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Traduzir Gullar
Poemas deveriam nos marcar para sempre. Quase como se fossem uma tatuagem. No espírito e também no corpo. Um grande poeta é uma voz dentro de nossas vidas. Respira conosco. Mais que isso: seus versos se misturam aos nossos olhos e passamos a ver o mundo e as coisas e, quem sabe, as pessoas, juntamente com a poesia contida em um grande poema que consegue nos habitar. Ninguém escolhe ser poeta. Não há escolha. Mas podemos escolher ser bons leitores, leitores fortes, como venho repetindo. Ferreira Gullar é um poeta forte. Marcou os caminhos e descaminhos da grande poesia brasileira do século XX e, sem dúvida alguma, em função de sua contemporaneidade poética, continuará marcando alguns dos novos caminhos do fazer artístico neste século. Por quê? Simplesmente porque ele dialoga com nosso sentir e nosso viver contemporâneos. Exemplo? Segue o mais comum deles, visto que é dos mais conhecidos. E que, por comum, por ser já de todos, não se traduza aqui como banal. Banais somos nós quando não conseguimos ver a força dos versos largos e imperativos de uma grande voz. Ei-la:
Um paralelo curioso: Debussy e Luiz Gonzaga
Na história da música, tanto popular quanto erudita – e até mesmo, no sentido mais geral, na história das artes e das ciências –, encontramos sempre o que podemos chamar de pontos de inflexão. São momentos em que ocorrem guinadas, mudanças de curso, enfim, mudanças. Dessa forma, alguns autores constituem-se como liminares; servem como pontos de passagem para a construção de um novo momento naquela atividade. Em certo sentido, foi isso o que aconteceu com Debussy e Gonzaga.
Mitos inventados pelos alunos
Como professora de Filosofia da rede estadual do Ensino Médio, tenho o costume de, nas primeiras aulas, falar um pouco sobre a Grécia pré-filosófica, cujo imaginário era povoado por deuses, semideuses, heróis e suas histórias. Essa breve incursão pelo mundo mitológico é geralmente bem recebida pelos alunos, muitos dos quais já conhecem diversos mitos. Grande parte de tal conhecimento, como vim a saber posteriormente, provém de desenhos animados que tratam do assunto – tais como Cavaleiros do zodíaco e Hércules.
Ciência moderna e mudança paradigmática: um diálogo com Edgar Morin e Boaventura de Sousa Santos
Por muito tempo, as insuficiências estruturais limitadoras do paradigma científico moderno tentaram reduzir a realidade ao que existe, além de não conseguir cumprir algumas de suas principais promessas: justiça, igualdade, liberdade e paz, entre tantas outras. Por sua objetividade e formalidade, criou no imaginário das pessoas a ideia de progresso e de certezas, ignorando a tradição ao se distanciar do passado com suas promessas de um futuro sempre melhor.
Gabriela Mistral - um vento suave
Um poema é como um vento delicado que faz dançar, ao contrário do vento frio, seco e violento que a poeta escolheu por pseudônimo, Gabriela Mistral. Mas não vem daí a origem do nome, e sim de uma homenagem ao poeta italiano Gabriele D’Annunzio e ao poeta provençal Frédéric Mistral.
À casa de Gastão Cruz
Heidegger
Mulheres, borboletas sem crisálidas
Bem que essa pode ser considerada a imagem simbólica da situação feminina no século XX, recém-findo, seja no contexto mundial, seja especificamente no Brasil.
Vertigem dentro e fora: Os Gemeos
Um doce cheiro de algo queimando no forno de onde sai uma fumaça leve que acompanha o som contínuo da água caindo, a TV ligada a exibir a solidão de quem só tem a si para se distrair da dura rotina de quem vive na rua, uma trilha sonora inebriante afinada com a melancolia que exala da intimidade do barraco-instalação no interior de uma das personagens em forma de cubo do amarelo típico dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, os Gemeos.
Um pouco de Psicologia experimental
Psicologia é a ciência que estuda os processos mentais do comportamento humano. Como sua base inicial é a filosofia, muitas vezes esta ciência serve como pilar para o pensamento de Descartes, Bergson e Kant. O reconhecimento de sua legitimidade como ciência se dá a partir do trabalho Wilhelm Wundt, primeiro psicólogo e fundador da Psicologia moderna, cujas bases de trabalho são estruturalistas.
Tecnologia em sala de aula: dificuldades, soluções, caminhos
Conversei com César Bastos, Beth Bastos e Rosane Mello, três professores do curso de extensão em Informática Educativa da Fundação Cecierj, para conhecer suas experiências com alunos e de convivência com professores que estão interessados em utilizar recursos tecnológicos em sala – o que fazem para preparar suas aulas, que dificuldades encontram. Aproveitei para levantar algumas questões sobre a relação com os estudantes – já que estes estão mais predispostos a descobrir os encantos e recursos da tecnologia. Afinal, não adianta ficar só falando que o professor deve fazer isso ou aquilo; é bom saber o que ele tem feito e quais são suas dificuldades para levar os benefícios da tecnologia para a educação.