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Diferente sim e daí: uma reflexão acerca da diferença em contos e filmes infantis

Neste artigo, busco fazer um diálogo com meu artigo anterior a respeito da diferença em leituras destinadas à infância. Mas, diferentemente da análise de livros, veremos agora dois contos infantis, A Bela e a Fera e Shrek, e suas adaptações para o cinema: o primeiro, um clássico da Disney (1991); o outro, produção recente da Dream Works (2001). Ambos trazem ideias acerca do respeito, convívio e aceitação das diferenças a partir do questionamento de alguns padrões de beleza.

Meu aluno Everaldo

Assim que cheguei à escola, recebi a notícia: iríamos perder a sala da biblioteca, no térreo do prédio, porque seria transformada em sala de aula para atender a um aluno deficiente físico do turno da tarde. Nada mais justo do que fazer essa mudança, mas nossas estantes foram para o fundo da sala do laboratório de ciências – que, aliás, nunca havia sido usado. A bem da verdade, de laboratório só tinha as bancadas e as instalações de água e gás. Nem torneiras tinha.

Como é possível algum discurso sobre a arte na contemporaneidade?

No decorrer da história do Ocidente, o significado do termo arte foi razoavelmente preciso, pois para identificar se algo era ou não arte, havia critérios objetivos, até mesmo empíricos, pois bastava ver se a obra em questão era uma pintura sobre uma tela, uma escultura, uma peça musical, um poema etc. A partir dessa identificação prévia, com a identificação de características específicas de técnicas e escolas das artes particulares, julgava-se se a obra em questão era boa ou má arte, se evidenciava o trabalho de alguém com talento excepcional ou mediano. Ou seja, havia critérios para determinar o que era arte e, além disso, se era boa arte ou não. Esses critérios se vinculavam diretamente a normas rígidas da produção da obra, como a presença de habilidades técnicas fundamentais na pintura, a capacidade de delinear bem os contornos na escultura, a métrica do poema, os campos harmônicos e a obediência rígida às escalas tonais na música.

A Varanda do Frangipani e os personagens do silêncio

Mesmo não sendo um livro tão recente, este romance de Mia Couto, publicado em 1996, merece nossa atenção. Afinal, a obra de arte (no caso, literária) não tem idade ou validade; ela empreende o arrebatamento de quem se disponibiliza a recebê-la sem se ater à cronologia de uma dada época, causando espanto e incitando belos e fundamentais momentos de questionamento. Obviamente, uma obra de fato não se restringe ao elogio acadêmico ou ao sucesso comercial, nem se detém num aglomerado de palavras vazias, fúteis, de simples entretenimento; é aquela que possibilita a abertura ao pensar, que convoca para a tensão de caminhar rumo ao inalcançável, fazendo-nos lembrar de nossa perene condição de habitantes da liminaridade entre vida e morte, ser e existir.

História das mentalidades

De acordo com Jacques Le Goff, temos novas maneiras de ler a História, principalmente a social. Tudo havia sido transformado, e novamente a maneira de perceber a História se modificava metodologicamente. Saber como se deu o tudo acabava sendo mais um novidadeiro e estrondoso desafio, com novos pensadores do tempo historiográfico no mundo e para o mundo, com foco na História das Mentalidades. Para ele, mentalidade vai além da história. É, inicialmente, ir ao encontro de outras ciências humanas.

Mary e Max – uma amizade diferente

Mary e Max – Uma amizade diferente, longa-metragem em animação que está em cartaz no circuito brasileiro, aborda uma amizade improvável entre um nova-iorquino de 44 anos e uma menina australiana de oito. Ambos são solitários e, apesar das diferenças de idade e de cultura, o relacionamento vai se estabelecendo na base da confidência e do apoio mútuos, através das inúmeras cartas trocadas entre eles ao longo de 18 anos.

A interpretação de Umberto Eco

Umberto Eco se preocupa com o exagero da interpretação que ocorre na leitura. Seria apenas mais uma preocupação filosófica neste vasto mundo de questionamentos se a interpretação de textos não fosse um dos pontos mais polêmicos entre leitores e acadêmicos, entre alunos e professores. Quando o pensador italiano, ao estudar a dialética entre o direito do texto e o direito do intérprete, diz considerar este último exagerado, pode querer dizer que existe um limite para a interpretação. E, se existe, qual será?

Racismo Ambiental

“Chamamos de Racismo Ambiental as injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e outras comunidades, discriminadas por sua origem ou cor”. Assim se apresenta o grupo de Combate ao Racismo Ambiental, criado em 2005 com o objetivo de definir estratégias de apoio e estabelecer uma rede entre os grupos que promovem a defesa desses grupos étnicos.

Cinema e música no Brasil de todos os santos

Muito antes da mágica dos irmãos Lumière em 1895, o significado e a função do que viria a ser a música do cinema já estavam nas obras de música programática, dramas musicados e nas óperas. O cinema é também uma forma de projeção em tela do teatro e seria acompanhado musicalmente de forma brilhante, a dar variados significados às inúmeras ações, cenas e personagens. Mesmo antes de o cinema contar histórias, a música passou a fazer parte do cinema mudo. Em geral, eram mesmo os pianistas ou organistas improvisando sobre as imagens, quando não utilizavam temas já conhecidos, para acentuar-lhes o espírito, o clima, a emoção.

A nova sala de aula

Paulo Brites