Análise do aprendizado de Genética e Biologia Molecular em um pré-vestibular social: um reflexo do Ensino Médio

Áislan de Carvalho Vivarini

Pós-doutorando (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho/UFRJ), professor colaborador (UFRJ - Câmpus Duque de Caxias)

Bianca Cristina Duarte Vivarini

Mestre em Farmacogenética, aluna de Medicina (UFRJ)

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM) (Brasil, 2000), estudantes do Ensino Médio devem ser capazes de analisar e criticar os fazeres humanos identificando distintos aspectos, como político-econômicos, éticos e morais envolvidos na produção tecnológica e científica, bem como na sua utilização, sendo transportado de um cenário científico para um contexto em que estão envolvidos vários aspectos da vida humana. Além disso, os PCNEM esclarecem que o ensino da Biologia deve abordar os temas contemporâneos desenvolvidos pela pesquisa científica atual com a finalidade de fortalecer as relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade. Frente às modernidades e suas exigências, não basta capacitar os jovens para determinadas funções, fazendo-se necessária uma mudança no processo de ensino, utilizando-se novas metodologias que favoreçam a criatividade, o raciocínio lógico, o espírito crítico e o trabalho em equipe (Brasil, 1999). Além disso, a realidade da educação brasileira em parte é devida a precária formação dos professores, ao fracasso escolar, as dificuldades de aprendizagem dos alunos e a ineficácia do ensino nas escolas. Entre os docentes e discentes há um consenso de que existe pouco envolvimento no processo em decorrência da falta de contextualização, das dificuldades de aplicabilidade e abstração dos conceitos abordados nas várias áreas das Ciências Biológicas. Portanto, é um desafio para os profissionais da educação a transformação dos conhecimentos sobre as novas biotecnologias em conteúdos pedagogicamente assimiláveis pelos alunos do Ensino Médio, tendo em vista também seus aspectos religiosos, econômicos, éticos e epistemológicos (Harres, 1999).

Ensinar os conteúdos de Biologia e das novas biotecnologias exige alterações e inclusões nos programas de ensino e nas atividades pedagógicas. Segundo Alves e Caldeira (2005), o docente deve saber articular todos os conteúdos científicos obrigatórios no currículo, além das teorias de aprendizagem da ciência, a seleção de atividades diversificadas capazes de motivar os alunos, a orientação das atividades e a avaliação dos resultados. Entretanto, a maioria do saber científico transmitido na escola é rapidamente esquecida, prevalecendo ideias alternativas bastante estáveis, identificadas, inclusive, entre estudantes universitários (Mortimer, 1996).

A Resolução CNE/98 sugere que os estudantes possam entender das tecnologias contemporâneas e associá-las aos conhecimentos científicos e aos problemas que estes se propõem a solucionar, relacionar princípios científicos e tecnológicos à sua vida, ao seu trabalho e ao desenvolvimento do conhecimento e das sociedades. Pesquisas têm revelado que a maioria dos discentes do ensino básico apresenta uma ideia pouco definida sobre células, confundindo-as com átomos, moléculas e tecidos (Bastos, 1992; Caballer; Gimenez, 1993; Giordan; Vecchi, 1996). Diante dessa realidade, parece evidente que o modo como o ensino é organizado e conduzido está sendo pouco eficaz em promover o desenvolvimento conceitual. Em virtude dessas observações, o estudo qualitativo na área cientifica da Genética e Biologia molecular em um curso preparatório social do aprendizado dos alunos egressos pode permitir traçar alternativas para uma melhoria do ensino e a aquisição de saberes em ciências que permitam uma maior interação com os avanços na sociedade.

Pré-vestibulares e suas diretrizes educacionais

A expansão no ensino que ocorreu no Brasil após a década de 1930, preconizada principalmente pelas Reformas Francisco Campos (1931) e Capanema (1942) (Moraes, 1992; Schwartzman et al., 2000), relaciona-se com a transição de uma economia meramente agrária para uma economia capitalista industrial. Essa expansão resultou, entre outras coisas, numa modalidade de ensino preparatória para os exames vestibulares, os cursinhos ou cursos pré-vestibulares. Os pré-vestibulares populares (PVP), ou sociais, fazem parte de uma mobilização coletiva que vem sendo desenvolvida nos últimos anos pela democratização do ensino no país. Não se trata, portanto, de iniciativas isoladas, senão que reflete a preocupação nacional com a problemática do acesso à universidade pública e com o aumento da demanda da população pelo Ensino Superior impulsionada pela expansão da Educação Básica, pela urbanização e pelas transformações do mercado de trabalho (Bastos et al., 2010).

Enquanto grande parte das escolas privadas investe em um Ensino Médio voltado para a preparação de alunos para os vestibulares, as escolas públicas possuem alunos que almejam a ascensão ou a inclusão profissional no mercado de trabalho. Entretanto, não seria possível fazer generalizações nas quais apenas alunos de escolas particulares estejam preparados e que desejam ingressar no Ensino Superior, da mesma forma seria insensível dizer que os alunos do setor público sejam incapazes de entrar na universidade (Nascimento, 2006). Para os discentes que almejam entrar no Ensino Superior e que consideram sua formação insuficiente, existe a possibilidade da ajuda de cursos particulares, os chamados “cursinhos pré-vestibulares”. Como o custo alto da maioria dos cursos, não são todas as pessoas que podem usufruir desse tipo de preparação adicional ao Ensino Médio. Entretanto, existem organizações não governamentais (ONGs), projetos sociais de iniciativa privada e públicas, tendo o objetivo de incluir alunos com poucos recursos financeiros nos exames vestibulares (Carvalho, 2006).

A pedagogia dos cursos pré-vestibulares é extremamente mecanicista e, muitas vezes, antieducativa, na medida em que adestra os estudantes, negando-lhes a possibilidade de reflexão e de construção autônoma e, consequentemente, de um entendimento crítico do conhecimento, da história, da sua cultura, do contexto político-econômico e dos problemas sociais em que está inserido (Nascimento, 2006). Diante dessa questão, professores e instituições buscam caminhos alternativos que viabilizem a preparação dos alunos para vencerem a concorrência das seleções de acesso às universidades (Sampaio, 2011). A complexidade das necessidades educacionais atuais exige a abertura de espaços alternativos, que incluem novas experiências de formação docente. É nesse sentido que os CPVC (cursos pré-vestibulares comunitários) podem, em parceria com as universidades, constituir espaços de formação inicial de professores, contribuindo para a ampliação da percepção da realidade e propondo novas práticas pedagógicas (Groppo et al., 2019). A maioria dos professores dos CPVC é constituída por alunos da graduação e/ou professores com reduzida experiência docente. Assim, acabaram se tornando também espaços informais de formação docente. Uma formação que se dá na prática, no coletivo da sala de aula e em outras atividades sociocomunitárias, mas que também não prescinde da formação universitária.

Verifica-se, nos últimos anos, uma intensificação da demanda pelo Ensino Superior entre os jovens de baixa renda, mobilização não isenta de contradições uma vez que as políticas de expansão mediante a privatização do Ensino Superior brasileiro não favoreceram o acesso dos egressos do Ensino Médio que dependem essencialmente do ensino público (Zago, 2006). No período 1960-1970, enquanto as matrículas nas instituições públicas registravam crescimento da ordem de 260%, as matrículas do setor particular cresciam mais de 500%. Na década seguinte (1970-1980), o crescimento do setor privado foi de 311,9% e o do setor público, de 143,6% (Sampaio, 2000). A expansão do setor privado não parou. A universidade pública expandiu-se, mas, sobretudo a partir dos anos 1970 até os dias atuais, as políticas mercantilistas do Ensino Superior fortaleceram o setor privado, no qual detém aproximadamente 90% das instituições e 70% do total de matrículas (INEP, 2003). Dados como esses confirmam a expansão que, conservadora em sua essência, manteve o caráter elitista do Ensino Superior. No entanto, são iniciativas que envolvem diversos setores da sociedade, assim como estão aumentando numericamente e se diversificando (Maia; Mialhe, 2018). Na sua grande maioria, eles funcionam no período noturno ou aos sábados e são experiências que sobrevivem do trabalho voluntário de professores e outros membros responsáveis pela coordenação, entre outras funções.

O avanço científico e sua relação com o ensino de Genética e Biologia Molecular

A ciência e a tecnologia estão presentes em todos os setores da vida contemporânea, causando profundas transformações econômicas, políticas, sociais e culturais. A torrente de informações advindas das recentes descobertas científicas, principalmente nas áreas de Biologia Molecular, Biologia Celular e Genética, se expande progressivamente do meio acadêmico ao público em geral por meio de revistas especializadas e dos meios de comunicação de massa (Pedrancini et al., 2007). Mas, segundo Leite (2000), a população encontra-se despreparada cientificamente para participar de modo democrático e crítico, em debates sobre os atuais avanços biotecnológicos. A Biotecnologia se caracteriza pela sua multidisciplinaridade, tendo aplicações comerciais em diversos setores econômicos (Carvalho, 1996; Silveira et al., 2002). A Biotecnologia está inserida no cotidiano dos alunos nas revistas, jornais e internet, dentre outros, e o professor pode ajudar a garantir a elucidação das notícias veiculadas (Oliveira; Ferreira, 2018). Há necessidade de democratização da ciência; o saber produzido não pode ficar restrito à universidade ou a laboratórios de pesquisa, tendo que chegar aos professores e, consequentemente, aos seus alunos.

Nos últimos anos, a produção científica teve grandes avanços, destacando-se na área das Ciências Biológicas para a Genética e a Biologia Molecular. As novas tecnologias derivadas desses conhecimentos tornaram possível o domínio de inúmeras técnicas como clonagem, transgenia, testes de paternidade, sequenciamento de genomas, técnicas de diagnósticos moleculares etc., onde a multiplicação dessa ciência acaba por estar beneficiando a população mundial. Contudo, atualmente, os professores de biologia ainda enfrentam grande batalha na hora de fazer o aluno entender e fixar conteúdos de Genética e Biologia Molecular (Campos et al., 2002; Moura et al., 2013). Com o crescimento do conhecimento científico na área da Genética, tem sido exigido dos educadores uma atualização de conteúdos ainda mais eficiente. Entretanto, as pesquisas no ensino de Ciências Biológicas apontam que a Genética está inserida entre os conteúdos em que os professores de Ensino Básico têm maior dificuldade de explicar e discutir (Mayer et al., 2000).

Diversos problemas relacionados com a defasagem de aprendizado pelos alunos se baseiam também no vocabulário científico. Palavras como “alelo”, “gene”, “cromossomos” etc. tornam-se um problema na hora de fixar os conceitos, dificultando a compreensão e a diferenciação dos conteúdos aprendidos (Freitas et al., 2011). Também são de difícil compreensão os conceitos relacionados com as leis de Mendel, os cruzamentos entre as gerações e as probabilidades dos resultados, sendo estes conhecimentos necessários e fundamentais, no qual se baseia todo ensino da genética. A Biologia Molecular e a Genética são ciências multidisciplinares, sendo primordial que no Ensino Médio os fundamentos de ambas sejam bem fixados (Salim et al., 2007). A disciplina de Biologia Molecular representa um conhecimento primordial para entender os seres vivos de modo geral, como as suas funções e complexidades e, além disso, permite ao aluno fazer associações com as outras disciplinas dos cursos das áreas biológicas. Questões que abrangem tal disciplina buscam entender a nível molecular problemas relacionados à hereditariedade e à evolução dos organismos vivos, além da Engenharia Genética, transgênicos, vacinas, vírus de DNA e RNA, bibliotecas genômicas, clonagem, células-tronco, terapia gênica e demais projetos sobre genomas. A tendência atual da Biologia no Ensino Médio é relacionar o novo conteúdo a ser ministrado com elementos do domínio de vida dos educandos, sempre com a preocupação de não delimitar o alcance do conhecimento tratado, mas sim dar significado ao aprendizado (Brasil, 1999).

A popularização dos temas recentes da genética tem ocorrido de maneira significativa pelos principais meios de comunicação (Melo; Carmo, 2009). Apesar disso, o enfoque apresenta-se de maneira superficial e sensacionalista (Justina et al., 2000), enfatizando os fatos sem compromisso com orientações educativas (Grynszpan; Reznik, 2000). Pesquisas têm demonstrado que os meios de comunicação são os que mais influenciam as concepções espontâneas dos alunos e que, embora o meio escolar tenha tratado destes tópicos, eles pouco alteram as ideias prévias dos alunos sobre o assunto (Domingues, 2002; Krasilchik, 2001; Moura et al., 2013). Hoje o termo DNA já faz parte do universo de qualquer pessoa que tenha acesso à televisão, e termos relacionados, como mutantes, por exemplo, já estão incluídos no vocabulário das crianças e adolescentes, mesmo antes de a escola tê-los “formalmente” apresentado. Deveria ser de conhecimento geral que os temas na área de Genética são interdisciplinares e possuem grande associação com o contexto social. É necessário que a população tenha conhecimento nesta área para opinar acerca dos debates do mundo atual (Góes; Oliveira, 2014). Entretanto, o que se observa é que grande parte das pessoas não tem conhecimento sobre os conteúdos científicos, provavelmente devido à natureza abstrata de conceitos, tais como estrutura da molécula de DNA, sua duplicação, replicação, síntese de proteínas, entre outros (Jann; Leite, 2010).

De acordo com Coelho e colaboradores (2008), os professores de Biologia apontam que os seus alunos têm dificuldades para entender os conceitos teóricos da genética, têm dificuldades de interpretação de resultados matemáticos, têm o conhecimento defasado do ensino básico e ainda estudam em livros didáticos contendo erros conceituais e informações desatualizadas. Frente a esses problemas, o autor sugere que a Genética seja abordada de maneira atualizada e integrada, facilitando a construção do conhecimento e a aproximação com o cotidiano do discente. Novas estratégias de ensino no processo de ensino-aprendizagem são de fundamental importância na prática docente (Vitoria et al., 2018). É importante que os professores possam organizar e abordar os conteúdos de genética de forma a aumentar o interesse e a criatividade dos alunos, promovendo assim uma mudança qualitativa no processo de ensino e aprendizagem. Segundo Krasilchik (2004), a abordagem de novos temas exigirá do docente uma relação intimista com a comunidade, de forma que possam ser considerados assuntos relevantes que não desorientem os alunos, mas que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sua comunidade.

O presente estudo se justifica e tem como objetivo a identificação de quais são as principais dificuldades teóricas sobre o aprendizado nos temas de Genética e Biologia Molecular em alunos com características distintas de um pré-vestibular social, relacionando suas defasagens com a organização conteudista oriunda do Ensino Médio e com a cobrança nas provas de vestibulares dos temas em análise.

Metodologia

A pesquisa foi desenvolvida em um pré-vestibular social estadual no município de Petrópolis/RJ entre os anos de 2015 e 2019. Para levantamento do perfil dos alunos, utilizaram-se como referência os trabalhos de Krasilchik (1972), em que se incluíram tanto a faixa etária, nível de escolaridade e gênero quanto o perfil estudantil e frequência nas escolas públicas ou privadas, além das condições socioeconômicas. Para investigação de concepções sobre Genética e Biologia Molecular, seguimos os trabalhos de Banet e Ayuso (2000), Cho (1985), Cox (1989), Smith (1991), Kindfield (1994), Lewis (2000a, 2000b) e Wood-Robinson (1998). Essas concepções iniciam-se com uma parte teórica básica sobre determinado tema e aprofunda-se conceituando-o na sociedade e sua aplicabilidade, assim como sua inter-relação com as ciências atuais. Assim, o questionário dessa pesquisa foi desenvolvido, em relação ao tema de Genética e Biologia Molecular, com base nas bibliografias adotadas no Ensino Médio regular estadual, com o intuito da análise qualitativa e quantitativa tanto de conceitos básicos, quanto de funcionalidades importantes e críticas dentro de um aspecto científico necessário a formação de cidadãos. Os aspectos relacionados ao plano e formato do questionário foram adaptados de Rummel (1977) como elaboração do instrumento de pesquisa, baseando-se na formulação de questões fechadas com direcionamento aos temas, criando uma sequência racional de desenvolvimento avaliativo que permite discriminar as conclusões e afirmações contidas ao longo do questionário. Em virtude dessas referências metodológicas, as questões foram elaboradas visando:

  • caracterizar o grupo amostral quanto à formação no Ensino Básico;
  • verificar o conhecimento dos alunos sobre os temas e identificar as possíveis defasagens sobre os temas pesquisados;
  • analisar o papel de diferentes fontes de informações na influência do conhecimento prévio nessas ciências biológicas moleculares.

A seleção dos alunos do pré-vestibular social não obedeceu a um critério discriminatório. Foram avaliados 452 alunos que apresentaram interesses em participar da pesquisa; eram de ambos os sexos e entre 17 e 62 anos de idade e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para autorização da pesquisa. Na primeira etapa do projeto foram confeccionados pré-testes com o objetivo de avaliar os resultados e ajustar as perguntas que seriam pertinentes ao trabalho, sendo aplicado a dez alunos do curso. Essa avaliação preliminar pôde aumentar a eficiência e eficácia da pesquisa, permitindo adequar tanto o tempo para as respostas e local de aplicação, assim como os possíveis erros de interpretação das questões. No total, houve poucas modificações do pré-teste, tendo somente que modificar as questões 6 e 7 do questionário para torná-las mais fáceis de interpretar e responder. Após essa pré-análise, o questionário foi validado e categorizado (Anexo).

Todas as avaliações foram realizadas nas dependências do curso pré-vestibular. O critério utilizado na escolha do curso foi primeiramente a facilidade de acesso aos alunos para a pesquisa, obtenção de um número amostral grande e, principalmente, por ser um pré-vestibular social da rede Estadual. O questionário foi respondido pelos alunos dentro do primeiro mês de aula no curso preparatório, ou seja, em abril de cada ano pesquisado, período no qual ainda não tinham sido ministradas as aulas de Genética a Biologia Molecular no pré-vestibular social. Foi entregue o questionário aos alunos interessados em colaborar na pesquisa e tiveram uma hora para responder as questões, podendo ser auxiliados pelos pesquisadores caso houvesse alguma dúvida metodológica. Ao final de toda a pesquisa entre os anos de 2015 e 2019, todos foram recolhidos e analisados individualmente em relação aos aspectos e parâmetros pesquisados, sendo quantificados de acordo com as respostas e os dados plotados nos quadros e figuras pelo software Excel.

Durante abordagem inicial, foi explicado aos alunos do que se trata a pesquisa, assim como a sua estrutura, abrangência das perguntas e a forma de preenchimento do questionário. A avaliação com os alunos foi dividida em duas acepções principais:

  • o social, onde foi coletado dados como idade, período de conclusão (ou não) do Ensino médio e o estudo em escolas privadas ou públicas; e
  • e os conhecimentos conceituais e individuais sobre Genética e Biologia Molecular.

A primeira parte da análise dos conhecimentos foi referente à fonte de informação sobre o tema central, o posicionamento do aluno perante alguns questionamentos a respeito da área estudada. Em seguida, visou-se analisar o conhecimento de estruturas e funcionalidades em relação aos temas.

Resultados e discussão

Em busca da caracterização referente ao tempo de Ensino Médio completo ou em andamento dentro da amostra, verificamos que 47% dos alunos ainda estudavam no 3º ano do Ensino Médio (EM), ou seja, concomitantemente estavam estudando no pré-vestibular aos sábados e no ensino regular durante semana. Dentro desse universo amostral, 33% já tinham completado o EM entre 1 a 4 anos, sendo os 20% restantes completado o ensino regular entre 5 a 10 anos (Figura 1).

Figura 1: Tempo de estudo referente à conclusão do Ensino Médio entre os avaliados

Nas salas de aula, observa-se uma grande diversidade entre os alunos, dentre as quais se podem citar as diferenças culturais, sociais, religião, entre outras (Fialho, 2008). Nessa diversidade de alunos, é imprescindível que o professor desenvolva em seus alunos atitudes e habilidades criativas, o que desenvolve o aprimoramento individual e social continuado. Para Campos e colaboradores (2002), durante uma atividade lúdica, por exemplo, os alunos ficam entusiasmados por receberem uma proposta de aprender de forma interativa e divertida, o que resulta em uma aprendizagem significativa. Muitos jogos estão presentes na literatura com o intuito de facilitar o ensino de Genética, Biologia Molecular e Citologia para o Ensino Médio (Campos-Junior et al., 2009; Freitas et al., 2011; Jann; Leite, 2010; Martinez et al., 2008; Rosseto, 2010). Também é imprescindível que todos entendam a importância da atividade para que haja melhoria no processo de aprendizagem (Pedroso, 2009). Dentro desse número amostral, a maioria (88%) estuda (ou estudou) no ensino público estadual ou municipal, sendo apenas 12% concluintes do ensino privado, resultado esperado para um pré-vestibular social (Figura 2).

Figura 2: Porcentagem de alunos que estudam ou estudaram o Ensino Médio em escolas públicas ou privadas

Os projetos do curso social preparatório para os vestibulares são pautados na aproximação dos alunos oriundos de escolas públicas à Universidade, onde em sua maioria tem conseguido aprovação nos vestibulares através das cotas governamentais.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1999), é

necessária uma proposta educacional que tenha em vista a qualidade da formação a ser oferecida a todos os estudantes. O ensino de qualidade que a sociedade demanda atualmente expressa-se aqui como a possibilidade de o sistema educacional vir a propor uma prática educativa adequada às necessidades sociais, políticas, econômicas e culturais da realidade brasileira, que considere os interesses e as motivações dos alunos e garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem.

Independente da área pretendida, os conhecimentos básicos em genética e biologia molecular são interdisciplinares e possuem grande associação com o contexto social. Considerando a compreensão do tema de genética e biologia molecular dentre os alunos, o questionamento inicial foi baseado na premissa se os discentes já tiveram ou estão tendo a matéria de Genética/Biologia Molecular no Ensino Médio formal. Como a maioria dos alunos possui entre 17 e 25 anos (89%), foi relatado por 72% deles que tiveram as respectivas matérias durante o Ensino Médio, enquanto apenas 11% disseram que não tiveram e 17% não lembravam se o conteúdo foi ministrado (Figura 3).

Figura 3: Porcentagem de alunos que relataram o prévio contato teórico durante o ensino básico com a matéria de Genética e Biologia Molecular

Buscando aprimorar a análise, de acordo com o objetivo central, sobre os conhecimentos prévios dos alunos quanto a Genética e Biologia Molecular, foi aplicado um questionário de alternativas fechadas com temas conceituais e suas aplicações. Como verificado na Figura 4, o maior percentual dos alunos respondeu que conhecem as moléculas do DNA e RNA, assim como os temas relacionados com genes, alelos, cromossomos, cromatina, Gregor Mendel e hereditariedade.

Figura 4: Porcentagem de alunos que relataram ter ciência ou não sobre os temas questionados: DNA e RNA, genes e alelos, cromossomos e cromatina, Gregor Mendel e hereditariedade

Mas esse padrão de resposta se torna diferente quando incluímos conceitos estruturais e funcionais, como replicação, transcrição, processamento de RNA e tradução. Não basta saber do que se trata alguns temas, se seus conceitos estruturais e funcionais estão em defasagem, podendo refletir tanto a ausência do estudo do tema, quanto a não compreensão por completo após certas aulas ministradas na escola principalmente. Como podemos verificar na Figura 5, apenas entre 10% e 20% dos alunos conseguiram afirmar que sabiam sobre os temas expostos, haja vista que incluem principalmente as funções das estruturas e conceitos apresentados na Figura 4.

Figura 5: Porcentagem de alunos que relataram ter ciência ou não sobre replicação do DNA, tradução, códons e ribossomos, transcrição e expressão gênica, processamento de RNA (splicing)

Para aprofundar a pesquisa e termos base quanto às respostas dos discentes, visando também estruturá-la em relação à qualidade do aprendizado dos temas, foram idealizadas outras questões, ao final do mesmo questionário, tendo por finalidade a verificação da veracidade das respostas encontradas nas Figuras 4 e 5 sobre os conceitos funcionais de Genética e Biologia Molecular. De acordo com o Quadro 1, as respostas demostraram que 96% souberam responder que todo ser vivo possui material genético e que apenas 55% sabiam o nome ácido dexorribonucleico (ADN ou DNA). Uma questão que confunde quem ainda não teve contato com os assuntos é o preconceito antigo de que os genes estão presentes apenas nos gametas, já que são essas células que carregarão as características dos pais aos descendentes. Como podemos analisar, 22% das respostas estavam erradas e 19% não souberam responder, demonstrando que ainda há certo tipo de discrepância de ideias a respeito desse tema. Apesar de ser da mesma composição, os cromossomos e cromatinas são vistos como se fosses partes diferentes das células. Com isso, aproximadamente metade dos avaliados conseguiram responder que o cromossomo é formado de cromatina. Esse fato também é verificado quando avaliamos se os alunos sabiam como era a estrutura do RNA e DNA quanto ao número de fitas. Houve aproximadamente um equilíbrio entre as três respostas possíveis, evidenciando que quando o assunto relacionado à Genética e à Biologia Molecular se torna estrutural e funcional, notamos a falta de base nesses temas de alunos oriundos de diferentes idades e escolas. Essa afirmativa se torna clara quando analisamos as demais perguntas, todas relacionadas à funcionalidade de processos genéticos, como, por exemplo, o processamento do RNA, pareamento das bases nitrogenadas e de biotecnologias relacionadas a projetos genoma e terapia gênica.

Quadro 1: Porcentagem de alunos que responderam ao questionário de acordo com as perguntas explícitas sobre conceitos funcionais de Genética e Biologia Molecular. Os números sublinhados e em negrito representam a resposta correta

Perguntas

Sim

Não

Não sei

Todo ser vivo possui material genético?

96,0%

3,0%

1,0%

O DNA (ADN) é um ácido dexorribonucleico?

55,0%

13,0%

32,0%

Os genes estão presentes apenas nos gametas?

22,0%

59,0%

19,0%

Podemos afirmar que o cromossomo é formado basicamente pelos mesmos componentes da cromatina?

49,0%

19,0%

32,0%

O RNA possui dupla hélice e o DNA uma única fita?

38,0%

35,0%

29,0%

No DNA há o pareamento entre as bases A e T, e C e G?

42,0%

11,0%

47,0%

Podemos afirmar que um organismo que possui dois alelos Aa é heterozigoto para certa característica?

44,0%

25,0%

31,0%

A replicação do DNA se dá pelo processo de meiose?

76,0%

11,0%

13,0%

Todas as células de um organismo possuem a expressão dos mesmos genes?

18,0%

25,0%

57,0%

Um gene pode originar distintas proteínas pelo processamento do RNA?

15,0%

8,0%

77,0%

Podemos começar a entender as características de um organismo através do sequenciamento de seu genoma?

39,0%

10,0%

51,0%

A terapia gênica pode ser a solução para várias doenças, apesar de alguns efeitos colaterais possíveis?

29,0%

4,0%

67,0%

Houve decréscimo de respostas corretas à medida que as perguntas se tornavam mais funcionais do que estruturais ou correlacionadas a apenas nomenclaturas. Apesar da aparente difícil assimilação pelos alunos dos temas relacionados à genética como um todo (Martinez et al., 2008), torna-se primordial a conscientização de novas biotecnologias, suas limitações e aplicabilidades, assim como a associação de seu conhecimento com a aplicação de novos recursos didáticos que facilitem a aprendizagem e desperte o interesse pelo conteúdo da ciência (Góes; Oliveira, 2014; Jann; Leite, 2010).

Os conteúdos em Biologia normalmente são vistos com dificuldade pelos alunos, especialmente aqueles referentes à Genética, que aborda conteúdos caracterizados por um vasto e complexo vocabulário. Tal fato dificulta a compreensão e a diferenciação dos conceitos aprendidos (Freitas et al., 2011). Visando analisar a origem das dificuldades em relacionar estrutura com função sobre os temas abordados e a origem das informações que culminaram nos resultados anteriores, foi realizada uma nova análise baseada sobre temas relacionados que comumente aparecem nas distintas mídias. Conforme observado na Figura 6, uma grande parte dos alunos responderam que sabiam do que se tratavam os temas Transgênicos e Engenharia Genética; ao contrário, quando associamos os temas a outras biotecnologias menos frequentemente expostas na mídia, como Projeto Genoma, sequenciamento de DNA e terapia gênica.

Figura 6: Porcentagem de alunos que relataram ter ciência ou não sobre os temas questionados: Projeto Genoma, sequenciamento de DNA, terapia gênica, transgênicos, Engenharia Genética

O que se tem observado é que grande parte das pessoas não tem conhecimento sobre os conteúdos científicos, provavelmente devido à natureza abstrata de conceitos, tais como estrutura da molécula de DNA, sua duplicação, replicação, síntese de proteínas, entre outros (Jann; Leite, 2010). Isso demonstra que a prévia exposição de nomenclaturas aos alunos não necessariamente implica o conhecimento de suas estruturas, funcionalidades e aplicabilidades.

A ciência tem avançado rapidamente e uma grande variedade de informações pode ser encontrada nos meios de comunicação. Assim é importante que a alfabetização científica esteja efetivamente presente na educação básica (Pedroso, 2009). Uma hipótese levantada a partir desses resultados seria da influência das mídias atuais que provêm informações incompletas, errôneas e descontextualizadas frente a realidade da sociedade. Com isso, um levantamento foi feito para cada tema exposto na Figura 6, visando analisar as principais fontes das informações que são expostas aos discentes. Apenas os alunos que responderam a alternativa “já ouvi, mas não sei do que se trata” (Quadro 2) e “sei do que se trata” (Quadro 3), de acordo com a Figura 6, responderam sobre as fontes de informações que colaboraram para seu conhecimento. Com as opções de televisão, revistas, jornais impressos, livros, aulas nas escolas/cursos, internet e redes sociais (Sena, 2013), obtiveram-se em sua grande maioria as fontes de informações relacionadas à televisão e internet/redes sociais, ficando o aprendizado e a divulgação a partir das escolas e cursos na terceira posição, considerando o total das fontes.

Quadro 2: Porcentagem de alunos que responderam “já ouvi, mas não sei do que se trata” relacionada às fontes de informações de cada tema

Televisão

Revistas

Jornais impressos

Escola/cursos

Internet e redes sociais

Livros

Projeto Genoma

35,0%

1,0%

0,0%

15,0%

49,0%

0,0%

Sequenciamento de DNA

52,0%

2,0%

1,0%

7,0%

40,0%

0,0%

Terapia gênica

47,0%

1,0%

2,0%

19,0%

31,0%

0,0%

Transgênicos

33,0%

2,0%

1,0%

14,0%

48,0%

2,0%

Engenharia Genética

41,0%

1,0%

0,0%

17,0%

40,0%

1,0%

Quadro 3: Porcentagem de alunos que responderam “sei do que se trata” relacionado às fontes de informações de cada tema

 

Televisão

Revistas

Jornais impressos

Escola/cursos

Internet e redes sociais

Livros

Projeto Genoma

39,0%

2,0%

0,0%

13,0%

46,0%

0,0%

Sequenciamento de DNA

51,0%

1,0%

0,0%

5,0%

43,0%

0,0%

Terapia gênica

44,0%

3,0%

1,0%

17,0%

35,0%

0,0%

Transgênicos

26,0%

1,0%

3,0%

26,0%

44,0%

0,0%

Engenharia Genética

46,0%

0,0%

0,0%

15,0%

39,0%

0,0%

De acordo com os dados, mais de 70% das fontes de informações que baseiam os conhecimentos prévios dos discentes acerca das tecnologias genéticas atuais e das suas funcionalidades/aplicações provêm da televisão ou internet/redes sociais. Excluem desse levantamento os livros em quase suas totalidades, assim como se observa a pequena colaboração das escolas e cursos no aprendizado desses temas estudados, segundo o levantamento através do questionário. Possivelmente esses dados podem ser um reflexo tanto da defasagem na formação inicial durante os períodos na educação básica quanto nas metodologias de ensino, culminando na aquisição de conceitos fora do âmbito escolar. Novas estratégias de ensino são de fundamental importância na prática docente (Coelho et al., 2008). É importante que os professores possam organizar e abordar os conteúdos de genética e biologia molecular de forma a aumentar o interesse e a criatividade dos alunos (Scheid et al., 2005), promovendo assim uma mudança qualitativa no processo de ensino-aprendizagem e permitam o desenvolvimento crítico (Ribeiro; Santos, 2013).

Considerações finais

O pré-vestibular social, comunitário ou popular tem o objetivo centrado em apresentação dos conteúdos e seu desenvolvimento a alunos majoritariamente de escolas públicas, tornando-se um instrumento adicional ao ensino regular, oferecendo oportunidades melhores e capacitando os discentes à competição igualitária nos vestibulares de acesso às universidades. Frente a aplicações constantes e embasadas de Genética e Biologia Molecular nos principais vestibulares e, principalmente, na sociedade, como podemos perceber na atual situação mundial devido à pandemia do coronavírus e toda a Biotecnologia Molecular na descoberta de vacinas e testes diagnósticos baseados em anticorpos e identificação do RNA viral, percebemos que a superficialidade dos conceitos encontrados nos discentes é por muitas vezes incompatível com o desenvolvimento do raciocínio lógico científico e abrangente para o sucesso das respostas corretas em diversificadas questões de Biologia e nas discussões críticas das Ciências Biológicas no desenvolvimento atual da sociedade.

Existe uma defasagem significativa no ensino de Genética e Biologia Molecular no nível do pré-vestibular social analisado, advindo do Ensino Médio regular, assim como na sua aprendizagem, com grande parte dos alunos avaliados oriundos de escolas públicas, culminando em uma falta de estruturação na fase intermediária no acesso ao Ensino Superior, como, por exemplo, esses cursos preparatórios. A aprendizagem desejada desses temas pode ter sido originada tanto na formação inicial na Educação Básica quanto nas metodologias de ensino ou nas modificações nas questões curriculares ocorridas ao longo dos anos. Notou-se também uma falha de conceitos e interligações entre estrutura e função dos principais tópicos estudados nos temas dessa área científica. Conclui-se, a partir dos dados coletados, que a conjuntura da aprendizagem em nível de Ensino Médio, independente da faixa etária e conclusão do ensino regular, focando na parte dos estudos em Genética e Biologia Molecular, ainda necessita de uma modificação dos métodos do ensino, de uma reestruturação e, principalmente, nas prioridades do ensino dos temas para que a interdisciplinaridade intrínseca nessas ciências moleculares possa fazer parte do cotidiano crítico dos estudantes.

Referências

ALVES, S. B. F; CALDEIRA, A. M. A. Biologia e ética: um estudo sobre a compreensão e atitudes de alunos do Ensino Médio frente ao tema genoma/DNA. Pesquisa em Educação em Ciências, v. 7(1), p. 1.415-2.150, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-21172005070103 

BANET, E.; AYUSO, E. Teaching genetics at secondary school: a strategy for teaching about localization of inheritance information. Science Education, v. 84(3), p. 313-351, 2000. Disponível em: https://doi.org/10.1002/(SICI)1098-237X(200005)84:3<313: AID-SCE2>3.0.CO;2-N.

BASTOS, F. O conceito de célula viva entre alunos de segundo grau. Em Aberto, Brasília, nº 55, 1992. Disponível em: http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/view/1860/1831.

BASTOS, M. D. F.; GOMES, M. F. C. M.; FERNANDES, L. L. O pré-vestibular social: desafios à busca da inclusão social. EAD em Foco, Rio de Janeiro, v. 1, nº 1, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.18264/eadf.v1i1.21.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio. 2000. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/inicio/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12598-publicacoes-sp-265002211. Acesso em: 04 out. 2019.

______. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencian.pdf. Acesso em: 4 out. 2019.

______. Resolução CNE/98. 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/inicio/323-secretarias-112877938/orgaos-vinculados-82187207/12992-diretrizes-para-a-educacao-basica. Acesso em: 7 out. 2019.

CABALLER, M. J.; GIMÉNEZ, I. Las ideas del alumnado sobre el concepto de célula al finalizar la educación general básica. Enseñanza de las Ciências, v. 11(1), p. 63-68, 1993. Disponível em: https://ddd.uab.cat/pub/edlc/02124521v11n1/02124521v11n1p63.pdf.

CAMPOS, L. M. L.; BORTOLO, T. M.; FELÍCIO, A. K. C. A produção de jogos didáticos para o ensino de Ciências e Biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem. 2002. Disponível em: http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/aproducaodejogos.pdf. Acesso em: 2 nov. 2019.

CAMPOS-JUNIOR, E. O.; PEREIRA, B. B.; LUIZ, D. P. et al. Sistema sanguíneo sem mistério: uma proposta alternativa. Revista Genética na Escola, v. 3(3), p. 7-9, 2009. Disponível em: https://7ced070d-0e5f-43ae-9b1c-aef006b093c9.filesusr.com/ugd/b703be_84d151560f7a4440b707a2ec3a80c705.pdf.

CARVALHO, A. M. P. Biotecnologia: ciência e tecnologia no Brasil: a capacitação brasileira para a pesquisa tecnológica e científica. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1996.

CARVALHO, J. C. B. Os cursos pré-vestibulares comunitários e seus condicionantes pedagógicos. Cadernos de Pesquisa, v. 36, nº 128, p. 299-326, 2006. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742006000200011.

CHO, H. H.; KAHLE, J. B.; NORDLAND, F. H. An investigation of high school biology textbooks as sources of misconceptions and difficulties in genetics and some suggestions for teaching genetics. Science Education, v. 69(5), p. 707-719, 1985. Disponível em: https://doi.org/10.1002/sce.3730690512.

COELHO, R. T.; BAO, F.; CORRENTE, A. C. R. et al. Genética na escola: dificuldades dos docentes no processo ensino-aprendizagem em Sinop-MT. 54º CONGRESSO BRASILEIRO DE GENÉTICA, Salvador. Resumos... p. 8, 2008.

COX, F. E. G. Molecular Biology in schools, higher education, and afterwards. Journal of Biological Education, v. 23(1), p. 9-11, 1989. Disponível em: https://doi.org/10.1080/00219266.1989.9655016.

DOMINGUES, D. S. A Engenharia Genética e a Biologia Molecular no Ensino de Biologia: concepções de alunos do Ensino Médio. 68f. Monografia (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2002.

FIALHO, N. N. Os jogos didáticos como ferramenta de ensino. In: VIII CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO / III CONGRESSO IBERO-AMERICANO SOBRE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS. PUCPR. Anais... Curitiba: Champagnat, 2008.

FREITAS, R. P.; SOUZA, K. F. C.; OLIVEIRA, M. R. et al. Jogo da queimada: uma prática para o ensino da Genética. Genética na Escola, v. 6(2), p. 46-53, 2011. Disponível em: https://7ced070d-0e5f-43ae-9b1c-aef006b093c9.filesusr.com/ugd/b703be_c04a2d6e658a4cbb85353970535f6ba8.pdf.

GIORDAN, A.; VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos conceitos científicos. 2ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

GÓES, A. C. S.; OLIVEIRA, B. V. X. Projeto Genoma Humano: um retrato da construção do conhecimento científico sob a ótica da revista Ciência Hoje. Ciência & Educação, Bauru, v. 20, nº 3, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1516-73132014000300004.

GROPPO, L. A.; OLIVEIRA, A. R. G.; OLIVEIRA, F. M. Cursinho popular por estudantes da universidade: práticas político-pedagógicas e formação docente. Revista Brasileira de Educação, v. 24, e240031, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s1413-24782019240031.

GRYNSZPAN, D.; REZNIK, T. Visões e opiniões sobre gene e Genética: a parceria museu-escola como uma estratégia metodológica para o ensino de Ciência e Tecnologia. ENCONTRO SOBRE PERSPECTIVAS DO ENSINO DA BIOLOGIA, Universidade de São Paulo (USP). Anais... 2000.

HARRES, J. B. S. Uma revisão de pesquisa nas concepções de professores sobre a natureza da ciência e suas implicações para o ensino. Investigações em Ensino de Ciências, v. 4(3), p. 197-211, 1999. Disponível em:

https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/603/pdf.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Censo de Educação Superior. Brasília, 2003. Disponível em: http://download.inep.gov.br/download/superior/censo/2004/resumo_tecnico_050105.pdf.

JANN, P. N.; LEITE, M. F. Jogo do DNA: um instrumento pedagógico para o ensino de ciências e biologia. Ciências & Cognição, v. 15(1), p. 282-293, 2010. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/192.

JUSTINA, L. A. D.; FERRARI, N.; ROSA, V. L. Genética no Ensino Médio: temáticas que apresentam maior grau de dificuldade na atividade pedagógica. In: VII ENCONTRO PERSPECTIVAS DO ENSINO DE BIOLOGIA, USP, São Paulo. Coletânea... p. 794-795, 2000.

KINDFIELD, A. C. H. Understanding a basic biological process: expert and novice models of meiosis. Science Education, v. 78(3), p. 255-283, 1994. Disponível em: https://doi.org/10.1002/sce.3730780308.

KRASILCHIK, M. Ensino de Biologia em São Paulo: fases de renovação. 184f. Tese (Doutorado em Educação), Universidade de São Paulo, São Paulo, 1972.

______. Ensino de Genética - passado, presente e futuro. 18° CONGRESSO SOBRE TEMAS DE GENÉTICA E MELHORAMENTO. Piracicaba, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo. Anais... p. 37-41, 2001.

______. Prática de ensino de Biologia. 4ª ed. São Paulo: EdUSP, 2004.

LEITE, B. Biotecnologias, clones e quimeras sob controle social: missão urgente para a divulgação científica. São Paulo em Perspectiva, v. 14(3), p. 40-46, 2000. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-88392000000300008.

LEWIS, J.; LEACH, J.; WOOD-ROBINSON, C. All in the genes? – Young people’s understanding of the nature of genes. Journal of Biological Education, v. 34(2), p. 74-79, 2000. Disponível em: https://doi.org/10.1080/00219266.2000.9655689.

______; ______; ______. Chromosomes: the missing link – young people´s understanding of mitosis, meiosis and fertilization. Journal of Biological Education, v. 34(4), p. 189-199, 2000. Disponível em: https://doi.org/10.1080/00219266.2000.9655717.

MAIA, A. C.; MIALHE, J. L. O cursinho popular do IFSP câmpus Capivari, pela ótica da Educação Sociocomunitária e da Pedagogia Social. Rev. Cienc. Educ. Americana, nº 42, p. 19-56, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.19091/reced.vi0.840.

MARTINEZ, E. R. M.; FUJIHARA, R. T.; MARTINS, C. Show da Genética: um jogo interativo para o ensino de Genética. Genética na Escola, v. 3(2), p. 24-27, 2008. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Biologia/Artigos/showgene.pdf.

MAYER, M.; LEÃO, A. M. A. C.; JÓFILI, Z. M. S. Os descompassos entre os PCN e a formação de professores de Biologia. In: VII ENCONTRO PERSPECTIVAS DO ENSINO DE BIOLOGIA (EPEB), Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo São Paulo, Coletânea... p. 43-47, 2000.

MELO, J. R.; CARMO, E. M. Investigações sobre o ensino de Genética e Biologia Molecular no Ensino Médio Brasileiro: reflexões sobre as publicações científicas. Ciência & Educação, v. 15, nº 3, p. 593-611, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1516-73132009000300009.

MORAES, M. C. M. Educação e política nos anos 30: a presença de Francisco Campos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 73(174), p. 291-321, 1992. Disponível em: http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/article/view/1093/832.

MORTIMER, E. F. Construtivismo, mudança conceitual e ensino de Ciências: para onde vamos? Revista Investigações em Ensino de Ciências, v. 1(1), p. 20-39, 1996. Disponível em: https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/645/436.

MOURA, J.; DEUS, M. S. M.; GONÇALVES, M. N. M. et al. Biologia/Genética: o ensino de Biologia, com enfoque na Genética, das escolas públicas no Brasil – breve relato e reflexão. Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 34, nº 2, p. 167-174, 2013. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2013v34n2p167.

NASCIMENTO, A. Pré-vestibular popular: adestramento ou desenvolvimento? 2006. Disponível em: www.alexandrenascimento.com. Acesso em: 4 out. 2019.

OLIVEIRA, D. P.; FERREIRA, M. Percepções de Genética, Biologia Molecular e Biotecnologia dos professores de Ciências e Biologia de escolas do Tocantins e Amazonas. Revista Cereus, v.10, nº 4, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.18605/2175-7275/cereus.v10n4p68-84.

PEDRANCINI, V.; CORAZZA-NUNES, M. J.; GALUCH, M. T. B. et al. Ensino e aprendizagem de Biologia no Ensino Médio e apropriação do saber científico e biotecnológico. Revista Eletrônica de Enseñanza de las Ciências, v. 6(2), p. 299-309, 2007. Disponível em: http://reec.webs.uvigo.es/volumenes/volumen6/ART5_Vol6_N2.pdf.

PEDROSO, C. V. Jogos didáticos no ensino de Biologia: uma proposta metodológica baseada em módulo didático. In: IX CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – EDUCERE / III ENCONTRO SUL BRASILEIRO DE PSICOPEDAGOGIA, 2009. Disponível em:  https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2009/2944_1408.pdf.

RIBEIRO, R. A.; SANTOS, R. S. O processo de formação de professores de Biologia e a interferência das tecnologias e mídias no ensino de Genética e Biologia Molecular. Scire Salutis, Aquidabã, v. 3, nº 1, p. 49‐61, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.6008/ESS2236-9600.2013.001.0005.

ROSSETO, E. S. Jogo das organelas: o lúdico na Biologia para o Ensino Médio e Superior. Revista Iluminart, Sertãozinho, v. 1(4), p. 118-123, 2010. Disponível em: http://revistailuminart.ti.srt.ifsp.edu.br/revistailuminart/index.php/iluminart/article/view/77/207.

RUMMEL, J. F. Introdução aos procedimentos de pesquisa em educação. 3ª ed. Porto Alegre: Globo, 1977.

SALIM, D. C.; AKIMOTO, A. K.; RIBEIRO, G. B. L. et al. O baralho como ferramenta no ensino de Genética. Genética na Escola, v. 1, p. 6-9, 2007. Disponível em: https://7ced070d-0e5f-43ae-9b1c-aef006b093c9.filesusr.com/ugd/b703be_ccc973b6449e489099ef84977151d4bc.pdf.

SAMPAIO, H. Ensino superior no Brasil: o setor privado. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2000. Disponível em: http://nupps.usp.br/downloads/relatorio2013/Anexo_44_Texto%20para%20Livro%20Maria%20Ligia%20Barbosa.pdf.

SAMPAIO, S. M. R. Entre a escola pública e a universidade: longa travessia para jovens de origem popular. In: ______. Observatório da vida estudantil: primeiros estudos. Salvador: Ed. UFBA, 2011. p. 27-51. Disponível em: http://books.scielo.org/id/n656x/pdf/sampaio-9788523212117-03.pdf

SCHEID, N. M. J.; FERRARI, N.; DELIZOICOV, D. A construção coletiva do conhecimento científico sobre a estrutura do DNA. Ciência & Educação, v. 11, nº 2, p.223-233, 2005. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1516-73132005000200006.

SCHWARTZMAN, S.; BOMENY, H. M. B.; COSTA, V. M. R. Tempos de Capanema. 2ª ed. São Paulo: Editora FGV/ Paz e Terra, 2000.

SENA, A. Fontes de informação utilizadas pelos discentes do mestrado do Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA (IEMCI/UFPA). Biblionline, v. 9(1), p. 52-60, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/article/view/12667/9591.

SILVEIRA, J. M. J.; FUTINO, A. M.; OLALDE, A. R. Biotecnologia: corporações, financiamento da inovação e novas formas organizacionais. Economia e Sociedade, Campinas, v. 18, 2002. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8643092.

SMITH, M. U. Teaching cell division: student difficulties and teaching recommendation. Journal of the College Science Teaching, v. 21(1), p. 28-33, 1991. Disponível em: https://doi.org/10.2307/4450699.

VITÓRIA, A. B.; SOUZA, J. Y. K.; ANDRADE, M. B. Amigoácidos: uma proposta lúdica para o ensino de Biologia Molecular. SBC - Proceedings of SBGames, Education Track - Short Papers, 2018. Disponível em: http://www.sbgames.org/sbgames2018/files/papers/EducacaoShort/188213.pdf.

WOOD-ROBINSON, C.; LEWIS, J.; LEACH, J.; DRIVER, R. Genética y formación científica: resultados de un proyecto de investigación y sus implicaciones sobre los programas escolares y la enseñanza. Enseñanza de las Ciencias, v. 16(1), p. 43-61, 1998. Disponível em: https://www.raco.cat/index.php/Ensenanza/article/view/83234.

ZAGO, N. Do acesso à permanência no Ensino Superior: percursos de estudantes universitários de camadas populares. Revista Brasileira de Educação, v. 11(32), p. 226-237, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbedu/v11n32/a03v11n32.pdf.

Anexo I

Prezado aluno, esta pesquisa é parte de um estudo que tem como objetivo identificar como é o aprendizado prévio a respeito dos temas de Genética e Biologia molecular obtidos no Ensino Médio. Obrigado pela colaboração!

1. Informações pessoais

Idade:

Sexo:

2. Ainda estuda no Ensino Médio? (  ) sim  (  ) não

Se não, há quanto tempo já terminou o Ensino Médio? _____ ano(s)

3. Estuda ou estudou o Ensino Médio (a maior parte do tempo) em instituição:

(  ) Pública (  ) Privada

4. Área que pretende prestar no vestibular:

(  ) Exatas   (  ) Humanas   (  ) Biomédicas   (  ) não sabem

Obs.: Pode marcar até duas opções de áreas.

5. Teve ou está tendo a matéria de Genética e/ou Biologia molecular no Ensino Médio?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não lembro                               

6. Relacione os conceitos abaixo à esquerda de acordo com a qualificação numérica à direita.

(  ) DNA e RNA
(  ) Genes e alelos<
(  ) Cromossomos e cromatina

  • Não sei do que se trata.
  • Já ouvi, mas não sei do que se trata.
  • Sei do que se trata.

(  ) Gregor Mendel e hereditariedade
(  ) Replicação de DNA
(  ) Tradução, códons e ribossomo
(  ) Transcrição e expressão gênic
(  ) Processamento de RNA (Splicing)
(  ) Projeto genom
(  ) Seqüenciamento de DN
(  ) Terapia gênic
(  ) Transgênico
(  ) Engenharia Genética

7. Se você respondeu os cinco últimos temas da questão acima com “(2) Já ouvi, mas não sei do que se trata” ou “(3) Sei do que se trata”, preencha com “X” pelo menos duas fontes na qual você obteve suas informações sobre os temas.

 

Televisão

Revistas

Jornais impressos

Escola ou cursos

Internet e redes sociais

Livros

Projeto genoma

           

Sequenciamento de DNA

           

Terapia gênica

           

Transgênicos

           

Engenharia Genética

           

8. Responda as questões abaixo de acordo com seus conhecimentos. Marque apenas uma alternativa de resposta.

Todo ser vivo possui material genético?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

O DNA é um ácido dexorribonucleico?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Os genes estão presentes apenas nos gametas?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Podemos afirmar que o cromossomo é formado basicamente pelos mesmos componentes da cromatina?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

O RNA possui dupla hélice e o DNA uma única fita?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

No DNA há o pareamento entre as bases A e T, e C e G?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Podemos afirmar que um organismo que possui dois alelos (Aa) é heterozigoto para certa característica?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

A replicação do DNA se dá pelo processo de meiose?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Todas as células de um organismo possuem a expressão dos mesmos genes?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Um gene pode originar distintas proteínas pelo processamento do RNA?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Podemos começar a entender as características de um organismo através do sequenciamento de seu genoma?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

A terapia gênica pode ser a solução para várias doenças, apesar de alguns efeitos colaterais possíveis?

(  ) sim   (  ) não   (  ) não sei

Publicado em 16 de março de 2021

Como citar este artigo (ABNT)

VIVARINI, Áislan de Carvalho; VIVARINI, Bianca Cristina Duarte. Análise do aprendizado de Genética e Biologia Molecular em um pré-vestibular social: um reflexo do Ensino Médio. Revista Educação Pública, v. 21, nº 9, 16 de março de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/9/analise-do-aprendizado-de-genetica-e-biologia-molecular-em-um-pre-vestibular-social-um-reflexo-do-ensino-medio