Estratégias e práticas pedagógicas para o ensino de Fisiologia Sensorial no Ensino Médio

Adriana Aparecida Souza Rosa Melo

Professora da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais, mestre em Biologia (ProfBio)

Roberto Queiroga Lautner

Professor adjunto de Fisiologia e Biofísica da UFJF – câmpus avançado de Governador Valadares/MG, mestre em Farmacologia (UFRJ), doutor em Fisiologia (UFMG)

Nos últimos anos, o Brasil avançou na universalização do acesso escolar (Gráfico 1), mas, segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), esse acesso não foi acompanhado pelo aumento da qualidade do ensino. Quando se compara a performance educacional dos estudantes brasileiros, observa-se um aproveitamento significativamente inferior ao dos estudantes de outros países participantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), como é apresentado no Gráfico 2 (OCDE/PISA, 2019).

Gráfico 1: Evolução do acesso escolar no Brasil – de 2003 a 2018

Fonte: OCDE, disponível em http://gpseducation.oecd.org. Acesso em: 16 abr.  2020.

Gráfico 2: Comparativo de resultados PISA/2018

Fonte: OCDE, disponível em: http://gpseducation.oecd.org. Acesso em: 16 abr. 2020.

O resultado, além de constrangedor, sinaliza a necessidade de refletir a escola como espaço favorável ao desenvolvimento do conhecimento científico e o seu papel transformador (Silva; Moreira, 2010; Silva, 2012; Young, 2007), ressaltando que o acesso escolar deve ser acompanhado da qualidade do ensino.

O filósofo Young (2007), no seu artigo Para que servem as escolas?, revela que as escolas, como instituições historicamente emergentes em diferentes tempos e sociedades, são espaços favoráveis e, às vezes, a única oportunidade de crianças, jovens ou adultos menos favorecidos adquirirem conhecimento poderoso, que não é disponível em casa ou em sua comunidade. Além disso, a escola se configura como o espaço mais adequado para agregar novos conhecimentos e habilidades, um espaço de difusão e produção do conhecimento sistematizado (Silva; Moreira, 2010; Silva, 2012).

Ao analisar o que ocorre atualmente no cenário da sala de aula, com seus métodos tradicionais de ensino, percebe-se uma realidade contrária à pretensão epistemológica – um cenário oposto às relações dinâmicas próprias à construção do conhecimento científico (Becker, 1990). As escolas estão se distanciando das demandas atuais, estão envelhecidas nos seus métodos, procedimentos, currículos – “sobrevivem por serem espaços obrigatórios e legitimados pelo Estado” (Moran, 2007, p. 22).

Posições reducionistas contribuíram historicamente, levando à “fragmentação crescente da realidade e das disciplinas e para a redução do sentido da vida humana” (Sommerman, 2006, p. 9). A disciplinaridade do currículo escolar e consequentes conteúdos fragmentados prejudicam a formação integral e o conhecimento científico, dificultando o desenvolvimento do pensar. Uma das consequências é a dificuldade de compreensão das temáticas abordadas em sala de aula e o repúdio por esta ou aquela disciplina (Gerhard; Filho, 2012).

Reis (2019) retrata a metodologia tradicional de ensino como a que atua apenas para transmitir ao educando conhecimentos prontos em conteúdos fragmentados e com estruturas rigidamente verticais que não oferecem oportunidade ao estudante se expressar. É uma metodologia muitas vezes opressora, vedada ao diálogo, modulando os educandos em seres apáticos, dependentes e receptores passivos de informações repassadas por outros que se consideram detentores do conhecimento. Nesse modelo, o professor é o centro, o dono do saber, o autoritário, mas também submisso a uma autoridade maior, o Estado (Gadotti, 2003). “A característica dessa educação é a sonoridade da palavra que limita o potencial criativo do aluno e o estimula à memorização do conteúdo narrado sem de fato compreendê-lo” (Reis, 2019, p. 52, grifo da autora).

Modificar essa realidade e devolver à escola o seu papel fundamental na produção do conhecimento é o maior desafio docente nos dias atuais.

O desenvolvimento intelectual é imprescindível no processo educacional; caso contrário, a figura do professor será ilegítima. A urgência de uma construção identitária para uma escola para o século XXI passa ser um dos grandes desafios dos profissionais de educação no Brasil (Souza; Senna, 2017, p. 269).

Relacionar essa ideia de construção de conhecimento ao processo de ensino-aprendizagem implicará uma metodologia própria, que dependerá das estruturas cognitivas do educando e do modo pelo qual os conteúdos do conhecimento serão apresentados. Essa metodologia própria, de acordo com Werneck (2006, p. 189), deverá ser introduzida pelas instituições de ensino e vai “apropriar-se do conhecimento científico atualizado para disponibilizá-lo ao aluno”.

Entender como se constrói o conhecimento científico, suas primícias, é o primeiro passo para a sua promoção – não se constrói conhecimento de forma aleatória ou totalmente livre (Werneck, 2006). A construção exige a intencionalidade do sujeito e a mediação do professor formador, promovendo um ambiente que estimule a observação, o pensamento reflexivo, a assimilação de conceitos e o processamento das informações (Marsulo; Silva, 2005; Oliveira; Scherer, 2013; Silva, 2012; Werneck, 2006).

Nessa perspectiva de garantir a autonomia do sujeito, ressalta-se a importância da ressignificação da prática docente, em que dominar os conteúdos é fundamental, mas é apenas um dos aspectos necessários ao processo de ensino-aprendizagem. Cabe ao saber docente provocar, desafiar, promover, orientar e inspirar como curador e orientador (Moran, 2015).

Curador, que escolhe o que é relevante entre tanta informação disponível e ajuda que os alunos encontrem sentido no mosaico de materiais e atividades disponíveis. Curador, no sentido também de cuidador: ele cuida de cada um, dá apoio, acolhe, estimula, valoriza, orienta e inspira. Orienta a classe, os grupos e a cada aluno. Ele tem que ser competente intelectualmente, afetivamente e gerencialmente (gestor de aprendizagens múltiplas e complexas) (Moran, 2015, p. 24).

Assim, saber promover um ambiente favorável ao conhecimento científico para além do conteúdo é devolver à escola sua identidade de promotora da “formação cultural e científica através do desenvolvimento das capacidades intelectuais” (Souza; Senna, 2017, p. 278).

O presente estudo propõe uma nova abordagem pedagógica no ensino de Fisiologia Sensorial a partir de três ferramentas: metodologias ativas – favorecendo o protagonismo dos alunos na construção do conhecimento científico e tecnologias digitais – disponibilizando novas formas de interação, expandido os espaços e os tempos de aprendizagem e aulas dialogadas.

Com base na literatura científica e na reflexão da prática docente, o presente estudo elaborou uma proposta pedagógica mais adaptada à nova forma de aprender dos jovens atuais – além das aulas com o escopo tradicional, associação de práticas com formato investigativo e criação de um ambiente virtual para disponibilizar vídeos ilustrativos, videoaulas e questionários.

Metodologia

O levantamento bibliográfico que fundamentou o presente estudo selecionou trabalhos publicados em periódicos especializados seguindo os critérios de uma pesquisa bibliográfico-descritiva.  

Foram utilizados artigos, dissertações, teses, livros e trabalhos publicados em anais de congressos com base em palavras-chave: teoria do conhecimento, geração Z, prática docente, novas metodologias de ensino, ensino híbrido, Fisiologia Sensorial e suas variações, nas bases de dados SciELO, Periódicos da Capes e Google Scholar. Além disso, foram selecionados apenas os trabalhos científicos em português, inglês e espanhol na área da Educação datados de 1990 a 2019, de Fisiologia Sensorial datados de 2007 a 2014 e artigos originais na área de Fisiologia Sensorial.

Os critérios de exclusão foram trabalhos que não apresentassem resumos na íntegra nas bases de dados e nas bibliotecas pesquisadas, que estavam confusos ou mal estruturados, publicações de anos anteriores a 1990 (excetuando os artigos originais de Fisiologia Sensorial) e com duplicidade.

Consultaram-se também os documentos oficiais que regulamentam o ensino no Brasil – Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN e PCN+) e Orientações Curriculares Nacionais (OCN).

Após levantamento bibliográfico, foi elaborada uma sequência didático-pedagógica com formato híbrido: aulas dialogadas; roteiro de aulas práticas que sensibilizam os alunos aos fenômenos biológicos e incentivam a problematização e criação de hipóteses sobre Fisiologia do Sistema Sensorial; criação de uma sala de aula virtual (plataforma digital Google Sala de Aula) com a inserção de textos, vídeos, videoaulas e atividades relacionadas ao conteúdo de Fisiologia Sensorial (sistema nervoso, neurônios, potencial de ação, receptores sensoriais e arco-reflexo).

Resultados e discussão

Foram selecionados 52 trabalhos científicos, sendo 46 artigos e seis dissertações (Quadro 1).

Quadro 1: Trabalhos científicos selecionados

Título Autores Ano de publicação Revista publicada

Somatic motor and sensory representations in the cerebral cortex of man as studied by electrical stimulation

PENFIELD, W; BOLDREY E.

1937

Brain

Resting and action potentials in single nerve fibers

HODGKIN, A. L.; HUXLEY, A. F.

1945

J. Physiol.

Currents carried by sodium and potassium ions through the membrane of the giant axon of loligo

HODGKIN, A. L.; HUXLEY, A. F.

1952

J. Physiol.

A quantitative description of membrane current and its application to conduction and excitation in nerve

HODGKIN, A. L.; HUXLEY, A. F.

1952

J. Physiol.

Pharmacological modifications of the sodium channels of frog nerve

HILLE, B.

1968

J Gen Physiol

Interaction of tetraethylammonium ion derivatives with the potassium channels of giant axons

ARMSTRONG, C. M.

1971

J Gen Physiol

Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública

BECKER, F.

1990

Rev. Psicologia – USP

Os métodos científicos como possibilidade de construção de conhecimentos no ensino de ciências

MARSULO, M. A. G.; SILVA, R. M. G.

2005

Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias

Sobre o processo de construção do conhecimento: o papel do ensino e da pesquisa

WERNECK, V. R.

2006

Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação

Mechanisms of sensory transduction in the skin

LUMPKIN, E. A.; CATERINA, M. J.

2007

Nature

Para que servem as escolas?

YOUNG, M.

2007

Educação & Sociedade

Efeitos da propriocepção no processo de reabilitação do quadril

MARTIMBIANCO, A. L. C. et al.

2008

Acta Ortop. Bras.

Formação docente e Educação Inclusiva

SENNA, L. A. G.

2008

Cadernos de Pesquisa

Os discursos da comunidade disciplinar de ensino de Biologia: circulação em múltiplos contextos

BUSNARDO, F.; LOPES, A. C.

2010

Ciência & Educação

Juventud: ¿ser quien es?

FERNANDEZ DEL CASTRO, J. I.

2010

Ábaco: Revista de Cultura y Ciencias Sociales

The biophysics of neuronal growth

FRANZE, F.;      GUCK, J.

2010

Reports on Progress in Physics

The cell biology of touch

LUMPKIN E. A.; MARSHALL K. L.; NELSON A. M.

2010

JCB

Saber cotidiano e saber escolar: uma análise epistemológica e didática

SILVA, J. I.; MOREIRA, E. M. S.

2010

Revista de Educação Pública

Potencial de ação: do estímulo à adaptação neural

BECKER, E. K. et al.

2011

Fisioter Mov.

O ciclo da vesícula sináptica, espinhos dendríticos, e a transdução de sinais

MERLO, S. et al.

2011

Rev Medicina (Ribeirão Preto)

Energy and information in Hodgkin-Huxley neurons

MOUJAHID, A.; D’ANJOU A.; TORREALDEA, F. J.

2011

Physical Review E

The Hodgkin-Huxley heritage: from channels to circuits

CATTERALL, W. A. et al.

2012

The Journal of Neuroscience

A fragmentação dos saberes na educação científica escolar na percepção de professores de uma escola de Ensino Médio

GERHARD, A. C.; FILHO, J. B. R.

2012

Revista Investigações em Ensino de Ciências (IENCI)

Touch sense: functional organization and molecular determinants of mechanosensitive receptors

ROUDAUT, Y. et al.

2012

Landes Bioscience

Os hábitos de consumo das gerações y e z: a dimensão ambiental nos contextos familiar e escolar

SCHARF, E. R.; ROSA, C. P.; OLIVEIRA, D.

2012

Contextus

A escola no mundo hiperconectado: redes em vez de muros?

SIBILIA, P.

2012

Matrizes

A escola enquanto espaço de construção do conhecimento

SILVA, R. P.

2012

Revista Espaço Acadêmico

Educação e novas tecnologias: o papel do professor nesse cenário de inovações

VIEIRA, M. M.

2012

Revista Espaço Acadêmico

A ferramenta Google Docs na promoção da autonomia do aprendente de PLE e a atualização do perfil do professor de PLE

FLORIM, M. Q.

2013

Repositório Aberto da Universidade do Porto

Neurônio

MOREIRA, C.

2013

Revista Ciência Elementar

O papel do professor formador em uma ação de formação: uma experiência na abordagem construtivista

OLIVEIRA, A. D.; SCHERER, S.

2013

Revista Eletrônica de Educação

Tactile sensory system: encoding from the periphery to the cortex

LYNETTE A. JONES, L. A.; SMITH, A. M.

2014

Wiley Periodicals, Inc.

A construção da autonomia no processo educativo: o que pensam os participantes de um curso de especialização em Coordenação Pedagógica

MARTINS, J. L.; SILVA, B.

2014

Revista e-Curriculum

Estratégias inovadoras para métodos de ensino tradicional – aspectos gerais

SOUZA, C. S.; IGLESIAS, A. G.; PAZIN-FILHO, A.

2014

Rev. Medicina (Ribeirão Preto)

Ferramentas cognitivas, ambientes modificadores, medição e construção do conhecimento: potencializando a cognição do sujeito social na perspectiva do aprender

VARELA, A. V.; BARBOSA, M. L. A.; FARIAS M. G. G.

2014

Ci. Inf.

Mudando a educação com metodologias ativas

MORAN, J. M.

2015

Coleção Mídias Contemporâneas

Vivência de docentes participantes do Projeto Qualifica - Univates de Lajeado/RS com metodologias ativas

REMPEL; C. et al.

2016

Revista Tempos e Espaços em Educação

Reconstrução de sentidos sobre as tecnologias digitais na formação docente

ROSA, S. G. A.

2016

Repositório Institucional Centro Universitário La Salle

Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica

DIESEL, A.;

BALDEZ, A. L. S.; MARTINS, S. N.

2017

Revista Thema

A geração Z e as plataformas tecnológicas

REIS, E. V.; TOMAÉL, M. I.

2017

Inf. Inf.

Lugar de aluno é na escola que desenvolva conhecimentos

SOUZA, J. M. P.; SENNA, L. A. G.

2017

Revista Exitus

Effectiveness of Google Classroom: Teachers perceptions

AZHAR, K. A.;

IQBAL, N.

2018

Prizren Social Science Journal

Propuesta de modelo tecnológico para flipped classroom (T-Flic) en educación superior

BASSO-ARÁNGUIZ, M. et al.

2018

Revista Electrónica Educare

Tecnologias da informação e comunicação e as metodologias ativas: elementos para o trabalho docente no ensino superior

COLETTO, P. M. C.; BATTINI, O.; MONTEIRO, E.

2018

Revista Prática Docente

Pesquisa e ensino: possibilidades interativas no processo escolar

PEREIRA, W. M. O. et al.

2018

Ensino de Ciências e Tecnologia em Revista

A observação de joaninhas [Harmonia axyridis (Pallas, 1773), Coleoptera, Coccinellidae] como ferramenta de alfabetização científica em uma escola de Educação Infantil

LOPES, T. G. G. et al.

2018

REnBio

Modelo de ensino híbrido: a percepção dos alunos em relação à metodologia progressista x metodologia tradicional

SILVA, J. B.; SILVA, D. O.; SALES, G. L.

2018

Revista Conhecimento Online

Ensino híbrido e a construção da aprendizagem dos estudantes do Ensino Médio

CEMBRANEL, C. B.; SCOPEL, J. M.

2019

Scientia cum Industria

Plataforma digital “Trilha do conhecimento”: o uso de tecnologias de informação e comunicação para criação e aplicação de objetos educacionais no ensino de Biologia

FREIRE, J. A.

2019

Repositório Aberto da Universidade Federal de Minas Gerais

O uso dos mapas conceituais como recurso didático no ensino de Biologia

JUNIOR, C. E. L. M.

2019

Repositório Aberto da Universidade Federal de Minas Gerais

Contribuição de Paulo Freire para o ensino-aprendizagem de Biologia: os temas geradores como procedimento dialógico de compreensão do todo da vida (Bíos)

REIS, S. O. P.

2019

Repositório Universidade Federal de Juiz de Fora

Projeto Lagoa Paulino: o estudo de suas condições ecológicas através de uma abordagem investigativa

SILVA, A. M. da.

2019

Repositório Aberto da Universidade Federal de Minas Gerais

Ao estruturar a sequência didática, o foco sempre esteve na dinâmica da construção do conhecimento científico, a começar pela escolha dos temas, em função da extensão do conteúdo referente ao sistema nervoso e sensorial; a escolha da plataforma digital; a seleção de vídeos; a elaboração das atividades; e a definição dos tempos e espaços.

A sequência didática elaborada para o ensino de Fisiologia Sensorial (Quadro 2) foi pensada de forma a contextualizar o ensino a partir de práticas reais e simples, utilizando os fenômenos biológicos que podem ser percebidos e interpretados. Como já afirmava Freire (1996), só podemos falar em saber ensinado quando o objeto ensinado é aprendido na sua razão de ser.

Os vídeos escolhidos são curtos e animados e propõe-se que sejam disponibilizados previamente às aulas teóricas e práticas, permitindo que o estudante desenvolva familiaridade com o tema que será futuramente discutido in loco. O objetivo das práticas (geração dos fenômenos biológicos) vai além da contextualização do ensino, estimulando a curiosidade dos educandos, que gera a intencionalidade em aprender – princípio básico da construção do conhecimento (Werneck, 2006).

Quadro 2: Sequência didática

Fisiologia Sensorial para o Ensino Médio

Total de horas/aula: 3

Objetivo Geral: Entender de que forma os organismos interagem com o ambiente e, nesse sentido, a importância dos mecanismos de detecção (sistema sensorial) e como se processa a gênese e a condução do impulso nervoso até o SNC.

Aula Objetivos específicos Problematização Tempo de aula Instrumento pedagógico

1 - Entender o sistema nervoso como coordenador e controlador das funções do corpo;

Por que o sistema nervoso é considerado o quartel general do organismo?

Pré-aula

Plataforma digital

Vídeo: Quartel General

Vídeo sobre o sistema nervoso (12min42seg de duração), com o objetivo de promover conhecimentos prévios introdutórios sobre função, estrutura e divisão do SN; anatomia e classificação dos neurônios, potencial de repouso, potencial de ação, propagação do impulso nervos, sinapses e neurotransmissores.

https://drive.google.com/file/d/1BX7Nsxr2dtnw43mOGuJTWXmL10y24-Fr/view

2 - Reconhecer a estrutura e função do neurônio;

Aula (50min)

Sala de aula

Aula dialogada

Explorando os conhecimentos prévios e os adquiridos no período da pré-aula

3 - Caracterizar o sistema nervoso central e o periférico e correlacioná-los com suas respectivas funções e composições.

Pós-aula

Plataforma digital

Quiz

Formulário de fixação de conteúdo (avaliação formativa).

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfGFMnIMLGITToYfdAvwjr3Bw9AnMMAz-CxjSizOWra5wTprw/formResponse

1 - Compreender como ocorre a interação do organismo com o meio ambiente;

Como sentimos e respondemos aos estímulos?

Pré-aula

Plataforma digital

Pesquisa: "Como sentimos o mundo?" Google Docs

Pesquisa com objetivo de promover conhecimento prévio sobre os diferentes tipos de sensibilidade e seus respectivos receptores cutâneos.

https://docs.google.com/document/d/1MZOYE7JXuHGimVFkR0X8pfZkwtzE7tLH6LLYh1vPeNY/edit

Aula

(50min)

Sala de aula

Sistematização teórica

Apresentação dialogada

2 - Conseguir explicar as reações nos reflexos;

O que acontece quando alfinetamos o dedo ou colocamos a mão sobre algo muito quente?

Sala de aula

Práticas

Roteiro de práticas

https://drive.google.com/file/d/18jL4UQiCod2DYFgDNY8J6Wf-GIAIWFuf/view?usp=sharing

Pós-aula

Plataforma digital

Quiz

Formulário de fixação de conteúdo (avaliação formativa)

https://docs.google.com/forms/d/1n94UV0sGp0oCULinlms_xOjdVvMsZqFbCJZRzfG1cek/edit?usp=sharing

Entender como ocorre a gênese do impulso nervoso e como se propaga.

É correto afirmar que a propagação do impulso nervoso é um fenômeno eletroquímico?

Por quê?

Pré-aula

Plataforma digital

Vídeos curtos sobre a gênese e propagação do impulso nervoso

Vídeo: Potencial de ação

https://drive.google.com/file/d/1u_ScmqlNVktYbGWbfapkjnlG4A7qJdHF/view

Vídeo: impulsos nervosos/sinapses https://drive.google.com/file/d/1BX7Nsxr2dtnw43mOGuJTWXmL10y24-Fr/view

Vídeo: Sinapse neuromuscular https://drive.google.com/file/d/1K_VQxw1JrhwjwyZl8X1QqiEQ3xzAx8LD/view

Como agem alguns anestésicos, como a xilocaína, no alívio da dor?

Aula

(50 min)

Sala de aula

Sistematização teórica

Apresentação dialogada

Material de apoio: principais eventos relativos à sensibilidade.

https://drive.google.com/file/d/14g6HJletjfk8qMXIoH8Pw9yD0y26kQhA/view?usp=sharing

O que significa dizer que o potencial de ação obedece à lei ou princípio do “tudo ou nada”? E como o organismo distingue uma pancada de um leve toque?

Pós-aula

Plataforma digital

Quiz

Formulário de fixação de conteúdo (avaliação formativa)

https://forms.gle/y57vpU48rYkeRUCv6

A proposta pedagógica elaborada foi fundamentada na literatura científica de estudos anteriores na área da Educação, na atualização e aprofundamento dos conhecimentos científicos sobre Fisiologia Sensorial e norteada pelas regulamentações de ensino no Brasil.

Ao elaborar o roteiro de práticas (Figura 1) a intenção a priori foi criar um cenário que promovesse uma aprendizagem por descoberta com práticas simples e de baixo custo e induzir os alunos ao pensamento reflexivo, através da experiência e observação necessárias à aquisição do conhecimento (Lopes et al., 2018).

Figura 1: Roteiro de práticas

A estratégia pedagógica foi facilitar a apropriação ativa de um conteúdo abstrato e de difícil compreensão, como é a Fisiologia Sensorial. Utilizou-se a plataforma digital no modo de Educação a Distância (EaD) para aproximar o conteúdo à realidade dos alunos, dar significado e oferecer subsídio para as aulas práticas por conhecimentos prévios adquiridos.

A escolha pelo conteúdo de Fisiologia Sensorial se deu em função da forma fragmentada como o tema é abordado tradicionalmente no Ensino Médio, sem conexão com situações reais vivenciadas pelos alunos, como algo totalmente abstrato, favorecendo a memorização pela ausência de significado, tudo contrário às novas demandas dos jovens nativos digitais e do que estabelecem as regulamentações de ensino no Brasil.

Outra questão é a relevância do conteúdo Sistema Nervoso e Sensorial para entender a forma holística de funcionamento do organismo, a interação dos órgãos e sistemas, o equilíbrio hemodinâmico, o estado saúde/doença etc. Como apregoam as OCNEM (2006), “os conteúdos de Biologia devem propiciar condições para que o educando compreenda a vida como manifestação de sistemas organizados e integrados, em constante interação com o ambiente físico-químico” (Brasil, 2006, p. 20). A seleção do conteúdo a ser ministrado, diante do vasto universo de temas abordados no Ensino Médio é parte importante do processo educativo, e “cabe à equipe docente analisar e selecionar os pontos que merecem aprofundamento” (Brasil, 2006, p. 9).

Para seleção da plataforma, foram determinados critérios, o que facilitou sua escolha. Pela dificuldade de recursos financeiros, comum às instituições de ensino público, a plataforma deveria ser de acesso gratuito e específica para fins educacionais. Pela heterogeneidade do perfil das turmas, a plataforma precisaria permitir liberdade de seleção de conteúdos e atividades em diferentes fontes pelo próprio professor para que os objetivos e habilidades fossem alcançados. O terceiro e último critério seria a facilidade de manipulação, tanto pelo professor quanto pelos alunos.

A plataforma selecionada – Google Classroom – é uma ferramenta digital gratuita, sem implicações de custos, lançada em 2014 pelo Google; ela permite a criação de salas de aula no ciberespaço. Essa plataforma, em detrimentos de muitas outras, permite autonomia do professor quanto ao uso do grande espectro de recursos digitais oferecidos pelos aplicativos Google (Google Apps), como Drive, Google Docs e YouTube, entre outros. Devido à sua natureza livre, qualquer instituição, ou mesmo professor, pode utilizá-la sem incorrer em custos de implantação de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e serviços associados, requerendo apenas conexão à internet (Basso-Aránguiz et al., 2018).

Considerando que a utilização das tecnologias, por si só, não garante a aprendizagem, é absolutamente essencial que os professores selecionem cuidadosamente os recursos tecnológicos a serem colocados nas mãos dos alunos, favorecendo um ambiente de integração entre tecnologia e o processo educativo (Azhar; Iqbal, 2018).

Durante a “construção” da sala de aula virtual, comprovou-se a facilidade no uso da plataforma sem grandes exigências quanto à habilidade tecnológica do professor.

O uso da plataforma digital como apoio no processo de ensino-aprendizagem teve o intuito de amenizar o pouco tempo de duas horas-aula de Biologia por semana ministradas no Ensino Médio, de forma a permitir o desenvolvimento da proposta didática baseada em metodologias ativas, que demandam um tempo maior de execução. Em consonância com essa dificuldade temporal, alunos do Projeto Lagoa Paulino identificaram o tempo de duração como um desafio a ser superado pela “dificuldade em conciliar os estudos com outros conteúdos desenvolvidos na escola” (Silva, 2019, p. 50).

Concluída a elaboração da nova proposta pedagógica no ensino de Fisiologia para o Ensino Médio, ela se caracterizou como modelo de ensino híbrido, ao “integrar os espaços físicos da escola com os ambientes virtuais; a sala de aula com as tecnologias digitais” (Moran, 2015). Na impossibilidade de aplicação dessa proposta em função da suspensão das atividades escolares presenciais pela pandemia do novo coronavírus em 2020, buscaram-se pesquisas realizadas anteriormente sobre aplicação e avaliação de metodologias ativas e o uso de tecnologias no processo educativo, referenciando seus resultados e conclusões para responder à pergunta: uma sequência didática que associe metodologias ativas mediadas por tecnologias digitais em um sistema de ensino híbrido tem potencial para favorecer o processo de ensino-aprendizagem dos jovens atuais?

Quanto à aplicação de metodologias ativas, Rempel et al. (2016) publicaram um artigo relatando as vivências de um grupo de professores dos cursos de Ciências Biológicas, Fisioterapia, Tecnologia em Gastronomia e Nutrição da Univates que empregaram diferentes propostas metodológicas ao ministrar conteúdos de Alimentação Institucional, Bases de Técnicas Culinárias, Biologia Geral, Legislação Profissional, Biologia e Sistemática de Invertebrados e Fisioterapia Neurológica em suas salas de aula. As metodologias utilizadas foram o estudo de caso, portfólio, problematização pelo Arco de Maguerez e mapa conceitual. Esses professores participaram de um projeto de qualificação da prática docente à luz de metodologias ativas, desenvolvido ao longo de dois semestres nos anos de 2014 e 2015. Os principais resultados demonstraram que “metodologias de ensino centradas nos estudantes permitem que eles aprendam através das descobertas, do desenvolvimento de suas habilidades analíticas e motivação” (Rempel etal., 2016, p. 47).

Quanto ao uso das tecnologias digitais no processo educativo, percebe-se uma variedade de recursos, desde os mais simples até os mais avançados, como softwares educacionais, cabendo ao professor a escolha do que usar e como usar, de acordo com os objetivos e as competências a serem alcançados. Vale ressaltar que, nas pesquisas realizadas, os professores que utilizaram tecnologias digitais afirmaram que por meio delas as aulas se tornaram mais inovadoras e que, com atividades realizadas em casa, em vídeos e videoaulas, os temas em discussão eram previamente assimilados pelos alunos, otimizando o tempo de sala de aula. Os professores afirmaram ainda que o “uso das tecnologias produziu transformações significativas no processo de ensino-aprendizagem na escola”, pois os alunos, ao utilizarem a plataforma digital, se sentiram motivados e “importantes na busca dos seus conhecimentos, não sendo meros receptores dos conteúdos” (Cembranel; Scopel, 2019, p. 15).

Outro aspecto relevante observado nos artigos selecionados é o grande número de variáveis presentes ao aplicar uma metodologia ativa, principalmente quando mediadas por tecnologias digitais educacionais, reforçando a importância extrema do planejamento e da presença mediadora do professor. “Quanto mais avançam as tecnologias, mais a educação precisa de pessoas humanas, evoluídas, competentes, éticas” (Moran, 2007, p. 167).

Considerações finais

Partindo do princípio de que o Ensino Médio, última etapa da Educação Básica, objetiva promover por meio de métodos e técnicas pedagógicas o desenvolvimento de competências que permitam ao aluno lidar com as informações, compreender o mundo e nele agir com autonomia, estimulando-o continuar seu aprendizado seja na universidade ou no mercado de trabalho (Brasil, 1996); e, especificamente quanto ao estudo da Biologia, permitir, com um ensino ativo e contextualizado, a compreensão da natureza viva, em que os fenômenos biológicos possam ser percebidos e interpretados (Brasil, 2002), conclui-se que, ao elaborar uma nova proposta de ensino de Fisiologia Sensorial (sistema nervoso e sensorial), foi estratégico destacar o corpo humano e as relações que se estabelecem entre o corpo e o ambiente, ao demonstrar como o organismo responde aos estímulos.

Ao utilizar três formatos integrados – aulas expositivas dialogadas, práticas e ambiente remoto –, acredita-se que, além de maximizar o processo de ensino-aprendizado, será possível a inserção do discente na esfera digital – ambiente com que a geração Z tem familiaridade e interesse.

Assim, ao final deste trabalho sugere-se que estudos futuros sejam realizados quanto à aplicação da proposta elaborada ao ministrar Fisiologia Sensorial no Ensino Médio e que, com base nos dados coletados (quantitativos e qualitativos), possam ser avaliadas a sua aplicabilidade e a efetividade na forma de aprender dos jovens nativos digitais. Espera-se que a sequência didática aqui apresentada venha contribuir como alternativa à metodologia clássica no ensino de Fisiologia Sensorial na Educação Básica.

Referências

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Publicado em 28 de junho de 2022

Como citar este artigo (ABNT)

MELO, Adriana Aparecida Souza Rosa; LAUTNER, Roberto Queiroga. Estratégias e práticas pedagógicas para o ensino de Fisiologia Sensorial no Ensino Médio. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 22, nº 24, 28 de junho de 2022. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/22/24/estrategias-e-praticas-pedagogicas-para-o-ensino-de-fisiologia-sensorial-no-ensino-medio

1 Comentário sobre este artigo

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Françoes Soares Silva • 1 mês atrás

Parabéns aos autores pela proposta interessante e inovadora.

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