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Universidade, ciência e desenvolvimento

O ensino superior privado cresceu muito no Brasil nos últimos anos – e não apenas no sentido quantitativo: as instituições privadas estão ganhando também em qualidade. Engana-se quem continua acreditando que as faculdades particulares estão interessadas apenas no lucro. Há educação de qualidade em muitas dessas instituições; grandes centros de ensino e pesquisa começam a se firmar, e a migração de professores doutores para as universidades privadas é uma constante. Algumas das melhores universidades do mundo são pagas – Harvard (fundada no ano de 1646) é um exemplo –, e o Brasil caminha nesse sentido (a barreira do vestibular há de ceder lugar a um novo obstáculo, o preço das mensalidades. Só estudará em algumas das melhores instituições quem puder pagar, como já acontece em boa parte do mundo). 

Falar de música. Falar de poesia

Mesa se chama mesa, mesmo se usada como cadeira, ou melhor, assento. Assim como um tanque de lavar roupa continua sendo chamado tanque de lavar roupa, mesmo que funcione como uma pia de lavar louça. Sei que a analogia pode parecer estranha, mas sempre me pergunto: por que uma letra de música precisa ser chamada de poema para tornar-se meritória? Não discuto as semelhanças vistas de imediato no que diz respeito à forma, mas é inegável que o espaço de funcionamento de cada uma é diferente.

A manha dos marítimos

Instável como a vida de todos nós, sempre a surpreender com o inesperado, lugar mítico, tema poético de dimensões oceânicas, “mistério que nem os velhos marinheiros entendem”. “Doce amigo”, mas também dono das “águas plúmbeas”, do espesso óleo que oculta o corpo do amado, docemente levado pelas ondas até a Terra de Aiocá: o mar de Jorge Amado é signo da vida e do amor.

As leis do meio ambiente

A legislação brasileira sobre meio ambiente é bastante extensa, começando na Constituição Federal de 1988, passando pelos documentos legais da Política Nacional do Meio Ambiente – que aborda questões que envolvem flora, águas e fauna, unidades de conservação, povos e comunidades tradicionais e crimes e infrações ambientais, chegando a patrimônio genético nacional e organismos geneticamente modificados. Aqui estão destacados dois documentos legais: a Lei nº 9.795/99 e o Decreto nº 4.281/02. São os textos que tratam de educação ambiental, um dos temas transversais dos Parâmetros e Curriculares Nacionais, elaborados pelo MEC.

O processo da criação artística

Desde as mais remotas eras o ser humano procurou um meio de expressar-se. Ora para aplacar as forças da natureza, para invocar as divindades que as governavam, ora para celebrar algo que fosse importante para o grupo, representando de formas variadas fenômenos e seres ao seu redor. O canto de um Xamã invocando as divindades, esculturas entalhadas em pedra, imagens e pinturas representativas de animais, deuses e semideuses são os primeiros passos da grandiosa aventura criativa da civilização. A priori não poderia existir uma única fórmula que fosse apreendida e ensinada como um padrão efetivo no processo da criação conceitual e artística. O dilema e a grande dificuldade de qualquer forma de expressão de arte atualmente existente – ou a ser ainda desenvolvida – residem na multiplicidade e diversidade da natureza do meio do realizador, bem como de seu modus operandi.

Portal da Língua Portuguesa

Em tempos de discussão sobre o Acordo Ortográfico, que gera uma série de dúvidas sobre o que muda e o que não muda, vale a pena conferir o Portal da Língua Portuguesa. Dedicado a possibilitar aos usuários da Internet acesso às informações relativas às palavras de nossa língua em todas as suas variações, o Portal é uma importante ferramenta para os professores, para os alunos e para os que têm curiosidade sobre o nosso idioma.

Armadilhas de sedução em Meu tio o Iauaretê

A perplexidade perante a questão do conhecimento é um primeiro passo para o desenvolvimento de “um discurso que a alma mantém consigo mesma”, como afirma Sócrates em Teeteto. É fundamental ao filósofo (e à filosofia) que ocorra o espanto, que o homem se torne admirado em relação a si mesmo e ao que existe em torno de si. A partir daí, a descoberta do que ele é e do que ele não é pode ser obtida – e a partir daí a busca de um significado (mesmo que por fim não haja significado) move o homem. É nesse sentido que a perplexidade se torna também fundamental em Meu tio o Iauaretê, conto de João Guimarães Rosa publicado pela primeira vez em 1961. O espanto, nessa história, acontece em dois níveis: de modo diegético, visto que o onceiro Tonico se depara com um desvelamento de si próprio como fundamentação de sua hybris; e de modo interpretativo, na relação leitor-obra, quando a narrativa e as transformações ocorridas tornam o leitor um participante incrédulo da experiência que está vivendo. E a incredulidade é necessária para que haja um não-assentamento das ideias propostas pela obra, uma vez que a construção do conto se baseia justamente na indefinição do que é verdadeiro no discurso do protagonista. Como propõe Heidegger, “a verdade consiste na concordância de uma enunciação com o seu objeto”. A discordância ou dubiedade desse acordo, como ocorre no conto, é uma demonstração da arte como mímesis produtora de uma nova visão da experiência da verdade. Os termos usados por Guimarães Rosa para definir o tio do narrador – Iauaretê ou Jaguaretê – vêm do tupi yaware’te, que significa “onça verdadeira”. A ficção trabalha em sua função mimética e reproduz em narrativa o que o leitor vivencia: o espanto constante com a necessidade de escolher entre o que ele quer acreditar que seja verdade e o que ele prefere entender como mentira. A armadilha foi montada: em meio a falsas intenções e aproximações com a verdade, o leitor se acha seduzido pela obra. Mais uma vez a arte exerce a sedução da mímesis, através do pseudos.

Como responder o que é a poesia?

À Maria Clara, querida derridiana

O valor das histórias em quadrinhos: entrevista com Natânia Nogueira

Muitas crianças, antes mesmo de aprender a ler, já leem histórias em quadrinhos. Além disso, por seus textos ágeis, diretos, repletos de diálogos e apoiados nas imagens, as HQs são uma forma de entretenimento fácil, de comunicação clara, da qual todos guardam lembranças agradáveis ao crescer. Tanto que são inúmeros os títulos para adultos – aqueles que não esquecem das primeiras tirinhas. Mesmo que sejam alvo de preconceito por parte de alguns educadores, as histórias em quadrinhos podem ser uma ótima ferramenta de alfabetização; os Parâmetros Curriculares Nacionais, do MEC, incentivam o uso dos gibis em sala de aula.