Edição V. 8, Ed. 44 - 18/11/2008

Tipo assim: nem losers, nem winners

Se para nossos avós as coisas "eram" ou "não eram" – não havia o meio-termo, o maniqueísmo imperava, tudo se dividia entre o certo e o errado, o “bom” e o “mau”, “o preto no branco” –, para os jovens de hoje nada “é” peremptoriamente, terminantemente, taxativamente: as coisas são "tipo assim" - um vício de linguagem hoje muito utilizado e criticado, até porque tal expressão, sob a ótica da língua culta, é visto como algo medonho, tipo assim uma muleta linguística que gramaticalmente não tem serventia alguma. Mas, do ponto de vista da comunicação, é bem interessante, pois, sob certos aspectos, mostra falta de certezas (“as certezas, meu deus, para que tantas certezas”): “eu gosto dele de um jeito, tipo assim, diferente”, foi o que escutei uma aluna dizer a outra. Como discorrer sobre um sentimento incomensurável como o amor de forma exata? Nem mesmo os mais astutos filósofos conseguiram realizar tal empresa: no mais famoso jantar filosófico, ficaram todos falando sobre o amor, comendo, bebendo e discutindo, e nada de conseguir definir de uma vez por todas tal nobre sentimento (Cf. em O Banquete, Platão). Sendo assim, nada mais justo que leigos refiram-se ao amor como algo “tipo assim”. Pronto: o emissor lançou sua incapacidade de definir em termos exatos seu sentimento, o receptor entendeu que se trata de uma coisa profunda, mas indeterminável (talvez por isso seja “tipo assim”). E fez-se a comunicação.

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Não, não posso parar; se paro eu penso; se penso eu choro!

De tudo ficam três coisas: A certeza de estarmos sempre começando A certeza de que é preciso continuar E a certeza de que podemos ser Interrompidos antes de terminarmos. Portanto: Fazer da interrupção um caminho novo, Da queda um passo de dança, Do medo uma escada, Do sonho uma ponte, Da procura um encontro

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Escopeta não é chocalho

A reativação da IV Frota Naval dos Estados Unidos na zona do Atlântico Sul provocará uma mudança radical e permanente nas relações militares dos EUA com a América Latina. Foi por isso que surpreenderam tanto as primeiras explicações americanas a respeito da reativação da sua frota, criada em 1943 e desmantelada em 1950, pois teria sido uma simples decisão “administrativa”, tomada com objetivos “pacíficos, humanitários e ecológicos”. A mentira não é um pecado grave no campo das relações internacionais. Pelo contrário, mentir ou dizer meias-verdades com competência foi sempre uma arte e uma virtude essencial da diplomacia.

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Pedro Salgueiro e seu Inimigos

Inimigos, de Pedro Salgueiro, é uma das publicações da Editora 7 Letras, que está com seu site renovado e é uma das poucas a investir em escritores iniciantes. Não é o caso de Pedro Salgueiro, premiado em vários concursos nacionais e internacionais; este é seu sexto livro.

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A morte e a donzela

Não gosto da Veja. Não leio porque me entedio com as propagandas. Mas a capa desta semana me fez lembrar de Dylan Thomas. A foto de uma mãe acariciando o rosto de sua filha morta no massacre de Beslan me fez pensar nas grandes dores. Naquelas dores que não passam. Naquelas dores que recortam o espírito em pequenas fatias e espalha seus fragmentos na imensidão vazia do espaço e no abismo sem fundo do tempo.

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Educação e pandemia

Educação e pandemia

Artigos publicados na revista Educação Pública sobre a pandemia

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Pandemia e Educação na imprensa

26/10 Educadora defende a inclusão da aprendizagem colaborativa na formação escolar

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15/09 Precursor e de contribuição "incomparável": como acadêmicos estrangeiros enxergam Paulo Freire

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31/08 Entre as principais medidas para enfrentar a crise, escolas disponibilizaram materiais pedagógicos impressos, e criaram grupos em aplicativos e redes sociais para facilitar a comunicação

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Citação

"É melhor construir salas de aula para o Menino do que celas e patíbulos para o Homem."
Eliza Cook (12/1818 – 09/1889)

Educadores e Educadoras

Célestin Freinet

"A democracia de amanhã se prepara na democracia da escola."

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