Jogos didáticos e o ensino de Química: elementos comuns para a formação da cidadania

Mariana Schneider

Licenciada em Química (IFSC - Câmpus São José)

Vinicius Jacques

Mestre em Educação Científica e Tecnológica (UFSC), professor de Física (IFSC - Câmpus São José)

Talles Viana Demos

Mestre em Educação Científica e Tecnológica (UFSC), professor de Química (IFSC - Câmpus São José)

Este trabalho tem como objetivo responder ao problema desta pesquisa: “Quais os parâmetros utilizados elaboração e desenvolvimento de jogos didáticos podem ser levados em consideração pelo/a professor/a de Química que opta por utilizar essa ferramenta de ensino em aulas na Educação Básica?”. Com a intenção de encontrar elementos importantes para responder ao problema de pesquisa, foram elaboradas três questões de pesquisa:

  • [Q1] De que forma os/as Professores/as e Licenciandos/as em Química que têm contato com jogos didáticos costumam perceber essa ferramenta didática?;
  • [Q2] De que maneira os/as alunos/as costumam perceber os jogos no ensino de Química? e;
  • [Q3] Quais as dificuldades encontradas pelos sujeitos que interagem com jogos didáticos durante sua elaboração e desenvolvimento?

Aqui apresentamos os procedimentos metodológicos para o desenvolvimento deste trabalho: a natureza da pesquisa, as fontes e instrumentos selecionados para coletar informações, os procedimentos escolhidos para análise e tratamento dessas informações, o problema de pesquisa e questões de pesquisa que foram utilizadas a realização deste estudo.

De acordo com o objetivo, o problema de pesquisa e as questões de pesquisa, assim como as informações coletadas, a pesquisa utilizada é do tipo qualitativa, e para realizá-la foi utilizada uma fonte de informações, os sujeitos:

  • 1 professor de Química do curso de Química - Licenciatura do IFSC-SJ;
  • 1 professora de Química do Ensino Médio de uma escola pública estadual de Santa Catarina;
  • 3 licenciandos/as do curso de Química - Licenciatura do IFSC-SJ;
  • 29 alunos/as da 4° fase de um curso técnico Integrado da rede federal de ensino;
  • 25 alunos/as do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública estadual de Santa Catarina.

A escolha dos/as licenciandos/as foi realizada devido à atuação deles/as no grupo de estudos Ação Pedagógica, o qual se dedicou por três semestres (entre 2017 e 2018) a pesquisar jogos didáticos, em que foram realizadas pesquisas para identificar na literatura as demandas já estabelecidas e as novas sobre jogos didáticos no ensino de Química. Além disso, o grupo de estudos criou um projeto de pesquisa, intitulado “Pesquisa e ludicidade no ensino de Química: confecção de jogo e metodologia para a construção coletiva de jogos didáticos” (IFSC - Edital nº 17/2018/PROPPI/DAE), que teve como objetivo final a elaboração de um jogo educativo e uma metodologia para a construção de jogos didáticos com os/as alunos/as. Cabe salientar que a autora do trabalho é uma das integrantes do grupo de estudos e projeto de pesquisa, mas não está entre os/as três licenciandos/as que participaram como sujeitos da pesquisa. E a escolha do professor foi feita por ser o coordenador no projeto de pesquisa, participar do grupo de estudos e por ser professor do componente curricular de Metodologias para o Ensino de Química (MEQ) do curso de Química – Licenciatura do IFSC-SJ, onde foram realizadas intervenções com jogos didáticos.

A escolha dos/as alunos/as da 4° fase de um curso técnico da rede federal de ensino se deu por meio de uma atividade realizada na 7º fase do curso de Química - Licenciatura do IFSC-SJ, durante o componente curricular de MEQ, quando foi elaborada e aplicada uma sequência didática em que foi proposta a construção de jogos didáticos; após a explicação dos conceitos, os/as alunos/as do curso construíram, em grupos, diferentes tipos de jogos didáticos.

A escolha dos/as alunos/as do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública estadual de Santa Catarina se deu nos componentes curriculares de Estágio Supervisionado II e III (ESII e ESIII), no decorrer da 7° e da 8° fases do curso de Química - Licenciatura do IFSC-SJ, que tem como proposta elaborar e desenvolver um projeto de intervenção com uma turma de Ensino Médio. Dessa forma, foi criada, dentro do projeto de intervenção, uma sequência didática na qual foi proposta uma atividade em que os/as alunos/as construiriam jogos didáticos durante as aulas.

Por fim, a escolha da professora se deu por ela já ter trabalhado com jogos durante suas aulas, e ainda por ser a professora supervisora durante as aulas de ESII e ESIII, quando foi realizada a atividade de construir jogos didáticos com os/as alunos/as.

Para realizar a pesquisa, com o objetivo de coletar informações a respeito da utilização de jogos didáticos e/ou educativos, foi aplicado um questionário com os/as alunos/as, anotações da observação participante e narrativa para os/as professores/as e as licenciandas, conforme exposto a seguir.

O primeiro questionário, constituído de questões abertas e fechadas, foi aplicado presencialmente com 29 alunos/as da 4° fase do curso técnico integrado da rede federal de ensino, após a realização de uma atividade envolvendo a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos no decorrer do componente curricular de MEQ, com a intenção de compreender a forma como esses/as alunos/as percebem a utilização e a construção de jogos didáticos no ensino de Química.

O segundo e o terceiro questionários, também constituídos de questões abertas e fechadas, foi aplicado de forma presencial com 25 alunos/as do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública estadual de Santa Catarina, também após a realização de uma atividade envolvendo a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos durante os componentes curriculares de ESII e ESIII. Os questionários contêm outras questões a respeito da intervenção realizada para a elaboração do projeto de intervenção que foram desconsideradas, pois não apresentam relevância para o presente trabalho.

Para realizar a análise e tratamento das informações coletadas, foram feitas tabulações de todas as perguntas e respectivas respostas de cada participante, em dois documentos separados, um para os/as alunos/as da 4° fase do curso técnico integrado e outro para os/as alunos/as do 3º ano do Ensino Médio. As respostas foram sistematizadas e foi construído um texto síntese de todas as respostas obtidas, que foi utilizado para a construção dos resultados deste trabalho.

As narrativas (relatos de experiências pessoais) elaboradas pelo professor do curso de Química - Licenciatura  do IFSC-SJ, pelos/as licenciandos/as do mesmo curso e por uma professora de Química de uma escola pública estadual de Santa Catarina, em que descrevem suas experiências com jogos no ensino.

Para nortear tais narrativas, foram enviadas as questões de pesquisa Q1 e Q3 junto ao convite, por e-mail, para a realização dos relatos. A forma de elaboração do relato foi opcional, para que cada um o fizesse da forma como se sentisse mais confortável; assim sendo, uma das narrativas foi realizada na forma oral, as outras três foram escritas.

Para análise destas, e com a intenção de responder aos problemas de pesquisa, foram feitos recortes de todos os relatos dos pontos mais significativos para este trabalho. A fim de evitar vícios de linguagem, foram polidas algumas frases, quando necessário, para serem inseridas no corpo do texto deste trabalho.

Resultados

Considerando o objetivo deste trabalho, foi construído um guia contendo parâmetros básicos para a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos que podem ser levados em consideração pelo/a professor/a de Química que opte por utilizar essa ferramenta de ensino em aulas na Educação Básica. Apresentamos os resultados das questões de pesquisa que nortearam este trabalho nas três seções seguintes.

Professores/as, licenciandos/as e os jogos didáticos

Para responder à primeira questão da pesquisa – “De que forma os/as professores/as e licenciandos/as de Química que têm contato com jogos didáticos costumam perceber essa ferramenta didática?” –, apresentamos a análise realizada com o tratamento de dados dos relatos dos professores/as e licenciandos/as.

De acordo com Fialho (2013, p. 26),

uma aula dinâmica, elaborada e motivadora requer mais trabalho por parte do professor [e da professora]; no entanto, é possível que haja um retorno significativo e gratificante se ele [ela] se dispuser a criar novas maneiras de ensinar, inserindo em sua prática pedagógica metodologias diversificadas, aliadas a materiais didáticos inovadores que levem o [a] estudante a aprender.

Dessa forma, utilizar jogos didáticos em sala de aula pode ser considerada uma forma de fazer com que as aulas sejam mais dinâmicas, concordando com o relato do/a futuro/a professor/a C, quando fala que utilizar esses jogos em sala de aula “é uma maneira de dinamizar as aulas, por fugir do tradicionalismo de modelos conteudistas de aulas”.

Os jogos didáticos podem ser utilizados para “encantar o/a aluno/a, tornado a educação química algo interessante e digno que assimilação com o cotidiano” (Licenciando/a D), e para “cativar alunos/as que não tenham interesse direto pela matéria” (Professor/a B). Essas afirmações corroboram Kraemer (2007, p. 15, apud Fialho, 2013), quando expõe que atividades lúdicas ajudam a conquistar os/as alunos/as, despertando seu interesse pela aprendizagem por meio de um clima descontraído e criativo.

Aulas dinâmicas, com a utilização de atividades alternativas, como os jogos didáticos, são importantes para que os/as alunos/as construam seu conhecimento de maneira lúdica e prazerosa (Schneider et al., 2017). Essa afirmação pode ser relacionada ao relato do/da futuro/a professor/a C quando aponta que, com os jogos didáticos, “os/as alunos/as podem construir conhecimento de forma prazerosa, tanto no processo de elaboração dos jogos (quando é realizado) como quando irão jogá-los”. A respeito da construção do conhecimento, o/a futuro/a professor/a E aponta que a utilização de jogos didáticos como ferramenta didática “pode ir além das propostas de memorização e reforço de conteúdo e sim ser usada como apoio na construção do conhecimento e compreensão de temas abordados”, o que confirma também a ideia de Fialho (2013, p. 28), quando fala que “a exploração do aspecto lúdico pode contribuir para o desenvolvimento intelectual, social e afetivo, potencializando a construção do conhecimento”.

Em relação ao processo de ensino-aprendizagem, Pereira (2013, p.22) comenta que “o jogo pedagógico ou didático tem como objetivo proporcionar determinadas aprendizagens, sendo uma alternativa para melhorar o desempenho dos [das] estudantes em alguns conteúdos de difícil aprendizagem”. Nesse sentido, em três dos relatos foi comentado esse processo: o/a professor/a B aponta que buscou “a ferramenta de jogos didáticos para fazer com que os/as alunos/as tivessem (...) uma oportunidade maior de aprendizagem”; o/a futuro/a professor/a C fala que “jogos são ferramentas de grande potencial para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos/das alunos/as”; por fim, o/a futuro/a professor/a E afirma que, por uma experiência, foi possível perceber a “potencialidade dessa ferramenta no processo de ensino-aprendizagem”.

Outras características que apareceram em alguns relatos foram a criatividade, o pensamento crítico, o trabalho em grupo e a colaboração, como o relato do/a professor/a A, quando fala que a utilização de jogos didáticos “estimula a criatividade, a coletividade, o pensamento crítico e a seletividade de ideias, entre outras características” e do/a futuro/a professor/a E, ao apontar que “o jogo didático é uma boa ferramenta didática, abarcando questões de entrosamento entre os sujeitos envolvidos e o trabalho colaborativo”, corroborando Fialho (2013, p. 28), quando expõe que a utilização de jogos “representa uma técnica facilitadora, pois pode auxiliar os [as] estudantes na elaboração de conceitos, no reforço de conteúdos, na criatividade, no espírito de cooperação e competição” e com Pereira (2013, p. 23), ao afirmar que

o jogo é o caminho para as escolas conseguirem a integração dos alunos [e das alunas] de forma criativa, produtiva e participativa. É um recurso eficaz no desenvolvimento do educando [e da educanda], preparando-o [e preparando-a] para enfrentar os problemas que irá encarar na sua trajetória de vida.

Por fim, pelos relatos, foi possível observar que os/as professores/as e os/as licenciandos/as participantes desta pesquisa perceberam os jogos didáticos como ferramenta didática interessante, tanto para professores/as quanto para alunos/as. E ainda pode ser uma forma de cativar, encantar, motivar e atrair o interesse dos/as alunos/as para as aulas de Química, tornando os assuntos e conceitos mais atrativos, além de ser uma ferramenta que pode auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, estimulando a criatividade, o trabalho em grupo, a colaboração e o pensamento crítico, características fundamentais para um ensino que busque a formação do/a cidadão/ã.

Alunos/as e os jogos didáticos

Para responder à segunda questão de pesquisa – “De que maneira os/as alunos/as costumam perceber os jogos no ensino de Química?” –, foram aplicados questionários com duas turmas (de Ensino Médio e técnico integrado) em que foi realizada a atividade de elaborar e desenvolver jogos didáticos, acerca dos conteúdos e conceitos abordados em sala de aula.

Na turma da 4ª fase de curso técnico integrado (Turma A), 29 alunos/as participaram da atividade e responderam ao questionário. Na turma de 3º ano do Ensino Médio (Turma B), apenas 25 alunos/as responderam ao questionário, dos/as 30 que realizaram a atividade, por não estarem presentes no momento da sua aplicação.

A seguir, no Gráfico 1, é exposta a faixa etária dos/as alunos/as das duas turmas.

Gráfico 1: Idade dos/as alunos/as

Pelo gráfico, é possível observar que a faixa de idade dos/as alunos/as da Turma A e da B ficou entre 16 e 19 anos.

É importante salientar que algumas perguntas dos questionários foram escritas de forma diferente para as duas turmas, com a intenção de facilitar o entendimento e a interpretação dos/das alunos/as, pois, ao analisar as respostas do questionário aplicado com a Turma A, foi possível perceber que as questões não estavam claras, apresentando erros de interpretação. Mas o objetivo e o sentido dessas perguntas continuaram os mesmos, não sendo necessária a apresentação das duas perguntas ao comentar a análise das respostas.

O questionário pode ser dividido em duas partes; a primeira contém perguntas pessoais e a segunda, perguntas relacionadas à atividade (construção e desenvolvimento de jogos didáticos).
Iniciando pela primeira parte das perguntas, as mais pessoais, os/as alunos/as foram questionados se gostavam ou não da disciplina de Química. A maior parte dos/as alunos/as da Turma A respondeu que sim; alguns/mas alunos/as falaram que gostavam, mas achavam difícil. Na Turma B, dos alunos/as que responderam a essa pergunta, 15 apontaram que gostavam de Química e 10 que não, conforme apresentado no Gráfico 2.

Gráfico 2: Relação dos/as alunos/as com a disciplina de Química

Nenhum dos/as alunos/as que responderam não gostavam da disciplina justificou a resposta, mesmo sendo solicitado junto à pergunta.

Sobre as formas de aprender química – as metodologias (ferramentas de ensino) que os/as alunos/as acham mais interessantes –, na Turma A, 28 dos/as 29 alunos/as apontaram jogos didáticos como uma ferramenta atrativa para eles/as. Na Turma B, apenas 12 alunos colocaram que gostam de jogos didáticos, conforme apresentado no Gráfico 3.

Gráfico 3: Metodologias mais interessantes para os/as alunos/as

Uma possível justificativa para a diferença na quantidade de alunos/as interessados em jogos didáticos pode ser o fato de que os/as alunos/as da Turma A já conheciam essa ferramenta, haviam trabalhado com ela em outro momento e, na Turma B, grande parte dos/as alunos/as não teve esta experiência antes da realização da atividade proposta no Estágio Supervisionado.

A última pergunta da primeira parte era se os/as alunos/as jogam ou não algum tipo de jogo. Na Turma A, apenas 5 dos 29 alunos/as não jogam nenhum tipo de jogo; na Turma B, apenas 1 dos 25 alunos/as não joga nenhum tipo de jogo. A respeito dos tipos de jogos utilizados pelos/as alunos/as, os principais são: jogos de celular, computador, tabuleiro, cartas, dominó e videogame. Para melhor visualização da relação entre os tipos de jogos e o número de alunos/as, foi feito o Gráfico 4.

Gráfico 4: Relação entre alunos/as das turmas A e B e os tipos de jogos

Por esse gráfico, é possível observar que o tipo de jogo mais utilizado pelos/as alunos/as da Turma A são os jogos de computador; pelos da Turma B, os jogos de celular. É notável também que na Turma B o número de alunos/as que jogam mais de um tipo de jogo é consideravelmente maior que o de alunos/as da Turma A.

Na segunda parte do questionário, relacionado à realização da atividade, os/as alunos/as da Turma A foram questionados se foi possível compreender os conteúdos através da pesquisa realizada em sala para a construção dos jogos didáticos; esta pergunta, por ser aberta, apresentou diferentes respostas, como por exemplo:

A3: “Sim, esse método chama mais a atenção por ser mais descontraído”.
A5: “Sim, por estarmos aprendendo de uma maneira mais divertida, fica mais fácil entender”.
A9: “Sim, para a construção do jogo temos que ter uma noção ampla sobre o assunto”.
A22: “Sim, pois a construção do jogo necessita de um conhecimento para poder fazer as perguntas”.
A25: “Sim, pois você acaba estudando junto e acaba sendo mais interessante”.

Na Turma B, foi solicitado que os/as alunos/as respondessem às perguntas em casa, devido ao tempo limitado de aula para a construção dos jogos. Nessa questão, obtivemos respostas como:

B1: “Sim, porque tivemos contato com o assunto diretamente”.
B3: “Sim, além de fazer o jogo com as coisas que a gente já sabia pesquisamos bastante e aprendemos mais um pouco”.
B7: “Sim, pesquisando muito para a conclusão do jogo”.
B12: “Sim, porque precisávamos ter domínio sobre o conteúdo para fazer o jogo”.

Pelas respostas, foi possível perceber que a pesquisa realizada pelos/as alunos/as para a construção dos jogos foi significativa; foi possível perceber também certo interesse por parte dos/as alunos/as em realizar pesquisas, ao menos para a atividade proposta.

Em outra pergunta relacionada à atividade, foi questionado se foi possível compreender os conteúdos abordados ao jogar os jogos didáticos construídos por eles/as mesmos/as e pelos/as colegas. Para essa pergunta, a Turma A apresentou dois tipos diferentes de respostas, algumas relacionadas a compreender os conteúdos durante a construção dos jogos, como:

A13: “Através de pesquisas e pensando em uma forma de transformar esse assunto em um jogo”.
A7: “Foi possível e fácil de aprender, pois eu estava interessado em fazer o jogo”.
A16: “Por pesquisar para saber as respostas, dicas”.

Houve outras respostas relacionadas a compreender os conteúdos ao jogar:

A3: “Errar e saber a resposta e discutir com os colegas”.
A19: “Tentando responder as perguntas dos amigos”.
A21: “Precisava saber sobre o conteúdo para responder as perguntas dos jogos”.

A Turma B, que teve a questão modificada para melhor entendimento sem alterar o objetivo, apresentou respostas como:

B1: “Sim, porque aprendemos de maneira divertida”.
B5: “Sim, jogando foi mais fácil de compreender e memorizar os conteúdos, por ser algo mais informal e distraído, sem a pressão da sala de aula”.
B8: “Sim, aprendemos enquanto nos divertimos isso foi bom”.
B9: “Sim, testar o conhecimento através de diversão”.
B11: “Sim, pois para jogar tinha que ter conhecimento do assunto”.
B17: “Sim, porque em todas as etapas dos jogos apareceram os conteúdos”.

Pelas respostas, foi possível perceber que os jogos didáticos realmente auxiliaram os/as alunos/as na compreensão e memorização dos conteúdos, tanto ao construí-los quanto ao jogá-los.
Em outra questão, foi perguntado aos/às alunos/as o que acharam de construir os jogos didáticos durante as aulas. A Turma A apresentou respostas como:

A4:“Legal, foi bom para o desenvolvimento da lógica e para o trabalho em grupo”.
A10:“Muito legal, aprendi sobre o meu conteúdo de forma divertida e um pouco sobre os outros também”.
A18:“Legal, nos fez aprender brincando”.
A21:“Achei uma ideia super legal, em que os alunos brincam mas ao mesmo tempo aprendem o conteúdo”.

Entre todas as respostas, foi possível identificar algumas palavras-chave que se repetiram consideravelmente entre as respostas, como “legal”, “interessante” e “divertido”. Na Turma B, alguns alunos apresentaram dificuldade na construção dos jogos didáticos, respondendo que foi “trabalhoso” ou “complicado”, mas grande parte dos/as alunos/as achou a atividade interessante.

B2:“Achei interessante, criativo e legal, porém foi trabalhoso fazê-lo”.
B5: “Muito interessante, dinâmico e divertido”.
B6: “Foi legal para exercitar a memória e a criatividade e lembrar os conteúdos”.
B15: “Achei uma ideia interessante, pois foi algo dinâmico, e que ao mesmo tempo nos trouxe conhecimento”.

Pelas respostas, é possível perceber que, mesmo sendo uma atividade trabalhosa e até “desafiadora” para alguns/mas alunos/as que não têm contato com jogos didáticos, foi bastante interessante, divertida e motivadora.

Por fim, concordando com Soares (2004, p. 13), quando expõe que “os jogos mostram-se uma excelente alternativa no que se refere a despertar o interesse, o que gera motivação no aluno [e na aluna], além de ser excelente no quesito disciplina”, foi possível perceber que a atividade proposta, de elaborar e desenvolver jogos didáticos, foi bem vista e “recebida” pelos/as alunos/as, o que indicou aumento de interesse e motivação deles/as ao realizar a atividade em sala de aula, até mesmo para os/as alunos/as que inicialmente não demonstraram interesse por jogos didáticos.

Dificuldades encontradas durante a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos

Com a intenção de responder o problema de pesquisa “Quais as dificuldades encontradas pelos sujeitos que interagem com jogos didáticos durante sua elaboração e desenvolvimento?”,  foram utilizadas duas perguntas dos questionários aplicados aos/às alunos/as, bem como relatos dos/as professores/as e licenciandos/as, com a intenção de investigar as dificuldades apresentadas por eles/as durante a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos. A seguir, apresentamos os relatos dos/as professores/as e licenciandos/as de Química a respeito das dificuldades encontradas ao elaborar e desenvolver jogos didáticos e/ou educativos.

Os jogos devem valorizar os conceitos químicos e devem ser, ao mesmo tempo, divertidos para os/as alunos/as (Teixeira et al., 2014). Nesse sentido, o/a Professor/a A comentou as dificuldades em utilizar jogos didáticos em sala de aula pelo fato de o tempo não ser suficiente para elaborar jogos que sejam significativos para os/as alunos/as. Os jogos didáticos prontos encontrados por esse/a professor/a “eram muito limitados, alguns com erros, outros com conceitos simplificados demais, o que gerou desconforto por parte de alguns [e algumas] e desinteresse por parte de outros [e outras]”, dificuldade essa que corrobora a construção de um guia contendo parâmetros para a elaboração e desenvolvimento de jogos didáticos para o Ensino de Química. Outra dificuldade apresentada pelo/a Professor/a A foi a “dificuldade de interpretação” do jogo por parte dos/as alunos/as.

O/A Professor/a B comentou as dificuldades encontradas em duas experiências: a primeira, a elaboração de um Super Trunfo da Tabela Periódica junto com os/as alunos/as; as dificuldades apresentadas foram que alguns/mas não conheciam ou não lembravam do jogo Super Trunfo, “porque é antigo, ou porque nunca ouviu falar”. A outra dificuldade apresentada foi a mudança do papel do/a aluno/a, ao construir o jogo, pois “foi colocado já um papel ativo no aluno [e na aluna] também, onde o aluno [e a aluna] tinha o papel de construir o jogo (...), eram poucos, poucos mesmo que estavam acostumados [e acostumadas] a participar e serem sujeitos ativos do processo de aprendizagem”. Nessa direção, Gonçalves (2016) explica que os/as alunos/as não estão acostumados a ser protagonistas do próprio aprendizado, mas sim a receber tudo pronto e acabado, sem questionar.

A segunda experiência do/a Professor/a B com jogos didáticos foi a realização de uma atividade com alunas do curso de licenciatura em Química, na qual foi elaborada e aplicada uma sequência didática em que diferentes jogos didáticos foram criados pelos/as alunos/as do Ensino Médio técnico integrado. A maior dificuldade foi trabalhar em grupo, fazer um projeto coletivo: “eu percebo num primeiro momento, e acho também que essa dificuldade é algo natural, é o trabalho em grupo”. Também, foi apontada a dificuldade de escolha do tipo de jogo utilizado como modelo para a elaboração da atividade pelos grupos de alunos/as. Por fim, o/a professor/a aponta que essas dificuldades são comuns: “é uma dificuldade normal, corriqueira”.

O/A futuro/a Professor/a C apontou como principais dificuldades, quando o/a professor/a elabora um jogo didático e/ou educativo: a busca por informações a respeito do assunto abordado, pois “em muitos casos a literatura brasileira não possui tais informações ou apresenta informações equivocadas”; o tempo necessário, “no momento de teste do jogo, em que podem aparecer diferentes situações que necessitam ser corrigidas, para fornecer aos sujeitos uma boa experiência em sua jogabilidade”; o custo dos materiais a serem utilizados, "em muitos casos, as instituições de ensino não podem fornecer tal suporte”, cuja solução seria, segundo o/a professor/a, “sempre que possível, deve-se instruir os/as alunos/as a utilizar materiais reciclados”.

Já o/a futuro/a Professor/a D, pela experiência de elaboração de um jogo educativo, acredita que a maior dificuldade, também relacionada ao tempo, seja a criação de jogos didáticos que “estimulem a construção do conhecimento, pois esse tipo de jogo requer tempo para ser produzido, diferentemente de jogos de memorização, pois estes possuem respostas e conteúdos prontos”.

Por fim, para a futura Professora E, a única dificuldade encontrada ao realizar uma atividade em que os/as alunos/as construíram os jogos didáticos “foi os estudantes não estarem habituados a formular perguntas sobre o conteúdo estudado, essas necessárias na elaboração do jogo”. Mas, assim como o/a Professor/a B, considera que essa dificuldade “faça parte do processo de aprendizado, não desqualificando o bom resultado da metodologia”.

Sendo assim, pelos relatos dos/as professores/as e licenciandos/as apresentados, podemos ressaltar as seguintes dificuldades ao elaborar e desenvolver jogos didáticos e/ou educativos:

  • construir e avaliar jogos didáticos que incentivem a construção do conhecimento;
  • grande tempo necessário para elaborar e desenvolver os jogos didáticos, concordando com relatos apresentados por Soares (2004); e
  • o acesso a informações corretas para a elaboração da parte teórica do jogo.

Quando se trata de construí-lo com os/as alunos/as, as principais dificuldades apontadas foram:

  • trabalho em grupo;
  • escolher os tipos de jogos a serem “adaptados”; e
  • a elaboração das perguntas contendo conceitos químicos para os jogos.

Uma questão apresentada em relação à aplicação do jogo didático é a dificuldade dos/as alunos/as no que se refere à interpretação dele. O Gráfico 5 apresenta as dificuldades apontadas pelos/as alunos/as das Turmas A e B.

Gráfico 5: Dificuldades encontradas pelos/as alunos/as ao construir jogos didáticos

Como mostra o gráfico a respeito das dificuldades encontradas pelos/as alunos/as, na Turma A a maior dificuldade apresentada (seis alunos/as) foi montar o jogo. Em segundo lugar apareceu a elaboração de perguntas, com quatro apontamentos; três alunos/as apresentaram dificuldades em definir o funcionamento dos jogos, dois/duas alunos/as comentaram o fato de o tempo e o conteúdo serem poucos e apenas um/a aluno/a apontou a dificuldade de trabalhar em grupo. Por fim, 10 alunos/as afirmaram que não tiveram nenhuma dificuldade ao construir os jogos didáticos.

Para a Turma B, a maior dificuldade, apontada por 16 alunos/as, foi escolher a mecânica dos jogos para sua construção. Em segundo lugar apareceu a elaboração de perguntas, com sete apontamentos, cinco alunos/as destacaram a dificuldade de trabalhar em grupo e para montar os jogos, seis alunos/as não apresentaram dificuldades; apenas 2 e 1 alunos/as apontaram que o tempo para construir os jogos e o conteúdo foi pouco, respectivamente.

Cabe ainda ressaltar aqui algumas sugestões apresentadas pelos/as alunos/as após a realização da atividade para sua melhoria. Tanto os/as alunos/as da Turma A quanto os da Turma B apontaram que seria interessante disponibilizar mais tempo para montar os jogos didáticos, ter mais materiais disponíveis para a sua construção, mais explicação sobre o conteúdo e mais tempo para pesquisar. Dessa forma, podemos apontar como principais dificuldades dos/as alunos/as ao elaborar os jogos didáticos: a elaboração das perguntas, a escolha do tipo e o funcionamento do jogo.

Visto isso, pelos relatos é possível destacar algumas dificuldades em comum apresentadas por professores/as, licenciandos/as e alunos/as, como o trabalhar em grupo, a limitação do tempo para a elaboração dos jogos, a formulação de perguntas e/ou questões para os jogos e a escolha do tipo de jogo, o que apresenta concordância com Pereira (2013, p. 26), ao expor que

um dos maiores desafios dos professores [e das professoras] nas salas de aula é a escolha do jogo como ferramenta de ensino que propicie aos seus alunos [e às suas alunas] uma aprendizagem que vai além do conteúdo escolar propriamente dito, favorecendo a aprendizagem de procedimentos sobre os processos de apreensão e construção do conhecimento.

Cabe salientar que, de todas das dificuldades apresentadas tanto pelos/as professores/as e licenciandos/as quanto pelos/as alunos/as, por mais que dificulte a realização da atividade e a utilização dos jogos didáticos, nenhuma inviabiliza a construção e a aplicação de jogos didáticos em sala de aula como ferramenta auxiliar de ensino, conforme mostram os relatos de professores/as e alunos/as.

Por fim, a análise dos resultados corrobora Pereira (2013, p. 23) quando este afirma que “o jogo é o caminho para as escolas conseguirem a integração dos alunos de forma criativa, produtiva e participativa” e ainda que o jogo didático é uma ferramenta “eficaz no desenvolvimento do educando, preparando-o para enfrentar os problemas que irá encarar na sua trajetória de vida”. E corrobora Fialho (2013, p. 46), ao expor que os jogos didáticos proporcionam “ambientes motivadores e estimulantes, cuja ludicidade instiga os estudantes ao desejo de jogar e, consequentemente, de aprender”.

Assim, podemos afirmar, concordando com Pereira (2013), que os jogos didáticos podem ser utilizados como ferramenta alternativa para melhorar o desempenho dos/as alunos/as em relação a conceitos e conteúdos de difícil aprendizagem, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais interessante e descontraído.

Conclusão

Com as pesquisas realizadas, concluímos que a utilização de jogos didáticos como ferramenta de ensino tende a deixar as aulas mais dinâmicas e interessantes, a incentivar e motivar os/as alunos/as a buscar conhecimentos a respeito dos conceitos abordados, principalmente quando se trata da elaboração dos jogos didáticos pelos/as alunos/as, pois eles/elas estão acostumados a receber ideias prontas, não estão acostumados a pensar e pesquisar para a formulação de perguntas e questões. Dessa forma, os alunos/as são protagonistas do próprio processo de ensino-aprendizagem, fazendo com que a participação e o interesse se tornem aliados, agregando aprendizado, além de auxiliar na autonomia, incentivar a postura crítica e a curiosidade (Gonçalves, 2016).

É nesse contexto que o jogo adquire seu espaço como ferramenta que auxilia no processo de ensino-aprendizagem, na medida em que estimula o interesse e motiva o/a aluno/a a aprender e buscar novos conhecimentos. Além disso, os jogos didáticos incentivam a interação entre alunos/as e alunos/as e professor/a, aumentando assim a sociabilidade e a cooperação entre os sujeitos (Soares, 2004).

Sendo assim, pelos relatos dos/as professores/as, foi possível perceber que eles veem os jogos didáticos como ferramentas importantes para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos/as alunos/as, além de serem ferramentas capazes de “transformar” um conceito ou conteúdo maçante em algo interessante de ser trabalhado.

A respeito de como os/as alunos/as veem a utilização de jogos didáticos em sala de aula, pela análise realizada foi possível perceber que a ferramenta pode gerar interesse e motivação ao realizar uma atividade em que devem ser elaborados jogos didáticos, até mesmo para alunos/as que não estão acostumados com essa ferramenta de ensino.

Além disso, foi possível observar que algumas dificuldades apontadas por professores/as e licenciandos/as também foram percebidas por alunos/as. Essas dificuldades “comuns” não inviabilizam a utilização da ferramenta, mas o tempo por vezes pode inviabilizar, sim, a utilização ou construção de jogos didáticos em sala de aula.

Finalmente, após analisar os resultados obtidos, levando em consideração o que foi encontrado na literatura, as experiências relacionadas à realização de atividades envolvendo a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos com as Turmas A e B e as experiências do grupo de estudos relacionadas à elaboração de um jogo educativo como resposta ao problema de pesquisa do presente trabalho, foi possível montar um documento guia que contém parâmetros para a elaboração e desenvolvimento de jogos didáticos que podem ser utilizados pelo/a professor/a de Química que opta por utilizar os jogos didáticos como ferramenta em sala de aula na Educação Básica. Intitulado “Parâmetros para a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos para o Ensino de Química”, apresenta três seções: a primeira, “Construindo jogos didáticos”, é dividida em sete subseções, relacionadas à escolha do tipo de jogo, temática e conteúdos, materiais, intenção pedagógica, natureza do jogo, manual e regras e o papel do professor; a segunda, “Construindo jogos didáticos com os/as alunos/as”, apresenta seis subseções, envolvendo o conteúdo, a pesquisa, o tipo de jogo, os materiais, manual e regras e o papel do/a professor/a; diferentemente das duas primeiras, na terceira seção são expostos dois exemplos de sequência didática envolvendo a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos com os/as alunos/as. Esse documento está disponível no artigo “Parâmetros para a elaboração e o desenvolvimento de jogos didáticos para o ensino de Química”, publicado aqui na revista Educação Pública.

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Publicado em 16 de junho de 2020

Como citar este artigo (ABNT)

SCHNEIDER, Mariana; JACQUES, Vinicius; DEMOS, Talles Viana. Jogos didáticos e o ensino de Química: elementos comuns para a formação da cidadania. Educação Pública, v. 20, nº 22, 16 de junho de 2020. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/22/jogos-didaticos-e-o-ensino-de-quimica-elementos-comuns-para-uma-formacao-a-cidadania