Biblioteca

Filtrar os artigos

Pesquisar na Biblioteca

Selecione uma ou mais opções

Nível de ensino

Selecione uma ou mais opções

Natureza do trabalho

Selecione apenas uma opção

Categoria de Ensino

Selecione uma ou mais opções

Ciências Ambientais

Ciências da Saúde

Ciências Exatas e da Terra

Ciências Humanas

Educação

Letras, Artes e Cultura

Políticas Públicas


Quem deve cobrar a realização dos deveres de casa? Os pais ou os professores?

Se o dever de casa é um prolongamento da atividade escolar, ele afeta também a vida doméstica do aluno e, por extensão, de seus pais. Pelo menos em teoria, já que o acompanhamento do desenvolvimento de um filho é, teoricamente, responsabilidade de quem o cria, e a educação escolar faz parte desse desenvolvimento. A cobrança de realizar a tarefa escolar, no entanto, deve ser feita em casa ou em sala de aula?

O Sísifo pós-moderno - o jogo absurdo entre identidade e simulacro

Uma das mais significativas passagens para que possamos compreender o texto pós-moderno como uma reflexão a respeito da identidade está em Hotel Atlântico, romance de João Gilberto Noll, quando o protagonista recebe de alguém a sua carteira de identidade, que havia perdido: “nem me lembrava mais dela”, ele comenta, e passa para outro assunto. No entanto, apesar da brevidade da cena, não há sutileza em suas palavras, toda percepção de sua condição está expressa aí. A “identidade esquecida” é a pedra fundamental dessa reflexão, quando se leva em conta que não há mais como se registrar uma identificação e torná-la patente. Não há mais razão para carregarmos uma identidade única e definitiva, se tudo em torno se transforma e se multiplica com uma rapidez que nos obriga a rever nossas respostas ao que nos circunda. Como atesta o sociólogo Stuart Hall, à medida que os sistemas de significação e representação cultural se multiplicam somos confrontados por uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, com cada uma das quais poderíamos nos identificar – ao menos temporariamente.

Kant e os fundamentos da pedagogia moderna

Na modernidade, devido à mudança quanto ao modo de compreender o ser humano enquanto projeto, enquanto algo que não nasce pronto, mas que é resultado de um processo educativo, foi preciso redefinir os fundamentos e as metas da pedagogia por meio da definição daquilo que supostamente constituiria o nosso ser mais próprio, em direção ao qual deveríamos nos dirigir por meio de uma educação adequada. Neste texto dou atenção para a perspectiva iluminista acerca da formação humana presente no filósofo alemão Immanuel Kant (1724 - 1804).

Em busca de ar livre

Luiz Fernando Medeiros de Carvalho

Conceito x definição

A educação atual vem sofrendo críticas consideráveis, tanto por aqueles que a olham externamente como por aqueles que estão diretamente envolvidos no processo. Isso tem aberto vários pontos de discussão, inclusive sobre o que é ensinado. Refletir sobre a educação demanda um olhar mais focado sobre a educação escolar e a ação dos profissionais que nela atuam. Nesse sentido, a preocupação com a temática da educação se expressa mediante estudos e investigações, com diferentes enfoques e níveis de abrangência. Assim, investiga-se a escola, como unidade do sistema escolar e como espaço de socialização do saber culturalmente acumulado, mediado pelas novas exigências que se colocam.

O livreiro

É comum associar o perfil de quem gosta de ler a uma personalidade solitária, tímida ou mesmo desajustada socialmente. Está claro, porém, que essa é uma imagem preconceituosa, gerada por uma associação tola entre o recolhimento e a esquisitice. O site O Livreiro é uma boa demonstração de que o leitor é um ser social, que deseja partilhar sua leitura e sua experiência com outros leitores. O site se define como “uma rede social para quem gosta de livros” e funciona como um lugar de encontro entre pessoas que mantêm esse saudável hábito da leitura.

Entrevista: Izaura, uma educadora

São Gonçalo do Rio das Pedras é um distrito do Serro, no alto Jequitinhonha, em Minas Gerais. Das várias histórias locais, uma delas conta que algumas crianças brincavam em um terreno quando acharam uma pequena estátua de São Gonçalo. Como ainda não havia igrejas no distrito, decidiram levar a estatueta para uma capela de Milho Verde, a localidade mais próxima. No dia seguinte, encontraram a estátua do santo no mesmo lugar em que a haviam achado da primeira vez. Na segunda tentativa de levar a imagem para a cidade vizinha, notaram pequenas pegadas no chão que a levava de volta a São Gonçalo. Assim, graças à insistência do santo, uma igreja foi erguida em sua homenagem: a Matriz, de 1787, pode ser vista antes de chegar ao vilarejo de cerca de 1.300 habitantes.

O bem-estar na civilização

Tenho um amigo que, em 2001, foi passar um tempo na Inglaterra. No começo sofreu um pouco para se acostumar com o jeito very polite dos ingleses e o clima frio de lá. Aqui, ele era adepto do estilo “mais-carioca-impossível”: vivia na praia bronzeando-se, jogava capoeira, morava em Santa Teresa e era frequentador das rodas de partido alto que aconteciam na Lapa, no bar do seu Cláudio, no fim dos anos de 1990 (quando o bairro não tinha estourado por completo e ainda guardava um ar underground). Depois de dois ou três meses em solo britânico, porém, acabou por enturmar-se com uns músicos locais. Aprendeu a ser mais disciplinado e pontual nos ensaios e, em troca, ensinou a cadência e o molejo de uma boa batucada brasileira. Foi assim que promoveu, junto com seus novos amigos, um minidesfile de carnaval pelas ruas de Londres. Sentindo-se mais próximo do que nunca da Cidade Maravilhosa, lá pelo meio do trajeto, escolheu um cantinho para se aliviar do excesso de álcool. Um policial o viu e, antes que desse tempo de esvaziar sua bexiga, foi severamente repreendido pela autoridade, que por sorte não o multou nem o prendeu. Por sorte mesmo. De volta ao Brasil, entre as diversas aventuras na terra dos Beatles, contou-me essa façanha. Rimos diante da disparidade. E o tempo passou. Hoje, nove anos depois, vimos neste carnaval dezenas de foliões serem presos pelo que foi motivo de riso tempos atrás. Os infratores defenderam-se falando do número reduzido de banheiros químicos, o que eu, participante ativa dos blocos de rua do carnaval carioca, pude constatar e vivenciar na pele devido à longa espera provocada pelas mais de dez mulheres à minha frente diante de um banheiro químico. Apesar disso, não há como negar que este ano o odor pós-bloco nas ruas foi bem menos desagradável (não chega a ser agradável) do que o dos anos anteriores. Parece que a cidade do Rio de Janeiro, chamada, em uma música, de “cidade da beleza e do caos”, está tentando enfraquecer este segundo adjetivo que lhe cabe. Pela seriedade com que se cumpriu a lei, a tendência é de que nos carnavais vindouros torne-se cada vez mais incomum ver pessoas fazendo xixi pelas ruas.

Tremor e temor

Por volta das 9h30 da manhã do dia 1º de novembro de 1755, a terra tremeu em Lisboa. Não se sabe ao certo qual foi a magnitude do tremor, mas especula-se que tenha chegado a oito graus na escala Richter.

Edgar Allan Poe: o fantástico e a culpa

Ao analisar o sentimento de culpa nas obras de Poe, deve-se considerar que o escritor, ao contrário de seus contemporâneos românticos, não seguia o neoplatonismo. A crença, comum em sua época, de que os conceitos de mal e bem tinham origens distintas não é encontrada em suas histórias. O autor parece preferir o conceito de que o homem é o centro de seus sentimentos e de sua racionalidade e, portanto, mal e bem são produtos de uma mesma fonte: o próprio homem. O sobrenatural e o natural (ou o fantástico e a razão) são usados como uma consequência da culpa nos personagens de Edgar Allan Poe.