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Livro na rede

Cláudia Dias Sampaio

O embalo da rede, aquela acolhedora fonte de repouso que herdamos de nossos antepassados indígenas, é um convite irresistível para quem cultiva o saudável hábito da leitura. O que poucos imaginavam era que um dia uma outra rede fosse seduzir os amantes da literatura. A proliferação das bibliotecas virtuais e de diversos projetos de digitalização de livros estão conquistando cada vez mais adeptos da leitura na rede, de computadores.

Especialistas, como o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça, falam em uma verdadeira revolução do conhecimento, ainda mais se pensarmos nas possibilidades de conexão entre os livros, através dos hiperlinks.

A opinião em relação à digitalização irrestrita de livros não é unânime e, como em toda boa revolução, um emaranhado de controvérsias alimenta o debate, nesse caso, a questão dos direitos autorais é o nó cego da teia.

Paralelamente à discussão, que envolve autores, editoras e especialistas, a trama, aos poucos, vai sendo tecida. A Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, já digitalizou 4.500 obras e foi convidada, pelo Google, a colocar todo seu acervo na rede. A Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior oferece em seu site cerca de 150 mil obras do século XVIII da Biblioteca Britânica. A iniciativa contou com o financiamento de 570 mil dólares do governo brasileiro e beneficia 1,5 milhão de acadêmicos que antes precisavam ir até Londres para realizar suas pesquisas.

Entre os sites brasileiros, destacamos: Domínio Público, onde o internauta tem acesso às obras de Machado de Assis, Dante Alighieri, gravuras de Leonardo Da Vinci e a mais de 700 títulos da literatura portuguesa; Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, da Escola do Futuro - USP e Biblioteca de Notáveis da C&T.

Em meio à polêmica que já chegou a colocar em cheque o futuro do livro, a única certeza é a de que o acesso a um universo infinito de títulos será uma extravagante felicidade, como nos diria o escritor argentino Jorge Luís Borges, ao descrever sua célebre e infinita Biblioteca de Babel. Nada que irá impedir uma aconchegante tarde de leitura na boa e velha rede de descanso!

Leia mais: Reportagem da revista Época "Qual o futuro do livro digital?".

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Publicado em 3 de outubro de 2006.

Publicado em 03 de outubro de 2006