Tecnologias educacionais e divulgação científica no ensino de Ciências: desenvolvimento e usabilidade do aplicativo CiênciaGO

Marcos Antônio Vieira da Silva

Especialista em Ensino de Física, professor da Seduc/TO

Haroldo Reis Alves de Macêdo

Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, professor no IFPI (Câmpus Picos)

A atuação como professor não deve basear-se apenas em transmitir o conteúdo, transparecendo que somente o educador tem o controle e a posse de todas as informações, mas espelhar a prática como luz ao percurso de descobertas dos estudantes. A função de conduzir pelo caminho do conhecimento, desenvolvendo habilidades e competências, é fundamento da legislação educacional, que inclui a participação das novas tecnologias no processo.

Assim, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trata, a tecnologia como uma das competências da Educação Básica:

Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas (Brasil, 2018, p. 9).

Portanto, como parte do exercício pedagógico nas salas de aulas da Educação Básica, pode-se destacar a necessidade de contextualização. A relação entre o conhecimento escolar e a vida dos estudantes deve ser frequentemente destacada nessa atuação. Essa característica ressignifica os conceitos e suas aplicações dentro da sociedade. Conceitos mais abstratos requerem mais alternativas que tornem seu aprendizado mais dinâmico e simplificado, ao contrário de temas mais presentes no dia a dia do estudante, tais como, o corpo, a saúde e alguns fenômenos físicos concretos (Duré et al., 2018).

A cultura científica, promovida e estimulada dentro da sala de aula, reflete atitudes fora dela. O conhecimento divulgado via internet pode ter influência das práticas realizadas no ensino formal, mostrando estreita relação entre as formas de ensino formal, informal e não-formal. Independentemente da intencionalidade, a absorção da informação gerada no meio tecnológico digital pode ser fruto da divulgação científica realizada dentro e fora da escola.

A difusão de informações via internet é acessada através de diversos dispositivos digitais, oferecendo ao usuário a possibilidade de ter acesso a vários temas. Dentro da educação, essa possibilidade muitas vezes é vista com desconfiança, pois não necessariamente todo o conteúdo disponível é confiável. A formação dos usuários, diante da diversidade e da fidelidade dos dados disponibilizados, pode tornar-se comprometida.

Como objetivo, desenvolver o aplicativo de dispositivos móveis CiênciaGO e avaliar a sua aplicabilidade, partindo da proposta de levar ao usuário informações científicas, em conjunto com material didático de apoio, orientando o processo de desenvolvimento da aplicação, é levantar dados sobre a integração com o tema deste artigo e suas possíveis melhorias a fim de que o aplicativo desponte como potencial ferramenta didática.

Como parte da temática aqui proposta, discutiremos sobre o papel dos professores na promoção do conhecimento científico dos estudantes. Dessa forma, estabeleceremos um debate sobre a efetividade do ensino científico exercido por profissionais docentes da área das Ciências da Natureza em um município do sertão nordestino, o papel dos instrumentos tecnológicos digitais no processo de aprendizagem dos alunos e o que pode ser feito para que se eleve o grau de instrução científica dos estudantes a partir da visão dos professores da área.

Educação, ensino e tecnologias da informação e comunicação (TIC)

As perspectivas que envolvem pesquisas para o ensino de Ciências apontam para o desenvolvimento de estratégias que fortaleçam o processo de aprendizagem, superando a mera transmissão de conhecimento, visando à integração entre os valores e as habilidades importantes para a vivência em sociedade. O processo de ensino não se restringe, portanto, ao ambiente escolar, muito menos à representação física da sala de aula.

Libâneo (1994) define ensino, em âmbito escolar, como “uma atividade de mediação pela qual são providos as condições e os meios para os alunos se tornarem sujeitos ativos na assimilação de conhecimentos”, entendendo também que é por intermédio do ensino que o estudante atuará na sociedade. Apoiando-se nessa concepção, é possível estendê-la para espaços que não necessariamente estejam na escola. É nesses espaços que se desenvolve a educação não formal e a educação informal.

A característica que as distingue é a intencionalidade. Enquanto na educação formal e não formal os indivíduos tomam para si a inquietude do conhecer, traçando caminhos que os satisfaçam, diferindo a necessidade de representação de um ambiente escolar das alternativas fora dessa estrutura educacional, na educação informal não há prévio estabelecimento de uma sistemática metodológica, nem o traçar de objetivos preestabelecidos, configurando-se, assim, como um processo natural (Gohn, 2014; Libâneo, 2010).

Atuando dentro da educação formal, não-formal e informal, destacam-se as TIC que são capazes de prover uma oferta quase ilimitada de informações ao usuário. Tendo em vista esse potencial, os instrumentos pertencentes à categoria são alvo constante de pesquisa dentro da educação, com a finalidade de incorporar, à prática docente, a capacidade de inovação e efetividade na formação do indivíduo. O obstáculo destacável nesse processo é o preparo e o incentivo aos profissionais da educação, como descrito por Freitas e Chassot (2017).

A popularização das TIC, por intermédio da escola, é um tabu, visto que muitas ainda não possuem estrutura para o desenvolvimento de atividades que as incluam. Há dificuldades em incluir processos e materiais que promovam um ambiente propício, no qual se possa integrar o cognitivo ao prático-tecnológico, desde o seu planejamento até o seu manejo e à internalização dos alunos. Esse pode ser um passo importante para a construção de ideias e atitudes que nasçam a partir do contato com a tecnologia, cada vez mais presente no cotidiano.

Outro entendimento importante dentro da temática é o processo de alfabetização científica, abordado também por Vitor e Silva (2019). Eles a descrevem como uma abordagem científica, social, tecnológica e com traços históricos, que, principalmente no Brasil, envolve a popularização da Ciência. Nesse sentido, é importante conhecer a ação da divulgação científica, que é tratada como a comunicação simples de conhecimentos científicos e tecnológicos para o público geral (Massarani; Alves, 2019).

Tecnologia e seu papel educacional

A posse dos instrumentos das TIC por profissionais da área da educação ressignifica parte da estrutura educacional, atualizando e automatizando os processos e as técnicas e aproximando os estudantes desse universo pedagógico. Esses indivíduos, considerados nativos digitais, aplicam o conhecimento tecnológico em sua própria formação, com a tutoria dos seus professores, mesmo que seus professores se enquadrem como imigrantes digitais, ou seja, que não nasceram imersos nessas evoluções, mas procuram adaptar-se à nova realidade (Coelho et al., 2018).

Entendendo o conjunto de aparelhagem tecnológica digital como espaço propício para o desenvolvimento da educação não-formal, como definido por Marandino (2017), pode-se lançar mão do que pontuam Gewehr e Strohschoen (2018) ao discutirem sobre a posse e as fontes de pesquisa de estudantes imersos no meio digital. A instrumentalização, a partir de plataformas de pesquisa online para estudo, é expressiva (principalmente do website Google como fonte de pesquisa), além da utilização da internet de modo geral.

É preciso ficar atento, já que muitas informações que constam nos sites que o Google direciona podem não ser confiáveis. Assim, o Google é um bom “ponto de partida” para uma pesquisa, no sentido de saber um pouco mais sobre o assunto, localizar autores e livros, sempre comparando os resultados com outras fontes (Gewehr; Strohschoen, 2018, p. 5).

Nesse ponto, é de fundamental importância o papel de tutor dos professores, tornando as pesquisas mais efetivas e estabelecendo a relação entre a educação formal e a não formal, a partir desses instrumentos.  Entretanto, a geração que nasceu imersa no contexto tecnológico, muitas vezes, encontra profissionais recém-contatados às novas tecnologias, provocando certa discrepância na linguagem. Desse modo, a preparação dos novos professores e a atualização dos mais experientes é ponto chave de diversos estudos sobre o tema (Bittencourt; Albino, 2018; Cruzeiro et al., 2019; Darido da Cunha; Bizelli, 2016). A maior parte dos professores entende a necessidade de introduzir a linguagem e a instrumentalização tecnológica digital em suas aulas como apoio à didática e à aprendizagem dos estudantes, porém, procuram de forma independente atualizarem-se, abrindo lacunas para deficiências procedimentais (Silva et al., 2019).

A integração das tecnologias à prática do ensino leva, segundo Lévy (1999), à alteração do papel do professor, que deixa de lado a “superioridade” intelectual e passa a estabelecer uma função de incentivador. Como as tecnologias digitais difundem informações de todas as naturezas, não cabe mais ao professor atuar como transmissor de conhecimento ou mesmo sob o teto da educação “bancária”, termo apontado em Freire (1996). O docente de hoje deve preocupar-se em olhar para o coletivo, focando no compartilhamento de saberes e na mediação dos processos de aprendizagem.

O professor deve, diante desse contexto, construir um vínculo próximo ao aluno, partilhando experiências e estimulando o desenvolvimento de competências. Assim, o docente também se apropria dos avanços tecnológicos com curiosidade e entusiasmo, encontrando, nesse novo ambiente, as possibilidades para evoluir e estimular a aprendizagem dos seus alunos. Para Moran (2020), o professor deve estar preparado para o desenvolvimento de práticas que envolvam não somente as tecnologias, mas também o lado humano dos alunos, trazendo-os para dentro da aula de forma que consigam sentir-se parte do momento, ressaltando a “profunda interação humana” da educação.

Internet e dispositivos móveis como instrumentos educacionais

A internet abriga diversos ambientes nos quais são possíveis sítios de divulgação científica de qualidade. O massivo uso das redes sociais criado com o propósito de diminuir a distância entre as pessoas de forma online, produz diversas informações que são facilmente disseminadas. A Ciência também se encontra nesse espaço em um esforço para compartilhar o conhecimento produzido na academia, aproximando o público geral de uma linguagem adaptada e estimulando o aculturamento científico. A sedimentação dessa ideia é residida em Santos (2009, p. 532), que indica:

Encarar a ciência como uma parte fundamental da cultura contemporânea - património cultural da humanidade - implica reconhecer que a ciência e a tecnologia são valiosos empreendimentos humanos, apreciar as suas possibilidades e valores, mas também os seus limites.

O processo de alfabetização científica alcançado a partir da divulgação e da promoção do aculturamento científico – não só nas escolas, mas principalmente em ambientes não-formais e informais – passa pela busca e pela ambientação de indivíduos cada vez mais conectados à internet. Portanto, há necessidade de, cada vez mais, buscar soluções que sejam atrativas e acolhedoras, adaptando a realidade tecnológica à necessidade de aprendizagem.

A pandemia da covid-19 trouxe a necessidade de implementar alternativas remotas que possibilitasse a continuidade da educação escolar formal. Algumas ferramentas, como o Google Classroom e o Zoom, mostraram-se efetivas dentro de um planejamento adequado, tanto para a aproximação com os estudantes por meio das videochamadas, quanto para o compartilhamento de materiais e atividades. Porém, há de se destacar a importância do preparo e da formação docente a fim de que possam extrair todo o potencial das ferramentas do ambiente remoto ou virtual.

A era digital mobile traz diversas outras possibilidades a partir do uso de aplicativos que executam diversas atividades nos smartphones. Os aplicativos educacionais desenvolvidos oportunizam momentos de apropriação de informação, além do entretenimento. A produção de aplicativos de divulgação científica é evidenciada nas lojas das plataformas de dispositivos móveis. Alguns exemplos são encontrados na Play Store, loja de aplicativos da Google, utilizando a palavra-chave “divulgação científica”: Notícias Científicas, Jornais de Ciência, Scientific American Brasil, Ciência na Palma da Mão. Todos esses aplicativos têm avaliações acima de quatro estrelas, numa escala de 0 a 5.

Entretanto, a ideia no desenvolvimento do aplicativo CiênciaGO está na possibilidade de oferecer um ambiente construtivo, trazendo os estudantes para dentro do mundo acadêmico, com as dinâmicas de submissão e aprovação de artigos escritos pelos próprios usuários, além de ferramentas que o ajudem a entender todos os conceitos abordados. Para isso, o levantamento de informações sobre todo o contexto de aplicação da ferramenta torna-se necessário, não somente para futuras atualizações, como também para o estímulo à reflexão e à construção de novas ferramentas com a mesma vertente.

Metodologia

A pesquisa foi desenvolvida seguindo duas trajetórias: o desenvolvimento do aplicativo CiênciaGO, oferecido como proposta para a divulgação científica, com a coleta de dados para a discussão sobre o contexto do conhecimento científico dos estudantes e o papel do professor no processo de enculturação científica, bem como a avaliação da aplicação desenvolvida. Foi conduzida através do método quali-quantitativo, tomando como instrumento de coleta um questionário composto por perguntas mistas, para atender à necessidade de busca de informações importantes para o desenvolvimento do trabalho.

O processo de desenvolvimento do aplicativo foi realizado dentro da plataforma online Kodular, que permite a estruturação e a criação de aplicativos móveis de forma ágil e fácil, no próprio navegador de internet. Trata-se de uma ferramenta baseada no desenvolvimento em blocos (Figura 1), na qual não é necessário conhecimento profundo de linguagem específica de programação (Kodular, 2020). A lógica da programação é realizada a partir da montagem de quebra-cabeças e o design é baseado no drag-and-drop, quando o desenvolvedor se preocupa, apenas, em escolher o componente visual que será mostrado na tela do aplicativo, arrastando-o e soltando-o de dentro do painel de visualização.

Figura 1: Print da tela de montagem da lógica de blocos no Kodular usada no desenvolvimento do app

Dentro do escopo do projeto, o aplicativo foi pautado na possibilidade de fornecer aos usuários acesso a notícias e a curiosidades científicas, dentro de um ambiente próprio, estimulando a consulta e o debate. Este também inclui a dinâmica de submissão de artigos, a troca de informações, dentro de cada tema, priorizando a disseminação do conhecimento científico. A proposta do aplicativo CiênciaGO engloba aspectos tanto de consulta como de compartilhamento, buscando oferecer um ambiente colaborativo, povoado com estudantes de todos os níveis de ensino, assim como professores de todos os níveis de graduação.

A aplicação foi desenvolvida apenas para a plataforma de dispositivos móveis Android, com exigência mínima da versão 4.4 do sistema operacional. A implementação de cadastro de usuários foi necessária à medida em que se buscou a personalização de configurações e de materiais para se definir um meio de quantificar os acessos à plataforma. Os materiais didáticos oferecidos foram, em maior parte, direcionados a sites e links gratuitamente disponíveis na internet.

A validação do protótipo do aplicativo pelos participantes teve como fundamento a usabilidade, que pode ser resumida como "atributo de qualidade que avalia a facilidade de uso da interface de um objeto qualquer, como por exemplo, um livro, uma ferramenta, um software, um processo, ou qualquer coisa que interage com o ser humano" (Devmedia, 2016).

Por tratar-se de um aplicativo para dispositivos móveis ainda em fase de testes, essa avaliação é fundamental, pois tende a guiar todos os processos seguintes de desenvolvimento, além de externar a relação entre a proposta e seus potenciais usuários. 

Portanto, a comunicação do aplicativo com os usuários e suas possibilidades foram o foco da avaliação nesse ponto da pesquisa. Ampliar as alternativas tecnológicas, ao mesmo tempo que estabelece um vínculo próximo de quem as deve utilizar, auxilia no processo de aproximação entre as TIC e o ensino. O fundamento do desenvolvimento foi alicerçado em Lévy (2007) que oferece um ambiente no qual professor e aluno trocam conhecimentos, descentralizando o papel do professor e atribuindo a ele, o papel de “animador da inteligência coletiva” (Lévy, 2007).

Foi aplicado um questionário a dezenove professores formados em pelo menos uma das áreas das Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia). Além da validação do aplicativo, o foco foi o fornecimento de considerações sobre a visão dos professores frente ao processo de desenvolvimento do conhecimento científico dos estudantes. Abordando pontos sobre a aproximação direta e indireta do ensino científico, procurou-se estabelecer o papel docente dentro e fora da sala de aula com relação ao aculturamento científico dos alunos.

A plataforma utilizada para coleta de dados, via questionário, foi o Google Forms, visto a necessidade de manter o distanciamento social por ocasião da pandemia da covid-19 e por oferecer maior praticidade e agilidade na coleta dos dados (Monteiro; Santos, 2019). Tomando o limite geográfico da pesquisa como a macrorregião do município sede da pesquisa, o acesso foi disponibilizado através de compartilhamento via WhatsApp, tanto do questionário quanto do arquivo de instalação do aplicativo, em grupos de professores das escolas da região, utilizando a interação direta pela mesma plataforma com os dezenove professores. Do primeiro método, cinco foram os voluntários participantes e do segundo método, quatorze voluntários.

Resultados e discussão

A apresentação dos resultados e consequentes discussões foi dividida em dois momentos: o primeiro acerca da visão dos professores diante da posse do conhecimento científico dos estudantes e sua própria função nesse contexto e o segundo momento sobre a avaliação da usabilidade do aplicativo CiênciaGO. Os indivíduos foram identificados nas transcrições de respostas subjetivas com a letra P, seguida de um número do intervalo de 1 a 19, com cada número correspondendo a um participante.

Dos participantes da pesquisa, 73,7% eram da faixa etária compreendida entre 18 e 29 anos de idade. O tempo de experiência como profissionais da docência teve inclinação para o intervalo entre um e quatro anos de experiência (52,6%). Apenas 10,5% dos participantes tinham mais de 10 anos de experiência. Os demais, possuíam de 5 a 9 anos de experiência docente.

Esses dados mostram que há contemporaneidade da grande parte dos indivíduos com as tecnologias digitais, dentro da faixa etária dos nascidos entre 1980 e 1994 (Passarelli et al., 2014) que desenvolve outras habilidades e interesses, estimulados pelo contato com as mídias digitais. Pela definição de Prensky (2001), a diferença entre nativos e imigrantes digitais decorre da linguagem desenvolvida diante da presença de tecnologias digitais na sua formação. A forma como cada indivíduo lida com as informações e as habilidades podem gerar “sotaques” que os caracterizam, facilitando ou não a comunicação.

A distribuição da formação entre as áreas da Ciência da Natureza dos entrevistados (professores avaliadores do aplicativo) foi de 42,1% de biólogos, 31,6% de químicos e 26,3% de físicos. Quanto à formação continuada, em nível de pós-graduação, apenas 10,6% possuíam formação em nível de mestrado, todos os demais, apenas a graduação, sendo que apenas 15,8% dos participantes ainda não possuíam graduação completa. Esses dados evidenciam o problema da formação continuada dos professores, diversas vezes citadas como o maior dos empecilhos na implementação de novas TIC no processo de ensino (Kenski, 2007; Lobo; Maia, 2015).

Schuhmacher, Alves Filho e Schuhmacher (2017) destacam a insuficiência da formação inicial dos professores, que prejudica no desenvolvimento de atividades que envolvam tecnologias. As lacunas deixadas pela formação dos professores precisam ser complementadas por cursos de extensão, pós-graduações, dentre outros. Mesmo a perícia cotidiana de instrumentos digitais pode não ser suficiente para o desempenho docente. Portanto, verifica-se que a formação continuada pode ser tratada como uma atualização da prática docente, tornando-os capazes de desenvolver habilidades nessa área.

Quando questionados acerca da importância da contextualização no ensino de Ciências da Natureza, 94,7% dos participantes a definiram como muito importante. A exigência desse fundamento no ensino das Ciências Naturais reside na incorporação dos conceitos à realidade dos estudantes, evitando isolá-los e/ou fragmentá-los (Kato; Kawasaki, 2011). Como parte do conhecimento do ambiente em que vivem, os estudantes precisam enxergar no estudo das Ciências da Natureza, formas e métodos que podem ser aplicados ao seu cotidiano, transformando não somente sua realidade, mas possibilitando uma transformação social.

Sobre o papel do professor na formação científica dos estudantes, a ideia unânime foi a do orientador. Pode-se destacar a P2, quando opina que o profissional, “atua diretamente no processo formativo do aluno, já que o docente da educação básica é o primeiro mediador do saber científico dos alunos em geral. [...] é responsável por incutir nos jovens o interesse pela ciência e pelo pensamento crítico e cético”. Essa é a mesma concepção de Freire (1996), que define o papel do educador como criador de possibilidades para a produção ou a construção do conhecimento.

Trata-se aqui da divulgação científica e da disseminação da produção científica entre o público geral, de forma a facilitar o acesso a esse tipo de informação aos indivíduos comuns (Magalhães et al., 2012). Para dar claridade à função dos professores, dentro e fora da sala de aula, foi levantado o questionamento sobre a atuação dos participantes como divulgadores científicos. Os resultados mostram que 57,9% dos participantes veem-se como divulgadores científicos, enquanto 26,3% não se caracterizam em tal função e 15,8% não souberam afirmar.

A relação entre alfabetização científica e divulgação científica, ainda por Magalhães et al. (2012), é necessária a fim de ressignificar os conceitos científicos, não somente para formar novos cientistas, mas para contribuir na formação e no conhecimento dos fenômenos do mundo, assim como pregam alguns documentos oficiais da Educação Brasileira como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). Entretanto, 57,9% dos docentes participantes da presente pesquisa afirmam que o grau de alfabetização científica é baixo ao terminarem o Ensino Médio, 36,8% a caracterizaram como moderada e 5,3% a caracterizaram como alta. Logo, pode-se assumir que a comunicação científica, no ambiente escolar especificamente na macrorregião do município base da pesquisa, pode ser insuficiente, a ponto de produzir estudantes incapazes de interpretar conceitos científicos e identificá-los em sua vida.

Contrapondo o resultado do parágrafo anterior, tem-se 89,5% dos participantes não acreditando que o conhecimento obtido nas escolas seja suficiente para formar os indivíduos, enquanto os demais consideram suficientes ou preferiram não responder, mostrando a necessidade de novas estratégias que complementem a prática e enriqueçam as informações. Aparentemente, diante dos resultados desses dois quesitos, não há correlação entre os conteúdos abordados nas salas de aula e a formação científica final do Ensino Médio. Pode-se interpretar que de alguma forma é possível que consigam instrução fora do contexto escolar, de forma a suplementar a educação formal.

É possível correlacionar respostas dos participantes quanto à participação dos docentes na alfabetização científica, a interferência da internet e dos dispositivos móveis nessa formação, relacionando a função de orientador, atribuída ao professor, à formação científica dos estudantes e às respectivas fontes de suplementação informacional. P1 faz o mesmo alerta que Gewehr e Strohschoen (2018) quando opina que “a internet em si é uma faca de dois gumes. Como se trata de um ambiente onde muitas informações estão disponíveis de forma rápida, muitas vezes o indivíduo não tem o cuidado necessário ao colher uma informação”. A preocupação com a qualidade da informação, que pode ser acessada, é uma concordância entre todos os participantes, assim como estimular o contato dos estudantes com a linguagem e as práticas científicas que podem ser ferramentas que conduzam a uma qualificação científica na escola.

Porém apenas um dos participantes cita o papel que as tecnologias digitais possuem na prática docente no processo de formação dos estudantes. O professor pode e deve ser o protagonista desse processo de alfabetização científica intermediado por uma didática interativa nas aulas, fazendo uso de todos os recursos tecnológicos disponíveis, incluindo as redes sociais usadas como forma de divulgação científica (P5).

Isoladamente, a internet e os dispositivos digitais podem agir como ferramentas que, sem orientação, conduzem à desinformação, como comenta P7: “Bom, a tecnologia em si quando usada de forma incorreta, acaba prejudicando completamente a pessoa que a usa”. Alternativas metodológicas que não incluem necessariamente os dispositivos móveis e a internet são apontadas como estratégias para alfabetizar cientificamente os estudantes. P3 indica que “através de atividades como participação em olimpíadas, projetos e feiras científicas” é possível atingir esse objetivo.

A análise dos aspectos pedagógicos da discussão acerca da formação científica dos estudantes e a participação das tecnologias digitais nesse processo, indica que apesar de entender a necessidade de uma comunicação mais próxima à realidade, menos técnica e com a função de mediar a aprendizagem científica, os professores em geral não apontam as tecnologias digitais como ferramentas fundamentais nesse processo. O mau uso dessas ferramentas pelos estudantes é a maior preocupação, porém, não são comumente incluídas na formação, deixando lacunas que podem retornar ao problema citado.

Analisando a avaliação de usabilidade da proposta do aplicativo de divulgação científica CiênciaGO apresentada aos professores participantes, na versão utilizada, além de conter postagem de artigos, foram incluídos índices de conteúdo específicos das áreas da Ciência da Natureza, como a Física, a Química e a Biologia, além de notas de aula, videoaulas e simulados. A Figura 2 traz o template dessas telas do aplicativo.

Os participantes tiveram total liberdade para explorar o aplicativo e entender a abordagem contida, simulando a interação vinda de um usuário aleatório. Como um projeto em desenvolvimento, a aplicação continha recursos limitados, apenas para a percepção da ideia inicial, considerando a avaliação prévia como validação da proposta. A limitação da pesquisa nesse aspecto foi a própria perícia dos participantes, que não tiveram apoio presencial na utilização do aplicativo, de forma a abrir brechas para possíveis dúvidas. Porém, algum suporte foi possível através das interações por mensagens via WhatsApp, eliminando dúvidas e auxiliando principalmente na instalação do aplicativo. A falta de interação presencial assemelha-se a uma situação real de um usuário que usará o app por download na loja de aplicativos.

Figura 2: (a) Telas de notícias; (b) Tela das disciplinas; (c) Tela de testes do aplicativo CiênciaGO; (d) Tela de videoaulas; (e) tela de notas de aulas

A avaliação do aplicativo levou em consideração aspectos de uso e de adequação com a proposta desta pesquisa com relação à divulgação científica. Dos participantes, 68,4% o classificaram como uma ótima a proposta dentro do tema abordado e 31,6% como uma boa proposta. Dentro do objetivo de facilitar a comunicação científica, 84,2% dos indivíduos classificaram o aplicativo como um instrumento em potencial de divulgação e de popularização das Ciências da Natureza. Os 15,8% restantes opinaram que talvez o produto consiga atingir o objetivo proposto.

Com relação ao uso do aplicativo, 78,9% conseguiram utilizá-lo sem grandes problemas, enquanto 21,1% relataram encontrar alguma dificuldade, classificando-o como moderadamente fácil. A mesma proporção manteve-se em relação à facilidade de executar as funções disponibilizadas. A ajuda oferecida pelo aplicativo foi suficiente para 73,7% dos participantes, mas 26,3% necessitariam de maior condução no uso de algumas funções.

Apesar de 89,5% dos participantes afirmarem ter conseguido entender o conceito e aplicação do produto digital, alguns participantes relataram (como forma de enriquecer o posterior desenvolvimento da aplicação), que encontraram dificuldades de identificar a proposta. P15 relatou que “as funções não estão de forma clara; tive que procurar muito pra entender de que se tratava o aplicativo”. Portanto, há de se considerar a implementação de novos recursos na usabilidade que foquem na percepção do objetivo da aplicação mantendo o usuário a par do conceito e da finalidade. A disponibilidade em indicar o uso ou até mesmo levá-lo à sala de aula como ferramenta didática foi indicada por 84,7% dos participantes, enquanto 5,3% não se interessaram pelo produto desenvolvido.

Conclusão

Com base nos resultados obtidos nesta pesquisa, pode-se estabelecer o entendimento dos docentes entrevistados do município base da pesquisa sobre a sua parcela de contribuição na formação científica dos estudantes. A importância da contextualização nas aulas é destacável na medida em que o professor se põe como ponte entre o conhecimento científico e o conhecimento de vida, mediando as descobertas e fornecendo ferramentas para que o indivíduo possa se desenvolver.

Entretanto, diante da exponencial evolução tecnológica, há de se destacar a importância de inserir, nesse processo, instrumentos dessa natureza difundidos entre os estudantes nativos digitais, visando aproximá-los e integrá-los, em uma relação recíproca de troca de conhecimento. Nesse processo, cabe destacar o papel fundamental da divulgação científica em espaços formais, informais e não formais, principalmente no campo da internet, cada vez mais difundida na sociedade contemporânea.

A alfabetização científica deve ser promovida também a partir do acesso à literatura científica para que, por meio de adaptações, possa ser entendida pelo público-alvo, ressignificando a vida em sociedade, estabelecendo o elo entre o indivíduo e seu lugar no mundo. Um dos papéis dos professores das áreas das Ciências da Natureza é realizar o contato dos estudantes com a produção científica, priorizando, quando possível, as TIC disponíveis, ampliando os horizontes e instigando o elo entre a tecnologia e a Ciência, na educação.

Os resultados apresentados quanto ao nível de alfabetização científica dos estudantes e a suficiência do conhecimento escolar serviram para estruturar a pesquisa sobre o tema dentro da produção do modelo de software em desenvolvimento. Os limites e as possibilidades que podem ser explorados nas próximas etapas, além da autoavaliação e da reflexão profissional levantadas pelos questionamentos.

Nessa intenção, a proposta de desenvolvimento do aplicativo de divulgação científica CiênciaGO caracteriza-se dentro dessa lacuna. A avaliação de usabilidade levantou dados importantes para a continuidade do projeto. Os participantes destacaram a facilidade no uso do aplicativo e sua integração ao escopo da pesquisa. Porém, há a necessidade de implementar novas estratégias de navegação e adaptação de funcionalidades, buscando integrar diversos tipos de usuários.

Portanto, é de interesse deste projeto avaliar o aplicativo desenvolvido entre os estudantes da Educação Básica, além de investigar o contexto em que estão presentes junto à divulgação e à alfabetização científica, assim como o papel dos professores e da escola no processo. Os dados coletados servirão para o desenvolvimento de futuras melhorias e novas pesquisas de efetividade da proposta, incentivando o uso e promovendo a avaliação do progresso dos alunos.

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Publicado em 10 de maio de 2022

Como citar este artigo (ABNT)

SILVA, Marcos Antônio Vieira da; MACÊDO, Haroldo Reis Alves de. Tecnologias educacionais e divulgação científica no ensino de Ciências: desenvolvimento e usabilidade do aplicativo CiênciaGO. Revista Educação Pública, v. 22, nº 17, 10 de maio de 2022. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/22/17/tecnologias-educacionais-e-divulgacao-cientifica-no-ensino-de-ciencias-desenvolvimento-e-usabilidade-do-aplicativo-cienciago