Edição V. 6, Ed. 44 - 28/11/2006

Speak português?

Um drive thru aqui, um self service ali depois de trabalhar a manhã inteira vasculhando home pages no trabalho, e o sujeito não tem como negar: os estrangeirismos se tornaram parte comum do nosso cotidiano. Para muita gente, algo bastante aceitável, uma das provas de como a dinâmica com que se formam as línguas não poderia ficar alheia à globalização. Para outros, como o pessoal do Movimento pela Valorização da Cultura, do Idioma e das Riquezas do Brasil, que anda espalhando cartazes pela cidade em sinal de protesto pelo abandono do português, é caso de autoestima do povo verde-e-amarelo. Opinião parecida é a do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), que apresentou, na Câmara, projeto que "dispõe sobre a promoção, a proteção, a defesa e o uso da língua portuguesa". O texto, de 1999, está agora na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

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Iluminando o pensamento de Octávio Ianni

Certas vivências nos fazem sentir na pele o que as mais recentes teorias pedagógicas não se cansam de repetir, com razão, sobre a importância da interdisciplinaridade ou transdiciplinaridade na construção do conhecimento. Entender o conceito, eu acho que já tinha entendido. Mas, passei por dois momentos especialmente vivos que me comprovaram a tese de que um saber ilumina o outro e vice-versa, e um terceiro saber se produz dessa rede e conexão de saberes.

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Quilombos fluminenses lutam para manter sua identidade

Uma segunda-feira de manhã, ao invés de pegar o carro e ir direto para o Rio, para a redação do Portal, fui visitar o Quilombo de Santana, em Quatis. Meu objetivo era ver como, 118 anos depois da abolição e 311 da morte de Zumbi, vivia uma das 25 comunidades quilombolas do estado, o que havia sobrado de suas tradições, sua religiosidade, sua cultura. Afinal, o Dia Nacional da Consciência Negra se aproximava e seria interessante contar pelo menos a história de um desses quilombos para os leitores do Portal.

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Aos meus queridos alunos do Ciclo de Alfabetização

Hoje, No lugar de um Texto didático, Explicativo,Objetivo, Eu queria escrever um Projeto-Poesia... Um Projeto-Poesia com palavras simples, Como o mel... Para ser lido, não pelas rimas ou pelas sintaxes perfeitas, Como as poesias que líamos nos nossos exercícios escolares Como os projetos que fazemos Curriculares Eu queria ser capaz de fazer estas letras Virarem poesias nas mãos trêmulas dos meus alunos Que eles brincassem com as palavras E com elas inventassem ideias Novas ideias... Na cabeça de quem as pudessem ler. Hoje, amanhã, e de muito depois. Eu queria ser capaz de mudar estes alunos Com meu Projeto-Poesia E que eles transformassem cada letra lida Em gotas de chuva Molhadas de sensibilidade Carregadas de sensações E como nuvem cor de rosa de céu ensolarado Entrasse pelos olhos E, num momento mágico, devagarinho, despertando campos floridos Caíssem como orvalho de seus dedos Na impressão do papel prova concreta do sonho-real Eu queria ser capaz de fazer com que... Pelas páginas de um livro qualquer livro Meus alunos transformassem cada significante Em estrelas de sonho Brilhantes pela imaginação Coloridas pela memória E como massa estelar, via-láctea simbólica, em céu estrelado, entrassem também pelos olhos E, num momento mágico, Despertassem o sono E se transformassem em novas significações. Um jeito novo de ver o velho. Gotas de esperanças Entrem por favor, nestes olhos que leem, Nestes dedos que escrevem Convidem este ser aluno a ser cidadão A redescobrir sua sensibilidade A resgatar sua imaginação e seus sonhos A perceber por todos os seus poros Por todos os sentidos E depois, por trás destes olhos mais sensíveis. Que ele pode... Iluminem também, Gotas , por favor, Este ser humano que vos escreve Também professor, Que só com este olhar, Enriquecido Revigorado Pode pensar em palavra poesia junto a outros seres humanos.

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Educação e pandemia

Educação e pandemia

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Educação: Tem o poder de transformar

O Centro de Estudos “O bem viver e a resiliência dos povos indígenas no cuidado com a Amazônia" recebeu os representantes dos povos indígenas
- Iolanda Pereira da Silva, do Povo Macuxi;
- Michel Oliveira Baré Tikuna, do Povo Baré e Tikuna;
- e o procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida;
- e o coordenador do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental, Marcos Wesley de Oliveira.

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Citação

"É melhor construir salas de aula para o Menino do que celas e patíbulos para o Homem."
Eliza Cook (12/1818 – 09/1889)

Educadores e Educadoras

Magda Soares

"Para a criança, a complexa aprendizagem da língua escrita deve acompanhar seu desenvolvimento cognitivo, linguístico e mesmo motor, para a manipulação dos instrumentos e suportes da escrita."

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