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Uma alternativa para o desenvolvimento infantil

Cristiane da Silva Brandão

Professora da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamental e Médio Cientista Social e Pedagoga formada pela UFRJ

O livro Menina do laço de fita que o mosquito da Dengue não pica é decorrente de um trabalho desenvolvido em sala de aula na Creche Municipal Sonho Feliz. Trata-se de uma turma de maternal II, que atende crianças entre três e quatro anos de idade. O objetivo do trabalho era, através de suas educadoras, enfatizar a conscientização do respeito ao próximo, gerando uma moeda de duas faces: a diversidade cultural e o direito à saúde.

Quanto ao tema da diversidade cultural, pretendeu-se trabalhar a diferença étnica presente em toda a nossa sociedade e, sem dúvida alguma, dentro do espaço escolar. Enfatizamos que uma pessoa pode ser diferente, porém nunca desigual. É necessário ter respeito e não discriminar: o índio, o “branco”, o negro; enfim, respeitar a todos sem distinção.

Na ocasião, trabalhamos a consciência negra, e desenvolvemos leituras de livros como “E eu com isso?!”: aprendendo sobre respeito; Criança também tem direito e Menina bonita do laço de fita, este último de Ana Maria Machado, o qual acabou por indicar o título do nosso trabalho.

Por outro lado, trabalhamos o direito à saúde, sinalizando que o cuidado que cada pessoa tem acerca do seu bem-estar, em sua casa, pode ajudar sua saúde e a saúde de seu vizinho. Com isso, foi despertado o interesse por desenvolver a conscientização acerca da dengue, devido à proximidade com o verão, quando aumentam os riscos e a proliferação da doença.


Capa do livro Menina do laço de fita
que o mosquito da Dengue não pica:
uma alternativa para o desenvolvimento infantil

A fim de alcançar nossos objetivos, enfatizamos a preocupação com a proliferação da dengue na comunidade; utilizamos recursos como conversas informais na rodinha, histórias, cartazes informativos, aula-passeio pela creche, confecção de maquete, dramatizações e, sobretudo, o Estatuto da Criança e do Adolescente, destacando o direito à saúde, ao respeito e à dignidade.

Obtivemos êxito na formação de hábitos e nas atitudes de nossas crianças, que se tornaram agentes multiplicadores, voltados à conscientização de toda a comunidade escolar no combate à dengue, na cooperação e principalmente na intensificação do respeito mútuo.

O mais interessante é que o nosso trabalho tem sido divulgado pela própria criança em seu lar e na sua comunidade, colaborando para uma Educação Infantil de qualidade, superando a visão meramente assistencialista da creche e reafirmando que esta tem valor substancial na formação de nossas crianças e para toda a sociedade envolvida no processo de desenvolvimento e aprendizagem da infância pequena.

Publicado em 19 de maio de 2009

Publicado em 19 de maio de 2009

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