Este trabalho foi recuperado de uma versão anterior da revista Educação Pública. Por isso, talvez você encontre nele algum problema de formatação ou links defeituosos. Se for o caso, por favor, escreva para nosso email (educacaopublica@cecierj.edu.br) para providenciarmos o reparo.

Violência

Ivone Boechat

É sempre bom lembrar que a violência na família não deve ser somente atribuída ao espaço que a mídia ocupa hoje na sociedade. Muito antes dos jornais e revistas, antes do rádio, da TV e da Internet, a violência de que se tem notícia já assolava a humanidade.

No Éden não existia revista erótica, programas de TV de baixo nível cultural como hoje, "músicas" ridículas, com apelos caóticos; todavia, Caim não pensou duas vezes e esmagou Abel. Aí os educadores se perguntam: por quê?

Certa vez um pai ensinava ao filho que o ser humano tem dois ursos poderosos dentro dele, o urso do bem e o urso do mal. O filho então perguntou:

- Pai qual é o mais forte?

E o pai respondeu:

- Aquele que você alimenta mais.

O que alimenta a violência? Alguns dirão que é a miséria; outros dirão que é o abandono; alguns se arriscarão a dizer que é a falta de religião. O que levaria um pai a matar uma criança - seu filho - de forma trágica e cruel?

Cerca de 40% de todas as ocorrências registradas por mês nas delegacias do Estado do Rio de Janeiro são agressões a crianças e adolescentes. Dados do Disque-Denúncia revelam que o maior número de casos é registrado na Baixada Fluminense. Na maioria dos casos, são pais ou companheiros dos pais os principais agressores das crianças. Apenas 1% das denúncias é feito pelas vítimas.

A violência no seio da família assume formas diferentes: desde a agressão física à agressão psicológica, como intimidação e humilhação, incluindo vários comportamentos controladores, como isolar a pessoa de sua família e amigos, controlar e restringir os seus movimentos e o acesso a informação ou ajuda.

Dados do Unicef (2000) registram que, no Canadá, os custos da violência contra a família rondam US$ 1,6 bilhão por ano, incluindo despesas médicas e baixa de produtividade.

Adão e Eva no Paraíso tinham a Internet do Bem e do mal. O Provedor do Bem deu ao homem a senha da obediência e com ele se comunicava diariamente. Até que o provedor do mal se instalou, criou o hacker com o vírus do pecado. O internauta pecador digitou a senha e caiu nas malhas da mentira. Caiu a conexão, porque o homem estava fora da área de atuação de Deus!

Claro, a violência é resultado de escolha: pode-se escolher entre o Bem e o mal. Então, preparem as costas do educador, porque o peso vai recair sobre ele! Pode-se educar à vontade!

Em qualquer tipo de violação de direitos e/ou violência contra criança ou adolescente, procure o Conselho Tutelar de sua cidade e/ou a Delegacia Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes.

No caso de criança e/ou adolescente desaparecidos, denuncie no site www.desaparecidos.mj.gov.br, do Governo Federal.

Se o caso é de exploração sexual infanto-juvenil, denuncie pelo telefone 100.

Denúncias de pornografia infantil na Internet devem ser encaminhadas para os seguintes sites:

Publicado em 17 de junho de 2008

Publicado em 17 de junho de 2008

Este artigo ainda não recebeu nenhum comentário

Deixe seu comentário

Este artigo e os seus comentários não refletem necessariamente a opinião da revista Educação Pública ou da Fundação Cecierj.