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Orquestração: o timbre e suas particularidades expressivas em Ma Mère l’Oye

Através deste trabalho, procurou-se atingir – além da parte puramente técnica – horizontes poéticos que se extraem da oportuna coincidência de diferentes sons orquestrais e os mais variados efeitos de instrumentação. Trataremos neste artigo da poética dos sons em seu aspecto mais sutil: o timbre, na obra de um dos maiores compositores e orquestradores da história da música: Maurice Ravel (1875-1937). Além dos diversos tratados, também Ravel – através de sua obra musical – revela a importância de eleger o timbre como força expressiva máxima da contemporaneidade musical. É óbvio que, inicialmente, o estudante deve se iniciar na arte da orquestração de forma gradual: primeiramente reconhecendo a sonoridade própria de cada instrumento que compõe a orquestra, depois combinar os instrumentos e seções, e, paulatinamente, agregar novos timbres ao grupo orquestral ou mesmo formar novos grupos timbrístricos . Nesse particular, a suíte Mamãe Ganso revela-se uma preciosa tapeçaria, mostrando artifícios sonoros que vão muito além da originalidade.

Homens sábios

Adolfo gosta de futebol. Torce para o Bayern de Munique e, do alto de seus dez anos, não se lembra da seleção alemã ter perdido a final da Copa do Mundo para o Brasil, em 2002. Seu pai o leva para ver alguns jogos, comprou a camisa vintage branca e preta, de 1974, e diz que Adolfo pode ser um grande jogador, se treinar bastante. Adolfo nasceu na Costa do Marfim, mas foi viver na Alemanha com os pais ainda muito pequenino. O pai é alemão, trabalha como contador e casou-se em 1996 com a mãe de Adolfo quando foi trabalhar em uma firma de exportação alemã que tinha filiais na África. A mãe de Adolfo se formou em Administração no Congo e foi trabalhar na Costa do Marfim, onde conheceu aquele alemão branquíssimo, de olhos muito pretos. Adolfo é mulato, de olhos castanhos.

A globalização e os idiomas

Por mais que não se queria entrar na intimidade alheia, depois do advento do celular isso se tornou um tanto difícil, principalmente para quem não é eremita, misantropo ou surdo. Basta circular pelas ruas, frequentar restaurantes, andar de elevador, ou estar em qualquer espaço público para “ficar por dentro” involuntariamente da vida daquela pessoa que está ao seu lado e que você nunca viu antes (e provavelmente nunca mais verá). Para os usuários de transportes coletivos, como eu, o único jeito de escapar do blábláblá imposto pela vizinhança é refugiar-se no i-pod ou concentrar-se em uma leitura para lá de interessante. A primeira opção não uso por motivos de segurança; a segunda, porque me causa tonteira. Mas se antes ficava irritada com a indiscrição das pessoas que, aos berros, davam detalhes da noite anterior, do caráter duvidoso da colega de trabalho ou da doença da mãe, relaxei: é algo que não tem como controlar, só me resta aceitar. Foi assim que, à minha própria revelia, comecei a deleitar-me com os fiapos de conversa dos indiscretos que não estão nem aí para quem está ao seu redor. Legal também é que, pelo o que a pessoa fala, a gente pode brincar de adivinhar a profissão, o estado civil, o time, a religião, as preferências políticas, sexuais... Torna-se uma espécie de jogo. À primeira vista, o último papo que escutei não tinha nada de interessante: nem drama mexicano, nem romance arrebatador. Era simplesmente uma supervisora, gerente ou algo assim que dava ordens a uma subordinada. Apesar do conteúdo pouco estimulante, chamou-me a atenção não o que foi dito, mas sim o modo como foi dito. Comecei a pensar na diversidade existente em nossa língua, o modo como ela é usada de acordo com a classe social, a profissão, a tribo e a idade do falante, entre tantas outras variantes. Pelo que pude “pescar”, a moça trabalhava em uma empresa de medicamentos e, dentre as várias funções que exercia, coordenava uma equipe que montava stands para divulgação dos produtos em feiras especializadas.

Cidadania, democracia e Estado

Na conjuntura eleitoral, que se abre com a definição das candidaturas para a Presidência da República, começa a emergir com grande força o tema do papel do Estado entre nós. Avalio que a importância do tema crescerá na medida em que a campanha eleitoral avance, tornando-se assim uma questão central nas opções que cabem à cidadania fazer pelo seu decisivo voto em outubro próximo. Aliás, esta vem sendo a grande questão na onda democratizadora que levou ao esgotamento da ditadura militar e à constituição de governos civis, da Nova República com Sarney até o Governo Lula. Vale a pena mergulhar mais fundo neste debate e avaliar o que, afinal, está em jogo.

Uma crônica em português

Pela janela do flete observo a rua. Pessoas andando pelas calçadas. Carros com frenéticos motoristas em pleno horário de ruche. Num autedor, um leiaute de escritório bem funcional. Escrivaninhas com desquetopes embutidos, armários e tudo o mais. É o pessoal do márquetim atacando para valer.

Filmes animados - modo fácil de fazer

“Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão.” O mote de Glauber Rocha se tornou palavra de ordem para gerações de diretores brasileiros, que até hoje sofrem com capacitação de recursos e ideias que só podem se realizar por meios alternativos. A máquina digital, hoje, é apontada como um meio barato de fazer cinema, mas, como a tecnologia anda mais rápido do que costumava andar, talvez já exista algo mais funcional e mais barato quando este texto for publicado. De qualquer forma, ter uma câmera no tripé, um computador com os softwares certos, uma cartolina na mesa e um monte de massa de modelar nas mãos já nos deixa habilitados a contar uma história animada. História com movimento, que é o cinema.

Festa de papel - os festivais literários

Os alunos da Universidade Federal de Ouro Preto se espalham pelas almofadas, deitados em frente ao palco do Cine Vila Rica. A primeira impressão é de que acadêmicos e o público com mais de 30 escolheram as poltronas confortáveis do cinema. Mas não, aos poucos podemos ver professores e organizadores deitados também nas almofadas. E, no palco, José Miguel Wisnik falava sobre a morte (ou não) da canção, com o auxílio luxuoso e fundamental de Arthur Nestrovski. Era o encerramento da quinta edição do Fórum das Letras de Ouro Preto, organizado pela heroína Guiomar de Grammont, umas das componentes da dança formada pela plateia, ao final da palestra de Wisnik e ao som de sua música. Aquela dança era a confirmação de que um encontro literário pode ser uma festa tão animada quanto qualquer outra, com a vantagem de se ter discutido e ouvido arte em forma de poemas, narrativas e histórias.

Site de dicas

Este site da vez traz tanta coisa que só fuçando muito para ficar por dentro de todo o conteúdo. Trata-se de uma reunião de sites sobre Escola, informática, educação, crianças... Aliás, é este o nome que aparece no alto da página inicial. O nome do site, porém, é Dicas para Pais e Educadores – dicas de Educação infantil e Informática.

Sobre a lembrança e o esquecimento: o fenômeno do historicismo no século XIX e a crítica de Nietzsche ao excesso de memória

Para compreender a perspectiva de Nietzsche sobre o ser humano como um ser que precisa esquecer para agir de forma decisiva, trataremos do modo como considera a relação entre a lembrança figurada na historiografia e o esquecimento. O sentido positivo do esquecimento em seu pensamento aponta para uma concepção de humanidade completamente distinta do ideal das filosofias da consciência e da representação da modernidade, assim como dos objetivos historicistas, pois o esquecimento é algo que escapa à consciência, é justamente aquilo que não é consciente em meio do que a frágil consciência está lançada. O esquecimento, justamente desse modo, viabiliza o funcionamento da capacidade criativa como contraposição ao valor – também importante – da lembrança que, como presente, estabiliza o que já foi criado.

Minha aluna Vivian

Há uns seis meses apareceu uma mensagem na minha conta da rede Orkut: “Ahhhhh, até que enfim encontrei você!!!!” assim mesmo, com essas repetições enfáticas. Claro que eu me lembrava da Vivian, minha aluna uns dez anos atrás, que eu não via desde que ela concluiu o Ensino Fundamental.