, quanto ao desenvolvimento de discussões entre alunos e professores/tutores quanto também às avaliações realizadas ao longo do processo de formação.

De fato, não é uma tarefa fácil ser aluno na EaD. Faz-se necessária uma compreensão prévia por parte do aluno, que exercite a rotina de estudos na EaD com mais afinco do que no ensino presencial. O indivíduo interessado em estudar a distância necessita ter responsabilidade em organizar seu horário para estudos, pois a ausência de um professor presencial para tirar suas dúvidas e inquietações será um dos maiores desafios.

Em relação a expandir essa modalidade a todos os indivíduos, ainda é e será um processo árduo e longínquo, haja vista o fato de a própria educação presencial, que adveio da Europa, iniciada com a catequizar os índios até os dias atuais não ter chegado a toda população com a devida qualidade. Todavia, a EaD é uma tendência muito forte, inovadora, apresenta pontos fortes e seguros; a educação presencial também possui suas vantagens e particularidades, não há expressiva competição entre estas modalidades, e nas duas o papel do professor ou tutor é fundamental.

A modalidade EaD tem alcance indiscutível. Como pilares há os professores formadores, tutores e coordenadores e, no topo da pirâmide, o aluno interessado no conhecimento. Nesse sistema, o interesse pelo conhecimento é primordial e o desafio de torná-lo, cada vez mais atrativo, é enorme.

Com o passar do tempo, a EaD apropriou-se de relações interpessoais diárias dos indivíduos e se tornou uma parte integrante do nosso cotidiano, o que nos faz esquecer que estamos em um curso a distância, por exemplo. A flexibilidade e comodidade são sempre identificadas como característica positiva dessa modalidade; no entanto, é notória a necessidade de uma organização efetiva e muita disciplina em prol de um bom desempenho nos estudos, sendo necessária a dedicação de parte do tempo diário para a realização das tarefas e assimilação dos conteúdos.

A importância da EaD no contexto atual tem relação direta com a crescente demanda e a necessidade de se destacar no mercado de trabalho, que se apresenta cada vez mais competitivo, sendo um dos principais fatores para o aumento dessa modalidade de ensino. Vale destacar, também, que a apropriação dos indivíduos em sistemas virtuais e TIC e sua inserção numa sociedade cada vez mais tecnológica auxiliam e favorecem esse cenário.

Tendo surgido como uma modalidade de ensino com o propósito de qualificar mão de obra, hoje a EaD é a porta de entrada para muitos que estavam fora do mercado de trabalho, em que têm a oportunidade de dar continuidade à sua vida acadêmica e, ao mesmo tempo, de se capacitar para atuar na era digital.

Assim, tanto o aluno da educação presencial quando o da EaD devem se dedicar com a mesma intensidade aos seus processos e à formação; a diferença é a flexibilidade e o compromisso para tal. Alunos da EaD têm que se dedicar até mais que um da presencial, já que não tem a figura do professor para tirar suas eventuais dúvidas de imediato, quando está assistindo à videoaula, por exemplo. Um dos fatores de suma importância se refere ao fato de o aluno ter de criar sua rotina de estudos no Moodle, assistir às aulas, conversar com os professores e demais participantes. O aluno é o agente principal do processo de ensino da EaD, haja vista que a efetiva aprendizagem dependerá muito mais dele do que de qualquer outro aspecto.

Diante de tudo que foi apresentado e discutido, ainda remetemos à necessidade da promoção e ação de políticas públicas que conscientizem dos recursos tecnológicos, assim essa barreira poderá ser quebrada, permitindo o acesso do maior número possível de indivíduos. Esse acesso democratizaria, significativamente, a EaD e a tornaria amplamente inclusiva, elevando-a, até mesmo, aos indivíduos que residem em regiões distantes no interior do país, sem a necessidade de deslocamento. Assim, ainda é possível perceber os benefícios do aproveitamento de todo o tempo que seria gasto com viagens e com ganhos dos custos financeiros do aluno.

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Publicado em 09 de fevereiro de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

SILVA, Robson José de Moura; SANTOS, Luciano dos; SOUZA, Maria da Piedade Pereira de. Tecnologia e (in)formação: contribuições da Educação a Distância para uma formação de qualidade. Revista Educação Pública, v. 21, nº 5, 9 de fevereiro de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/2/tecnologia-e-informacao-contribuicoes-da-educacao-a-distancia-para-uma-formacao-de-qualidade