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Filho da... professora

Como escrevi aqui algumas semanas atrás (no texto  Globalização dos idiomas), desisti de ficar irritada com a indiscrição das pessoas que utilizam o celular nos espaços públicos; ao contrário, as narrativas da vida alheia passaram a ser um ótimo passatempo nas minhas viagens de ônibus. É a síndrome do big brother auditiva. Poucas vezes, porém, o ditado “é melhor escutar isso do que ser surdo” caiu tão bem como em relação à conversa que escutei semana passada. No começo até simpatizei com a moça. Pela voz, pelo vocabulário e pelo tipo de papo, ela devia ter cerca de 30 anos. Conversava com uma amiga, a quem agradecia o apoio naquele momento tão difícil de sua vida, dizia que ela era seu “anjo da guarda”.

Cinema Brasileiro

Em um dia de 1898, o italiano Afonso Segreto filmou fortalezas e navios de guerra na Baía de Guanabara de dentro do navio Brésil. Foi o primeiro registro de imagens em movimento no nosso país. Assim como nossa literatura, que tem como marco inicial a carta de Pero Vaz de Caminha, nosso cinema também começou com a visão de um estrangeiro sobre o Brasil. Se as influências de fora são inevitáveis em uma ex-colônia, o site de Osires Fortunato mostra que o cinema nacional conseguiu construir uma identidade – ou várias identidades. Sua pesquisa constante desde 1997 mantém um site com uma variedade de ricas informações.

Educar é criar

Apesar das tentativas de ruptura com o tradicionalismo conservador, a educação – ou, melhor dizendo, o sistema escolar do qual fazemos parte – permanece insatisfatória.

Bens comuns e bem viver

A crise climática, de algum modo percebida pelas mais diferentes pessoas a partir de seu cotidiano, virou senso comum. Com isso, vivemos um daqueles momentos raros da história humana em que é possível instaurar um debate sobre os próprios fundamentos do nosso modo de vida. Basta extrair do senso comum o bom senso transformador, no exato sentido que lhe deu Gramsci falando da constituição de movimentos irresistíveis de transformação com capacidade de conquista de hegemonia na sociedade – reconhecimento e convencimento político e cultural da legitimidade e justeza da causa por amplos setores no interior da sociedade civil, o berço da cidadania.

As Revoluções Industriais, as invenções e a educação

O fenômeno das Revoluções Industriais foi causador e causado por grandes invenções, como a do motor a vapor; posteriormente, a eletrificação, que revolucionou o ’tudo’ no ‘todo’ até os dias recentes, como foi revolucionária a mudança da caça nômade para a agricultura sedentária, que permitiu o aparecimento das civilizações humanas, pois havia bastante tempo para que as pessoas se alimentassem, para aprender a ler e escrever, a desenvolver as artes e construir monumentos etc. Nos intervalos das invenções, as pessoas criavam as tais novas janelas de oportunidades, ou seja, os latecomers. Essas janelas no tempo e ao longo dele sempre foram condições fundamentais para o avanço encadeado. O motor de combustão interna conduziu à maior indústria do mundo, mas não causou uma revolução econômica. Asseveramos que os avanços em conhecimentos básicos e em tecnologias radicalmente novas não aconteceram sempre por acaso; foram exigências do capital, de necessidade do jogo do capital, do capitalismo.

Machado e Wisnik: popular, erudito e acadêmico

Pestana é um pianista, compositor de polcas célebres e frustrado por não conseguir compor obras clássicas. À primeira vista, o resumo do conto Um homem célebre não parece muito sedutor. Parece que lhe falta um gancho que chame a atenção do leitor e mesmo um toque de originalidade. Machado de Assis publicou o conto na Gazeta de Notícias em 1888 e, em livro, oito anos mais tarde. Pode-se dizer que a narrativa das angústias de Pestana seja em si motivo de interesse, uma vez que o estilo de Machado já estava amadurecido e a escrita fluía com domínio pelas mãos mulatas do escritor.

A Organização da Educação Profissional no Brasil

Com o advento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), pode-se afirmar que os legisladores reconheceram a importância da relação entre educação e trabalho e da Educação Profissional ao dedicar o Capítulo III do Título V – "Dos níveis e das modalidades de educação e ensino" - à Educação Profissional, tratando-a na sua inteireza, como parte do sistema educacional.

Os games e o cinema: quem influencia quem

Cada vez mais o cinema, principalmente os filmes americanos, têm apresentado uma estética parecida com a dos games. Isso sem falar de filmes inspirados em jogos de sucesso. Por sua vez, a indústria de games se aproveita do sucesso de alguns filmes para lançar jogos inspirados neles. Muitas vezes os games são lançados simultaneamente ao filme, como foi o caso recente de Alice no país das maravilhas, filme de Tim Burton. Mas, na verdade, quem influencia quem? O cinema influencia a criação de videogames ou os games influenciam o cinema?

Porque a vitória não basta

Quando a gente publica artigos em jornais ou na Internet sempre se expõe a recriminações. Neste tempo de euforia nacionalista, que vem sazonalmente em época de copa do mundo, levantar questões sobre a pertinência de torcer ou não pela seleção canarinho pode soar muitas vezes como uma espécie muito peculiar de imprudência particular.

Cronópios literários

Cronópios são personagens criados pelo escritor argentino Julio Cortázar, um tanto distraídos, com almas de artista e meio desorientados dentro da ordem social. Podem também ser chamados de preguiçosos ou desanimados. Outros personagens que convivem com eles são os famas, de perfil mais prático e mais adaptados ao mundo. Os cronópios têm mais o espírito do próprio Cortázar, que dizia, inclusive, se considerar um deles. E é esse espírito que rege o site cronopios.com.br, que trata de literatura e de cultura em geral com leveza, sem ser superficial, através de artigos, críticas e ensaios. Além disso, obras de ficção também são publicadas, o que evita a sensação de que é apenas mais um site de críticas, mas formado também por escritores. Não há uma apresentação dos editores ou uma proposta formal do site, mas a organização de seu menu é auto-explicativa e seu conteúdo traz uma riqueza que vai se tornando rara na rede, em tempos de Twitter.