A percepção sobre idosos dos estudantes do Ensino Médio integrado do IFSP em projeto envolvendo Educação Física

Valentina Piragibe

Mestra em Educação Física, docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - campus Bragança Paulista

As aulas presenciais foram paralisadas no ano de 2020, em praticamente todo o mundo, devido à doença do covid-19 (Portugal, 2020; Covid-19, 2020) e diferentes questões ligadas ao necessário isolamento social. As respostas das sociedades frente a essa crise foram opções de temas que poderiam ser trabalhados durante o período de aulas remotas e posteriormente em aulas híbridas ou presenciais. Muitos estudantes tinham histórias para contar e vivências para compartilhar, então aproveitamos o momento para escutá-los, já que a escola é, sobretudo, lugar de convivência e de experiência (Martins et al., 2014).

Em meio à enxurrada de informações nas mídias sociais, coube à escola ajudar os alunos a compreenderem a disputa de narrativas quanto ao surgimento desse vírus, com suas implicações geopolíticas, também, a discernir as diferentes versões atreladas a questões ambientais e modos de produção (Coronavírus, 2020). Também assistimos a luta de poder entre a importância do distanciamento social e a importância da economia (Ferrari; Cunha, 2020) e houve até quem dissesse que sairíamos melhores dessa pandemia (Arias, 2020). A Organização das Nações Unidas (ONU, 2020a) afirmou que mais do que nunca era o momento para os governos expandirem investimentos públicos, impulsionarem o comércio e garantirem apoio às pessoas e aos grupos mais afetados pela covid-19, incluindo as mulheres que suportam um fardo desproporcional de trabalho assistencial. Santos (2020) advertia que a nova articulação pressupunha uma mudança epistemológica, cultural e ideológica, que sustentasse as soluções políticas, econômicas e sociais para a garantia de uma continuidade da vida humana digna no planeta. Mas esse debate não podia ser construído de cima para baixo e a escola não poderia se furtar a construir, com sua comunidade interna e externa, o novo pacto social.

Dentre tantas possibilidades relevantes, a pessoa idosa foi o ponto de partida do tema gerador para o projeto interdisciplinar do ano letivo 2020, haja visto a intensidade com que os idosos foram atingidos por essa doença (SBGG, 2020). Vale lembrar a importância do idoso na estrutura familiar, tanto pelos laços afetivos, como pela sabedoria (Paula, 2016) e pela manutenção da identidade grupal, como prova viva de um tempo (Valença; Reis, 2015). Então, pelo arrimo dado no caso daqueles que sustentam famílias (Nitahara, 2020) e vivem junto de seus filhos e/ou netos em um processo de ajuda e cuidado mútuos (Sampaio; Vilela, 2019). Infelizmente, alguns empresários e políticos minimizam a gravidade dessa doença afirmando que o Brasil não pode parar e que seria irracional criar uma crise econômica para tentar contê-la, pois, segundo eles, ela só mata velhos e pessoas com comorbidades (Congresso em Foco, 2020).

Diante desse quadro, nos perguntamos qual seria a percepção sobre os idosos, na visão dos estudantes dos primeiros anos do Ensino Médio Integrado, IFSP - campus Bragança Paulista, a partir de um projeto interdisciplinar envolvendo a disciplina de Educação Física?

Nossa hipótese era a de que a participação dos estudantes no projeto interdisciplinar contribuiria para uma percepção mais humana sobre os idosos, ressignificando os apontamentos de Azevedo (2019) que nos diz que o modelo social do idoso encerra um estigma do qual, indivíduos categorizados nesse lugar, procuram fugir. Em uma sociedade que valoriza a produtividade e a juventude, a vida improducente, representada pela aposentadoria, justifica os programas para idosos com o propósito de “transformá-los” para que vivam uma velhice ativa e produtiva. O olhar sobre a velhice fundamentado, preferencialmente, nos aspectos biológicos e na saúde, acarreta uma negligência a outras dimensões da vida. Também afirma que a promessa de uma vida longa e saudável está expressa em diferentes discursos que compõem as recomendações propostas por especialistas, mas que, na verdade, traduzem-se em normas de conduta do viver. As referências de qualidade de vida na velhice tomam por base a juventude, com o objetivo de preservar a população do envelhecimento, tomado como um mal em si, uma doença a ser evitada. A esse processo somam-se várias fobias como o medo da morte, o medo da perda dos amigos e o medo da solidão. Matos (2012) afirma que o culto ao corpo representa uma negação dos efeitos do tempo e do processo de envelhecimento.

Billé e Martz (2012) acrescentam que nossa sociedade não diz precisamente como deve ser um corpo normal, mas a publicidade, as imagens sociais e os discursos sobre nutrição do corpo, esporte, saúde, estética, tratam de nos fazer construir a ideia do que é um corpo dentro de uma “normalidade”. A ideologia do envelhecer nos diz o que fazer e pensar, além de estabelecer o que é uma boa ou uma má vida. Também nos diz que envelhecer bem é permanecer jovem ou envelhecer sem tornar-se velho. Mas o envelhecer não deveria ficar condicionado a normas de conduta que parecem querer impedir que as pessoas envelheçam, como se isso fosse possível. Como se a ausência de produtividade e do vigor da juventude fossem condições vergonhosas. É na esteira desse pensamento que surge a indústria dos cosméticos e da cirurgia plástica (Ferreira, 2010; Audino; Schmitz, 2012; Silva, 2014).

Todavia, Azevedo (2019) afirma que a pessoa idosa poderia estar atenta às variações contínuas em sua força de existência, de sua potência de agir, em uma perspectiva que vislumbra o acolhimento de sua velhice, asseverando, ainda, que é um equívoco preocupar-se com a duração da vida, com a ânsia e com a angústia em viver mais. É preciso ressaltar a importância da vida em si. Tais considerações apoiam-se na perspectiva da opção pela vida ou pela invenção de um modo de vida ético em oposição à vida moral. Uma ética que se paute pela não obediência aos códigos de comportamento estabelecidos, mas por uma maneira de relação do ser humano consigo mesmo. A autora cita o poema de Freire (2017, apud Azevedo, 2019) e conclui, dizendo: “Noto que estou ficando velho. Porque hoje estou mais feliz. Garanto. Dono de meu tempo. Nem penso na morte. Estou ficando velho. Nesta vida. Eis a minha grande sorte”. Portanto, trata-se de mudar o lugar que ainda está reservado à velhice como estado de carência e perdas para um lugar de possibilidades de um modo de vida singular.

Ao optarmos por uma existência moral, acrescenta Azevedo (2019), nos baseamos no que é certo ou errado, em regras coercitivas, e escolhemos o enfraquecimento da vida. Pautar-se por um pensamento ético supõe desprender-se do dever e da obediência uma vez que a ética é o que somos ou não somos capazes de fazer. Não há como negar que, quando envelhecemos, nossa potência de agir e nossa força de existir se alteram e o nosso poder de ser afetado se transforma e se modifica. Saber envelhecer é entender e aprender o que é adequado para si, a partir das próprias experiências e vivências. A liberdade, no sentido de responsabilizar-se por si, da gestão de si mesmo, pode ser inventada em pequenos atos de resistência, que nos permitem escapar da programação e ir ao encontro de um modo singular de produzir nossa existência como existência ética.

Billé e Martz (2012) destacam a necessidade e a urgência de encontrar uma via de reflexão sobre o envelhecimento, com o objetivo não somente de compreender esse processo, mas também de aprender a como ser velho.

Já Azevedo (2010) traz a reflexão sobre a questão do tempo, afirmando que o tempo é uma passagem, talvez somente percebido quando nos deparamos com o espelho, onde a imagem é refletida. Enrugar pode ser um processo doloroso, mas dependerá da visão de mundo que se tem, pois cada ruga é particular e única, eivada de acontecimentos alegres, tristes, experiências ímpares. A autora pergunta sobre o que seria de cada um de nós sem os nossos avós? Quantas vezes recorrem-se a eles para uma opinião, um acolhimento? A velhice depende, sobretudo, do ponto de vista de cada um. Restringir as etapas da vida a simples condicionantes, tais como, a infância é um tempo de brincar, a fase adulta, um tempo de trabalhar, casar, ter filhos e a velhice, tempo de sossegar, é limitar as possibilidades de desenvolvimento da pessoa humana em qualquer etapa de sua vida.

A partir da proposição de que os idosos devem valorizar a etapa da vida em que se encontram, aceitando seu próprio envelhecimento e considerando sua potência de agir atual em um modo de viver ético, desprendidos de deveres e obediência, nos perguntamos como a escola pode contribuir para que essa mudança de concepção sobre a velhice se concretize? Mudança essa mais necessária do que nunca, pois a pandemia escancarou os estereótipos que se tem sobre a velhice.

Mesmo antes da pandemia a situação dos idosos já não era das melhores (Minayo, 2003; Sanches et al., 2008; Machado, 2020). Em evento ocorrido em junho de 2019, na Fiocruz, em Brasília, a pesquisadora Cecília Minayo alertou que no ano anterior houve um aumento de 13% nos casos de violência contra idosos cometida, em sua maioria, por filhos homens e dependentes do idoso. Segundo a pesquisadora, a maioria das vítimas são mulheres e sofrem a violência em casa. Outro ponto relevante é que a violência contra idosos geralmente acontece em famílias pouco afetivas ao longo da vida e isoladas socialmente e a violência é o resultado da falta de comunicação, transformando-se em uma forma de interação a partir da qual os familiares se relacionam gritando, batendo, explorando, desprezando e abusando uns dos outros (Brasil, 2019).

Com a necessidade do distanciamento social, devido à covid-19, o quadro de violência doméstica se intensificou (Bastos; Santos, 2020). Bianquini (2020) explica que situações como perda do emprego, dificuldade de acesso a serviços e convivência diária e ininterrupta, em um mesmo ambiente, são possíveis disparadores da violência doméstica durante a pandemia.

Nesse contexto, idosos encontram-se duplamente fragilizados por serem a população de maior risco de contágio e por perderem a liberdade de ir e vir, encontrando-se numa prisão que não tem data nem hora para terminar. Além disso, enfrentam todo tipo de discurso de ódio (Barrucho, 2020).

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lançou um apelo global para enfrentar o discurso de ódio relacionado à covid-19. Segundo ele, a pandemia desencadeou um tsunami de ódio que atingiu desde estrangeiros, migrantes e refugiados, acusados de serem fontes do vírus, até profissionais que atuam na frente do combate à epidemia, tais como, profissionais da saúde, trabalhadores humanitários e defensores de direitos humanos, vistos como disseminadores do vírus. Outra dimensão do ódio são os ataques na internet que surgem na forma de memes que qualificam os idosos como os mais dispensáveis. O secretário-geral pediu aos líderes políticos que demonstrem solidariedade para com todos os membros da sociedade e que reforcem a coesão social. Guterres também lembrou que, durante o ensino online ou remoto, muitas instituições educacionais transmitiram aulas virtuais, com bilhões de jovens on-line em um ambiente aberto e inseguro, que poderia se tornar alvo de aproveitadores nas redes sociais, com conteúdos racistas, misóginos e outros discursos de ódio. Por fim, lembrou que cabe às instituições de ensino zelar pela alfabetização digital de milhares de jovens na internet, confinados e potencialmente vulneráveis às influências de grupos reacionários e extremistas (ONU, 2020b).

Em uma época em que a violência parece disseminada e as vidas parecem valer tão pouco, vem do secretário-geral da ONU um alerta à educação e aos sistemas de ensino. Realmente a educação não poderia ficar alheia ao que estava acontecendo.

Método

A fim de analisar a percepção sobre idosos, na visão dos estudantes dos primeiros anos do Ensino Médio Integrado do IFSP - campus Bragança Paulista, a partir de um projeto interdisciplinar envolvendo Educação Física, nos pautamos em uma pesquisa de cunho qualitativo.

Descrição do ambiente investigativo

A ideia da pesquisa iniciou-se por um blog criado na disciplina de Educação Física, chamado “Idosos e idosas convidam à reflexão”, para o qual, colaborativamente, enviaram fotos realizando atividades físicas já no período da pandemia, proposta inspirada no memorial das vítimas da covid-19 no Brasil (Memorial, 2020). Aos alunos do Ensino Médio foi pedido que acessassem o blog e refletissem sobre práticas corporais e velhice, como uma das atividades de apoio e acolhimento no período em que as aulas presenciais foram suspensas.

Na sequência, as aulas foram retomadas, mas de forma remota. Durante o planejamento, surgiu a oportunidade de realização do trabalho interdisciplinar, quando propusemos aos professores das demais disciplinas que o eixo temático fosse a questão da velhice e, como ponto de partida e exemplo de atividade, apresentamos o blog “Idosas e idosos convidam à reflexão”. Assim, os professores de Língua Portuguesa, Geografia, História, Filosofia, Artes e Sociologia concordaram em participar do projeto.

O tema proposto para os primeiros anos do Ensino Médio Integrado abordou o processo de envelhecimento, com o título geral de “O tempo do homem e da natureza”, possibilitando a participação das diferentes disciplinas. A realização de um blog foi uma estratégia dos três anos do Ensino Médio Integrado para a publicação das produções dos alunos.

Descrição da intervenção

A intervenção ocorreu de forma remota, durante o ano letivo de 2020. Foram realizadas atividades para a familiarização dos estudantes com a comunicação mediada pelo blog, explicando, por exemplo, a função das imagens e os cuidados com os direitos autorais.

O primeiro disparador para a reflexão dos alunos dos primeiros anos baseou-se no clipe musical “Paratodos”, de Chico Buarque, e no poema “Retrato”, de Cecília Meireles. O vídeo fala das gerações da família do compositor e das gerações dos músicos brasileiros que lhe serviram de referência. O poema trata das mudanças ocorridas na personagem devido ao processo de envelhecimento. A partir desse ponto e de suas reflexões, os estudantes realizaram a primeira postagem no blog. Solicitamos que enviassem fotos dos pais ou dos avós jovens e as comparassem com eles mesmos, observando mudanças como roupas, corte de cabelo, seriedade e cenário.

Os estudantes realizaram uma entrevista com um idoso ou idosa, baseando-se em questões como:

  1. como era ser idoso antigamente e como é ser idoso hoje;
  2. o que é beleza;
  3. o que é saúde;
  4. o que é envelhecer bem;
  5. realizava ou realiza alguma prática corporal, qual seria e
  6. como se sente nesse momento de pandemia.

Também solicitamos que os estudantes realizassem uma prática corporal com a pessoa mais velha com quem tiveram contato. Os estudantes enviaram fotos dessa prática e responderam as questões sobre como era o seu relacionamento com pessoas mais velhas e mais novas e quais as atividades, do dia a dia, realizam com elas.

Ao final do projeto os estudantes responderam a um questionário avaliativo da proposta.

Procedimentos de coleta de dados

Os dados foram coletados a partir das respostas a um questionário aberto aplicado aos estudantes, no final do projeto interdisciplinar.

Procedimentos de análise dos dados

A metodologia de análise foi baseada na construção de indicadores por meio do método de Análise de Conteúdo de Triviños (1987). Este método permite o estudo das motivações, dos valores e das crenças dos participantes que, à primeira vista, não se apresentam com a devida clareza (Triviños, 1987). É formado por pré-análise, descrição analítica e interpretação inferencial.

Resultados e discussão

Com a análise dos dados, chegamos à formação de dez indicadores:

  1. iniciando a conversa,
  2. sobre histórias,
  3. trocas de experiências,
  4. nossas diferenças,
  5. pontes,
  6. sem papel nem roteiro definido,
  7. preconceito,
  8. sentir e pensar,
  9. passar o tempo com... e
  10.  grito de alerta.

A seguir, apresentamos uma possível interpretação para esses indicadores formados.

Iniciando a conversa

Ao final do projeto, os alunos afirmaram a brevidade da vida do ser humano em relação ao tempo da natureza e que este fato faz com que as pessoas busquem saber mais coisas e deixar seus conhecimentos para as próximas gerações. Os idosos são os “guardiões de um rico patrimônio cultural” e que transmitem e preservam valores, lendas e costumes para que não caiam no esquecimento. Que apresentam o mundo aos mais jovens, aconselham e “mostram lados da vida que às vezes não enxergamos”. “Ensinou os conceitos básicos de como conviver em uma sociedade, assim ajudou o jovem a ser o que ele é hoje”.

Esses variados motivos apontados pelos estudantes são associados, em diferentes momentos, ao respeito devido aos idosos, pois “Eles sabem muito mais que a gente, já passaram por muitas coisas e por isso devem ser respeitados”.

Sobre histórias

Há os alunos que gostam de “saber das histórias da juventude deles, ver fotos antigas, essas coisas que remetem ao tempo que eles eram jovens”. Afirmam, como neste exemplo de fala, que a relação dos jovens com as gerações anteriores

vem se tornando mais próxima, acredito eu. Vejo muitas influências materiais de gerações passadas em nossa geração atual, através dos estilos de roupas, um exemplo, o estilo vintage, músicas e filmes que fizeram história e nunca serão esquecidas. Eu mesmo, gosto muito dos estilos mais presentes naquela época, principalmente os estilos musicais (entrevista).

O projeto interdisciplinar proporcionou momentos de contato com a história dos idosos quando solicitou que trouxessem uma foto de um idoso de sua família da época da juventude e a comparassem com eles próprios, a partir da observação das mudanças nas roupas, no corte de cabelo e no cenário. Também proporcionou essa proximidade com os idosos quando solicitamos que realizassem uma entrevista com um deles. Uma das questões se referia a como era ser idoso antigamente e como é ser idoso hoje.

Na avaliação do projeto os estudantes foram além e lembraram que filmes, roupas e músicas de épocas passadas têm seu espaço no tempo presente, pois são valorizados e fazem parte do modo de vida de uma parcela da juventude atual.

Trocas de experiências

Por outro lado, os estudantes responderam no questionário que a geração mais jovem também transmite aos idosos valores e conhecimentos do mundo atual, podendo haver troca de saberes e experiências. Desta forma, há na visão de alguns estudantes uma via de mão dupla no relacionamento intergeracional em relação à troca de experiências.

Essa troca de experiências foi realizada durante o projeto, por exemplo, quando solicitamos aos estudantes que realizassem uma prática corporal com a pessoa mais velha com quem tivessem contato, a fotografassem e narrassem sobre como foi a experiência. Também quando solicitamos que descrevessem atividades do dia a dia que realizavam com a pessoa mais velha da casa.

A troca entre as gerações, de acordo com alguns estudantes, será mais fácil no futuro, pois “os jovens de hoje vão ter uma grande influência na geração futura porque os futuros idosos serão mais integrados às tecnologias”.

Nossas diferenças

Segundo uma estudante, “como a geração anterior nasceu em uma época em que tudo estava ‘errado’ ou era ‘pecado’, nosso relacionamento pode se tornar um pouco complicado devido às diferenças entre certos assuntos”. Isso demonstra que os estudantes identificam as diferenças e que é importante tratarmos dessas diferenças para a entendermos e respeitá-la. Essas diferenças transparecem no escrito de outro aluno que acrescenta o fato de que cada juventude em sua época revolucionou o seu tempo e que muitas das mudanças se devem às gerações anteriores.

Estamos cada vez mais conquistando nossa liberdade, tanto de expressão, quanto de escolha. Coisas que antes eram muito impostas. Devemos muitos dessa liberdade àquela geração também, pelas revoltas que eles tiveram contra seus pais, seus líderes políticos e contra a sociedade em si. Quando essas pessoas que antes eram revolucionárias se tornam idosos, muitas vezes podem se perder no caminho, por conta das responsabilidades, trabalho, filhos, a vida em si, muitas coisas que passam e exigem dessa pessoa cada vez mais. Mas é para isso que estamos aqui, para tentar trazer de volta aquela pessoa, fazer com que ela encontre o seu caminho de volta para casa.

Outros alunos afirmaram que o relacionamento entre as gerações irá variar de acordo com a criação, os valores e os ensinamentos dados aos filhos. “Se uma pessoa convive em um meio em que a geração passada é desrespeitada, consequentemente ela irá desrespeitar”. Esta percepção do estudante se relaciona com um artigo, Brasil (2019), que traz o dado alarmante de que muitos idosos sofrem violência em sua própria casa, lugar onde se transforma em uma forma de comunicação em que os familiares interagem gritando e batendo.

Embora os casos de violência contra idosos e principalmente idosas (Brasil, 2019) já acontecessem, anteriormente (Minayo, 2003; Sanches et al., 2008; Machado, 2020), na pandemia eles se agravaram (Bianquini, 2020), demonstrando um profundo desrespeito em relação ao idoso. Paradoxalmente, muitos deles sustentam suas famílias, como confirma Nitahara (2020). Este fato foi lembrado por uma das estudantes, com a frase, “são a base da família, em alguns casos”.

Pontes

Os estudantes definiram os idosos como “pontes” entre uma geração e outra e sinalizaram que é preciso solidariedade entre elas, tendo em vista serem os idosos um grande trunfo para a sociedade, em termos de sabedoria e experiência, representando um legado para os jovens. “Agora mais do que nunca precisamos de professores da vida”, assim, neste sentido, o relato dos alunos parece mostrar que o fato de termos vivenciado uma pandemia traz a oportunidade de revermos nossos valores e prioridades, valorizando a experiência dos mais velhos.

Esse pensamento também transparece quando um aluno afirma que: “Somos fruto das gerações anteriores e cabe a nós decidirmos como será a próxima”. Demonstram assim uma preocupação quanto aos caminhos que a geração presente está tomando para o futuro. Vários estudantes lembraram dessa responsabilidade, como nas afirmações, “espero que as próximas gerações melhorem tudo o que fizemos, aprimorem nossos acertos e consertem nossos erros”, “nossas decisões e atitudes no mundo de hoje moldam o mundo e as possíveis gerações que estão por vir” ou “pensar nas gerações futuras pode ser difícil às vezes, principalmente em tempos individualistas como hoje, onde só lembramos de nós mesmos e do agora mesmo. Preparar o mundo para os próximos a viverem é algo ótimo”.

Sem papel nem roteiro definido

Uma estudante questionou a pergunta que fizemos no questionário final sobre o papel do idoso em nossa sociedade. Segundo ela, “quando penso em papel, imagino um roteiro já determinado e imposto pela sociedade, um idoso pode exercer vários papéis fundamentais, como qualquer um”. Este comentário demonstra uma sintonia com o texto que estudamos nas aulas de Educação Física, trazendo as ideias principais de Azevedo (2019) e afirmando que o modelo social do idoso encerra um estigma no qual os indivíduos são categorizados.

Outra estudante também afirmou que não há um papel fixo para os idosos, pois “o papel dos idosos está sempre em mudança, variando de cultura para cultura, ao longo das diferentes épocas”. Para um aluno, “o papel do idoso é o mesmo que de todos nós, tentarmos aprender cada vez mais, nunca subestimar a capacidade de qualquer um”.

Outro ponto levantado pelos estudantes quanto ao papel do idoso parece querer afirmar que a condição de vários deles estarem aposentados não implica em demérito, dizendo que o papel do idoso é “se divertir e aproveitar a vida com seus filhos, netos e amigos”. Esta afirmação também remete ao texto de Azevedo (2019), visto em aula, que coloca que é preciso ressaltar a importância da vida em si, mudando o lugar que ainda está reservado à velhice como estado de carência e perdas, para a possibilidade de um modo de vida singular, uma vida que não se pauta pela obediência aos códigos de comportamento estabelecidos, mas por uma maneira de relação consigo.

Aspectos também lembrados por outra aluna, como “saber envelhecer é entender o que é adequado para si, a partir das próprias experiências vividas, devemos dar o devido valor à vida, ressaltando o seu valor a cada fase”, “podemos viver várias experiências e devemos aproveitar cada momento pois a vida é passageira” e “envelhecer é importante, porque somente assim vamos poder experimentar de tudo que a vida tem a oferecer nas diversas fases da vida”.

Esta vida, sem papel nem roteiro definido, afirmada pelos estudantes traz o contraponto do culto ao corpo, que representa uma negação do processo de envelhecimento citado por Matos (2012), levando muitos à busca da eterna juventude, condicionados a normas de nutrição, de esporte, de saúde e de estética, a fim de alimentar a indústria de cosméticos e de cirurgia plástica (Ferreira, 2010; Audino; Schmitz, 2012; Silva, 2014).

Preconceito

Um estudante se posicionou afirmando que o aposentado é um peso para a sociedade. Na visão dele, o idoso “não consegue mais fazer coisas como fazia antes, não consegue trabalhar direito. Para a sociedade o idoso não tem muito valor na área econômica pois ele recebe do governo sem retorno de dinheiro, então ele só da despesa”. Outro aluno disse que gostaria de estudar temas mais interessantes, porque “tenho matérias mais importantes para focar, matérias que realmente irão ajudar no meu futuro, tanto em vida social quanto em trabalho empresarial”. Estas afirmações mostram a supervalorização da produtividade e do trabalho em nossa sociedade, como afirmou Azevedo (2019), além do desconhecimento sobre o sistema tripartite da aposentadoria.

O modelo de aposentadoria do Brasil tem uma vantagem que é a diversidade de pilares que o sustentam. Toda a sociedade contribui para que todos possam usufruir de uma aposentadoria digna. Trata-se de um sistema misto, solidário e tripartite: para receber do sistema público de previdência o trabalhador contribui para sua aposentadoria com parte do seu próprio salário; seu empregador também contribui com uma taxa e o Estado, que administra essas contribuições, complementa o valor do benefício pago aos aposentados quando necessário (Caseiro, 2021).

Outros estudantes afirmaram que “ainda há muito preconceito, seja com as pessoas, hábitos, costumes e/ou os diversos estilos de antigamente”. Em relação aos jovens com as gerações anteriores, disseram que “é um tanto distante” e que “geralmente os jovens veem pessoas idosas como chatas, desinteressantes e que só dão sermões”. Nesta mesma linha, um estudante afirmou que

os idosos por vezes são esquecidos sobre pretexto de serem antiquados ou desatualizados, mas a verdade é que o mundo que nós recebemos é o resultado das ações deles. Um dia serei como eles, se chegar a essa idade. E aí será a minha vez de transmitir meu conhecimento, se me derem ouvidos.

Essas constatações demonstram mais uma vez a importância de dialogarmos sobre o tema envelhecimento, como uma diferença a ser respeitada, o que não é uma atitude simples, pois segundo outro aluno, “muitos não conseguem nem ser compreendidos pela outra geração, são todos orgulhosos, tanto os mais novos como os mais velhos, e não assumem quando estão errados, dificultando a convivência entre eles”.

Sentir e pensar

Quando perguntados sobre sua visão sobre o seu próprio envelhecimento, alguns alunos escreveram sobre medo e mudança de perspectiva e se colocaram, dizendo que “uma nova perspectiva sobre o tema, o tempo, e na visão que ele traz marcas que representam a nossa história e que não devemos escondê-las” e que “mudou a forma como vejo o envelhecer, sendo visto agora de maneira mais positiva e receptiva, ainda possuindo aflições e medo do futuro, porém ciente de que o envelhecimento não é um mal”. Por fim, dois alunos afirmaram, respectivamente:

Abriu um pouco mais minha mente, perdi o medo de envelhecer e agora olho para isso como sinônimo de sabedoria e vivência e não mais como debilitação ou ficar chato. Parecia algo ruim, mas tendo relatos de pessoas com mais idade, o envelhecimento virou apenas uma fase.

Não convivo com nenhum idoso, porém os meus avós moram bem perto de mim. E o afeto que eu tenho por eles é tão grande e sou muito grata de ter eles na minha vida..., mas nesses tempos consegui perceber mudanças como o medo. Com tudo que está acontecendo, o medo só foi aumentando cada vez mais.

Observa-se que de fato houve reflexão sobre o envelhecimento, o que é um aspecto positivo quando se lembra de Billé e Martz (2012) alertando sobre a urgência de se compreender o processo de envelhecimento para lidar melhor com ele.

Passar o tempo com...

Destacaram, ainda, a entrevista e a prática corporal que realizaram como propostas de interação familiar: “Esse projeto me fez passar mais um tempo e prestar mais um pouco de atenção para o que a minha vó fala”, “pude dar mais valor aos meus parentes idosos, tendo todos os cuidados, claro, por conta do covid-19, tendo mais conversas, compartilhando experiências, essas trocas de saberes” e “comecei a conversar mais com meus parentes idosos e a escutar mais sobre suas experiências, e obtive mais conhecimento sobre a vida”.

Eu gostei bastante de fazer aquela entrevista com meus avós, achei essa atividade social que envolvia a família bem interessante e produtiva em requisitos de conhecimento sobre a vida dessas pessoas mais velhas.

Algumas mudanças ocorreram em relação a forma como eu me relaciono com a minha avó, sendo que essa relação se tornou mais empática e saudável. Parte dessas mudanças se deram justamente pelos aprofundamentos no tema "envelhecimento" pelo projeto.

Grito de alerta

Por fim, uma estudante faz um alerta para os jovens em relação às gerações futuras, cujas palavras nos remetem a ONU (2020b) e a Barrucho (2020) sobre a pandemia desencadear um tsunami de ódio, classificando os idosos como os mais dispensáveis. Tudo isso num ambiente de aulas remotas com jovens potencialmente vulneráveis a influências de grupos polarizados:

Sejamos sinceros, o mundo todo está um caos e se nós não fizermos alguma coisa nada irá mudar. Temos o dever de tornar as coisas mais seguras, deixando que eles tenham total liberdade, que saibam como escolher, que saibam como tratar os outros e que sejam uma versão melhor de tudo o que somos agora.

Conclusão

Trabalhar em um projeto interdisciplinar é uma tarefa desafiadora, pois o número de docentes participantes é grande e cada um traz vivências e propostas distintas. Faltou, no projeto atual, a integração com as disciplinas das áreas técnicas, das Ciências da Natureza e da Matemática.

Acreditamos também que os idosos continuam sendo relegados a segundo plano. No Instituto Federal de Educação de São Paulo, encontramos cursos de extensão, como o curso de “Cuidador de idosos”, de “Informática para idosos” ou o recente “O idoso na atualidade: perspectivas interdisciplinares de atenção à velhice” que possuem, como pré-requisito, ser estudante ou graduado nas áreas de saúde, Ciências Humanas ou Sociais aplicadas. Entretanto, identificamos durante as reuniões do projeto interdisciplinar, que ainda há professores da rede resistentes a tratarem dessa temática. Talvez a formação de um núcleo especializado estimulasse o contato e o conhecimento mais próximo com a temática, assim como são tratadas as temáticas das diferenças de gênero e sexualidade pelo Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade do IFSP (NUGS), de etnia-raça, pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) e de deficiências, pelo Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne). Caso contrário, corremos o risco de perpetuarmos nos estudantes pensamentos muitas vezes encontrados em nossa sociedade de desrespeito ao cidadão idoso.

Quando trabalhamos com os jovens sobre a figura do idoso, vemos caminhos possíveis para a necessária humanização de todos nós, pela proximidade e familiaridade intergeracional criadas no transcorrer das atividades e pelas trocas de experiências que ocorreram. Assim, identificamos rastros para a construção de saberes necessários a um envelhecimento sadio e para o reconhecimento da importância dos idosos em nossa sociedade.

Referências

ARIAS, Juan. Será que começamos a nos sentir mais iguais diante do medo de uma nova guerra viral? El País Brasil. Opinião, 20 de março de 2020. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-03-23/sera-que-comecamos-a-nos-sentir-mais-iguais-diante-do-medo-de-uma-nova-guerra-viral.html. Acesso em: 05 abr. 2020.

AUDINO, Maira Cristina Fistarol; SCHMITZ, Andréia. Cirurgia plástica e envelhecimento. Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano, Passo Fundo, v. 9, p. 21-26, 2012. Supl.1.

AZEVEDO, Celina Dias. Envelhecer na contemporaneidade: dos modelos e das resistências. In: BARROSO, Aurea Soares et al. (orgs.). Diálogos interdisciplinares do envelhecimento. São Paulo: Hipóteses, 2019.

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Publicado em 17 de janeiro de 2023

Como citar este artigo (ABNT)

PIRAGIBE, Valentina. A percepção sobre idosos dos estudantes do Ensino Médio integrado do IFSP em projeto envolvendo Educação Física. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 23, nº 2, 17 de janeiro de 2023. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/23/1/a-percepcao-sobre-idosos-dos-estudantes-do-ensino-medio-integrado-do-ifsp-em-projeto-envolvendo-educacao-fisica

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