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Em busca do gosto perdido
Sapoti, jambo, jabuticaba, pão de queijo, bolo de fubá... Comidas com gosto de infância, de comer rezando devido às recordações que trazem. Já que o tempo da meninice é geralmente uma época feliz, é lá que estão nossos melhores paladares. E nisso somos todos iguais.
Acordo ortográfico da Língua Portuguesa visa unificação das grafias, não exatamente sua simplificação
Para alcançar a unificação da grafia empregada em todos os países da Comunidade de Países da Língua Portuguesa, o acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada em Portugal quanto algumas do Brasil. Os outros países lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste) já adotavam quase completamente a grafia lusitana, ainda que estivessem sendo influenciados pela forma brasileira, em função do acesso que passaram a ter à nossa literatura. Um fato importante de ser registrado é que essa mudança de que tanto se está falando se refere apenas à forma de escrever, não à pronúncia que utilizamos. Não precisaremos falar pinguim ou cinquenta (sem pronunciar o u) ou até toneis (com o e fechado, como teia) porque mudou a escrita. A forma de pronunciarmos as palavras permanece.
Raízes de uma escola de inclusão social e sociocultural cidadã para apresados recuperáveis: uma sugestão
As razões que nos moveram a pensar em uma escola de inclusão social e sociocultural cidadã para apresados recuperáveis foram de caráter puramente sentimental, preservacionista e dinamizador. A primeira razão ressalta o respeito à memória de toda a população hoje. A segunda refere-se à nossa vontade de recuperar uma referência identitária do mais comum jovem desamparado, que vagueia por aí, componente do conjunto patrimonial e histórico do Brasil recente da pós-escravidão. Nossa terceira razão é a recuperação desse jovem: possibilitar a criação de um espaço multifuncional para atividades variadas do lúdico, tanto no campo cultural quanto no educacional. Assim, recuperá-lo constitui a reversão de um bem em benefício do brasileiro como um todo.
Desabafo: mas o sonho continua...
Sou filha de professores. Carioca, 46 anos, há 15 morando em Nova Friburgo, qualifiquei-me como Pedagoga, pós-graduei-me em Psicopedagogia Institucional e pude comprovar como o seio da educação está vazio de ideais, de vontade, de seriedade e de qualidade. Fiz tudo que estava ao meu alcance como professora pesquisadora e educadora para tentar reverter este quadro. Passei por quatro governos e, com muita tristeza, vi a educação em Nova Friburgo andar para trás. Enfraquecer.
Ensinar é aprender
Ensinar não é transmitir conhecimentos. O educador não tem o vírus da sabedoria. Ele orienta a aprendizagem, ajuda a formular conceitos, a despertar as potencialidades inatas dos indivíduos, para que se forme um consenso em torno de verdades e eles próprios (os estudantes) encontrem suas opções.
Rascunho
O site Rascunho é a versão on-line do jornal literário Rascunho, de Curitiba. À primeira vista já se percebe que o site é bem frequentado: escritores como Dalton Trevisan, Affonso Romano de Sant’Anna e Lygia Fagundes Telles já lançaram trabalhos inéditos lá.
Cartas, poemas e rosas
Por mais que um dos correspondentes tenha o zelo de um arquivista, como Drummond, ou a paixão pelas cartas, como Mário de Andrade, certezas passam ao largo do universo das correspondências. Cartas se perdem, outras são escritas sem que nunca venham a público – o que confirma o abismo entre esse discurso e as verdades absolutas e, também, sua vocação para a imprecisão e o fragmento.
A morte de Machado de Assis por Euclides da Cunha e Rui Barbosa
Quebrando, de certa forma, seu compromisso com a imortalidade, Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908, quando a Academia Brasileira de Letras ainda tomava fôlego para alcançar o futuro. Segundo diziam, morreu em consequência das saudades que sentia de Carolina, sua mulher, morta quatro anos antes, cuja ausência fizera muito mal à saúde do escritor. Dia 1° de agosto ele comparecera a uma última reunião da ABL, e ainda na véspera de seu desaparecimento passeou pela cidade com José Veríssimo. Mas nem o convívio com os amigos nem o trabalho intelectual foram capazes de reverter o triste rumo dos acontecimentos.
Criando e recriando a história da educação
A primeira coisa que esquecemos quando nos tornamos “adultos” é a arte de sonhar; a criatividade esvai e somos acorrentados pelos fantasmas da realidade.