Ensino remoto: contextualização do bioma Caatinga a partir dos jogos didáticos

Herudiano da Silva Queiroga

Licenciando em Ciências Biológicas (UFCG)

José Deomar de Souza Barros

Licenciado em Ciências com habilitação em Biologia e em Química (UFCG), mestre e doutor em Recursos Naturais (UFCG), professor adjunto da UFCG, membro do Grupo de Pesquisa Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (GPA)

A Caatinga é um bioma encontrado especificamente no Brasil, sendo o único exclusivo deste país dentre todos os outros domínios morfoclimáticos dispostos. Esse ecossistema representa um dos mais extensos e distintos biomas brasileiros, abrangendo uma extensão territorial de aproximadamente 912.000 km², correspondendo, portanto, a cerca de 11% do território nacional (Fernandes; Queiroz, 2018; Gewandsznadjer; Pacca, 2019). O bioma Caatinga ocupa aproximadamente 70% da Região Nordeste. Parte da Região Norte do Estado de Minas Gerais também é caracterizada por representar esse ecossistema (Castelletti et al., 2000).

Do ponto de vista científico, pouco se conhece sobre o bioma Caatinga no continente sul-americano, uma vez que os estudos realizados sobre ele são incipientes. Consequentemente, esse fato promove um número reduzido de pontos de conservação e as ações antrópicas tendem a se propagar (Tabarelli; Silva, 2002; Medeiros; Silva, 2014). Dessa forma, com o conhecimento reduzido, a biodiversidade do bioma Caatinga acaba sendo desconsiderada ou pouco abordada (Brasil, 2002).

Essa subestimação do ecossistema dá-se, muitas vezes, pelo pré-julgamento em relação às características geográficas ou estruturais do bioma. Esse pré-julgamento, provocado a partir de uma análise superficial dos aspectos apresentados da Caatinga, possibilita a criação dos estereótipos. Um destes traduz-se como a concepção de que o bioma Caatinga é pobre em biodiversidade e, dessa forma, a importância dele é menor do que a dos demais biomas brasileiros. Assim, essas percepções distorcidas ficam impregnadas no imaginário popular, somando-se ao fato de as escolas e os livros didáticos não darem o devido destaque à importância dessa biodiversidade do ecossistema, prejudicando o real conhecimento da Caatinga (Nascimento; Machado; Dantas, 2015).  

Diante desse fato, torna-se indispensável o conhecimento dessa biodiversidade e sua consequente conservação (Albuquerque; Andrade, 2002). Para isso, faz-se necessário quebrar com os estereótipos, promovendo a compreensão de que o ecossistema da Caatinga é rico em diversidade biológica. Diante disso, Faria e Kaizer (2020) destacam que atualmente é sabido que o bioma Caatinga é a área semiárida mais rica em diversidade animal e vegetal do planeta. Com isso, o ecossistema pode abrigar muitas espécies animais e vegetais endêmicas, encontradas apenas no local. Assim, Faria e Kaizer (2020) ressaltam que esse domínio morfoclimático é de extrema importância para a geração de conhecimento científico, visto que o bioma tem alto potencial para abrigar espécies ameaçadas de extinção.

Destarte, o ambiente escolar deve proporcionar a ampliação do ensino do bioma Caatinga a fim de quebrar com os estereótipos que cercam o ecossistema mencionado, possibilitando a compreensão reflexiva sobre a temática, com destaque para a significância do bioma e sua rica biodiversidade. Indubitavelmente, isso permitirá uma concepção diferente e sustentável dos discentes sobre a temática, além do sentimento de pertencimento e valorização do domínio morfoclimático Caatinga (Medeiros; Silva, 2014).

Entretanto, para isso ser efetivado é necessário que as escolas e os professores abordem em sala de aula a temática de forma adequada e percebam que são requeridas atividades e metodologias educacionais apropriadas para melhor contextualizar o ensino relativo a esse bioma. Será por intermédio da contextualização que os educandos compreenderão a relevância de se conservar o meio ambiente e a Caatinga. Eles despertarão para o desejo de preservar esse tesouro natural no qual estão inseridos e, isso, será promovido na escola, visto que quando a escola aproxima o aluno do seu ambiente, ocorre o interesse e o desenvolvimento de ações sustentáveis para com a biodiversidade regional (Mattos; Landim, 2014; Freitas; Ribeiro, 2007).

Portanto, tornam-se necessárias novas formas de expor o conteúdo em aula com o uso de outras estratégias didáticas, que não apenas as do livro didático (Krasilchik, 2004). Os jogos educativos representam uma modalidade didática que pode fornecer essa contextualização sobre a importância da biodiversidade da Caatinga. O jogo didático é caracterizado por apresentar uma dualidade positiva, visto que com ele torna-se possível trabalhar o aspecto lúdico e o aspecto educativo. Dessa forma, o jogo pedagógico caracteriza-se por ser produzido com o intuito de proporcionar determinadas aprendizagens, representando uma alternativa relevante para o processo ensino-aprendizagem como um facilitador na construção do conhecimento pelo educando (Campos; Bortoloto; Felício, 2003).

Nesse contexto, a função do jogo educativo seria a de proporcionar a elaboração de um espaço em forma de brinquedo que faz parte de um sistema de regras compartilhadas que estimulam o prazer, o divertimento e a liberdade. Essas regras estabelecem as relações entre os que estão jogando e as situações a serem exploradas (Cunha, 2012; Trivelato; Silva, 2017). Trivelato e Silva (2017) destacam que uma das características das propostas lúdicas é a voluntariedade. Afirmam que o aprendizado de Ciências, por exemplo, exige motivação. Assim, jogos e brincadeiras promovem um interesse voluntário, por partes dos discentes, uma vez que a dinâmica do jogo é convidativa.

Vários aspectos podem ser considerados nos jogos pedagógicos, como o envolvimento para o desafio proposto. Pela dinâmica do jogo, estimula-se à construção de objetivos a serem atingidos, tais como, a cognição, a afeição, a socialização (a partir das interações promovidas pela situação simulada), a motivação e a criatividade (Miranda, 2002). No ensino de Ciências é especialmente valorizado o conhecimento dos conceitos, compreendidos como um processo de associação dos significados com novos objetos da aprendizagem. Os jogos educativos possibilitam situações nas quais os atores sociais determinam um relacionamento de simbolização ou representação de um objeto de conhecimento, portanto, conferindo significações às representações (Trivelato; Silva, 2017).

O jogo determina também o emprego de várias linguagens, podendo ser utilizado associado a distintos conceitos ou âmbitos. Assim, é necessário que o professor enriqueça sua prática por meio de estratégias lúdicas que busquem envolver o aluno como o agente da sua própria aprendizagem. Os jogos didáticos podem ser classificados em jogos de exercício, jogos simbólicos e jogos de regras (conforme classificação proposta por J. Piaget). Para o Ensino Fundamental II, os jogos de regras são considerados mais adequados, uma vez que visam trabalhar a cooperação entre os jogadores (Trivelato; Silva, 2017).

Logo, fica evidente a importância do jogo para o ensino e para a aprendizagem de conceitos complexos, promovendo a motivação interna, o raciocínio e a argumentação (Campos; Bortoloto; Felício, 2003), assim como a necessária contextualização na abordagem do bioma Caatinga desde o Ensino Fundamental. Dessa forma, contextualizar o ensino da Caatinga desperta, no aluno, o interesse em associar o que está sendo concebido com a experiência cotidiana (Medeiros; Silva, 2014). Com os jogos educativos, esse estímulo ocorrerá de forma divertida e interativa.

Destarte, o presente estudo teve como objetivo avaliar a importância dos jogos didáticos digitais para a compreensão reflexiva sobre o bioma Caatinga.

Caracterização da área de estudo

O estudo foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental, Francisco Sales Gadelha de Oliveira (Chico Coréa), localizada na Rua José Domingos de Oliveira, 111, Município de São Francisco, região sertaneja do Estado da Paraíba.

A escola é responsável por acolher cerca de 80% do alunado atual do município de São Francisco, bem como estudantes das cidades vizinhas. A instituição é caracterizada por ofertar o Ensino Fundamental I e II. É composta por turmas do 1° ao 9° ano (em período diurno), assim como por turmas na modalidade Eja, Educação de Jovens de Adultos (em período noturno). A Escola Chico Coréa, no primeiro semestre do ano de 2021, contabilizava 371 alunos distribuídos nas modalidades de Ensino Fundamental I, II e EJA.

Classificação da pesquisa

Do ponto de vista de sua natureza, a presente pesquisa aplicada objetiva gerar conhecimentos para uma aplicação prática, dirigida à solução de problemas específicos, abrangendo verdades e interesses locais. Sob uma abordagem de caráter quali-quantitativo, quantificou-se as opiniões dos sujeitos da pesquisa, levando-se em consideração a subjetividade dos envolvidos em relação à temática abordada, uma vez que há uma relação dinâmica entre a realidade e o sujeito da pesquisa (Gil, 2008; Prodanov; Freitas, 2013).

Concomitantemente, atinente aos objetivos, a pesquisa foi descritiva uma vez que procurou descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Quanto aos procedimentos técnicos, o presente estudo pode ser classificado como uma pesquisa-ação, pois foi concebida e realizada em estreita associação com a resolução do problema quando promoveu a cooperação e a participação do pesquisador e dos participantes envolvidos (Gil, 2008; Prodanov; Freitas, 2013).

Sujeitos da pesquisa

Desta pesquisa participaram os alunos da turma do 7° ano “B”. A motivação para a seleção foi a disponibilidade da turma e a afinidade do pesquisador com o tema da pesquisa, tendo em vista que a temática faz parte da realidade dos alunos e está presente no livro didático da turma do 7° ano.

Na turma do 7° ano “B” há 36 alunos matriculados. Com a pandemia, provocada pela disseminação do Sars-CoV-2, as aulas passaram a ocorrer de forma remota. A pesquisa contou com os alunos que tiveram acesso ou puderam participar dos momentos síncronos da pesquisa, contabilizando um total de 21 discentes.

Intervenção pedagógica

A presente pesquisa foi realizada no período de 23 de agosto a 16 de setembro de 2021, contando com a participação dos discentes da turma do 7° ano “B” da escola supramencionada.

Inicialmente, o pesquisador forneceu um exercício dinâmico para os discentes por meio da plataforma Mentimeter (Figura 1), a fim de possibilitar uma metodologia ativa. O envio do link desses questionamentos foi realizado pelo grupo de WhatsApp da turma e pelo Classroom. As indagações dispostas na plataforma eram relacionadas ao tema “Biomas Brasileiros: Caatinga”.

Figura 1: Atividade inicial proposta na plataforma Mentimeter

O objetivo dessa atividade inicial foi o de investigar a concepção dos estudantes antes do contato efetivo com a temática. Com essa investigação inicial da compreensão dos educandos sobre o tema, tornou-se possível observar as dificuldades e noções básicas dos discentes em relação ao conteúdo. O pesquisador coletou e observou os dados dessa dinâmica inicial, anotando-os em folhas de papel A4.

Posteriormente, o investigador enviou o link da reunião que foi realizada na plataforma Google Meet (Figura 2) com o corpo discente. O propósito da reunião era proporcionar uma discussão sobre o bioma Caatinga: a importância dele, a biodiversidade encontrada no seu ecossistema, a riqueza biológica disponível no bioma, entre outros pontos. Esse diálogo baseado no quesito disposto na atividade lúdica inicial (figura 1), aprofundou-se em outros aspectos do tema, com o objetivo central de promover uma percepção reflexiva e consciente dos alunos sobre a temática abordada.

Figura 2: Momento síncrono (reunião) da intervenção pedagógica

A partir do diálogo circular, o pesquisador investigou como estava se efetivando o processo ensino-aprendizagem na turma. Dessa forma, para auxiliar e fundamentar esse debate, o pesquisador utilizou apresentações com fatos, notícias, vídeos, conceitos e descrições (Figura 3). O livro didático da turma do 7° ano foi indispensável para essa discussão e para a construção da apresentação, uma vez que abrange, em uma das suas seções ou tópicos, o bioma Caatinga. A construção dessa apresentação deu-se por meio da plataforma digital Canva.

Figura 3: Parte das apresentações utilizadas na intervenção pedagógica

Durante a discussão circular e em momentos alternados, o pesquisador solicitou que os alunos interagissem com as atividades lúdicas disponíveis nas plataformas WordWall (Figura 4) e Mentimeter (Figuras 1 e 5). Esses jogos e exercícios educativos apresentaram abordagens complementares e adicionais aos jogos da dinâmica inicial, propostos antes da aula. O jogo educativo, proposto na plataforma WordWall,apresentava oito questões (Figura 4) e foi fornecido após o debate sobre a fauna e a flora da Caatinga (Figura 2). O objetivo das atividades foi analisar se a percepção dos educandos, acerca do bioma Caatinga, mudou durante e após o debate promovido pelo pesquisador que, por sua vez, realizou a coleta e a observação das respostas fornecidas pelos discentes, escrevendo os pontos de destaque em folhas de papel sulfite (A4).

Figura 4: Alguns quesitos dispostos no jogo educativo na plataforma WordWall

Figura 5: Atividade complementar no Mentimeter

Por fim, com os dados da pesquisa coletados, o pesquisador efetuou sua análise e interpretação. Para a construção e disposição dos dados coletados em gráficos, foi utilizada uma planilha eletrônica.

Análise dos dados

A análise dos dados ocorreu posteriormente à coleta. Os dados foram submetidos a uma análise estatística descritiva, portanto, tornou-se possível observar a frequência das respostas e o total de acertos de ambos os momentos das dinâmicas propostas. Essas distribuições de frequência foram ilustradas em gráficos e houve a sua comparação em diferentes momentos (inicial, durante e final) da coleta de dados.

Os resultados foram submetidos também a uma análise de conteúdo, com o objetivo de compreender o motivo dos dados coletados, facilitando o entendimento dos conteúdos com certa classificação apresentada de forma sistematizada, por meio da divisão em categorias ou pela contagem de palavras e termos contidos nas respostas.

Resultados e discussões

A Caatinga é a região semiárida mais rica em biodiversidade, tanto pela presença da fauna quanto pela presença da flora do planeta. Portanto, trata-se de um bioma de grande importância tanto para os estudos científicos como por abrigar espécies endêmicas (Faria; Kaizer, 2020). No referido bioma, podem ser encontradas cerca de 5.344 espécies de fanerógamas. Dentre estas espécies, 318 são endêmicas e, aproximadamente, 591 espécies de aves, muitas ameaçadas de extinção, como a ararinha-azul. Também, há um número de 178 espécies de mamíferos, 79 espécies de anfíbios e 177 espécies de répteis. Dispostos na Caatinga, ainda se encontram 241 espécies de peixes e 221 espécies de abelhas (Loiola et al., 2012; Kill et al., 2007).

A partir desses números é possível observar como o domínio morfoclimático da Caatinga é rico em diversidade animal e vegetal. No entanto, infelizmente, o bioma ainda é pouco conhecido cientificamente e a vegetação da Caatinga é uma das menos apreciadas do país. Consequentemente, o fato gera diversos estereótipos acerca da Caatinga. O principal estereótipo é que a Caatinga é um ecossistema pobre em biodiversidade (Sousa et al., 2010; Loiola et al., 2012).

Com isso, como dinâmica inicial, antes da aula, o pesquisador selecionou perguntas lúdicas da plataforma Mentimeter, com o intuito de analisar a percepção dos discentes diante do bioma Caatinga. Vale salientar que os estudantes convivem estreitamente com características da fauna e da flora da Caatinga. Dessa forma, a pergunta inicial do Mentimeter estava relacionada à biodiversidade do bioma Caatinga:

1- “Como você considera a Caatinga em biodiversidade?” (Figura 1).

Os educandos tinham que apontar uma das opções a seguir: rica ou pobre. O investigador observou que, ao longo da realização da atividade, grande parte dos alunos considerava pobre a diversidade biológica da Caatinga.

Destarte, ao analisar os resultados dessa pergunta introdutória, foi possível constatar uma diferença discrepante em relação à percepção dos discentes, entre rica e pobre, diante da biodiversidade da Caatinga e antes da intervenção pedagógica. O pesquisador, ao contabilizar a frequência de respostas dos discentes, verificou que dos 21 participantes da pesquisa, 16 (76,2%) consideravam a Caatinga pobre em biodiversidade e 5 (23,8%) a consideravam rica em diversidade biológica. Esses dados corroboram com os de Araújo e Falcão Sobrinho (2009), pois a maioria dos participantes da pesquisa dos autores também concebiam o bioma Caatinga como um bioma pobre em diversidade biológica, antes mesmo do contato com a temática. De acordo com Silva (2004), essa mesma ideia sobre o bioma Caatinga é confirmada por Maia (2004) que o observa relacionado a uma variedade muito pequena de plantas. Assim, é perceptível que os estudantes, apesar de conviverem com o domínio morfoclimático da Caatinga, apropriem-se de uma visão distorcida sobre o bioma Caatinga. Logo, os resultados reforçam que essa percepção criada acerca da Caatinga ainda predomina no imaginário dos estudantes.

O pesquisador lançou essa dinâmica inicial com o objetivo de introduzir a aula e proporcionar um debate a partir desses dados. Dessa forma, o pesquisador interrogou sobre o motivo da maioria responder que a biodiversidade da Caatinga era pobre. Os discentes explicaram que era por ocasião da instabilidade climática, apresentando clima quente e seco, com poucas chuvas. Consequentemente, de acordo com a percepção discente, isso fazia da Caatinga um bioma “pobre em biodiversidade”. Eles ainda afirmaram que o aspecto seco do bioma não representava riqueza em diversidade.

Como se sabe, o domínio morfoclimático Caatinga apresenta elevadas temperaturas (média anual de 27°C) e baixa umidade, sendo classificado como semiárido quente, com volume reduzido de chuvas e períodos de seca prolongada (Faria; Kaizer, 2020; Gewandsznadjer; Pacca, 2019). Dessa forma, percebe-se que os estudantes tendem a associar o bioma Caatinga com os fatores abióticos que, na maioria das vezes, desconsidera a diversidade biológica ou a relaciona com fatores físicos. A partir disso, o investigador, instigou os alunos sobre a biodiversidade da Caatinga, realizando a intervenção pedagógica a fim de superarem esse estereótipo.

Com isso, antes de abordar os aspectos da fauna e da flora da Caatinga, o pesquisador lançou outra dinâmica na plataforma digital Mentimeter, com o seguinte enunciado:

2- “Cite um animal e uma planta da Caatinga que você conhece” (Figura 5).

Esse exercício teve como objetivo verificar se os educandos conheciam espécies animais e vegetais típicas da Caatinga, antes do contato com a temática. Os alunos puderam responder em dois espaços, sendo cada espaço para um ponto: um para a fauna e outro para a flora, respectivamente. As respostas foram computadas em uma nuvem de palavras (Figura 6) e exibidas, posteriormente, em aula aos alunos para que visualizassem suas respostas em tempo real.

Figura 6: Nuvem de palavras sobre o enunciado “Cite um animal e uma planta da Caatinga que você conhece” (Mentimeter) – 1ª abordagem

Ao verificar as palavras em destaque, nessa primeira abordagem (Figura 6), foi possível constatar que os alunos possuíam uma percepção prévia atinente à vegetação do bioma, visto que as palavras mais citadas foram cacto e jurema, sendo a mais evidente a palavra jurema. Segundo Trovão et al. (2009) e Carneiro et al. (2019), a jurema é uma espécie vegetal da Caatinga da família Mimosaceae. Logo percebe-se que o conhecimento prévio dos estudantes estava de acordo com a realidade. Outra planta citada foi o cacto, como o mandacaru, que faz parte da família Cactaceae, ilustrando veementemente o bioma Caatinga. As cactáceas representam um grupo bem diverso com características inerentes às espécies nativas.

Dentre os tipos de animais citados da fauna da Caatinga apareceram o jumento e o gado, também aves, como o galo-de-campina e o carcará. Alguns desses animais exemplificados são típicos do bioma Caatinga.

Após debater sobre a fauna e a flora da Caatinga, o pesquisador novamente solicitou que os alunos interagissem com o item:

3- “Cite um animal e uma planta da Caatinga que você conhece” (Figura 5).

A questão foi posta na plataforma Mentimeter (Figura 7), em que os educandos puderam expressar suas respostas após o contato com a temática.

Figura 7: Nuvem de palavras do item: “Cite um animal e uma planta da Caatinga que você conhece” (Mentimeter) – 2ª abordagem

Assim, ao realizar a comparação da segunda abordagem do item (Figura 7) com a primeira abordagem (Figura 6) foi perceptível notar que as plantas mais citadas permaneceram: a jurema e o cacto. Já em relação à fauna, o grupo de animais mais citado foi o das aves, assegurando que o grupo de animais mais conhecido na Caatinga é justamente o das aves, conforme afirma Pacheco (2004). Na segunda abordagem, observa-se que a palavra em destaque mais citada, dentre os animais, foi o periquito-do-sertão. Segundo Gewandsznadjer e Pacca (2019) trata-se de um animal característico da Caatinga. Os estudantes, por conviverem com o bioma e possuírem um contato efetivo com a fauna e flora locais, apresentaram uma percepção mais aguçada no momento desta atividade.

Posteriormente à discussão circular sobre os aspectos da fauna e flora do ecossistema, o pesquisador forneceu uma atividade lúdica (elaborada pelo professor), durante a aula, em formato de jogo educativo na plataforma WordWall (Figura 4). O exercício lúdico contou com oito questões, com regras como limite de tempo e limite de vidas. O jogo era, portanto, um jogo de associação ou correlação, visto que determinava a correspondência de figuras com as perguntas estabelecidas (Trivelato; Silva, 2017). Dessa forma, esse exercício interativo é considerado jogo de regra, sendo o tipo mais adequado para os anos finais do Ensino Fundamental. Segundo Trivelato e Silva (2017), eles necessitam da colaboração dos participantes para o cumprimento das devidas “obrigações”.

Esse jogo pedagógico, além de servir para fixação, assimilação, compreensão reflexiva e dinâmica sobre o bioma Caatinga, permite verificar como se deu o processo de ensino-aprendizagem de forma significativa, servindo como ponte condutora do aluno ao conteúdo intermediado por uma ação lúdica cujo objetivo é motivá-lo (Kishimoto, 1996). O jogo disposto no WordWall apresentou resultados significativos, como observado na Figura 8 e no Gráfico 1.

Figura 8: Resultados obtidos no jogo educativo proposto na plataforma WordWall

Gráfico 1: Acertos por questão no jogo educativo do WordWall

Destarte, ao examinar os resultados alcançados no jogo educativo, percebe-se que os alunos compreenderam significativamente a temática debatida pelo investigador, visto que a média de acertos foi de 6,9 para oito questões (Figura 8). Outro ponto que merece destaque é que 57,14%, 12 participantes, obtiveram pontuação máxima (Figura 8). Outra ênfase ao observar os números de erro por questão, percebe-se que ele é muito menor se comparado ao número de acertos (Gráfico 1). Portanto, verifica-se que as questões que tiveram mais erros foram as Q1 e Q2, com 4 erros e 17 acertos e, as que tiveram mais acertos foram as Q3, Q4 e Q8, com 19 acertos e 2 erros. No entanto, se analisar estatisticamente o número de acertos, percebe-se que ele se sobressai ao número de erros.

Para fundamentar a discussão, Nunes (2020) destaca que o jogo didático na plataforma WordWall, bem como outras metodologias ativas em outras plataformas, material de auxílio somado a um planejamento detalhado que não evade do campo educativo, deixa as atividades e aulas mais dinâmicas, estimulando a aprendizagem autônoma e ativa, saindo do modelo tradicional adotado na maioria das aulas e, portanto, despertando a curiosidade e o interesse de aprender dos alunos. Isso dialoga com o que Freire (2007) afirma sobre os jogos cooperarem no estímulo da “curiosidade epistemológica”. Com isso, Sena et al. (2016) enfatizam que os jogos apresentam inúmeros significados que influenciam positivamente na aprendizagem já que proporcionam a interação com o meio e a construção coletiva de conceitos e vivências, assim como a construção do conhecimento.

Kishimoto (1996) e Krasilchik (2004) elucidam a necessidade de rever a utilização de estratégias pedagógicas a fim de que os educadores e a comunidade escolar passem a buscar novas maneiras de trabalhar as suas aulas, evitando a abordagem tradicional e superficial de determinado conteúdo. Dessa forma, conforme Campos, Bortoloto e Felício (2003), a contextualização do bioma Caatinga, realizada a partir dos jogos pedagógicos, é alcançável e permite uma compreensão reflexiva, representando, portanto, uma estratégia metodológica inovadora. Os jogos educativos caracterizam-se como alternativas viáveis e estimulantes no processo de ensino-aprendizagem, podendo preencher muitas lacunas resultantes do processo tradicional de ensino, levando os educandos a construírem, por meio de jogos, seus próprios conhecimentos.

Diante disso, as plataformas utilizadas para a intervenção pedagógica (Mentimeter e WordWall), dispondo de atividades interativas, fazem com que o processo pedagógico se torne mais prazeroso, divertido e atrativo, estimulando os discentes à aprendizagem e à reflexão sobre o domínio morfoclimático Caatinga e desenvolvam competências a partir das quais possam construir seus próprios conhecimentos.

A importância da contextualização da Caatinga, intermediada por exercícios lúdicos nas plataformas digitais Mentimeter e WordWall, bem como a construção de um planejamento adequado para que esses jogos permaneçam no campo educativo, torna-se ainda mais evidente com o resultado do segundo momento da indagação que o pesquisador havia solicitado que os educandos respondessem no início da aula. Desse modo, o pesquisador solicitou aos sujeitos que respondessem novamente ao item:

4- “Como você considera a Caatinga em biodiversidade?” (Figura 1).

A atividade foi realizada dentro da plataforma Mentimeter e o resultado foi extremamente diferente se comparado ao primeiro.

Portanto, ao realizar uma análise dos dados obtidos a partir da segunda abordagem da pergunta introdutória (Figura 1), torna-se perceptível que a concepção dos estudantes acerca do bioma Caatinga mudou notoriamente após o contato com o tema e com a realização das atividades lúdicas propostas pelo pesquisador. Em uma verificação mais descritiva foi possível identificar que 19 (90,48%) dos 21 participantes consideraram a Caatinga rica em diversidade biológica, após a contextualização da Caatinga com os jogos educativos. Caso se compare com os resultados do primeiro momento da pergunta, 14 pessoas mudaram a opinião sobre a biodiversidade do bioma Caatinga. E após a contextualização, apenas 2 participantes (9,52%) dos 21, ainda consideravam a Caatinga um bioma pobre em biodiversidade.

Com isso, fica evidente a importância dos jogos lúdicos para a contextualização não só do bioma Caatinga, mas para outros campos e âmbitos das Ciências. Corroborando com isso, Luckesi (1994, p. 115) instiga à reflexão sobre o lúdico, enfatizando a sua relevância na educação escolar como possibilidade de um aprendizado contextualizado e dinâmico. O autor afirma que “o lúdico significa a construção da vida enquanto ela é vivida”. Nesse aspecto, Lima (2021) destaca que a gamificação e a ludicidade efetuada por meio dos jogos e aspectos dos jogos, como as questões e os resultados instigadores durante as aulas, permitem aos alunos, entre outras competências, desenvolverem a curiosidade.

Outro resultado observado foi a participação voluntária dos alunos na discussão proposta a partir da intervenção pedagógica, pois apresentaram-se curiosos por compreender a temática e em debater os aspectos da Caatinga. Esse resultado confirma o que Lima (2021) afirma sobre os jogos didáticos. Ele diz que os jogos estimulam a participação oral dos seus educandos nas aulas, bem como um maior engajamento dele com a temática.

Considerações finais

Tendo em vista os resultados obtidos através da pesquisa e levando em consideração os objetivos pretendidos, é perceptível a necessidade da contextualização do bioma Caatinga através de metodologias ativas. Como foi observado, apesar dos sujeitos da pesquisa estarem inseridos em uma região predominantemente de domínio morfoclimático Caatinga, eles não tinham noção da riqueza e da biodiversidade do bioma.

Esse fato evidencia a importância de aprimorar e destacar a relevância da temática nas salas de aulas. Para tanto, a comunidade escolar e os professores são os atores fundamentais na iniciativa de contextualizar o tema junto à realidade por meio da utilização de outros recursos didáticos, além do livro texto. A partir dos resultados obtidos ficou evidente que os jogos educativos são uma alternativa que podem ajudar a contextualizar a abordagem da Caatinga. Isso é resultado da ludicidade de promover uma aprendizagem autônoma, ativa, significativa e divertida.

Os jogos pedagógicos estimularam os discentes a argumentarem, compreenderem e refletirem sobre a importância do reconhecimento da biodiversidade da Caatinga. Apesar das aulas estarem ocorrendo de forma remota, as plataformas utilizadas para elaboração das atividades lúdicas, Mentimeter e WordWall, atuaram como preciosos auxílios de aproximação virtual do aluno com a temática.

Portanto, foi verificado que os jogos educativos, indubitavelmente, são modalidades didáticas que facilitam o aprendizado, proporcionando compreensão reflexiva ao aluno. Aqui, sobre o bioma, os discentes acessaram conhecimentos “brincando de aprender”, debateram sobre o tema e mudaram suas percepções em relação à biodiversidade da Caatinga.

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Publicado em 03 de maio de 2022

Como citar este artigo (ABNT)

QUEIROGA, Herudiano da Silva; BARROS, José Deomar de Souza. Ensino remoto: contextualização do bioma Caatinga a partir dos jogos didáticos. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 22, nº 16, 3 de maio de 2022. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/22/16/ensino-remoto-contextualizacao-do-bioma-caatinga-a-partir-dos-jogos-didaticos

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