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Consciência ecológica
“O homem é a coroa da criação”. O ser humano tem o sabor do oceano na lágrima. Na composição química do seu corpo estão todos os preciosos metais que compõem a natureza. Ele tem a mesma proporção de líquido do planeta Terra no seu corpo. Na formação de sua estrutura física e espiritual estão presentes os estados sólido, líquido e gasoso: natureza e homem são universo-único verso de Deus!
As ruas do Centro do Rio através dos clássicos
O trabalhador apressado, o estudante descontraído e a bailarina compenetrada andam pelas ruas do Centro do Rio. Cada um em seu itinerário: o primeiro vai atrás de cifras no Edifício Avenida Central, situado entre o Largo da Carioca e a Av. Rio Branco; o segundo pensa na cerveja com os amigos na Luis de Camões após as aulas sobre Durkhein e Rousseau que terá no IFCS – o Instituto de Filosofia e Ciência Sociais – no Largo de São Francisco; a bailarina salta do ônibus no Passeio em direção à Rua Visconde de Maranguape, na Lapa. Ela nem olha para os lados, em sua cabeça só os passos da coreografia que terá de apresentar dali a poucos minutos para a banca que a aguarda na Escola Estadual de Dança Mariana Olenewa – a primeira escola de dança clássica fundada no Brasil.
Entre confetes e serpentinas, o carnaval de Pernambuco é demais!
Ainda sob a influência de Momo, e depois de passar esses dias de folia, podemos afirmar que algumas características no carnaval de Pernambuco são inquestionáveis: a alegria e a irreverência do folião, a duração da festa (que ultrapassa o tradicional tríduo momesco) e a multiculturalidade das manifestações desse ciclo.
Liberdade na guerra
Este ano, ao completar meus vinte e três anos, ganhei de presente de um querido amigo o livro Poesia liberdade, de Murilo Mendes. Confesso que até então nunca tive muito interesse pela poesia desse autor que começou seu percurso literário escrevendo nas revistas modernistas Terra Roxa, Outras Terras e Antropofagia. Mas, ultimamente, esse presente tem sido lido atentamente e, a cada dia, mais acolhido entre as minhas leituras constantes. No que tange ao contexto do livro, vale informar que, como alguns outros livros do poeta, foi publicado sob o impacto da guerra, refletindo a inquietação de Murilo diante da situação do mundo. Em poemas como “Naturezas mortas”, “Elegia nova” e “As lavadeiras” verificamos vestígios dessa reflexão, permitindo-nos pensar na convivência paradoxal da liberdade que propõe o poeta com a guerra que o mundo oferecia.
Mulher
Há pouco mais de noventa anos, em São Petersburgo, começava a Revolução Soviética, em sua fase registrada na História como Revolução de Fevereiro. Seu estopim foram as manifestações pelo Dia Internacional da Mulher, que, no calendário juliano (então em vigor no Império Russo), caía em 23 de fevereiro. Foram as mulheres, as tecelãs, que tomaram a iniciativa do processo que resultaria na vitória dos sovietes em 7 de novembro (24 de outubro pelo calendário juliano). Como começou?
As neoamazonas e o moderno mundo econômico em transformação: onde surgem?
Mulher valente Roberto Barcellos e André Renato
Portal do Professor
O Portal do Professor é uma espaço para o profissional de educação estar ligado à rede educacional renovando seus conhecimentos, aprimorando suas aulas e dividindo experiências com seus colegas de área.
Uma aventura de carnaval com João do Rio
Oh! uma história de máscaras! quem não a tem na sua vida? (João do Rio)
O Presente
Como repousar no presente, no risco do “instante-já”, se o mundo e a vida nos são apresentados como algo ordenado, controlado, em que devemos é nos ocupar do futuro, das questões práticas, e não ficar perdendo tempo com a imaginação? O desafio de receber o presente e gozá-lo em sua plenitude talvez seja o que mais nos aproxima da delicada experiência de viver a liberdade. Desafio porque a entrega demanda esforço, “o instante é de um escuro total”. Assim o livro de Clarice Lispector, cuja leitura é presente imenso. Mesmo diante da narrativa explosiva, que foge aos padrões da linearidade confortável das telenovelas, o convite é irresistível, oportunidade única de tirar os sapatos apertados, desligar a televisão, o celular, colocar o computador em estado de espera, recostar na poltrona e se lançar na “palavra-placenta” de uma escritora que tão bem sabia convocar o leitor a viver a dor e a delícia dessa entrega:
A coleta seletiva feita por um seleto coletivo
“Não adianta nada, dentro do caminhão eles misturam tudo.” “Você acha que com isso vai salvar o planeta?.” “Não tenho tempo para ficar separando lixo.”