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MPB Cifrantiga
Acostumado a procurar letras de músicas na rede, acabei encontrando um lugar diferente. Normalmente, os sites e blogs limitam-se a dar as letras e, menos comum, essas vêm acompanhadas das cifras. Raríssimos, como o MPB Cifrantiga, oferecem as duas juntas e, de quebra, a história de algumas dessas composições.
Desigualdade, injustiça ambiental e racismo
Em seu artigo "Desigualdade, injustiça ambiental e racismo: uma luta que transcende a cor", Tania Pacheco nos apresenta o conceito de Racismo Ambiental e discute a importância de se posicionar contra quaisquer formas de desigualdades, respeitando a diversidade cultural e construindo a possibilidade de uma cidadania plena entre nós. Para Tania, índios, nordestinos, pescadores, populações ribeirinhas, entre outros, mesmo não sendo alvos de rótulos claramente racistas, são igualmente vítimas de preconceito.
Creio porque absurdo
Amanheci o dia procurando uma edição do livro de Edgar Allan Poe, "Histórias Extraordinárias". Tudo porque queria lembrar o nome de um conto. A história é a de um assassino que, perseguido pelo fantasma de sua vítima, acabava enlouquecido, confessando seu crime ao primeiro policial que via na rua, suplicando para ser preso. Esse é um tropo recorrente na literatura. Shakespeare teve seu MacBeth, de cujas mãos o sangue não saía. Dostoievsiki produziu Raskolnikhov, o mais humano dos assassinos, para defender a tese de que não é possível fugir dos sentimentos morais que nos constituem.
"O grande desafio será mundializar o FSM"
Cândido Grzybowski, Director Geral da Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e um dos membros fundadores do Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre, concedeu uma entrevista ao jornal Meianoite, em Nairobi, no Quênia, onde foi realizado o FSM de 2007. Entre outros assuntos, Grzybowski faz o balanço do FSM e explica o seu significado político para África, continente que acolheu este evento pela primeira vez na história. Diferente dos que continuam a dizer que o FSM é um espaço aberto para as massas, Cândido prefere apelidá-lo de uma "elite das organizações da sociedade civil", uma vez que não representa exatamente as bases. Traça os desafios do FSM, como uma organização da sociedade civil global e adivinha dias difíceis, em termos de organização do mesmo. Por isso, em 2008, ainda segundo ele, a ideia é não se organizar o FSM, mas sim manifestações nacionais coincidentes com o Fórum Econômico de Davos.
"AO DESAFIO DO OLHAR", A SOCIEDADE PARALELA NA CONFIGURAÇÃO SOCIOCULTURAL CRIOULA BRASILEIRA.
O Rio de Janeiro, ao final do século XIX, final do segundo reinado do primeiro Rei crioulo brasileiro Pedro II, vivia uma fase de grandes desafios. Verificá-los com a profundidade que merecem e exigem, requer finura de observação de qualquer observador mais atento, representa um verdadeiro "Desafio do Olhar". Tais comportamentos nos atrevemos agora aqui. Um deles era o de conter a escalada da violência das Maltas de Capoeiras. Esta abria espaços na construção de uma fantasia que paralisava o pensamento e as ações, aumentando o sentimento de impotência da cidade. Quando a violência assume proporções de entidade onipresente e onipotente, acaba por transformar-se em algo incoercível e imbatível, como podemos sentir. Entretanto, no momento em que observamos os atos violentos por outro ângulo, percebemos que a pretensa homogeneidade e invencibilidade do fenômeno, não correspondem às atitudes criminosas reais do sujeito, ou seja, o capoeira, elemento que retrataremos aqui como figura central, isoladamente não é significante nem significativo para nossa pesquisa. A ele aplica-se meramente uma análise tipológica de comportamento. Mas, se contemplarmos Maltas, em sua lógica de composição, comportamento e ação, veremos configurado um outro horizonte, bem mais interessante à nossa abordagem porquanto constituiam-se em verdadeiras organizações criminosas que se institucionalizavam sempre na clandestinidade.
João Cabral, nas águas do idioma pedra
A Soledad Barrett, Gregório Bezerra e Luiz José da Cunha, o Comandante Crioulo, memórias que vivem na pedra e na alma.
Acertando expectativas sobre aquecimento global
Até o fim do século XXI, a elevação do nível do mar provocada pelo efeito estufa não vai engolir as cidades litorâneas do Brasil. Muito menos se espera que todas sejam atingidas da mesma forma e, menos ainda, que a maior parte da população brasileira esteja sujeita aos efeitos dessa elevação. Essa foi uma das revelações feitas pelo professor José Miguez durante o seminário Contribuição Humana à Mudança do Clima da Terra: aspectos físicos e repercussões sócioeconômicas, realizado na Coppe/UFRJ, dia 7 de março.
Dia 2 de fevereiro é dia de festa no mar!
Já não posso ser o primeiro a saudar Yemanjá, pois é de tarde. Mas tentei, à vera, ser o primeiro há 42 anos. Só que não dava. Eram muitos primeiros. Uma multidão cobria o Rio Vermelho. Cada vez que vou no bairro sinto uma grande emoção, apesar de todas as modificações por lá acontecidas.
As flores e espinhos do filme de João Jardim: Pro dia Nascer Feliz
Do mesmo diretor de Janela da Alma, este segundo longa de João Jardim Pro dia Nascer Feliz, também acaba abrindo janelas e penetrando na alma dos entrevistados, desta vez, adolescentes estudantes do ensino médio.
Projeto Vila Viva
Você reconhece a marca de um de tênis sem precisar olhar a etiqueta? E a marca de um carro, você é capaz de identificar à distância? Não é incrível que produtos como esses sejam facilmente identificáveis e nomes de árvores ou de passarinhos que estão à nossa volta, ao contrário, sejam completamente desconhecidos da maioria da população?