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História da Arte

Mariana Cruz

A história da arte em um clique

Imagem da página inicial do site
http://www.historiadaarte.com.br

Já na apresentação do site História da Arte fica claro o objetivo de sua criação: traçar um panorama dos diversos estilos de arte em que o ser humano deixou registrada, ao longo da história, sua relação com o divino, com o mundo e consigo mesmo.

O site é bastante didático; apresenta ao leitor a História da Arte de forma simples e direta. A primeira opção do menu é Introdução a arte, que traz uma explicação muito sucinta sobre o que é arte. A seção sobre Estética não procura aprofundar o termo, faz uma análise bastante breve e objetiva do tema.

É na seção Linha do tempo que o site se abre para o leitor. A parte inicial é, naturalmente, a arte na Pré-História. Lá estão os nomes das principais cavernas com arte rupestre, como a de Altamira, na Espanha, e a de Chauver, na França, e os desenhos que estão registrados nelas. Mais abaixo há um banco de imagens pré-históricas. É só clicar no nome para aparecer a escultura ou pintura: são mamutes, rinocerontes, cenas de caça e obras famosas como Stonehenge, Ilha de Páscoa e a Vênus de Lespug.

Na seção sobre Idade Antiga há uma verdadeira aula sobre arte egípcia; há um texto sobre sua civilização e sua complexa organização social, o significado das pirâmides, da esfinge e das esculturas que, em sua maioria, buscam passar a ideia de imortalidade.

O tópico seguinte é sobre a arte grega, sua busca pela racionalidade e pela perfeição das formas. Tais exemplos podem ser encontrados na pintura em cerâmica, nos famosos vasos gregos e na escultura grega, que representa os mais altos padrões de perfeição e harmonia atingidos pelo homem. Na parte de imagens pode-se contemplar os principais monumentos da arquitetura grega, seus templos, teatros, praças e ginásios. Há também explicações sobre a arte dórica, a jônica e a coríntia.

A seguir aparece a arte romana, influenciada pela arte etrusca e pela greco-helênica; depois, a arte paleocristã, uma arte mais simples e simbólica, contrastando com a grandiosa arte dos romanos, e a arte bizantina, com seus mosaicos e igrejas planejadas sobre base circular ou octogonal, que tem a Igreja de Santa Sofia como uma das maiores representações.

A arte islâmica vem na sequência, com suas formas arabescas. Logo depois, a arte da Idade Média aparece, apontando principalmente para seu estilo religioso, uma vez que nessa época a Igreja tinha poderes ilimitados. Depois aparece a arte gótica, que tem como um dos maiores exemplos a Catedral de Notre Dame de Paris. Depois vem o maneirismo, o barroco e o rococó. E, por fim, a arte contemporânea e seus estilos: neoclássico, romantismo, realismo, impressionismo, expressionismo, fauvismo, cubismo, futurismo, pintura metafísica, dadaísmo, abstracionismo, surrealismo, cobra, a pop art, op art (que vem do inglês: optical art, que significa arte óptica), graffiti (que foi das ruas para as galerias de arte), interferência e instalação.

Após esse passeio pela arte mundial, há um tópico específico sobre arte no Brasil, onde são encontrados textos e imagens de arte naïf, pré-histórica, indígena, colonial, holandesa, barroca, missão artística francesa, pintura acadêmica, a Semana de Arte Moderna, expressionismo e arte primitiva.

Na seção sobre música, o passeio temporal também é feito: o início está no período medieval e no renascimento, em que a música predominante é a gregoriana; depois aparecem o estilo barroco, o rococó, o clássico e o romântico, que tem no nacionalismo, no sentimentalismo e no pessimismo suas características principais. Em seguida surgem o pós-romântico, o moderno e o contemporâneo. Além disso, são descritas características de conjuntos musicais, como o conjunto de câmara e os gêneros musicais: cantata, concerto, oratório, prelúdio, rapsódia, réquiem, sinfonia...

Na seção Arte para crianças, elas são convidadas a fazer sua própria pintura no estilo pontilhista. Também são dadas explicações teóricas sobre as cores primárias e a formação das cores secundárias através de um círculo cromático em que estão presentes as cores complementares e as contrastantes.

Na parte destinada aos jovens, o internauta é convidado a elaborar uma obra de arte inspirada no estilo cubista. Em seguida, o desafio é compor uma obra surrealista inspirada em alguma pintura renomada. Lá estão expostas as criações surrealistas de diversos jovens. O que não falta é talento. No final dessa seção, o leitor é convidado a fazer sua releitura de um quadro de Van Gogh. Quem quiser pode checar as releituras feitas pelas outras pessoas.

Na Exposição virtual tem-se a chance de ver os trabalhos dos leitores nos mais variados estilos.

Na seção Filmografia há uma grande lista de títulos que retratam os períodos artísticos. A Pré-História é retratada no filme A guerra do fogo; o Império Romano, em Ben-Hur e Satiricon; a Idade Média, em filmes como O nome da rosa e El Cid; o século XVIII aparece em Ligações perigosas e Amadeus. Como representantes do século XX temos 2001 – uma odisseia no espaço, Apocalipse now, Cidadão Kane e Tempos modernos, entre outros.

No Brasil, os filmes destacados como representantes da cultura nacional são Central do Brasil, Tiradentes e Independência ou morte, entre outros.

Para quem quiser saber mais sobre todas essas obras de cinema, pintura, escultura, música, é só ir à seção Bibliografia e dar uma olhada na literatura utilizada na construção do site.

Na seção Links está um guia de navegação sobre o universo das artes, com roteiros de exposição, teatros, sites de artistas, bibliotecas, filmes, centros culturais, museus e outros assuntos ligados à arte.

Por fim, há uma parte de jogos: um quebra-cabeça e um quiz para testar seus conhecimentos de arte em respostas de múltipla escolha, como “a qual movimento artístico pertence Monet?”; ou “Quem foi o artista que pintou o teto da nave da igreja de São Francisco” entre outras, dos mais distintos campos da arte.

É um jogo divertido e instrutivo, assim como todo o site. Não deixe de visitá-lo e ampliar seus conhecimentos sobre arte.

Publicado em 22 de janeiro de 2008

Publicado em 22 de janeiro de 2008