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A África e a escravidão em versos

Depois de tanto ouvir sua mãe contar histórias infantis, Conceição Evaristo concluiu seu Curso Normal em Belo Horizonte. Mas somente no Rio de Janeiro, classificada em concurso, conseguiu ser professora: as famílias de BH só a queriam como cozinheira. Também na Cidade Maravilhosa, passou no vestibular para Letras na UFRJ; lá, descobriu a literatura afro-brasileira. Em 1990 começou a publicar suas poesias nos Cadernos Negros, de São Paulo. Mais tarde vieram o mestrado na PUC-Rio e o doutorado em Literatura Comparada, na UFF, sempre tratando de temas referentes a mulheres, África e negritude.

A virada da linguagem

Um dia, Jenne, uma jovem alemã que morou um ano em Natal, me perguntou: “por que as pessoas no Brasil não cumprem o que prometem?”. No começo eu não entendi, mas com um pouco de esforço consegui compreender o que a afligia: a linguagem. Ela não tinha compreendido que, no Brasil (ao menos no Nordeste), as pessoas falam algumas vezes com um discurso subliminar. Quando uma amiga na escola dizia: “Ah! Que legal! Vamos ver se a gente marca para sair no final de semana. Eu ligo para você”, ela entendia a ultima sentença “eu ligo para você” como um alemão entenderia; ou seja, como uma promessa, um compromisso. Jenne perdeu muitos sábados esperando as ligações das amigas, que prometiam as coisas e não cumpriam. Até que eu consegui explicar a ela que quando uma garota de dezesseis anos no Brasil diz, naquele contexto, “eu ligo para você” ela está querendo dizer “olha, você é legal e é muito provável que sejamos amigas. Eu estou, inclusive, aberta para que a gente se aproxime mais”.

Superinteressante

Tem dias em que a curiosidade parece o incisivo canto de uma cigarra na folha verde do pé de fícus da varanda. Navegamos a esmo pela rede na tentativa de aplacar tantas perguntas que se multiplicam, enquanto lá fora o canto contínuo são cócegas a mais nestes nossos porquês. Esse flanar moderno pelos sites da Internet pode ser enfadonho e até mesmo perigoso, como mostrou uma reportagem recente. Entretanto, se voltarmos os olhos para as flores do bem, temos à disposição infindáveis opções não só para aplacar mas, melhor ainda, para ampliar nosso repertório de porquês.

Contextualização: um conceito em debate

É importante, no contexto educacional atual, a discussão do conceito de contextualização, que está presente nas falas de professores do Ensino Médio. Utilizando principalmente os Parâmetros Curriculares Nacionais e o conceito contido neles, percebemos que poucas vezes conseguimos, em nossas aulas, contextualizar os assuntos escolares, o que provoca o desenvolvimento de aulas em que não há uma dimensão mais ampla do conteúdo, em suas inserções sociais, culturais, políticas e econômicas.

Bertrand d'Astorg, a mulher e a literatura

O poeta e escritor francês Jean-Luc Pouliquen, autor de As crianças e as imagens poéticas: um método de escritura de inspiração bachelardiana, costuma apresentar palestras nas universidades brasileiras. Estudioso da obra de Gaston Bachelard, dessa vez ele foi à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) fazer uma pequena homenagem ao também escritor francês Bertrand d'Astorg, pelos vinte anos de sua morte. O evento, realizado no Instituto de Letras e organizado pelas professoras Ana Lúcia Oliveira e Marly Bulcão, terminou com a exibição do vídeo Passo a passo, de André Meyer, com poemas de Jean-Luc Pouliquen. Filmado no Rio de Janeiro, nas águas e vegetações da Serra da Mantiqueira, o vídeo é resultado da pesquisa que o professor André Meyer realiza com seus alunos do Departamento de Arte Corporal da Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os poemas e as imagens constituem uma experiência audiovisual de forte apelo sensório e evidenciam o diálogo entre as obras de Pouliquen, Bertrand d’Astorg e Gaston Bachelard.

A ferida da raça

Assistindo na DW-TV às repercussões europeias da vitória da tia Hillary sobre o Barack Obama nas prévias da Pennsylvania, sou subitamente possuído por uma dúvida: "por que todo mundo diz que o Barack Obama é negro?".

O cotidiano de uma biblioteca escolar

Com o acesso cada vez maior e mais veloz à Internet questiona-se a distância entre livro e leitor no cotidiano das escolas. A linguagem denominada informalmente "internetês" faz com que cada vez mais jovens apropriem-se também de uma nova oralidade. Não raramente também se discute a utilização da tecnologia como recurso pedagógico nas escolas, enfatizando a importância das novas mídias e de todos os instrumentos facilitadores de informação. Daí advém a necessidade de desenvolver atividades voltadas ao aprimoramento das habilidades dos educandos, bem como do estímulo ao hábito da leitura, que, por consequência, leva ao aprendizado, em suma. Uma biblioteca deve oferecer todas as possibilidades que facilitem o aprendizado dos educandos. Os recursos disponíveis (inclusive o virtual) monitorados pelos professores, nortearão todo o processo de apropriação do conhecimento.

Ética e consciência ambiental

Segundo os dicionários, a palavra ética se refere a tudo aquilo que ajuda o indivíduo a tornar o meio onde vive mais saudável e harmonioso; ou seja, a ética seria um conjunto de princípios voltados para a prática, cujo objetivo é delimitar as ações humanas.

O nada ululante

"O Brasil não é para principiantes". Há um sentido ufanista nessa frase, mas há também um alerta para um risco inerente à experiência de viver em um país como o nosso. Tudo aqui é mais intenso. Quando vem, o prazer entorpece; a dor, quando aparece, só falta matar. Deve ser fácil ficar louco no Brasil. Não padecemos da melancolia sem-fim do norte, com seus dias frios, arrastados e sombrios de inverno, mas sofremos de uma estranha bipolaridade que nos leva de arroubos eufóricos a desconcertantes estados de prostração. Deve ser o calor, não sei. O fato é que, no Brasil, quase tudo tem a marca dessa crueza seca que deixa à mostra o miolo, o tutano, o oco infinito das coisas. Assim também é na política.

LUZ 5304 - A urgência de sentido à vida

Trânsito parado nas primeiras horas de uma terça-feira chuvosa na cidade do Rio de Janeiro. No rádio, motoristas dão seus depoimentos pelos celulares, ocupam o tempo informando sobre a cena que se repete em diversos pontos da cidade, e que faz parte da rotina sistemática de muitos de nós.