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Uma cara da poesia de hoje: Reynaldo Castro

Sei pouco de Reynaldo Castro, a quem convido hoje para viajar conosco. Eu o conheci às vésperas do golpe de 64. Precisamente no dia 30 de março. Sua mulher de então ficou minha amiga e voltamos a nos ver em algumas ocasiões. Reynaldo tinha sido parte do grupo de poetas que se reunia na "Praça da Biblioteca", em São Paulo, no final dos cinquenta, e que pesou muito na cara que tem nossa poesia hoje: Jorge Mautner, Mario Chamie, Escobar, Edwaldo Cafezeiro, os irmãos Campos e mais gente que agora o nome me escapa, mas que alguém há de me lembrar. Todos bons poetas, todos combativos, às vezes indo às vias de fato até entre eles.

Que educação é essa?

Analisando com olhos pedagógicos, a situação educacional do Brasil dá para chorar e prantear e gritar de dor pelos milhões de jovens que conseguem ultrapassar todo tipo de barreira e entrar nas instituições escolares. Dói, mas dói muito, ver como os estudantes ainda acreditam no poder da escola e ter pleno conhecimento da imensa decepção que logo logo os assola! Eles chegam eufóricos, sim, porque mesmo quando é “gratuito”, não sai barato. É caro, muito caro, para entrar.

Mundo Jovem

O jornal Mundo Jovem foi inaugurado no Seminário Maior de Viamão-RS, em 1967. Em 1972, passou para a PUC-RS e até hoje permanece lá. A longevidade do veículo talvez se deva à abordagem variada de temas, à linguagem direta, sem frescuras, bastante adequada à proposta de conteúdo do jornal, de inovar. Foi dessa bem-sucedida empreitada que surgiu o site Mundo Jovem.

Educandário Monte Alverne

Saí do Colégio João Antônio na quarta-feira com a alma tranquila. Andi apareceu na aula. Chegou calçado, com um aspecto mais saudável que de costume. Pela primeira vez, desde que o ano letivo começou, dispôs-se a realizar um trabalho: pedi aos alunos da turma 503 que comparassem a civilização egípcia com os tempos modernos. Mesmo entendendo muito pouco do que ele quis dizer com aquelas palavras tortas, rasuradas – suas ideias não chegavam a formar frases –, para estimulá-lo a recuperar as notas baixas do bimestre passado carimbei um nove e meio, frisando a nota com um enfático “Muito bom!!”. O menino pegou o exercício cheio de garranchos ininteligíveis, soltou um riso que interpretei como de satisfação e foi embora. Será que iria mostrá-lo à sua avó? A pergunta ecoava em minha mente enquanto me dirigia ao Educandário Monte Alverne. Às quartas e quintas, das 15 h às 17 h, leciono ali.

A educação na Grécia Antiga

A educação é um dos meios pelos quais os valores espirituais e físicos do homem são conservados e passados. Ao comparar a educação da Antiguidade grega com as grandes civilizações do Oriente, é fácil observar um grande salto da primeira em relação às outras. Não é à toa que a Grécia Antiga é apontada como berço da civilização ocidental. A educação do homem grego – a Paideia – visava formar um elevado tipo de homem. Diferente da concepção oriental, em que o homem ideal era considerado alguém sobre-humano, uma espécie de homem-deus que ultrapassava a medida natural, a Grécia apresentou uma nova visão de homem, em que ele era a medida das coisas. A partir daí surgiu a questão da individualidade (embora longe de se confundir com o cultivo da subjetividade característico da Modernidade).

A função social da vergonha

Esse artigo é dedicado aos sem-vergonha da própria vergonha (Desculpe, Nietzsche, mas eu tive que escrever isso)

Na Paraíba o ensino é gratuito

Soubemos que estava no Rio um dos tantos educadores que, por este Brasil afora, fazem de sua profissão um sacerdócio, servindo de exemplo à massa dos outros que a transformaram num comércio ou numa sinecura. Fomos encontrá-lo no Ministério da Educação, onde passa os dias à espera de que o famoso Conselho Universitário resolva o seu problema, na verdade tão simples, mas que a burocracia faz o possível para comp1icar. Ele veio da Paraíba especialmente para pedir autorização ao Conselho para o funcionamento da Faculdade de Filosofia de João Pessoa. Está aí há mais de vinte dias e ainda não conseguiu a preciosa assinatura. Fica sempre para a próxima reunião, pois os membros do Conselho juram que nunca “se deve fazer hoje o que se pode deixar para amanhã”. Enfim, pode ser que a esta hora já esteja tudo resolvido (pois “hoje já é depois de amanhã”) e que o nosso paciente professor já possa voltar para seu estado e continuar sua obra, que é das mais relevantes para a educação do povo brasileiro.

A nova geopolítica das nações
Economia, Geografia, História e Sociologia

Foi a necessidade de financiamento das guerras que esteve na origem desta convergência entre o poder e a riqueza. Mas, desta vez, o encontro dos "príncipes" com os "banqueiros" produziu um fenômeno absolutamente novo e revolucionário: o nascimento dos "Estados-economias nacionais". Verdadeiras máquinas de acumulação de poder e riqueza que se expandiram a partir da Europa e através do mundo, numa velocidade e numa escala que permitem falar de um novo universo, com relação ao que havia acontecido nos séculos anteriores. (Fiori, 2004, 34)

A mosca no vidro

“A filosofia entra no jogo quando a linguagem sai de férias”. Li alguma coisa do tipo em um livro do pensador austríaco Ludwig Wittgenstein, mas não consigo lembrar exatamente onde. Wittgenstein foi o meu primeiro grande anti-herói filosófico. Frases como essas estavam espalhadas em uma grande quantidade de escritos deixados por ele em Cambridge. Caixas e caixas de sapatos cheios de fragmentos; aforismos em livros, fichas em catálogos, dois cadernos, um marrom e um outro azul, cheio de anotações. Essa foi a herança deixada por esse sujeito estranho, filho de um grande industrial do aço do império austro-húngaro, herdeiro de uma das maiores fortunas do entreguerras; um jovem inteligente e emocionalmente instável, que cursava engenharia aeronáutica no começo da década de 1910 e acabou encontrando Bertrand Russell, um dos grandes ativistas e pensadores do século passado e foi desviado do seu intento de inventar o avião (era nisso que ele trabalhava antes de ter contato com lógica matemática e resolver se dedicar ao trabalho filosófico).

Agosto: mês do desgosto

Já tem um tempo que não escrevo uma crônica, mas é tão boa esta escrita assim, “despreocupada”, esta falta de compromisso... Toda leitura e escrita deveriam ser assim: fontes de prazer; só leio e escrevo aquilo que me desperta interesse e que é significativo pra mim. Boa é a demora que torna o caminho seguro. Não gosto nem de lembrar daquelas enormes redações que eu tinha de escrever contando as minhas férias. Bom mesmo é escrever assim, aquele pensamento que surge, aquela vontade enorme de colocar pra fora aquela ideia, por menor que ela seja. Quase não vi minhas professoras lendo ou escrevendo algo  diferente  nas aulas. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.