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Mirian Crapez e a Baía da Guanabara
A Baía da Guanabara despoluída é algo que certamente não veremos. Mas a constatação nada otimista nem de longe desanima a pesquisadora Mirian Crapez, professora do Departamento de Biologia Marinha da UFF, diretora da Extensão e vice-presidente da Fundação CECIERJ/Consórcio CEDERJ, que se dedica a pensar e a criar soluções para amenizar a degradação em uma das regiões mais belas do Rio de Janeiro.
Um continente sem teoria
No século XIX, o pensamento social europeu dedicou pouquíssima atenção ao continente americano. Mesmo os socialistas e marxistas que discutiram a “questão colonial”, no final do século, só estavam preocupados com a Ásia e a África. Nunca tiveram interesse teórico e político nos novos Estados americanos que alcançaram sua independência mas se mantiveram sob a tutela diplomática e financeira da Grã-Bretanha. Foi só no início do século XX que a teoria marxista do imperialismo se dedicou ao estudo específico da internacionalização do capital e seu papel no desenvolvimento capitalista em escala global. Assim mesmo, seu objeto seguiu sendo a competição e a guerra entre os europeus, e a maioria dos autores marxistas ainda compartilhava a visão evolucionista de Marx com relação ao futuro econômico dos países atrasados, seguros de que “os países mais desenvolvidos industrialmente mostram aos menos desenvolvidos a imagem do que será o seu próprio futuro”.
Memória fraca
Eu nasci no dia sete de fevereiro. Isso significa que, quando eu nasci, o Sol estava no signo de aquário. 7 de fevereiro de 1974 era dia de Lua cheia. Isso significa que a Lua estava no céu em oposição ao Sol, ou seja, no signo de Leão. Eu nasci na Lua cheia de fevereiro, um dia como outro qualquer, a não ser para mim e meus pais.
DESENHAR: UMA NARRATIVA DO MUNDO INFANTIL
Eça de Queiroz
Dicas para o trabalho com jornais no Ensino Médio
Os estudos linguísticos realizados com perspectiva textual vêm ganhando espaço desde a década de 1980 e se consagrando no ensino de língua. Nesse período, começou-se a repensar esse ensino e, desde então, novas teorias e técnicas foram criadas no sentido de procurar ensinar língua com base em textos.
Uma espiadinha no mundo real
Uma das teses que o filósofo francês Michel Foucault defende em um de seus livros mais famosos, As palavras e as coisas, é de que com a mudança das épocas o centro do pensamento ocidental mudou seu objeto. Segundo ele, foi apenas na contemporaneidade que o homem apropriou-se desse lugar de prestígio. Houve uma ruptura com a época anterior, quando Deus era o critério; era Ele que estava nesse lugar privilegiado. Tal mudança de objeto de interesse, porém, ainda é criticada por Foucault. Talvez inspirado pela inconformidade nietzschiana, o filósofo defende o surgimento de uma nova episteme a fim de superar esse “humanismo” ainda sustentado pelos alicerces cristãos.
Quem educa os filhos?
É importante cuidar da alimentação e da saúde dos filhos, mas é relevante também observar as motivações, as frustrações e o desenvolvimento de suas emoções, a fim de obter informações que, se analisadas devidamente, geram ideias sobre como educar de forma mais direta e mais acertada. Assim, as chances de errar diminuem consideravelmente. Porém, impõe-se um obstáculo colossal frente a essa situação: muitos pais não estão suficientemente próximos dos filhos. E agora?
Velhos “remédios” na educação carioca: educar para quê e como?
Maria Luiza Oswald
Museu Nacional
Em junho próximo, o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro completa 191 anos. Para comemorar a data, a unidade lançou um novo site com imagens belíssimas de seu acervo de 3.000 peças que compõem as exposições abertas ao público.
Valsa com Bashir
Desde 3 de abril, está em cartaz no circuito brasileiro Valsa com Bashir, um documentário em longa-metragem sobre o massacre de palestinos durante a guerra entre Israel e Líbano ocorrida em 1982. Produção franco-germano-israelense, dirigido por Ari Folman, o filme tem sido destaque ao redor do mundo não só pelo seu resultado final (como obra cinematográfica e pelo roteiro bem resolvido), mas principalmente pela escolha da linguagem gráfica utilizada. Folman utilizou animação para retratar os horrores da guerra, resgatados a partir de suas próprias lembranças e de depoimentos de sete colegas do exército.