Edição V. 9, Ed. 18 - 26/05/2009

A solidão do vasto mundo

Não sei quantas faces tem um poeta, mas sei quantos poemas tem numa faca. Eu sei. E João Cabral também sabe. Sei que os poemas são misteriosos e exibem estranhas faces aos leitores, avisados e desavisados. Distraídos, venceremos, dizia o Leminski mais sabreamente zen. Há que aguçar, há que cortar. Quem nunca se cortou de verdade não sabe a verdade do sangue. Mas as faces me espreitam, me vigiam, e realmente precisarei de um anjo torto, completamente torto, vivendo na sombra e em silêncio, pensando um vermelho de Gogh tão completamente vermelho que chega a ser vão. Há que se ser vão no desvão da matéria. Mas Drummond queria uma tarde azul, embora soubesse que os desejos são rubros. E os bondes e as pernas passam diante de olhos brancos, pretos e amarelos e no meio de tudo Deus e pernas e a pergunta Dele no meio de tudo, inclusive, sim, meu atento leitor, no meio do caminho e das pedras. O coração de um poeta sempre pergunta e os versos costumam ser dolorosas dúvidas, rimantes ou destoantes, ou até concretamente materiais. Os olhos não perguntam mais nada e Deus não olha mais as pernas ao entreolhar o homem que nelas se esqueceu entreolhando o vasto mundo de Raimundo sozinho, sozinho como o mundo em forma de coração, de um coração a nu, de uma vontade de lua em forma de conhaque, deixando o Diabo mais comovido em sua suspeita. Eu não devia te dizer, mas hoje é domingo e não haverá Fausto; haverá outra coisa. Livre-se dela, pois um poema precisa ter 7 faces. Quantas você tem?

Leia este artigo

Controle social e autocontrole

Qual sua opinião sobre a convivência entre as pessoas? Ela leva em conta o lado primitivo tão presente nas nossas informações genéticas? Ou as leis que tentam dominá-lo? Ainda: você tem percebido alguma adequação evolutiva no controle social, ou a maneira de fiscalizar tem sido a mesma desde longa data?

Leia este artigo

Questões em aberto: uma discussão filosófica da pedagogia atual

Este texto procura apresentar uma visão – simples a meu ver – de como nós, professores, poderíamos trabalhar, caso as instituições públicas realmente desejassem ver as leis sendo cumpridas. Então coletemos boas ideias. Aí vão elas:

Leia este artigo

Atenção: Submissão de trabalhos

Educação e pandemia

Educação e pandemia

Artigos publicados na revista Educação Pública sobre a pandemia

Acesse aqui

Educação: Tem o poder de transformar

O Centro de Estudos “O bem viver e a resiliência dos povos indígenas no cuidado com a Amazônia" recebeu os representantes dos povos indígenas
- Iolanda Pereira da Silva, do Povo Macuxi;
- Michel Oliveira Baré Tikuna, do Povo Baré e Tikuna;
- e o procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida;
- e o coordenador do Programa Rio Negro do Instituto Socioambiental, Marcos Wesley de Oliveira.

Veja o video

Caminho para a liberdade

"A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele."
Hannah Arendt (1906-1975).

Educadores brasileiros

Dermeval Saviani

"A educação é uma atividade que supõe a heterogeneidade no ponto de partida e a homogeneidade no ponto de chegada."

Twitter da revista

Siga-nos no Twitter @educacaopublica

Veja também

Fundação Cecierj


Diretoria de Extensão


Revista EaD em foco