Tempo, espaço e sujeito: tessituras da implementação de uma educação integral em tempo integral na Educação Infantil
Gerviz Fernandes de Lima Damasceno
Mestra em Ensino e Formação Docente (Unilab), docente do curso de Pedagogia da Ieducare, técnica pedagógica da Secretaria de Educação de Tianguá/CE
Tatiana Silva Diniz
Licenciada em Pedagogia (UVA), especialista em Educação Infantil, psicopedagoga, coordenadora da Educação Infantil da Secretaria de Educação de Tianguá/CE
Danielle Pereira Barroso de Lima
Licenciada em Pedagogia (UECE), psicopedagoga clínica, institucional e hospitalar (Famep), técnica e formadora da Secretaria de Educação de Tianguá/CE
Educação integral em tempo integral
Os movimentos educacionais das últimas três décadas buscam afirmar, por meio de políticas públicas, um compromisso com o direito à Educação Infantil em torno do seu reconhecimento como a primeira etapa da Educação Básica e a sua ampliação de oferta obrigatória pelo Estado (Brasil, 2014; 2010; 1996; 1988), visando ao “desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade” (Brasil, 1996, p. 14).
A educação integral, como modelo educacional no Brasil, surgiu a partir do reconhecimento da importância de um ensino que vai além do currículo básico, contemplando também atividades artísticas, culturais, esportivas e recreativas. A sua implementação começou a ser discutida no final do século XIX, com a criação das primeiras escolas de tempo integral. No entanto, foi somente a partir da década de 1990/ 2000 que o conceito integral ganhou força e passou a ser objeto de políticas públicas (Damasceno, 2023).
Desde então, a educação integral tem sido cada vez mais valorizada no Brasil e adotada em diversas escolas em todas as etapas de ensino, tanto públicas quanto privadas. Cabe destacar uma polissemia de conceitos que vêm surgindo com a disseminação da proposta educacional que aparece ligada direta ou indiretamente a ambos termos. A educação integral se refere a um encontro intersubjetivo pela ação “interdisciplinar a partir de múltiplas perspectivas articuladas para criar intervenções que se comuniquem entre si tendo em vista atingir as necessidades das crianças” (Barbosa; Richter; Delgado, 2015, p. 100). Ela tem o objetivo de proporcionar uma formação mais ampla e completa, buscando desenvolver habilidades e competências para além do currículo tradicional.
Já o tempo integral refere-se a um modelo de organização do tempo escolar em que os estudantes permanecem mais tempo nas instituições de ensino. No modelo de horário integral, as crianças têm aulas no período da manhã e/ou da tarde, participando de atividades extracurriculares, como esportes, artes, projetos de pesquisa, dentre outras, em um desses períodos. A ideia é proporcionar um ambiente estimulante e enriquecedor para o desenvolvimento integral do aluno, ampliando seu repertório e suas oportunidades de aprendizagem.
A presente pesquisa buscou se debruçar a respeito da implementação do tempo integral na rede de ensino pública da cidade de Tianguá, no Estado do Ceará, precisamente na etapa da Educação Infantil. É possível afirmar que a Educação Infantil em tempo integral está assumindo destaque no âmbito das políticas públicas, “seja pelas demandas quanto à efetivação e ampliação de sua oferta, seja pelos desafios que a consolidação dessa experiência requer no contexto da educação infantil como primeira etapa da educação básica” (Araújo et al., 2019, p. 4).
Durante o período de implementação, análise e produção das Diretrizes pedagógicas orientadoras, as pesquisadoras, como sujeitos do processo, lançaram um questionamento: “Qual a proposta de trabalho elaborada e implementada para as crianças que frequentam o tempo integral na Educação Infantil?”.
Este artigo tem como objetivo compreender a perspectiva educativa da educação integral em tempo integral, colocando em discussão as diretrizes pedagógicas para sua implementação na Educação Infantil de uma rede pública de ensino.
Para tanto, realizamos uma pesquisa qualitativa na modalidade documental, buscando nos materiais elaborados pela rede de ensino a tessitura com os documentos oficiais que orientam o tempo integral no Brasil e, também, artigos científicos acerca da temática, interpretados a partir do olhar investigativo das pesquisadoras e de suas vivências educacionais.
Concepção metodológica
O presente estudo traz como base a análise de documentos oficiais que integram a implementação e a ampliação da proposta curricular de educação integral em tempo integral da Secretaria Municipal de Educação de Tianguá/CE. A proposta é capaz de proporcionar ao pesquisador dados suficientes do assunto (Gil, 2008).
A educação em tempo integral no município de Tianguá – desde a sua implementação em 2023 para os anos iniciais e finais do Fundamental e em uma turma do infantil V – buscou ampliar a sua perspectiva e as suas orientações legais. A rede pública de ensino de Tianguá ampliou a educação integral, formalizando a criação das Diretrizes Pedagógicas para uma Educação Integral em Tempo Integral, documento lançado e acompanhado pelas instituições escolares que fizeram parte da rede de ensino em 2024.
O documento orientador é constituído de 35 páginas que se debruçam sobre as perspectivas de uma educação integral e integrada, com a ampliação da carga horária em turmas de creche, pré-escolar, nos anos iniciais e nos anos finais do Ensino Fundamental. Ela é composta por três anexos que contempla:
- Ementas das disciplinas eletivas dos Anos Finais do Ensino Fundamental;
- Ementas das disciplinas eletivas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; e
- Orientações Curriculares para o tempo integral na Educação Infantil.
Este último eixo será o nosso objeto principal de estudo e análise. A pesquisa estruturada com base na análise de conteúdo proposta por Bardin (2011) é composta por três fases fundamentais: a pré-análise, a exploração do material e o tratamento dos resultados (inferência e interpretação). Bardin (2011) considera que a análise de conteúdo “consiste em demonstrar a estrutura e os elementos desse conteúdo para explicar suas diferentes características e extrair a sua significação” (Laville; Dione, 1999, p. 214-215). Assim, a interpretação e as discussões dos resultados apresentados permitiram a categorização em: (a) tempos; (b) espaço; (c) sujeitos; e (d) proposta pedagógica.
Análise de uma política e seus percursos delineadores
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica. A BNCC tem como objetivo fornecer diretrizes para a elaboração dos currículos das instituições de ensino que atuam com crianças de 0 a 5 anos. A Educação Infantil é considerada fundamental para o desenvolvimento integral da criança, pois nessa etapa são trabalhados aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos. Ela é vista como um espaço de aprendizagem e de cuidado, no qual a criança é protagonista de sua própria aprendizagem.
A BNCC enfatiza ainda que a Educação Infantil deve promover experiências que estimulem o desenvolvimento das habilidades e das competências das crianças, como a linguagem oral e a escrita, além do raciocínio lógico-matemático, a criatividade e a autonomia. Para Andrade, Sandes e Oliveira (2021, p. 2), “a BNCC não é a imposição de um currículo, mas é um dos documentos que norteiam e definem o conjunto de aprendizagens e habilidades fundamentais”. Nessa etapa, a criança se encontra na construção da identidade e em socialização, valorizando a diversidade e o respeito às diferenças. (Brasil, 2018)
Essa percepção da Educação Infantil na BNCC reflete uma visão ampliada da importância dessa etapa para o desenvolvimento das crianças, buscando garantir uma educação de qualidade e equitativa para todos. Nesse contexto, o currículo infantil é compreendido como um conjunto de atividades, experiências e vivências planejadas e organizadas pelos educadores, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral das crianças (Oliveira, 2013).
O currículo na Educação Infantil baseia-se na concepção de que as crianças aprendem por meio de brincadeiras, explorações e interações com o ambiente e com outras crianças. Portanto, as atividades propostas devem ser significativas, desafiadoras e contextualizadas, a fim de que as crianças possam construir o seu conhecimento de forma ativa e participativa.
Sua organização ocorre de modo a contemplar todas as áreas do desenvolvimento infantil, como:
- Cognitiva: busca desenvolver as habilidades cognitivas dos estudantes, estimulando o pensamento crítico, a resolução de problemas e a capacidade de análise e síntese;
- Socioemocional: busca desenvolver as habilidades socioemocionais dos estudantes, como a empatia, a inteligência emocional, a habilidade de trabalhar em equipe, a resiliência e a autoconfiança;
- Cultural: busca desenvolver o conhecimento e a valorização da cultura local e regional, incentivando a participação dos estudantes em atividades artísticas, culturais e esportivas;
- Física: busca desenvolver a saúde e o bem-estar físico dos estudantes, incentivando a prática regular de atividades físicas e esportivas;
- Ambiental: busca desenvolver a consciência ambiental e a responsabilidade dos estudantes em relação ao meio ambiente, promovendo ações de sustentabilidade e de preservação da natureza;
- Tecnológica: busca desenvolver a competência digital dos estudantes, capacitando-os a utilizar as tecnologias de forma crítica, responsável e criativa; e
- Ética: busca desenvolver os valores éticos e morais dos estudantes, promovendo a reflexão sobre os princípios de justiça, respeito, solidariedade e igualdade. Essas áreas são associadas, dessa forma, a uma educação integral, voltada para o pleno desenvolvimento do ser humano.
Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Educação de Tianguá, mantendo seu compromisso com as aprendizagens dos estudantes e, consequentemente, com a organização do trabalho pedagógico desenvolvido, em prol da oferta de uma educação com qualidade, lançou, como fruto de um trabalho coletivo, as Diretrizes Pedagógicas e Operacionais para a Educação em Tempo Integral nas Unidades Escolares de Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Maurício (2009, p. 54-55) corrobora a educação integral, reconhecendo “a pessoa como um todo e não como um ser fragmentado, por exemplo, entre corpo e intelecto. Que a integralidade se constrói através de linguagens diversas, em variadas atividades e circunstâncias. O desenvolvimento dos aspectos afetivo, cognitivo, físico, social e outros se dá conjuntamente”. Essa formação integral demanda uma proposta pedagógica integradora, na qual componentes curriculares e campos integradores se articulam de forma a garantir ao estudante o seu direito de aprender a conhecer, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a viver. A meta é a oferta de oportunidades de domínio de todos os recursos que permitem a todas as pessoas usufruírem de uma sociedade educativa que desenvolva o estudante integralmente, como proposto pela Comissão Internacional sobre Educação da Unesco, na Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI.
Esses compromissos provocaram mudanças, inovações e propostas significativas, quando traduzidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pelo Documento Curricular Referencial do Ceará, pelo Plano Nacional de Educação (2014 - 2024) e pelo Plano Municipal de Educação de Tianguá (2015-2025). A missão é promover o acesso, a permanência e a aprendizagem bem-sucedida dos alunos da rede pública municipal.
A Lei n° 14.640 (Brasil, 2013c), de 31 de julho de 2023, instituiu o Programa Escola em tempo integral do Governo Federal cuja principal finalidade era fomentar a criação de matrículas na Educação Básica em tempo integral, visando à formação de cidadãos plenos. A oferta da modalidade Escola em tempo integral para escolas públicas vinha sendo tratada em âmbito nacional, no Brasil, desde o ano de 2007, a partir do Programa Mais Educação. Em 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024) determinou, na meta 6, que 50% das escolas públicas deveriam ofertar educação em tempo integral para atender pelo menos 25% dos estudantes matriculados até o ano passado.
A educação em tempo integral se inscreve no campo das políticas sociais e de ações respaldadas por legislações consistentes, como a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que mostram que o dever do estado para a Educação Básica vai além da escola, incluindo o atendimento aos estudantes em virtude de transformações sociais, econômicas e políticas, as quais exigem a ampliação do tempo de ensino obrigatório no Brasil (Damasceno, 2023).
A Lei n° 9.394/96 (LDB), em seus Arts. 34 e 87, prevê o aumento progressivo da jornada escolar para a jornada em tempo integral, conforme segue:
Art. 34. A jornada escolar no Ensino Fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. [...] § 2º O Ensino Fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino. […]
Art. 87 § 5º Serão conjugados todos os esforços objetivando a progressão das redes escolares públicas urbanas de Ensino Fundamental para o regime de escolas de tempo integral.
O Plano Nacional de Educação (PNE), na Lei nº 13.005/14 e na Lei nº 901/15, aprova o Plano Municipal de Educação (PME 2015-2025), garantindo oferta de educação integral. Em seus objetivos e metas estão:
Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) alunos(as) da Educação Básica.
Estratégia 6.1: promover, com o apoio da União, a oferta de Educação Básica pública em tempo integral, por meio de atividades de acompanhamento pedagógico e multidisciplinares, inclusive culturais e esportivas, de forma que o tempo de permanência dos(as) alunos(as) na escola, ou sob sua responsabilidade, passe a ser igual ou superior a 7 (sete) horas diárias durante todo o ano letivo, com a ampliação progressiva da jornada de professores em uma única escola.
Em consonância com o estabelecido na meta 6 dos Planos Nacional e Municipal de Educação, a implementação da educação integral em Tianguá evidencia um compromisso robusto com a educação e o aprendizado dos estudantes do município. A iniciativa advém da imperativa necessidade de prover uma educação que assegure o desenvolvimento integral de todo indivíduo. Desse modo, o município de Tianguá aponta para a necessidade da ampliação das unidades escolares de tempo integral, identificando-as por meio da análise e dos estudos de demandas para a elaboração de um projeto que impulsione e concretize a educação em tempo integral na rede de ensino.
Segundo o Balanço do PNE em 2023, ao contrário do que fora almejado, houve queda de 29% para 22,4% das escolas públicas com 25% de seus estudantes matriculados nessa modalidade. Isso ocorreu em função de outras alterações legais realizadas entre 2015 e 2022.
A sanção da Lei n°14.640/23 reverte esse cenário e promove o aumento dessas ofertas de maneira qualificada para o aprimoramento dos resultados de aprendizagem de forma articulada com as orientações da BNCC. Essa legislação viabiliza o apoio aos estados e aos municípios na expansão das matrículas de suas redes, de maneira que se tenha cerca de 3,2 milhões de matrículas nesse formato até o ano de 2026.
Coordenada pela Secretaria de Educação Básica do MEC, a legislação prevê também ações de assistência técnica às secretarias e às comunidades escolares para o aprimoramento do trabalho pedagógico, a partir da adoção de estratégias como a ampliação do tempo, o uso diferenciado dos espaços de dentro e de fora das unidades escolares e o desenvolvimento de saberes em todas as suas dimensões (conhecimentos conceituais e factuais, habilidades práticas, atitudes e valores).
Educação em tempo integral e educação integral em articulação na Educação Infantil: o que diz o documento?
As Diretrizes Pedagógicas para a Educação Integral em Tempo Integral da Rede Municipal de Tianguá preconizam que na Educação Infantil é fundamental considerar que as crianças são sujeitos em construção peculiar de desenvolvimento. A oferta de educação integral tem o potencial de transformar a escola ao assumir mais tempo de relação com a criança em um espaço de educação integral, dialogando com outras instâncias de aprendizagens e de socialização das crianças, como a família e a comunidade.
O documento orienta, que para a elaboração do currículo, a instituição de Educação Infantil deve considerar essas dimensões antes mesmo do planejamento do trabalho docente em cada turma. Se o cotidiano de bebês e crianças é considerado como um contexto educativo, gerador de saberes e conhecimentos, é imperativo refletir acerca de como esse cotidiano tem sido construído (Ceará, 2024). Nessa etapa, o documento orienta que:
- O currículo da EI é organizado por campos de experiências. Os campos de experiências não são disciplinas.
- Foco do currículo é a promoção de experiências diversificadas de aprendizagem pela criança.
- Os eixos que norteiam as propostas pedagógicas da Educação Infantil, as interações e a brincadeira, são meios que favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e bebês.
- Nas creches e pré-escolas, é preciso acolher para educar e cuidar, de forma indissociável. (Ceará, 2024)
Os resultados encontrados, bem como as correlações do documento, assinalam que a organização curricular de educação integral da Educação Infantil se contextualiza com os espaços, os tempos, os materiais, as relações e as transições. Esses são elementos que possibilitam momentos de troca efetiva de saberes entre bebês, crianças, professores e artefatos culturais (Oliveira, 2013). As dimensões devem possibilitar o efetivo direito de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se, contribuindo para uma ambientação pedagógica que efetive esse direito.
A análise e a discussão do tema aqui abordado apontam para três dimensões que o documento retrata na busca pela integralidade: tempo, organização dos ambientes de aprendizagem e ações pedagógicas. Dialogando dessa forma com as orientações de Oliveira, 2013, enfatiza-se que “o currículo não pode ser entendido como um plano individual predeterminado. É um projeto coletivo” (Oliveira, 2013, p. 183). Dessa forma, nos debruçamos em tecer alguns pontos do documento que dialogam com os autores até aqui discutidos.
Tempo
Eles precisam estar organizados em “roteiros diários”, contemplando o que é sinalizado nas Orientações Curriculares para a Educação Infantil (Ceará, 2011), conforme descrito:
- de higiene, alimentação e repouso;
- coletivas (entrada, saída, pátio, celebrações grandes, festas);
- diversificadas (tais como brincadeiras e explorações realizadas em pequenos grupos, ou individualmente, com supervisão do professor);
- coordenadas pelo professor (a roda de conversa, a hora da história, passeios, visitas, oficinas de artes etc.);
- em que as crianças podem se envolver livremente, embora com supervisão do professor (Ceará, 2011, p. 88-89).
O documento orienta uma matriz curricular arquitetada não apenas para alinhar-se às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Documento Curricular Referencial do Ceará (DCRC), mas para transcender os tradicionais silos disciplinares, incentivando uma abordagem interdisciplinar e holística à educação. A matriz fomenta uma experiência de aprendizagem rica e engajada, permitindo que as crianças explorem o conhecimento de maneira crítica e criativa, enquanto interagem de maneira significativa com a comunidade ao seu redor.
Quadro 1: Matriz curricular e distribuição da carga horária das turmas em tempo integral - Educação Infantil
Matriz curricular Educação Infantil Turmas de tempo integral |
||||
Eixo estruturante |
Direitos de aprendizagem |
Campos de experiência |
Carga horária |
|
Currículo referência de Tianguá BNCC/DCRC |
Brincadeiras e Interações |
Brincar Conhecer-se Conviver Expressar Explorar Participar |
O eu, o outro e o nós Corpo, gestos e movimentos Escuta, fala, pensamento e imaginação Traços, sons, cores e formas Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações |
20h |
Currículo referência de Tianguá – parte diversificada |
Alimentação, higiene e formação de hábitos |
20h |
||
Ciranda literária |
||||
Ateliê de artes |
||||
Oficina de musicalização |
||||
Vivências de brincadeiras / Musicalização |
||||
Experiências com a culinária |
||||
Carga horária total |
40h |
Fonte: Diretriz Pedagógica Educação Integral em Tempo Integral (Ceará, 2024).
Esse quadro reflete o compromisso com uma educação simultaneamente profunda, abrangente e enraizada nas realidades e nas aspirações locais, servindo como um veículo robusto para a concretização da visão acerca da educação integral.
Assim como as orientações retratadas nas Diretrizes Pedagógicas, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasil, 1998) já apontava como de extrema importância à organização dos tempos nas creches e pré-escolas, trazendo para as(os) professoras(es) três grandes modalidades de sistematização: as atividades permanentes, as sequências de atividades e os projetos de trabalho que orientam as ações pedagógicas.
Ações pedagógicas
Nessa categoria, o documento aponta algumas possibilidades para a organização das ações que serão desenvolvidas no tempo pedagógico. O documento traz um alerta para as sugestões que perfazem o roteiro de ações didáticas abaixo, pois ele não é (e não pode ser) fixo! Um roteiro parte da observação direta da professora a respeito de sua turma. Ele é mutável, embora haja tempos indispensáveis ao desenvolvimento das crianças (como o acolhimento, os momentos de cuidados pessoais, alimentação, repouso e o tempo de leitura de histórias).
A partir do planejamento macro, o professor elabora seus roteiros diários, com atividades permanentes ou sequências didáticas, considerando o arranjo curricular por campos de experiências. O planejamento é uma ação contínua, mas em constante modificação. É importante que o professor planeje as atividades de acordo com as necessidades das crianças e o contexto escolar.
O documento apresenta uma sugestão de roteiro de ações didáticas para as turmas de crianças pequenas, podendo ser adaptadas também para crianças bem pequenas.
Quadro 2: Roteiro das ações didáticas
Roteiro de ações didáticas |
||
Dia |
Manhã Práticas que possibilitem... |
Tarde Práticas que possibilitem... |
Seg |
- Acolhimento com cantinhos - Alimentação - Roda de conversa - Ciranda de cantigas de roda - Ciranda literária – história ou leitura - Experiências e atividades diversificadas - Brincadeiras com corpo e espaço |
- Cuidados pessoais (banho) - Alimentação – Almoço - Repouso - Higienização dos dentes - Projeto de valores – Histórias bíblicas ou histórias que contemplem valores - Brincadeiras com corpo e espaços/Musicalização - Atividade de escrita (casa) - Musicalização e brincadeiras livres para observação - Roda de conversa e Avaliação do dia com as crianças para planejamento das próximas experiências |
Ter |
- Acolhimento com cantinhos - Alimentação - Roda de conversa - Ciranda de cantigas de roda - Ciranda literária – história ou leitura - Experiências e atividades diversificadas - Brincadeiras com artes cênicas |
- Cuidados pessoais (banho) - Alimentação – Almoço - Repouso - Higienização dos dentes - Projeto de valores – Histórias bíblicas ou histórias que contemplem valores - Brincadeiras com corpo e espaços/Musicalização - Atividade de escrita (casa) - Experiências com ateliê de artes - Roda de conversa e Avaliação do dia com as crianças para planejamento das próximas experiências |
Qua |
- Acolhimento com cantinhos - Alimentação - Roda de conversa - Ciranda de cantigas de roda - Ciranda literária – história ou leitura - Experiências e atividades diversificadas - Brincadeiras com músicas e danças diversas |
- Cuidados pessoais (banho) - Alimentação – Almoço - Repouso - Higienização dos dentes - Projeto de valores – Histórias bíblicas ou histórias que contemplem valores - Brincadeiras com corpo e espaços/Musicalização - Atividade de escrita (casa) - Experiências com culinária ou natureza - Roda de conversa e Avaliação do dia com as crianças para planejamento das próximas experiências |
Qui |
- Acolhimento com cantinhos - Alimentação - Roda de conversa - Ciranda de cantigas de roda - Ciranda literária – história ou leitura - Experiências e atividades diversificadas - Brincadeiras livres ou direcionadas |
- Cuidados pessoais (banho) - Alimentação – Almoço - Repouso - Higienização dos dentes - Projeto de valores – Histórias bíblicas ou histórias que contemplem valores - Brincadeiras com corpo e espaços/Musicalização - Atividade de escrita (casa) - Brincadeiras de psicomotricidade - Roda de conversa e Avaliação do dia com as crianças para planejamento das próximas experiências |
Sex |
- Acolhimento com cantinhos - Alimentação - Roda de conversa - Ciranda de cantigas de roda - Ciranda literária – história ou leitura - Experiências e atividades diversificadas - Brincadeiras livre ou direcionada - Roda de conversa e avaliação do dia com as crianças para planejamento das próximas experiências |
- Planejamento dos professores |
O trabalho pedagógico visa promover uma educação multidimensional pautada na realização de atividades interdisciplinares e transversais. As aprendizagens supõem novos arranjos educativos que devem ser definidos considerando-se os interesses, as necessidades e as possibilidades dos diversos sujeitos envolvidos. As experiências e as atividades diversificadas envolvem os trabalhos com as sequências didáticas e com os projetos que contribuirão para o desenvolvimento de habilidades específicas esperadas para cada faixa etária.
Organização dos ambientes de aprendizagem
O espaço educacional deve ser pensado em sua totalidade, desde a acolhida até a organização da escola, visando a criação de ambientes propícios para a exploração, experimentação e construção do conhecimento, centrados nas necessidades, nos limites e nas potencialidades das crianças, desde a chegada à instituição até a sua saída. O documento destaca os cantinhos permanentes e cantinhos diversificados não permanentes nas áreas internas e nas externas da sala de aula.
Cantinhos permanentes:
Leitura: (Ornamentar a critério da escola e do professor). Sugestão de recursos: livros paradidáticos, didáticos, encartes de mercantil, revistas, rótulos, jornais, gibis e outras sugestões de materiais que estimulam o prazer pela leitura.
Jogos diversificados: (Construção, encaixe, de regras, etc.).
- materiais de largo alcance: madeiras, cones, tampas, garrafas, canos de formas e tamanhos diferentes, caixas de papelão e outros.
- materiais estruturados: blocos lógicos, quebra-cabeça, dominós de figuras/letras/palavras, jogos de trilhas de diferente tamanhos/cores/ texturas, letras móveis, encartes de alfabeto e outros.
Jogos simbólicos: (Faz de conta) fantasias, tecidos, TNT, materiais como panelas, colheres, caixas, madeiras, potes, bacias, almofadas, cabanas, colchonetes e outros.
Experiências e atividades diversificadas: projetos, sequencias didáticas e atividades que explorem os conceitos mencionados nas orientações curriculares do Estado do Ceará, relacionados aos incisos da Resolução nº 05/09, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Propor atividades como: bingos diversos, ditados, escrita de listas, leitura, rodas de leitura, jogos de adivinhas, trilhas, atividades de artes, entre outras.
Dessa forma, nesse processo de ensino, as áreas do saber são exploradas por meio dos campos de experiências, promovendo o desenvolvimento integral das crianças em aspectos como o socioemocional, o cognitivo e o físico. Os campos de experiências são integrados às áreas do saber do Ensino Fundamental, proporcionando uma transição suave entre os níveis de ensino. O documento sugere ainda a produção gráfica de desenhos e pinturas em caixas de papelão, juntamente com as crianças/famílias para classificação dos materiais que serão organizados nos cantinhos de aprendizagem e utilizados para as experiências de brincadeiras nas salas de referência.
Cantinhos diversificados não permanentes:
Teatro/Faz de conta: expor maquiagens, espelhos, perucas, fantasias, bolsas, chapéus, bonecos, fantoches, bichinhos de pelúcia e de plástico, objetos para brincar de casinha e de médico, telefones de brinquedo e outros.
Artes: pintura a dedo, massa de modelar, lápis de cor, giz de cera, folhas brancas e coloridas, papelão, bandejas de isopor, garrafas, lã, barbante, entre outros, de acordo com a idade das crianças.
Música: instrumentos musicais e/ou materiais feitos de sucata, produzidos com a criança e com a família.
Atividades exploratórias e de descoberta são organizadas para estimular a curiosidade e a investigação, como a observação da natureza, com experimentos simples e a exploração de materiais diversos, além de oficinas de artes, música e movimento, visitas a locais comunitários e culturais, também projetos de serviço comunitário que podem ser incorporados para promover a interação e a aprendizagem prática em sala de aula e em ambientes externos.
Orientações para ambientes externos:
Objetos: brinquedos fixos, diversos e móveis para as diferentes faixas etárias das crianças, como: escorregador, trepa-trepa, balanços de tecidos, pneus, túneis de caixas, casa em miniatura (caixas ou tecidos), circuitos com pneus, tapetes sensoriais de tampas, garrafas e outros.
Espaços móveis: espaços de ateliê, com cantos de desenhos e diferentes riscadores, suportes e planos; tintas prontas ou para fabricar, pincéis e pintadores diversificados, como esponjas e rolinhos; papéis, revistas e jornais para rasgar; argila e massa de modelar; lápis de cor, giz de cera, folhas brancas e coloridas; papelão, bandejas de isopor, garrafas, lã, barbante, entre outros, de acordo com a idade das crianças. Para as crianças maiores: tesoura, cola e fita adesiva.
Cantinhos permanentes: caixas decoradas pelas crianças, com os cantinhos permanentes adaptados no pátio da escola.
Leitura: ornamentar, a critério da escola, o acolhimento das famílias e das crianças; sugestão de recursos: livros didáticos, revistas, rótulos, jornais, gibis e outras sugestões de materiais que estimulem o prazer pela leitura.
Jogos diversificados: de construção, de encaixe, de regras etc.
Materiais de largo alcance: Madeiras, cones, tampas, garrafas, canos de formas e tamanhos diferentes, caixas de papelão e outros.
Materiais estruturados: Blocos lógicos, quebra-cabeça, dominós de figuras/letras/palavras, jogos de trilhas de diferente tamanhos/cores/ texturas, letras móveis, encartes de alfabeto e outros.
Jogos simbólicos: “faz de conta”, fantasias, tecidos, tnt, materiais como panelas, colheres, caixas, madeiras, potes, bacias, almofadas, cabanas, colchonetes e outros.
As práticas pedagógicas propostas têm por objetivo ampliar e intensificar a participação das crianças, valorizadas em sua singularidade em seus processos cotidianos de experimentar o mundo e construir conhecimentos por meio das interações, da brincadeira e da expressão de diversas linguagens. Assim, conseguiremos realizar a mudança de foco do adulto para a criança que já vem sendo almejada e trabalhada nas últimas décadas, nas pesquisas e nos estudos acerca da criança, da Educação Infantil, dos documentos curriculares e das pesquisas que orientam essa etapa da educação (Corrêa; Costa, 2016).
Os resultados apontam um longo caminho de discussões e possibilidades na implementação da proposta. Alguns obstáculos podem ser reconhecidos pelo caminho no que diz respeito à carência e à inadequação da infraestrutura, a não intencionalidade das propostas pedagógicas e a fragmentação da jornada em turnos, subdividindo a escola em duas na premência de uma formação profissional.
Algumas considerações
As reflexões aqui apresentadas sugerem que o esforço para planejar, organizar e executar atividades interdisciplinares e projetos educacionais é primordial para uma educação integral de excelência. O seu desenvolvimento deve estar estruturado com foco na formação de sujeitos críticos, autônomos e responsáveis.
A educação integral passa pela expansão de tempos, espaços e oportunidades educativas, cujo ponto central marca uma aprendizagem conectada à vida e aos interesses e às possibilidades dos educandos, reconhecendo as múltiplas dimensões do ser humano e a peculiaridade do desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. Na proposta de educação em tempo integral, não existem modelos predefinidos. No entanto é fundamental organizar um currículo capaz de integrar os diferentes campos do conhecimento, bem como as várias dimensões formadoras dos estudantes, demandadas pela contemporaneidade.
Retomando o objetivo aqui proposto nesta pesquisa, fica claro que a implementação da educação integral na Educação Infantil requer a integração de diferentes componentes curriculares, de atividades e espaços de aprendizagem, visando promover o desenvolvimento integral das crianças.
É importante ressaltar que essa implementação deve ser contextualizada, de acordo com a realidade de cada escola, respeitando as especificidades das crianças e considerando as suas necessidades, seus interesses e potencialidades. É fundamental garantir uma infraestrutura adequada, incluindo espaços físicos, materiais pedagógicos e profissionais qualificados para melhor atender às demandas da educação integral, o que nos proporciona caminhos para que se possa continuar discutindo, pesquisando e ampliando os olhares em torno da temática proposta.
Referências
ANDRADE, Thaís Oliveira; SANDES, Cleize Araujo; OLIVEIRA, Roseneide Passos Vitório de. Contextos lúdicos: o sentido real de aprender brincando. Revista Educação Pública, v. 21, nº 19, 25 de maio de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/19/contextos-ludicos-o-sentido-real-de-aprender-brincando. Acesso em: 10 fev. 2024.
ARAÚJO, V. C. de; TAQUINI, R.; NEVES, K. C. P. das; AUER, F.; SANTOS, M. P. dos. Análise descritiva em âmbito nacional das matrículas de educação infantil em tempo integral (2007 a 2017). In: X ENCONTRO ESTADUAL DA ANPAE-ES; IV REUNIÃO ESTADUAL DA ANFOPE, 2019, Vitória. Anais [...]. p. 1-5, 2019.
BARBOSA, M. C. S.; RICHTER, S. R. S.; DELGADO, A. C. C. Educação Infantil: tempo integral ou educação integral? Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 31, n° 57, p. 95-119, jul./set. 2015.
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.
BRASIL. Constituição Federal de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.htm. Acesso em: 22 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: MEC/SEB, 2010.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996.
BRASIL. Planejando a próxima década: Conhecendo as 20 metas do Plano Nacional de Educação. Brasília: MEC/SASE, 2014.
BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 26 jun. 2014 [edição extra – seção 1].
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC).Brasília: MEC/Consed/Undime, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase. Acesso em: 1 jan. 2024.
BRASIL. Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023. Institui o Programa Escola em Tempo Integral e altera a Lei n° 11.273, de 6 de fevereiro de 2006, a Lei n° 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, e a Lei n° 14.172, de 10 de junho de 2021. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14640.htm. Acesso em: 8 jan. 2024.
BRASIL. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: CNE/CEB, 2009.
CEARÁ. Orientações Curriculares para a Educação Infantil. Fortaleza: Seduc, 2011.
CORRÊA, Talita Ananda; COSTA, Sinara Almeida da. Jornada de tempo integral na Educação Infantil: o que dizem as pesquisas. In: COSTA, Sinara Almeida da; COLARES, Maria Líbia Imbiriba Sousa (org.). Educação integral: concepções e práticas à luz dos condicionantes singulares e universais. Curitiba: CRV, 2016. p. 63-78.
DAMASCENO, G. F. L. Educação integral: desafios e possibilidades de sua implementação na Escola de Ensino Fundamental Maria Luiza de Sousa – Ibiapina/CE. 2023. 131f. Dissertação (Mestrado em Ensino e Formação Docente) - Unilab, Fortaleza, 2023.
GIL, A. C. Dados, métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2008.
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999.
MAURICIO, L. V. Políticas públicas, tempo, escola. In: COELHO, L. M. C. C. (org.). Educação integral em tempo integral: estudos e experiências em processo. Petrópolis: DP et Alii, 2009. p. 53-68.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. O currículo para a Educação Infantil: que direção tomar? In: Salto para o Futuro: Novas Diretrizes para a Educação Infantil, ano XXIII, nº 9, jun. 2013.
TIANGUÁ. Diretrizes Pedagógicas da Educação Integral em Tempo Integral.Tianguá, 2024.
TIANGUÁ. Lei nº 901, de 04 de dezembro de 2015. Aprova o Plano Municipal de Educação PME 2015-2025. Tianguá, 2015. Disponível em: https://www.tiangua.ce.gov.br/doc.php?car=63. Acesso em: 24 mar. 2024.
Publicado em 02 de abril de 2025
Como citar este artigo (ABNT)
DAMASCENO, Gerviz Fernandes de Lima; DINIZ, Tatiana Silva; LIMA, Danielle Pereira Barroso de. Tempo, espaço e sujeito: tessituras da implementação de uma educação integral em tempo integral na Educação Infantil. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 25, nº 12, 2 de abril de 2025. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/25/12/tempo-espaco-e-sujeito-tessituras-da-implementacao-de-uma-educacao-integral-em-tempo-integral-na-educacao-infantil
Novidades por e-mail
Para receber nossas atualizações semanais, basta você se inscrever em nosso mailing
Este artigo ainda não recebeu nenhum comentário
Deixe seu comentárioEste artigo e os seus comentários não refletem necessariamente a opinião da revista Educação Pública ou da Fundação Cecierj.