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Grande Sertão: Travessia
No momento em que Riobaldo narra sua história, ele é um fazendeiro de cabelos esbranquiçados, casado com Otacília. Suas memórias o acompanham e serão companhia do leitor durante todo o romance. E seu amor ainda é compartilhado entre presente e passado, entre Otacília e Diadorim: “De mim, pessoa, vivo para minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim, penso também – mas Diadorim é a minha neblina...”.
O sabor tropical das frutas de cera da pequena notável
Um turbante com diversas frutas na cabeça, balangandãs, badulaques e uma saia comprida cheia de babados com uma fenda generosa na lateral... A quem tais acessórios remetem? Dez entre dez brasileiros responderão: Carmen Miranda. Certo. Mas tudo isso ainda é pouco. Diversas outras coisas podem ser ditas sobre ela: seus gestos únicos com os braços, seu largo sorriso pintado de vermelho e o enorme sucesso no exterior – fato este que fez com que fosse acusada de ter perdido suas raízes brasileiras (na verdade nasceu em Portugal em 1909 e, com menos de um ano, mudou-se com a família para o Brasil). Tal acusação foi respondida pela cantora com grande humor, por meio de uma música de encomenda chamada Disseram que eu voltei americanizada.
Discutindo a questão da Educação Inclusiva
No mundo globalizado em que vivemos, do qual sofremos todas as consequências, a informação bombardeia mais e mais o cidadão comum e torna o conhecimento o patrimônio mais importante do indivíduo hoje.
O sucesso dos pré-vestibulares sociais
Todas as pesquisas que analisam o grau de empregabilidade de uma população indicam que o nível de escolaridade tem grande influência. Assim, portadores de diploma de nível superior têm mais facilidade de obtenção de emprego do que aqueles que apenas concluíram o Ensino Médio. Por outro lado, à medida que o país se desenvolve, cresce a demanda por profissionais altamente especializados em determinadas áreas. Como o mercado é dinâmico, é também necessário atentar para a necessidade de formação de pessoal com capacidade de mudar de área, realizando cursos de curta duração.
Monteiro Lobato e o Modernismo: um equívoco
Em dezembro de 1917, no jornal O Estado de S. Paulo, Monteiro Lobato publicava o que seria o início de um mal-entendido entre o autor de Urupês e todo um movimento literário que estava deixando de ser embrionário, o Modernismo. No artigo, denominado "Paranoia ou mistificação?", Lobato dividia a arte de acordo com interpretações pessoais, citando duas espécies de artistas: "os que veem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura" e os que "veem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes". Entre os seguidores dessa arte desclassificada, Lobato incluiu Anita Malfatti. Começavam então suas desavenças com um novo movimento artístico no Brasil. Sua concepção da arte se distanciava do Modernismo de tal modo que a "paranoia" usada no título vem da ideia de que a nova arte seria mais sincera em manicômios, já que só poderia ser fruto de uma lógica psicótica. Lobato não deixa de ver qualidades "latentes" nas obras de Malfatti, mas lamenta suas "tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias" de pintores modernos. Além disso, o autor da crítica ataca também os elogiosos insinceros, aumentando seu número de desafetos.
Geologia e sociedade
Não sei bem qual é a explicação, mas temos em Geologia inúmeras descobertas/aplicações de materiais que vão sendo gradativamente incorporadas aos conhecimentos empíricos.
A lógica e outros discursos
O discurso lógico-matemático, ao impor-se na tradição ocidental, tendeu a excluir do seio da linguagem as outras formas de discurso, nomeadamente as que visam a expressão e a persuasão: a retórica, a poética, o mito, a linguagem ordinária.
África e africanidades
Durante o ano passado, o músico e escritor Chico Buarque declarou sua repulsa por uma parte da população brasileira que busca suas origens europeias e se esquece de suas origens africanas. De fato, a consulta feita pelo IBGE em 1999 traz 54% de brasileiros declarando-se brancos, enquanto 45% se dizem negros ou pardos. Ou seja, em um país colonizado por europeus que foram buscar a força de trabalho majoritariamente nos escravos africanos, a miscigenação dos dois grupos ainda é um tabu. O compositor de olhos cor de ardósia reclamava do preconceito que tenta esconder uma realidade que deveria ser, ao contrário, comemorada: a influência negra no Brasil é fator essencial para o desenvolvimento da nossa cultura, diversa e ao mesmo tempo abrangente.
ALDEIA? GLOBAL?
Todo teórico que se preza busca uma teoria total, aquela que resolve todos os problemas, superior a tudo o que já foi escrito e pensado até ele. Essa tendência hegeliana – presente em boa parte do pensamento acadêmico – produz generalizações de todos os matizes, bem como afirmações pouco modestas, como a do francês Guy Debord: "O primeiro mérito de uma teoria crítica exata é fazer parecerem ridículas, de imediato, todas as demais". O canadense Marshall McLuhan não é menos pretensioso. De sua pouco sistemática obra pinçam-se aqui e ali frases e expressões que caíram no gosto popular e tornaram-se chavões (do mesmo modo que aconteceu com os termos indústria cultural, simulacro, sociedade do espetáculo etc.).
Roteiro: modo de fazer
Todo mundo já deve ter ouvido frases do tipo “aquele filme é muito bom, ganhou o Oscar de melhor roteiro!” ou “que história chata... roteiro pobre!...” Mas, afinal, qual é a importância de um roteiro na construção de uma obra cinematográfica ou de mídia digital? O que o faz ser bom ou ruim? Para que serve?